Luiz Paulo Baravelli

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Luiz Paulo Baravelli (São Paulo, 1942) é um desenhista, pintor, gravador e escultor brasileiro.

Estudou Pintura e Desenho na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), tendo permanecido ali dos dezoito aos vinte anos. Passados dois anos, recorreu à Universidade de São Paulo, onde estudou Arquitectura. Simultaneamente, começou a estudar pintura e desenho com Wesley Duke Lee. Começou então, neste período, a retratar modelos ao vivo, método que até hoje mantém.

Em 1971, surgiu pela primeira vez, numa exposição colectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). No seguinte ano, perto do reconhecimento nacional, participou, com uma sala especial, na exposição Brasil Plástica 72, na Fundação Bienal de São Paulo, agraciado com o Prémio Aquisição.

No ano de 1979 concebeu o óleo sobre tela No museu. O quadro, que hoje se encontra no Museu de Arte Moderna de São Paulo, foi doado ao museu pelo próprio artista. No museu é visto como uma das mais interessantes e relevantes pinturas de toda a obra de Baravelli.

Após o Prémio Aquisição, seguiu-se um série notável de outros, dos quais se destacam o de Melhor Pintor de 1982 e 1992, prémios entregues pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Seguidamente, consagrou a sua carreira com em exposições internacionais de destaque, entre as quais se contam a participação na XLI Bienal de Veneza, em 1984, e a exposição individual, no ano seguinte, no Hara Museum of Contemporary Art, em Tóquio, no Japão.

Até à actualidade as críticas têm sido favorecedoras. Dessas críticas sobressai a de Roberto Pontual, que afirmou que "Baravelli situa-se como pesquisador de múltiplas técnicas e materiais, desde o Desenho à Pintura até à Escultura; do objecto, desde o ferro e a madeira até o acrílico e a fórmica. Ao mesmo tempo, introspectivo e crítico, a sua obra desenvolve-se como anotação e transfiguração constantes, ao nível aproximado de um diário auto-biográfico".

A sua última exposição na cidade de São Paulo foi inaugurada na Galeria Nara Roesler, no dia 13 de Agosto de 1996, e intitulava-se Série Branca, com grande sucesso e repercussão. Deitando um olhar retrospectivo à sua carreira artística e fazendo uma análise dessa exposição, Baravelli afirmou que "o fundo branco raramente é figurativo, no sentido de representar objectos brancos; é mais neutro mas multidimensional, onde a acção se passa; estas pinturas são narrações, representação de cenas. As figuras têm o mesmo papel do espectador: observam."

Ver também[editar | editar código-fonte]

site oficial do artista: http://www.flickr.com/photos/lpbaravelli/