Luciano dos Anjos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo ou secção necessita de referências de fontes secundárias fiáveis publicadas por terceiros (desde setembro de 2014).
Por favor, melhore-o, incluindo referências mais apropriadas vindas de fontes fiáveis e independentes.
Fontes primárias, ou que possuem conflito de interesse geralmente não são suficientes para se escrever um artigo em uma enciclopédia.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde abril de 2017)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.

Luciano dos Anjos (Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1933 — Rio de Janeiro, 3 de maio de 2014[1]) foi jornalista e escritor. Espírita brasileiro, atuou no movimento espírita, principalmente, como escritor divulgador da Doutrina Espírita.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural da cidade do Rio de Janeiro, nascido em 14 de fevereiro de 1933. Filho de Antônio dos Anjos (ator e pintor) e de Desdêmona Dias de Barros (atriz). Ao todo, na família, eram nove irmãos: Primerose, Elza, Afonso, Ângela, Arnaldo, Olavo, Luciano, Plínio e Cordélia, Em 6 de setembro de 1958, contrai matrimônio com Nely Martino dos Anjos, tendo o casal dois filhos: Ana Lúcia Martino dos Anjos (24.4.1960) e Luciano dos Anjos Filho (7.3.1963), casado com Paula Mendes dos Anjos e de cuja união nasceram as netas Bruna Mendes dos Anjos (4.11.1998) e Luciana Mendes dos Anjos (14.2.2001).

Seus estudos de Filosofia, Ciências e Letras convergiram na carreira de jornalista. Começou, em 1947, criando palavras cruzadas para o Correio da Noite. Em 1949, o jornal Vanguarda passou a publicar seus trabalhos. Ainda estudante, ingressou, em 1951, como profissional em O Radical, onde assinava reportagens e crônicas de rádio, teatro e cinema. Transferiu-se por pouco tempo para a centenária Gazeta de Notícias, logo retornando ao Correio da Noite. Em 1953, exercia a profissão no Diário de Notícias, à época o matutino de maior circulação e prestígio no Rio de Janeiro. Ascendeu a assessor do diretor e atuou, também, como noticiarista internacional em O Jornal, órgão líder da cadeia dos Diários Associados; foi redator nas revistas O Cruzeiro, no Mundo Ilustrado e na Visão; colunista de A Notícia e colaborador do seu Suplemento Literário. Em 1955, com Agostinho José de Castro Seixas (Correio da Manhã), dirigiu a Tribuna Escolar, tabloide de oito páginas voltado para o magistério em geral. Na área de propaganda e marketing foi diretor da Waldemar Galvão Publicidade, redator da SHM Propaganda (mais tarde HM Propaganda), da Tecna de Publicidade. Dirigiu programa ao vivo de debates na TV Rio, na década de 60, com políticos e administradores públicos; chefiou a Seção de Imprensa do SENAC; foi redator da CAFE – Fundações Educacionais do Ministério da Educação e Cultura, e da Assessoria de Imprensa da Confederação Nacional da Indústria; assistente da presidência da Sotecna e, também, assessor da presidência do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro para assuntos de imprensa, e assistente do governador do estado do Rio de Janeiro, no Palácio Guanabara.

Fez revisão e condensação de obras clássicas para a Editora Gertrum Carneiro e radiofonizou programas dirigidos a jovens nas rádios Mayrink Veiga e Ministério da Educação e Cultura. Letrista de canções orquestradas pelo maestro Vito Nisticó e ouvidas em casas noturnas do Rio, duas delas gravadas em disco. Como ghost writer, redigiu discursos para políticos e só se recusava a escrever contra o espiritismo (doutrina espírita), contra a democracia, contra a liberdade. Elaborou pareceres em ações judiciais sobre textos contratuais à luz da semântica e da melhor exegese. Deu aulas de português, de filosofia, de jornalismo e de marketing.

O Espírita[editar | editar código-fonte]

Nascido em lar com mãe católica e pai espírita, recebeu desde a infância os ensinamentos da doutrina espírita, tendo seu pai como tutor e modelo, quando, então, sua mãe não considerava errado os ensinamentos religiosos nesta direção. Já adulto, ao final da década de 50, após vários anos de atividade jornalística estafante, devido aos horários irregulares que a profissão impõe, adoece e busca auxílio através da doutrina espírita, passando a assistir às reuniões públicas na Federação Espírita Brasileira (FEB). Neste período, relê os livros da Codificação e outros complementares de diversos autores, como Os Quatro Evangelhos, de Jean-Baptiste Roustaing, obra em 4 volumes que lhe fora apresentada por Indalício Mendes, seu colega na Redação do Diário de Notícias e no Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira. Aprofunda a leitura de outras obras de cunho filosófico, científico e religioso. Tendo constituído, ao final da década de 60, uma biblioteca particular com mais de quatro mil volumes (hoje, em 2014, na conta de seis mil). Restabelecido na saúde, passa a atuar mais diretamente no movimento espírita brasileiro. Desde os anos 50 tem artigos estampados no Reformador, órgão oficial da Federação Espírita Brasileira, e profere palestras. Por volta de 1956, encontra-se em Pedro Leopoldo com Francisco Cândido Xavier; logo depois, com Divaldo Pereira Franco, reatando amizade de séculos. Em 1967 reencontra César Burnier (foram velhos amigos à época da Revolução Francesa). Na segunda metade de 1950 faz amizade com o tribuno Newton Boechat. Guillon Ribeiro (pai e filho) lhe são íntimos por extensão inicial da proximidade de ambos com seu pai Antônio dos Anjos. Passa a frequentar o Grupo Espírita Cultivadores da Fé e da Verdade, que se reunia, sob a direção de Américo Vieira, numa das salas do segundo pavimento da Federação Espírita Brasileira, onde mais dois grupos também estavam alojados: o do Ismael Gomes Braga e o do Alcides Neves de Castro. Ali Luciano dos Anjos conheceu o Armando de Oliveira Assis, que vai se tornar seu grande amigo e presidente da FEB. Antônio Wantuil de Freitas decide, acertadamente, pedir a liberação daquelas salas e o Cultivadores da Fé e da Verdade passou a reunir-se em local cedido pela Fundação Marieta Gaio, na rua Teófilo Otoni. Dali Luciano dos Anjos, Armando de Oliveira Assis e José Borges se afastaram para assumir encargos na Federação Espírita Brasileira e foram integrados ao Grupo Ismael. Armando, a convite do Wantuil, fora eleito secretário geral e, depois, vice-presidente da FEB.

