Luiza Erundina

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Luiza Erundina
Luiza Erundina de Sousa
37.ª Prefeita de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Período 1 de janeiro de 1989
até 1 de janeiro de 1993
Antecessor(a) Jânio Quadros
Sucessor(a) Paulo Maluf
Deputada federal por São Paulo São Paulo
Período 1º de fevereiro de 1999
até a atualidade
Ministra da Administração Federal do Brasil Brasil
Período 28 de fevereiro de 1993
até 20 de maio de 1993
Antecessor(a) Osiris de Azevedo Lopes Filho
Sucessor(a) Romildo Canhim
Deputada estadual de São Paulo São Paulo
Período 15 de março de 1987
até 31 de dezembro de 1988
Vereadora de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Período 15 de março de 1983
até 15 de março de 1986
Vida
Nascimento 30 de novembro de 1934 (81 anos)
Uiraúna, PB, Brasil
Nacionalidade  brasileira
Dados pessoais
Partido PT (1980-1997)
PSB (1997-2016)
PSOL (2016-presente)
Religião Católica romana
Profissão Assistente Social
Website LuizaErundina.com.br

Luiza Erundina de Sousa (Uiraúna, 30 de novembro de 1934) é uma assistente social e deputada federal[1] pelo Estado de São Paulo, pertencendo à bancada do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).[2]

Foi Coordenadora-Geral da coligação Unidos pelo Brasil, que lançou Marina Silva como candidata à Presidência da República, em 2014[3].

Ganhou notoriedade nacional quando foi eleita a primeira prefeita de São Paulo e representando um partido de esquerda[4][5], o PT, em 1988[6][7][8][9]

Deputada há cinco mandatos, e suplente da atual Mesa Diretora, Erundina foi candidata à presidência da Câmara dos Deputados em substituição a Eduardo Cunha, que havia renunciado ao cargo[10][11][12]. Na eleição, Erundina defendeu uma maior participação feminina na representatividade e mostrou-se favorável a reforma politica. Ela já havia presidido uma sessão da Casa simbolicamente.

Em 2016 se candidata pela quinta vez para prefeitura de São Paulo pela Coligação "Os Sonhos Podem Governar"[13][14][15]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu no dia 30 de novembro de 1934 na cidade de Uiraúna, Paraíba. É a sétima de dez filhos de um artesão de selas e arreios de couro. Começa a trabalhar ainda na infância, vendendo bolos feitos pela mãe[16].

Repete a 5ª série duas vezes para não parar de estudar, uma vez que a cidade não tinha curso ginasial. Vai morar em Patos, com uma tia, em 1948, para cursar o ginásio. Forma-se em Serviço Social na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, em 1967, e segue para São Paulo em 1971 para fazer mestrado em ciências sociais na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Sonhava ser médica, contudo, por dificuldades de ordens diversas, viu-se obrigada a suspender os seus estudos durante nove anos. Mesmo assim, ajudaria a fundar, em Campina Grande, a Faculdade de Serviço Social.

Por vias da militância católica, ela assumiria, em 1958, o seu primeiro cargo público: aos 24 anos de idade, tornar-se-ia diretora de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Campina Grande. E, em 1964, seria nomeada secretária de Educação e Cultura dessa cidade.

Em Campina Grande, na década de 1970, iniciava a sua atuação na esfera política, participando das Ligas Camponesas e fazendo oposição ao Golpe Militar. Naquela cidade e período histórico, a participação de mulheres nordestinas, na política, praticamente inexistia. Por essa razão, ela passaria a sofrer perseguições.

Foi em 1971 que Erundina decidiu se transferir para São Paulo em definitivo; e, ainda nesse ano, foi aprovada em um concurso público para assistente social da prefeitura, indo trabalhar com os nordestinos migrantes nas favelas da periferia da cidade.

É aprovada em concurso para a Secretaria do Bem-Estar Social da prefeitura paulistana e logo depois passa a colaborar com movimentos de periferia que reivindicam moradia e ocupam terrenos públicos abandonados, muitas das vezes em associação com as Comunidades Eclesiais de Base.

