Luiz Almeida Araújo

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Luiz Almeida Araújo
Nascimento 27 de agosto de 1943
Anadia, Brasil
Morte 24 de junho de 1971 (27 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade Brasil brasileira
Ocupação estudante

Luiz Almeida Araújo (Anadia, 27 de agosto de 1943São Paulo, 24 de junho de 1971) foi um militante da Ação Libertadora Nacional (ALN) desaparecido no período do ditadura militar no Brasil. É um dos casos investigados pela Comissão da Verdade, que apura mortes e desaparecimentos durante a ditadura militar.

Juventude e militância[editar | editar código-fonte]

Nascido em [[[Alagoas]], Luiz Almeida Araújo se mudou para São Paulo em 1957. Começou cedo o engajamento político, participando do movimento estudantil no curso Santa Inês, ligado à Juventude Estudantil Católica (JEC). Sua primeira prisão foi em 1964, não se sabe exatamente a data e o local. A informação de quantas vezes Luiz foi preso foi solicitada por sua irmã no depoimento para a Comissão da Verdade, pois nem ela sabia. [1] Foi preso novamente no mesmo ano ao voltar de viagem ao Chile. Entrou no curso de ciências sociais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 1966, e no ano seguinte foi preso novamente por se ligar à ala dissidente do Partido Comunista Brasileiro (PCB), comandada por Carlos Marighella.

Ao mesmo tempo que aprofundava sua militância política, envolvia-se com atividades culturais e foi na montagem de uma peça de teatro que conheceu a atriz Carmem Monteiro Jacomini, sua companheira até 1968. Nesse ano, Luiz foi preso novamente por ter emprestado seu carro para uma ação do grupo Marighella. Em 1970, após retornar de Cuba, se juntou à resistência armada da ALN. [2]

Prisão e desaparecimento[editar | editar código-fonte]

Uma semana antes de ser preso pela última vez, passou o dia 16 de junho de 1971 com sua irmã, Maria do Amparo Almeida Araújo, que também era militante e vivia na clandestinidade. No dia 24 de junho do mesmo ano, Luiz dirigia pela avenida Angélica, em São Paulo, quando foi sequestrado. Ele havia levado Paulo de Tarso Celestino da Silva, dirigente nacional da ALN para um encontro com um companheiro da Vanguarda Popular Revolucionária. Paulo foi a última pessoa que viu Luiz vivo e no mês seguinte também desapareceu. [3]

A família de Luiz só ficou sabendo de sua prisão três dias depois, por meio de um telefone anônimo. A irmã de Luiz, Maria do Amparo, contou em depoimento à Comissão Nacional da Verdade que ficou esperando em frente a um orelhão até que alguém aparecesse para dar o telefonema para a mãe dela, pois ela sabia que o telefone estava grampeado e ficou com medo de ser reconhecida [4]. A mãe de Luiz, Maria José, foi à sede do DOI-CODI/SP com seu outro filho, Manoel, e prestaram diversos depoimentos. Manoel foi obrigado a assinar um documento assumindo a responsabilidade de denunciar e entregar seus irmãos se os encontrasse. Os dois ainda foram ao Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), e receberam a informação de que Luiz estaria foragido, vivendo na clandestinidade.[5]

Durante os meses de junho e julho de 1971, amigos e colegas de Luiz foram interrogados ou torturados pela polícia. Sua companheira na época, a chilena Josephina Vargas Hernandes estava grávida, mas morava fora do país. Luiz morreu sem conhecer a filha, Alina de Paula.

Processos políticos[editar | editar código-fonte]

No dia 29 de novembro de 1973 Luiz foi absolvido em um processo na 2ª Auditoria, por falta de provas. Segundo relatório do Ministério da Marinha, Luiz teria sido dado como morto em agosto de 1971. Seu nome consta na lista de desaparecidos políticos da lei 9.140 de 1995 e foi registrado na Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos com o número 028/96. [6]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Luiz foi homenageado pela prefeitura de Maceió (AL), tendo batizado uma rua no Parque dos Eucaliptos.

Uma placa em sua homenagem foi colocada no Monumento contra Tortura em Recife(PE)

Uma placa em sua homenagem localizada na Praça da Paz da Universidade Federal de Alagoas, que faz parte do programa Ufal em Defesa da Vida. [7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências