Luiz Felipe Pondé

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Luiz Felipe Pondé
Luiz Felipe Pondé em 2009
Nome completo Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé
Nascimento 1959 (57 anos)
Recife,  Pernambuco
Residência São Paulo,  São Paulo
Nacionalidade  brasileiro
Alma mater Universidade de Tel Aviv
Ocupação filósofo e escritor
Influências
Religião Ateísmo [2] [3]

Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé (Recife, 1959) é um filósofo e escritor brasileiro, doutor em filosofia pela Universidade de Paris e pela FFLCH da USP, pós-doutor pela Universidade de Tel Aviv. Escreveu, entre outras obras, o Guia Politicamente Incorreto da Filosofia.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pondé cursou filosofia na Universidade de São Paulo e fez doutorado pela mesma instituição com suporte financeiro da Universidade de Paris. Realizou pós-doutorado da Universidade de Tel Aviv. Atualmente, é Vice-Diretor e Coordenador de Curso da Faculdade de Comunicação da FAAP; professor de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Filosofia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Escreve semanalmente no jornal Folha de S.Paulo e é autor de diversas obras, entre elas: O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana (2001), Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana (2004), Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski (2003), Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Teologia e Literatura (2009), Contra um mundo melhor: Ensaios do Afeto (2010), O Catolicismo Hoje (2011), Guia Politicamente Incorreto da Filosofia (2012), A filosofia da adúltera - Ensaios Selvagens (2013), A era do ressentimento: uma agenda para o contemporâneo (2014), Os Dez Mandamentos (+ Um) (2015) e Filosofia para Corajosos (2016). É co-autor do livro Por que virei a direita: Três intelectuais explicam sua opção pelo conservadorismo (2012).

Ideias[editar | editar código-fonte]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Fã declarado de Nelson Rodrigues[5], Pondé muitas vezes se expressa por meio de aforismas sobre o cotidiano.[6] A ideia e a filosofia de Pondé baseiam-se num certo pessimismo, na valorização das tradições religiosas ocidentais e no combate ao pensamento politicamente correto nos meios universitários. Pondé se define como um “rato de universidades”, e carrega fortes influências do filosofo alemão Friedrich Nietzsche, do Niilismo e do Existencialismo.[7]

O pensamento Liberal Conservative[editar | editar código-fonte]

Pondé tem sido ávido divulgador do pensamento que nomeia como “liberal-conservative”, que engloba, segundo o filósofo, ideias de autores como David Hume (sua moral), Adam Smith, Edmund Burke, Alexis de Tocqueville, Friedrich Hayek, T.S. Eliot, Michael Oakeshott, Isaiah Berlin, Russell Kirk, Theodore Dalrymple, John Gray, Gertrude Himmelfarb, Thomas Sowell, Phyllis Schlafly e Roger Scruton.[9] O filósofo coordena uma Biblioteca da editora é Realizações, chamada “Crítica Social”, cujo propósito é o de disponibilizar ao público brasileiro obras introdutórias ao pensamento desses importantes intelectuais do século XX.[10]

É importante mencionar que essa definição é uma visão particular do filósofo, uma vez que Roger Scruton rejeita a aproximação entre o conservadorismo e o liberalismo[11], e muitos autores supracitados nunca se definiram como "liberal conservatives".[12] Pondé traça uma linha de pensamento comum entre esses autores, liberais ou conservadores.

Moral[editar | editar código-fonte]

Pondé acredita que os atos morais são motivados pelas experiências e paixões do indivíduo (fobias, traumas, experiências) e não por princípios ou pela razão, aderindo à visão do filósofo David Hume [13]. Além disso, todo ato moral demanda sacrifício, sofrimento, combate. [14]

Religião[editar | editar código-fonte]

Pondé é crítico do ateísmo materialista, entendido por ele como filosoficamente raso e aborrecido. Mesmo não sendo seguidor de nenhuma religião em especial, encontra na hipótese do Deus bíblico algo atraente e belo.[15]

