Luce Irigaray

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Luce Irigaray
Nome nativo Luce Irigaray
Nascimento 3 de maio de 1930 (88 anos)
Bernissart
Cidadania França, Bélgica
Alma mater Universidade de Paris, Universidade Católica de Louvain
Ocupação filósofa, linguista, professora universitária, psicóloga, feminista
Influências
Empregador Erasmus Universiteit Rotterdam

Luce Irigaray (Blaton, 1932) é uma filósofa e feminista belga. Destaca-se no estudo do feminismo francês contemporâneo e em filosofia européia. É uma pensadora interdisciplinar cujos trabalhos se dividem entre filosofia, psicanálise e linguística.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Obteve um mestrado da Universidade de Louvain em 1955. Lecionou no ensino médio em Bruxelas de 1956 a 1959. No início da década de 1960 mudou-se para a França, onde obteve o mestrado em Psicologia junto à Universiade de Paris em 1961. No ano seguinte diplomou-se em Psicopatologia. Retornou à Bélgica onde trabalhou para a Fondation Nationale de la Recherche Scientifique (FNRS), de 1962 a 1964, após o que passou a trabalhar como Assistente de Pesquisa junto ao Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) em Paris, vindo a se tornar Diretora de Pesquisas. Ainda na década de 1960 participou de seminários psicanalíticos de Jacques Lacan, com quem estudou análise. Em 1968 alcançou um doutorado em Linguística. De 1970 a 1974 lecionou na Universidade de Vincennes. Nesta fase, Irigaray foi membro da École Freudienne de Paris, dirigida por Lacan. Em 1969 dedicou-se à análise de Antionette Fouque, uma líder do Movimento de Liberação Feminina da época.

À segunda tese de doutorado de Irigaray, "Espelho da Outra Mulher" seguiu-se o seu corte da Universidade de Vincennes, devido às ideias que professava acerca das diferenças sexuais e de sua crença na existência de uma diferente subjectividade feminina. A obra critica a exclusão das mulheres tanto da filosofia como da teoria psicanalítica, e com ela a autora obteve reconhecimento como teórica feminista e filósofa no continente europeu.

Sem se ligar a qualquer grupo feminista, envolveu-se na demonstração de medidas anticoncepcionais e na defesa dos direitos de aborto. Recebeu convites para ministrar seminários e falar em conferências por toda a Europa, muitas delas tendo sido publicadas.

No segundo semestre de 1982, Irigaray assumiu a cadeira de Filosofia na Universidade Erasmo em Rotterdam, tendo a sua pesquisa à época conduzido à publicação de "Uma ética da Diferença Sexual", o que contribuiu para firmar a sua reputação como filósofa no continente.

O trabalho de Irigaray influenciou o movimento feminista na França e na Itália por várias décadas. Desde a década de 1980 tem se manifestado a favor do movimento comunista italiano, por meio de visitas e aulas naquele país. Nessa década conduziu pesquisa no Centre National de la Recherche Scientifique acerca das diferenças de linguagem entre homens e mulheres, baseando-se em oradores de muitas línguas. Em 1986 transferiu-se da Comissão de Psicologia para a Comissão de Filosofia visto ser este último campo o seu preferido.

Obra[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • I Love To You: Sketch of a Possible Felicity in History. New York: Routledge, 1996.
  • Thinking the Difference: For a Peaceful Revolution. New York: Routledge, 1994.
  • An Ethics of Sexual Difference. Ithaca: Cornell University Press, 1993.
  • Je, Tu, Nous: Toward a Culture of Difference. New York: Routledge, 1993.
  • Sexes and Genealogies. Ithaca: Cornell University Press, 1993.
  • Elemental Passions. New York: Routledge, 1992.
  • The Irigaray Reader. Cambridge: Basil Blackwell, 1991.
  • Marine Lover: Of Friedrich Nietzsche. New York: Columbia University Press, 1991.
  • Speculum: Of the Other Woman. Ithaca: Cornell University Press, 1985.
  • This Sex Which Is Not One. Ithaca: Cornell University Press, 1985.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BURKE, Carolyn; SCHOR, Naomi; WITFORD, Whitford (ed.). Engaging with Irigaray. New York: Columbia University Press, 1994.
  • GROSZ, Elizabeth. Irigaray and the Divine. Local Consumption Occasional Papers (Monograph No. 9), 1986.
  • HUNTINGTON, Patricia. Ecstatic Subjects, Utopia and Recognition: Kristeva, Heidegger, Irigaray.
  • VASSELEAU, Cathryn. Textures of Light: Vision and Touch in Irigaray, Levinas and Merleau-Ponty. New York: Routledge, 1998.
  • WHITFORD, Margaret. Luce Irigaray: Philosophy in the Feminine. New York: Routledge, 1991.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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