Luiz Felipe Pondé

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Luiz Felipe Pondé
Luiz Felipe Pondé em 2008
Nome completo Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé
Nascimento 1959 (58 anos)
Recife, Pernambuco
Residência São Paulo
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Danit Zeava Falbel Pondé[1]
Filho(s) Dafna Falbel Pondé e Noam Falbel Pondé.[2][1]
Alma mater Universidade de Tel Aviv
Ocupação Filósofo e escritor
Influências
Religião Ateísmo[4]

Luiz Felipe de Cerqueira e Silva Pondé (Recife, 1959) é um filósofo e escritor brasileiro, doutor em filosofia pela FFLCH da USP com pós-doutorado na Universidade de Tel Aviv. Escreveu, entre outras obras, o Guia Politicamente Incorreto da Filosofia.[5] É colunista da Folha de S. Paulo, escrevendo semanalmente.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pondé nasceu em Recife, no estado de Pernambuco. Inicialmente cursou medicina na Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia, mas não concluiu o curso. Mais tarde também cursou filosofia na Universidade de São Paulo tendo feito doutorado pela mesma instituição com suporte financeiro e mestrado pela Universidade de Paris. Realizou pós-doutorado da Universidade de Tel Aviv. Atualmente, é Vice-Diretor e Coordenador de Curso da Faculdade de Comunicação da FAAP; professor de Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e de Filosofia na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Escreve semanalmente no jornal Folha de S.Paulo.[6]

Ideias[editar | editar código-fonte]

Estilo[editar | editar código-fonte]

Fã declarado de Nelson Rodrigues[7], Pondé muitas vezes se expressa por meio de aforismas sobre o cotidiano.[8] A ideia e a filosofia de Pondé baseiam-se num certo pessimismo, na valorização das tradições religiosas ocidentais e no combate ao pensamento politicamente correto nos meios universitários. Pondé se define como um “rato de universidades”, e carrega fortes influências do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do Niilismo e do Existencialismo.[9]

O pensamento Liberal Conservative[editar | editar código-fonte]

Pondé tem sido ávido divulgador do pensamento que nomeia como “liberal-conservative”, que engloba, segundo o filósofo, ideias de autores como David Hume (sua moral), Adam Smith, Edmund Burke, Alexis de Tocqueville, Friedrich Hayek, T.S. Eliot, Michael Oakeshott, Isaiah Berlin, Russell Kirk, Theodore Dalrymple, John Gray, Gertrude Himmelfarb, Thomas Sowell, Phyllis Schlafly e Roger Scruton.[11] O filósofo coordena uma Biblioteca da editora é Realizações, chamada “Crítica Social”, cujo propósito é o de disponibilizar ao público brasileiro obras introdutórias ao pensamento desses importantes intelectuais do século XX.[12]

É importante mencionar que essa definição é uma visão particular do filósofo, uma vez que Roger Scruton rejeita a aproximação entre o conservadorismo e o liberalismo,[13] e muitos autores supracitados nunca se definiram como "liberal conservatives".[14] Pondé traça uma linha de pensamento comum entre esses autores, liberais ou conservadores.[12]

Moral[editar | editar código-fonte]

Pondé acredita que os atos morais são motivados pelas experiências e paixões do indivíduo (fobias, traumas, experiências) e não por princípios ou pela razão, aderindo à visão do filósofo David Hume [15]. Além disso, segundo ele, todo ato moral demandaria sacrifício, sofrimento, combate.[16]

Religião[editar | editar código-fonte]

Pondé é crítico do ateísmo materialista, entendido por ele como filosoficamente raso e aborrecido. Mesmo não sendo seguidor de nenhuma religião em especial, encontra na hipótese do Deus bíblico algo atraente e belo.[17]

Perguntado em entrevista feita pelo site da Rede Bandeirantes, sobre ao seu suposto abandono ao ateísmo, Pondé responde que não havia deixado de ser um ateu no sentido filosófico, porém entendendo que "Deus" é o maior conceito produzido pela filosofia.[18]