Em 1980, é convidada pelo então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva[17] a ser uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual se elege vereadora em 1982 e deputada estadual constituinte em 1986. Em 1985, é escolhida pelo partido para ser a vice-prefeita na chapa do candidato Eduardo Suplicy por ocasião das eleições municipais daquele ano. Suplicy fica em terceiro no pleito, vencido por Jânio Quadros (PTB), mas a expressiva votação recebida pelo PT (cerca de 19% dos votos) impulsiona o crescimento do partido na cidade. Em 1987, já como deputada estadual, é agredida pela Polícia Militar durante uma manifestação de funcionários públicos contra o governo do Estado, à época comandado por Orestes Quércia, promovida pelo PT.

Integrante da ala considerada mais radical do PT, ligada ao trotskismo[18], Luiza Erundina candidata-se em 1988 às prévias do partido para a decisão do candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições daquele ano. O outro candidato das prévias é o deputado federal constituinte Plínio de Arruda Sampaio, oriundo do setor majoritário e moderado da legenda e apoiado por suas maiores lideranças: Lula, José Genoíno e José Dirceu. Erundina vence Plínio na disputa interna[19] e se lança, com efeito, à corrida municipal, concorrendo com o ex-prefeito e ex-governador Paulo Maluf (PDS), com o secretário estadual João Oswaldo Leiva (PMDB), que apesar de ter contado com o apoio do governador Quércia e do prefeito Jânio Quadros, conquistou apenas a terceira colocação com 14,45% dos votos, teve ainda, apoio de Gugu Liberato. Em sua campanha, frisou sempre sua condição de Técnico e Engenheiro conhecedor dos problemas da cidade. Percorreu bairros afastados e carentes, propondo melhorias em infra estrutura. Tinha como símbolo de campanha uma colher de pedreiro, com o jingle "João Leiva, mãos à obra", sempre enfatizando uma administração técnica e tocadora de obras. Também disputaram com Erundina o deputado federal José Serra (PSDB), com o jornalista e secretário municipal de Jânio, João Mellão Neto (PL), e com o ex-secretário municipal e genro de Jânio Quadros, Marco Antônio Mastrobuono (PTB).

De início em terceiro nas pesquisas eleitorais (atrás de Maluf e Leiva), com uma campanha caracterizada pelos baixos recursos, pela militância pesada do partido nos bairros (sobretudo periféricos, que se converteriam nos grandes redutos eleitorais de Erundina naquele ano) e pelos eloquentes ataques, durante o Horário Eleitoral Gratuito, à administração de Jânio Quadros e aos demais candidatos, vistos todos como representantes dos setores mais conservadores e elitistas da sociedade, Luiza Erundina foi crescendo aos poucos na eleição, beneficiada pela insatisfação generalizada da sociedade com o poder público, pela, à época, diferenciada proposta representada pelo PT, pela alta rejeição a Maluf e pelo baixo cacife eleitoral de Leiva, tido por muitos como um candidato-fantoche. Durante o processo, Erundina ainda agregou o apoio de demais siglas de esquerda, como o PDT e o PCdoB, chegando, na penúltima semana do pleito (na época não havia segundo turno), em situação de empate técnico com Leiva e atrás de Maluf[20].

A greve na Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, ocorrida nas proximidades da eleição e que terminou com a morte de três operários devido à truculenta ação do Exército[21], ajudou a opinião pública a se sensibilizar acerca das reivindicações do movimento sindicalista e a rejeitar ainda mais o poder constituído de então. Alguns analistas políticos consideram que a repercussão da greve ajudou na vitória de Erundina em 15 de novembro de 1988, com 33% dos votos válidos[22], ante 24% de Maluf e 14% de Leiva, desmentindo as pesquisas dos dias anteriores, que davam vitória a Maluf. O próprio candidato do PDS, quando informado da vitória da petista por um jornalista da Rádio Jovem Pan, chegou a declarar que contestaria o resultado da eleição junto ao TRE. Contudo, tal intenção não foi concretizada. Após a totalização dos votos, descobriu-se que a Rede Globo não divulgou uma pesquisa do Ibope, concluída na véspera do dia da votação, que já indicava a vitória de Erundina.

As circunstâncias da eleição de Erundina para a prefeitura da maior cidade do país causaram grande impacto, sobretudo pelo alto grau de surpresa[4][5] ou seja, candidatos peculiares que atraem o voto de protesto., pelo próprio perfil pessoal da nova prefeita (solteira, migrante nordestina e ativa militante de esquerda) e pela significativa mudança em relação ao sistema administrativo outrora constituído[23][23][24].