Perguntado em entrevista feita pelo site da Rede Bandeirantes, sobre ao seu suposto abandono ao ateísmo, Pondé responde que não havia deixado de ser um ateu no sentido filosófico, porém entendendo que "Deus" é o maior conceito produzido pela filosofia.[16]

Em entrevista dada a jornalista Eliana de Castro, Pondé diz ser apaixonado pela ideia de Deus, mesmo não tendo qualquer tipo de relacionamento ou necessidade de fazer pedidos a alguma força superior. Nessa mesma entrevista ele diz que "Deus" é um personagem que o encanta e que espera ser a sua existência verdadeira. Apesar disso, é apresentado como sendo um "ateu apaixonado por Deus".[17] Em outra entrevista, dada ao "Jornal de Jundiaí Regional", trata a ideia de Deus como sendo uma hipótese.[18]

Em um vídeo, publicado no dia 14 de junho de 2016 em seu canal no YouTube, Pondé diz que não crê em Deus e nem em um propósito específico para a existência. [3]

E em outro vídeo, publicado também por ele mesmo no dia 24 de outubro de 2016, respondeu quanto ao tema ter sido o das próprias descrenças [2] :

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. «Perfil do Leitor: Luiz Felipe Pondé». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  2. a b Vídeo "Por que virei ateu?", disponível no Youtube. Entre 3 minutos e 56 segundos e 4 minutos e 13 segundos, diz: "Eu não me tornei ateu por uma questão de raciocínio filosófico, eu me tornei ateu por uma questão de observação empírica, e pelo sentimento de que o mundo parece abandonado; a ideia de que exista um roteiro escrito por um deus bom não parece verdade."
  3. a b Vídeo "Politeísmo", disponível no Youtube. A 1 minuto e 9 segundos, diz: "Eu não acredito em nenhum 'Deus' e nem em vários 'deuses' porque simplesmente eu não consigo acreditar que exista um projeto pro Universo, nem consigo acreditar que exista um projeto pro mundo e nem um sentido maior na vida. E eu na verdade acho que esse é o verdadeiro gosto das coisas, quer dizer, eu acho que o interessante é justamente a ideia de que nós estamos aqui combatendo uma batalha perdida, mas que mesmo por isso tem gosto de ser combatida."
  4. «FAAP:organizacao». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  5. «Luiz Felipe Pondé». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  6. «Em a filosofia da adultera ponde se inspira em Nelson Rodrigues». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  7. «Ponde fala da importância de Olavo de Carvalho». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  8. PONDÉ, Luiz Felipe (2010). Contra um mundo melhor. ensaios do afeto 1ª ed. (São Paulo: Leya). p. 86. ISBN 978-85-62936-69-2. 
  9. «A Camisa Do Feliciano». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  10. «Biblioteca Crítica Social». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  11. «KURTZ, SCRUTON, AND LIBERAL REASON=14 de outubro de 2016». 
  12. «Why I am not a conservative. – By F.A. Hayek, An Important Essay For the Freedom Inclined». Consultado em 14 de outubro de 2016. 
  13. PONDÉ, Luiz Felipe (2010). Contra um mundo melhor. ensaios do afeto 1ª ed. (São Paulo: Leya). p. 88
  14. PONDÉ, Luiz Felipe (2010). Contra um mundo melhor. ensaios do afeto 1ª ed. (São Paulo: Leya). p. 69
  15. «Por que o cristianismo é moralmente superior à esquerda materialista. Ou: A estupidez dos jantares inteligentes | VEJA.com». Consultado em 2016-07-15. 
  16. Vídeo "Luiz Felipe Pondé conta por que deixou de ser ateu", disponível no TV UOL.
  17. FaustoMag. «Luiz Felipe Pondé: "Deus é o maior personagem da literatura ocidental» (em português). Consultado em 16 de julho de 2016. 
  18. «Autor de best-seller, Luiz Felipe Pondé, fala sobre ética e religião». Jornal de Jundiaí Regional. 14 de dezembro de 2015. Consultado em 16 de julho de 2016. 
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