Em entrevista dada a jornalista Eliana de Castro, Pondé diz ser apaixonado pela ideia de Deus, mesmo não tendo qualquer tipo de relacionamento ou necessidade de fazer pedidos a alguma força superior. Nessa mesma entrevista ele diz que "Deus" é um personagem que o encanta e que espera ser a sua existência verdadeira. Apesar disso, é apresentado como sendo um "ateu apaixonado por Deus".[19] Em outra entrevista, dada ao "Jornal de Jundiaí Regional", trata a ideia de Deus como sendo uma hipótese.[20]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • O homem insuficiente: Comentários de Psicologia Pascaliana (2001)
  • Crítica e profecia: filosofia da religião em Dostoiévski (2003)
  • Conhecimento na desgraça: Ensaio da Epistemologia Pascaliana (2004)
  • Do pensamento no deserto: Ensaio de Filosofia, Teologia e Literatura (2009)
  • Teologia e Literatura (2009)
  • Contra um mundo melhor: Ensaios do Afeto (2010)
  • O Catolicismo Hoje (2011)
  • Guia Politicamente Incorreto da Filosofia (2012)
  • A filosofia da adúltera - Ensaios Selvagens (2013)
  • A era do ressentimento: uma agenda para o contemporâneo (2014)
  • Os Dez Mandamentos (+ Um) (2015)
  • Filosofia para Corajosos (2016)
  • Marketing Existencial (2017)
  • Amor para Corajosos (2017)

É co-autor do livro Por que virei a direita: Três intelectuais explicam sua opção pelo conservadorismo (2012).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Pondé, Danit Zeava Falbel. O Conceito de Medo em Winnicott (Dissertação de Mestrado) (PDF). [S.l.]: Unicamp. Consultado em 11 de novembro de 2017 
  2. «Luiz Felipe Pondé - Uma Conversa Família com o Polêmico Filósofo e Psicanalista». Redação Pais e Filhos. 3 de agosto de 2011. Consultado em 11 de novembro de 2017 
  3. «Perfil do Leitor: Luiz Felipe Pondé». Consultado em 14 de outubro de 2016 
  4. a b «Luiz Felipe Pondé filosofa sobre fé e religião». Consultado em 22 de agosto de 2016 
  5. «FAAP:organizacao». Consultado em 14 de outubro de 2016 
  6. «Luiz Felipe Pondé» 
  7. «Luiz Felipe Pondé». Consultado em 14 de outubro de 2016 
  8. «Em a filosofia da adultera ponde se inspira em Nelson Rodrigues». Consultado em 14 de outubro de 2016 
  9. «Luiz Felipe Pondé fala sobre Olavo de Carvalho». Direita TV. Consultado em 27 de junho de 2017 
  10. PONDÉ, Luiz Felipe (2010). Contra um mundo melhor. ensaios do afeto 1ª ed. São Paulo: Leya. p. 86. 216 páginas. ISBN 978-85-62936-69-2 
  11. «A Camisa Do Feliciano». Consultado em 14 de outubro de 2016 
  12. a b «Biblioteca Crítica Social». Consultado em 14 de outubro de 2016 
  13. «KURTZ, SCRUTON, AND LIBERAL REASON» 
  14. «Why I am not a conservative. – By F.A. Hayek, An Important Essay For the Freedom Inclined» (em inglês). Consultado em 14 de outubro de 2016 
  15. PONDÉ, Luiz Felipe (2010). Contra um mundo melhor. ensaios do afeto 1ª ed. (São Paulo: Leya). p. 88
  16. PONDÉ, Luiz Felipe (2010). Contra um mundo melhor. ensaios do afeto 1ª ed. (São Paulo: Leya). p. 69
  17. «Por que o cristianismo é moralmente superior à esquerda materialista. Ou: A estupidez dos jantares inteligentes | VEJA.com». Consultado em 15 de julho de 2016 
  18. Vídeo "Luiz Felipe Pondé conta por que deixou de ser ateu", disponível no TV UOL.
  19. FaustoMag. «Luiz Felipe Pondé: "Deus é o maior personagem da literatura ocidental» (em português). Consultado em 16 de julho de 2016 
  20. «Autor de best-seller, Luiz Felipe Pondé, fala sobre ética e religião». Jornal de Jundiaí Regional. 14 de dezembro de 2015. Consultado em 16 de julho de 2016 
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