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Luiza Erundina foi prefeita do município de São Paulo entre 1989 e 1993, eleita pelo PT.[17]

Na sua gestão, implementou mudanças nas áreas de educação[25][26] (os responsáveis pela pasta eram os educadores Paulo Freire e, depois, Mário Sérgio Cortella, reconhecidos internacionalmente)[27] e saúde, como o aumento do salário e da capacitação dos professores da rede municipal, a melhoria na distribuição e qualidade da merenda escolar, a criação dos MOVAs (Movimentos de Alfabetização, centros de alfabetização e instrução de adultos) e a implantação de serviços de fonoaudiologia e neurologia, entre outros, nos postos da cidade, além do desenvolvimento de políticas sociais mais voltadas para a periferia.

A gestão de Erundina colocou a problemática habitacional como prioridade ao apoiar a implantação da habitação de interesse social por mutirão autogerido, o que ajudou a diminuir o déficit habitacional no município[28]. A prática do mutirão foi descontinuada por seus sucessores, como Paulo Maluf, que priorizaram a construção de edifícios de apartamentos por métodos convencionais. Na opinião de integrantes do governo Erundina, a motivação para o abandono da prática por parte de administrações posteriores se deve a que os mutirões proporcionavam um certo nível de organização política aos envolvidos, o que segundo eles possibilitava a mobilização dos membros dos mutirões com relação ao atendimento de suas demandas, o que não ocorreria nos projetos habitacionais de Maluf e dos demais prefeitos.[29][30]

No setor de esportes, junto a seu secretário Juarez Soares, em 1989, a prefeita Luiza Erundina, com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo, iniciou negociações para trazer de volta a Interlagos o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 que havia sido transferido para Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Iniciou-se, assim, uma grande reforma que mudaria completamente o traçado do velho Interlagos, e em 1990 voltou para São Paulo onde continua até o presente, e sendo realizado sucessivamente.[31]

Na área da cultura (comandada pela professora Marilena Chauí) foi responsável pela construção do Sambódromo do Anhembi. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer,[32] foi construído e inaugurado em 1991, durante a gestão municipal de Luiza Erundina. Possui 530 metros de comprimento e catorze metros de largura. Conta com um piso de concreto estrutural antialagamento, além de ter capacidade para cerca de 30 000 pessoas[33]. Pela restauração das grandes bibliotecas do centro da cidade, como a Biblioteca Mário de Andrade[34]. Durante a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), a filósofa Marilena Chauí esteve à frente da Secretaria Municipal de Cultura. Sob sua administração, a BMA empreendeu alguns melhoramentos [35] no edifício-sede [36], instalando equipamentos para combater incêncios e um sistema de ar-condicionado central, além de pequenas intervenções nos salões térreos destinados ao público. As reformas, no entanto, foram suspensas após o término da gestão Erundina, ficando inacabadas. Também sancionou a lei de incentivo fiscal à cultura do município, a Lei Mendonça.

Nos transportes públicos investiu na modernização da frota da CMTC[37] e incentivou as empresas particulares a fazerem o mesmo, principalmente através de subsídios governamentais às tarifas. No transporte individual, Erundina foi bastante criticada por não ter dado continuidade em algumas obras viárias de seu antecessor Jânio Quadros, como os túneis sob o Rio Pinheiros e o Lago do Parque do Ibirapuera, empreitadas que foram retomadas por Paulo Maluf[27][38][39][40].

O ponto mais polêmico de sua gestão foi a tentativa de mudança nas regras da cobrança do IPTU, naquilo que se chamou de "IPTU progressivo": pelo projeto, apresentado em 1992 (último ano de sua gestão), proprietários de imóveis de maior valor teriam um aumento no imposto (ao mesmo tempo em que outros imóveis, isentos da cobrança, voltariam a contribuir), ao passo que imóveis menores teriam os custos diminuídos até a isenção. Tal medida foi duramente rechaçada pela Câmara dos Vereadores (de maioria oposicionista) e por setores da imprensa, até ser derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou a iniciativa da prefeitura inconstitucional. A administração de Luiza Erundina sofreu uma sensível queda em sua popularidade. Segundo membros da administração, o motivo para a queda da popularidade foi uma campanha deflagrada contra a atitude da prefeita, pela mesma potencialmente também atingir alguns setores da classe média.

