Luiz Carlos Cardoso

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Luiz Carlos Cardoso (Campinas, 16 de julho de 1939) é um dramaturgo brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Luiz Carlos Cardoso cresceu na cidade de Rio Claro, no estado de São Paulo, até mudar-se para a capital, em 1960. Por volta dos dezoito anos de idade, teve o seu primeiro contato com o teatro profissional na Sociedade Filarmônica Rio-Clarense, assistindo à peça As mãos de Eurídice. Desde então, começou a ler Bernard Shaw, Ibsen, Shakespeare. Começou a escrever textos para o teatro na adolescência.

Entre 1960 e 1961, fez o curso de dramaturgia e crítica pela Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD), no antigo Liceu de Artes e Ofícios, atual Pinacoteca do Estado de São Paulo, quando teve a oportunidade de ter como mestres Augusto Boal, Anatol Rosenfeld, Alfredo Mesquita, Alberto D'Aversa, Décio de Almeida Prado e Sábato Magaldi, sendo colega de classe de Renata Pallottini, Maria Thereza Vargas, Lauro César Muniz e Juca de Oliveira.

Na EAD, escreveu a primeira versão de Viva Olegário e de Quarta costela.

No ano de 1977, ganhou o Prêmio Governador do Estado de São Paulo com a sua primeira peça Viva Olegário. Em 1980, a peça Swing foi montada por Juca de Oliveira e Luiz Gustavo, que ficou em cartaz por quase dois anos, viajando pelas capitais do país, e teve montagem também no Rio de Janeiro com Jorge Dória, Osmar Prado, Íris Bruzzi e Arlete Salles, com a direção de Oswaldo Loureiro. Escreveu mais de uma dezena de textos para o teatro.

Entre 1984 e 1994, foi crítico de teatro do jornal Folha da Tarde e do Diário Popular, ambos da cidade de São Paulo. Foi colunista durante oito anos da extinta revista brasileira Visão. Participou como jurado nas principais premiações para o teatro, como nos prêmios Molière, Anchieta, Sharp, Mambembe, APCA, etc.

Em 1997, foi a Cuba para dar um curso de Iniciação à Dramaturgia em Escuela de Cine y TV de San Antonio de los Baños.

Em 2004, publicou o livro Chefes e poetas - o teatro de Luiz Carlos Cardoso, em que reúne as peças Quarta costela, Viva Olegário, Swing, Raça maldita e King Kong em Hong Kong.

A obra[editar | editar código-fonte]

O texto de Luiz Carlos Cardoso é uma comicidade sofrida, com "travo de drama", tragicômico. Sua comédia se caracteriza justamente pela feição ambígua, formando um jogo permanente de ser ou não ser.

Características[editar | editar código-fonte]

Observam-se alguns exemplos dessa característica típica de seu estilo tragicômico nas peças a seguir:

  • Quarta costela: o marido se esconde embaixo da cama, sustentando em sua costela dolorida a relação sexual de sua mulher com o amante.
  • Umbigüidade, um homem diz que seu umbigo desapareceu e não mostra a barriga desumbigada aos outros.
  • King Kong em Hong Kong, o marido afirma que o amante da mulher está escondido no armário do quarto, e ela não nega nem confirma isso, ou nega e confirma o tempo todo.
  • Raça maldita, do início ao fim dois homens se entendem e desentendem.
  • Viva Olegário, um homem não entende a si mesmo e acaba assumindo a identidade de outro que parece ser mais interessante para ele.

Nos palcos[editar | editar código-fonte]

Dentre as peças escritas por Luiz Carlos Cardoso, duas chegaram aos palcos:

Leituras públicas[editar | editar código-fonte]

Em maio de 1999, a peça Swing teve uma leitura pública no espaço Bastidores, de São Paulo. No elenco, Lucélia Machiavelli, Luiz Guilherme e Jairo Matos, dirigidos por José Carlos Freyria.

Em maio de 2004, houve a leitura dramatizada de Quarta Costela na sala teatral do Instituto Cultural ArteClara, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro. Paulo César Grande e Tato Gabus Mendes convidaram o veterano Otávio Augusto e Cláudia Mauro.

Em julho de 2004, pela segunda vez Paulo César Grande e Tato Gabus Mendes promoveram a leitura dramática de Quarta Costela, com direção de Edwin Luisi e participação de Cláudia Mauro e Marcelo Scorell. Desta vez, o encontro cênico foi na Casa da Gávea, Rio de Janeiro, sob o olhar atento do autor Luiz Carlos Cardoso.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Em 2005, sua peça Swing foi encenada para a série "Senta Que Lá Vem Comédia", da TV Cultura de São Paulo, e gravada no Teatro Maria Della Costa. Com direção de Antônio Ghigonetto, teve no elenco Kito Junqueira, Nilton Bicudo, Cláudia Missura e Adriana Londoño.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cardoso, Luiz Carlos. Chefes e poetas - o teatro de Luiz Carlos Cardoso. São Paulo: JSN Editora, 2004.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]