A partir de sua frequência ao grupo instalado dentro da FEB, Luciano dos Anjos estreita seu relacionamento com Antônio Wantuil de Freitas, que assumira em 1943 a presidência da Federação Espírita Brasileira. Entre ambos se solidifica grande amizade, dele vindo a ser seu confidente. Luciano é convidado para integrar o Quadro de sócios efetivos e o Conselho Superior da Federação Espírita Brasileira. Desde então amplia-se sua convivência com as mais respeitados figuras do espiritismo brasileiro, multiplicando-se sua permuta de ideias, interpretações e conceituações em torno de questões doutrinárias e de atividades do movimento espírita.

Na década de 60, já articulista e escritor espírita, iniciou pesquisa prática e teórica sobre materializações de espíritos e objetos inanimados. No ano de 1967, foi convidado a ser sujet nas pesquisas sobre regressão da memória, que eram realizadas pelo espírita Hermínio Corrêa de Miranda, trabalho que originou a obra Eu Sou Camille Desmoulins. Em 1970, foi condado a exercer a função de assessor de Armando de Oliveira Assis, presidente da Federação Espírita Brasileira. Durante esse período assumiu o cargo de editor-chefe do Reformador e participou ativamente da reestruturação da livraria, da biblioteca e do parque gráfico, ocasião que modernizou a revista e as capas dos livros editados pela FEB.

Em 1975, em meio a repentina crise institucional, abdica das funções acompanhando idêntica decisão de Armando de Oliveira Assis, que não deseja mais concorrer ao segundo mandato presidencial, malgrado fosse concitado a que não o fizesse pelos membros do Conselho Superior e pelos espíritos, principalmente Bezerra de Menezes. Armando não recuou e foi com Luciano acompanhado também pelo vice-presidente Abelardo Idalgo Magalhães.

O Grupo dos Oito[editar | editar código-fonte]

Em 1976, à conta de ideia do Abelardo, Luciano dos Anjos funda o Grupo dos Oito, com reuniões de estudos doutrinários e práticas mediúnicas (desobsessão), reunindo-se no casarão da drª Leda Pereira Rocha, reuniões que permanecem até os dias atuais, agora na residência de Luciano dos Anjos Filho. Nos últimos anos, Luciano dos Anjos prosseguiu trabalhando como escritor espírita, inclusive utilizando das novas mídias de divulgação, como a internet e o site www.grupodosoito.com.br, concebido por ele e pelo filho.

Conferencista, polemista, acima de tudo por defender o binômio secular da FEB, Kardec-Roustaing, publicou obras de espiritismo, filosofia, romances, poesias. Escreveu vários prefácios. A sua obra O Atalho (Análise Crítica do Movimento Espírita), de 1973, provocou grande impacto em todo o movimento espírita e ainda hoje suscita debates. Os direitos autorais das suas produções espíritas são sempre doados a instituições de filantropia.

Obra[editar | editar código-fonte]

  • "Cinzas Sobre a Neve (poesia)"
  • "Enciclopédia Mirador (colaborador) (filosofia)"
  • "De Kennedy ao Homem Artificial (crônicas/religião)"
  • "Deus é o Absurdo (filosofia)"
  • "Havia um Piano no Jardim (romance)"
  • "Eu Sou Camille Desmoulins (científico/religião)"
  • "O Atalho (análise/religião)"
  • "Dedicatórias (poesia)"
  • "Os Adeptos de Roustaing (história/religião)"
  • "Para Entender Roustaing (religião)"
  • "Vocês..., (poesia)"
  • "Talvez..., (poesia)"
  • "Jean-Baptiste Roustaing - O Missionário da Fé (história/religião)"
  • "A Anti-História das Mensagens Co-Piadas (história/filosofia/religião)"
  • "Iluminando os Bastidores, (depoimento testemunhal)"
  • "O Verdadeiro André Luiz (lançamento previsto para 2014) (história/religião)"
  • "A Posição Zero - capítulos adiantados no periódico Obreiros do Bem (história/religião/filosofia)"
  • "Carma e Livre-Arbítrio – lançamento previsto para 2014 (filosofia/religião)"
  • "Quem foi Quem - lançamento previsto para 2014 - (científico/biografias/religião)"

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]