Durante seu período na prefeitura foi considerada uma das principais lideranças de esquerda no país[41], mas não conseguiu constituir um sucessor. O candidato de seu partido, Eduardo Suplicy[6], perdeu as eleições de 1992 para Paulo Maluf[42]. Em 1996, 2000 e 2004, Erundina candidatou-se novamente ao cargo de prefeita, sem obter sucesso em nenhuma delas (apesar de ter disputado o segundo turno em 1996)[43]. Na eleição municipal de São Paulo em 2004, o atual presidente interino da República Michel Temer foi o candidato a vice-prefeito de Luiza Erundina (PSB).[44] Ela recebeu 244 mil votos (3,96%) e ficou na quarta colocação.[45] As campanhas de Eduardo Suplicy à sucessão de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo em 1992 foram coordenadas por Rui Falcão, hoje presidente nacional do partido.

Deixou o cargo com apenas 20% de aprovação da população de São Paulo, segundo o Datafolha, embora tenha reduzido o deficit público e focou a gestão na área social, sobretudo na educação. Também promoveu mutirões para construir casas populares, o que ainda lhe rende popularidade na periferia. O professor da USP Nabil Bonduki, que integrou a gestão, disse que Erundina acabou mal avaliada devido à maioria oposicionista na Câmara que barrava projetos, e à dificuldade de arrecadação, que paralisava ações.[46].

Ministra da Administração Federal[editar | editar código-fonte]

Com o advento do impeachment do presidente Fernando Collor, em 1993, logo após dar posse a Paulo Maluf na prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina seria convidada, pelo vice de Collor e seu sucessor Itamar Franco (1992-1994), a se tornar ministra-chefe da Secretaria da Administração Federal, dentro dos esforços de Itamar Franco em constituir um governo de coalizão política (coalizão à época chamada de "política de entendimento nacional"), abrigando no primeiro escalão políticos e lideranças de diferentes correntes. Por ter aceitado o cargo, contrariando a orientação do partido, o Diretório Nacional do PT decidiu suspender, por um ano, todos os seus direitos e deveres partidários. Na ocasião, segundo uma nota divulgada pelo PT, a deputada teria rompido com a disciplina partidária, ao não consultar a legenda sobre o assunto, e ao desrespeitar a decisão do partido de fazer oposição a Itamar. Dessa maneira, em 1997 (mesmo após se candidatar pelo partido à prefeitura de São Paulo no ano anterior e ao Senado Federal em 1994), depois de 17 anos de militância, ela sairia do PT, posto que o episódio constituiu um desgaste progressivo seu com as demais lideranças da legenda. Em maio de 1993 deixou a Secretaria da Administração Federal principalmente devido a divergências com o Ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves, sendo substituída pelo general-de-brigada Romildo Canhim Histórico da Secretaria Administração Federal.

Naquela eleição majoritária de 1994, Itamar pensou em apoiar Lula para sucedê-lo na presidência da República[47]. Candidata ao senado pelo PT de São Paulo, Erundina deu apoio e foi apoiada por Lula[48].

Saída do PT e entrada no PSB[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Erundina transfere-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB); nesse ano, se elege deputada federal para a legislatura 1999-2003[49]. No ano 2000, ela se candidata novamente à Prefeitura de São Paulo, mas perde a eleição para Marta Suplicy (PT)[50]. Em contrapartida, é reeleita deputada federal em 2002, para a legislatura 2003-2007.

O ano de 2002 marcou também uma importante mudança no comando do Executivo Federal, com a eleição do candidato a Presidência pelo PT, Lula, a primeira vitória na história brasileira de um ex-operário ao posto mais importante do país.[51].

Deputada federal[editar | editar código-fonte]

Em 1994[52] foi candidata ao Senado ficando em 3º lugar com mais de 4 milhões de votos, sendo derrotada por José Serra (PSDB) e Romeu Tuma (PL)[53].

Nas Eleições para prefeito de 1996, Erundina novamente foi candidata à prefeitura de São Paulo. Desta vez, com Aloízio Mercadante, como vice na chapa e obteve 1.291.120 votos, (22,83% do total) e ajudou a eleger vários vereadores petistas e de sua coligação. Tal votação lhe credenciou ir ao segundo turno daquelas eleições. Ficou em segundo lugar na disputa pela prefeitura com 1.924.630 de votos (37,72% do total).

Perdeu a eleição municipal de 1996 no segundo turno para Celso Pitta. Durante a campanha, Paulo Maluf veiculou no horário eleitoral a seguinte frase: "Votem no Pitta e se ele não for um grande prefeito, nunca mais vote em mim"[54]. Pitta foi considerado o pior prefeito que São Paulo já teve, com índices de rejeição superiores a 80%.[55] Pouco depois, em 1999, Maluf e Pitta romperiam seus laços políticos e a controversa atuação desse último à frente do cargo acabou por prejudicar gravemente a imagem de Maluf[56].

