Luciana Lóssio

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Luciana Lóssio
Ministra do Tribunal Superior Eleitoral do Brasil
Mandato 26 de fevereiro de 2013
até 5 de maio de 2017
(efetiva)
25 de outubro de 2011
até 26 de fevereiro de 2013
(substituta)
Nomeação por Dilma Rousseff
Dados pessoais
Nascimento 18 de julho de 1974 (43 anos)
Brasília, Distrito Federal
Alma mater Centro Universitário de Brasília

Luciana Christina Guimarães Lóssio (Brasília, 18 de julho de 1974) é uma jurista brasileira. Foi ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),[1] sendo a primeira mulher a ocupar a vaga destinada aos juristas, e atualmente é conselheira do Conselho Nacional de Direitos Humanos.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Luciana Lóssio formou-se em direito pela Centro Universitário de Brasília (atual UniCEUB) em 1999. Cursou especialização em direito processual civil pelo Instituto Brasileiro de Direito Processual de 2002 a 2003, e em Direito, Estado e Constituição na União Educacional do Planalto Central de 2005 a 2006. É membro do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (IBRADE).[2]

Atuou por sete anos, de 1999 a 2006, na Procuradoria-Geral da República, onde foi assessora jurídica dos procuradores Claudio Fonteles e Geraldo Brindeiro.[2][3]

Antes de ser ministra do TSE, foi advogada na área do direito eleitoral[3] e advogou para a então presidente da República Dilma Rousseff, durante campanha eleitoral.[4] Também defendeu o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, preso por suspeita de envolvimento num esquema de corrupção, e a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney.[5]

Em 2011, foi indicada para ser ministra substituta no TSE, tomando posse em 25 de outubro.[1][2] No mesmo ano, o ministro do STF Marco Aurélio Mello afirmou que foi levado a erro, quando o plenário do Supremo aprovou a inclusão do nome de Lóssio numa lista tríplice de candidatos ao cargo de ministro substituto do TSE.[5] Posteriormente, em 26 de fevereiro de 2013,[1] foi nomeada ministra titular da casa.[2] No ano seguinte, foi indicada para fazer parte do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH).[2]

É questionada pelos seus pares por não se declarar impedida em casos envolvendo ex-clientes. De acordo com matéria da Revista ISTOÉ, Lóssio "criou em torno de si uma teia de relações que demonstram sua dificuldade para separar a atuação como advogada de políticos, exercida antes de ascender ao posto, da função atual de magistrada".[6]

Referências

  1. a b c «Ministra Luciana Christina Guimarães Lóssio». Tribunal Superior Eleitoral. Consultado em 7 de março de 2017 
  2. a b c d e f «Conheça a trajetória de Luciana Lóssio - uma das mais importantes figuras femininas da política brasileira». Estadão. Consultado em 7 de março de 2017 
  3. a b «Luciana Lóssio: o sucesso como Advogada, Ministra e campeã do Hipismo». InfoMoney. Consultado em 7 de março de 2017 
  4. «Luciana Lóssio, advogada de Dilma, é indicada para vaga no TSE». Consultor Jurídico. Consultado em 7 de março de 2017 
  5. a b «Escolha de Luciana Lóssio para TSE causa polêmica no Supremo». Paraiba. 24 de fevereiro de 2011. Consultado em 7 de março de 2017 
  6. «Em nome da amizade». IstoÉ. Consultado em 7 de março de 2017