Podemos citar nas eleições municipais de 1996, na cidade de São Paulo, um acontecimento totalmente atípico ocorrido no segundo turno, entre Luiza Erundina (PT) e Celso Pitta (PPB). Diversos veículos de imprensa noticiaram forte favorecimento por parte da Rede Globo (ver Críticas à Rede Globo) no debate do segundo turno a Pitta, em relação a Erundina. Em 2000, Pitta admitiu que teve vantagem na disputa.[57] A Rede Bandeirantes e a Rede Globo decidiram agendar debates no mesmo dia, causando conflito de datas na programação dos candidatos. O episódio resultou nas entrevistas concedidas de Erundina à Rede Bandeirantes e Pitta, à Rede Globo.[58]

Após as eleições gerais de 1998, 400 dos 513 deputados federais e 70 dos 81 senadores eram filiados a partidos governistas.[59] Durante o segundo mandato, a oposição teve mais inserção e o governo FHC teve maior dificuldade de governar devido à reorganização das oposições.[60] No Congresso Nacional, Erundina e o Partido dos Trabalhadores (PT) liderou a oposição, articulando os movimentos sociais e sindicais de esquerda e formando uma ampla frente de oposição parlamentar (PT, PCdoB, PSB, PDT, PCB, PPS).[60] Entre as ações da oposição, destaca-se a Marcha dos 100 mil de Brasília em agosto de 1999, considerado o maior protesto contra seu governo.[61][62][63] Um desses pedidos baseava-se em uma escuta telefônica em que o presidente autorizava André Lara a pressionar o fundo de pensões do Banco do Brasil a participar em um dos consórcios do leilão de privatização da Telebrás.[64][65] Apesar das críticas dos partidos de oposição às alianças políticas firmadas pelo governo, sua base parlamentar de apoio contribuiu para a estabilidade política, considerada um dos traços importantes do governo FHC.[60][66]

Erundina apoiou o pedido de impeachment contra FHC em seu segundo mandato, sobretudo alegando denuncias no PROER[67]. Fernando Henrique sofreu dezessete denúncias que, se comprovadas, poderiam levá-lo ao impeachment. As denúncias foram apresentadas com maior frequência durante o segundo mandato,[68] sendo arquivados pelos então presidentes da Câmara dos Deputados, responsáveis pela validação de um processo de impeachment contra o presidente da República.[69] Desde a redemocratização do país, o Partido dos Trabalhadores solicitou formalmente o impeachment de todos os presidentes da República.[70][71][72] Apesar disso, Fernando Henrique conseguiu aprovar com facilidade seus projetos, reformas constitucionais e conteve a oposição graças a uma ampla maioria na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.[60][73]

Erundina, após uma série de desentendimentos com o partido, deixou o PT para filiar-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), representando por esse partido, a partir de 1999, o estado de São Paulo no Congresso Nacional em Brasília, como deputada federal[74].

No Salão Verde da Câmara, os deputados Ivan Valente (PSOL), Luciana Genro (PSOL), Luiza Erundina (PSB), Chico Alencar (PSOL) e Fernando Gabeira (PV) colhem assinaturas para implantação da CPI da Navalha

Em 2002[75]. e em 2006[76] foi novamente eleita para o posto. Nessas últimas eleições conseguiu obter expressiva votação, mais de 195 mil votos nominais, ficando entre os quinze parlamentares mais bem votados do estado. Cogitou-se que o PT tomava o lugar do PSDB como representante do Brasil da social-democracia. A partir de uma série de denúncias de corrupção com relação às práticas do governo, o PT viu-se desestruturado e continuamente acusado de traidor de seus ideais históricos. Apesar da descrença de setores da esquerda brasileira no PT, verificou-se ainda no início de 2006 um forte apoio popular a Lula. Em 2006, quando se reelege, Erundina faz oposição ao governo Lula.[77][78][79][80][81]

Ainda em 2006, Erundina protestou contra o aumento de 91% nos salários dos parlamentares[82].

Em 2008 foi convidada para ser a vice na chapa encabeçada por Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, o que era de seu interesse[83], mas não de seu atual partido[84][85]. O vice da campanha de Marta acabou sendo Aldo Rebelo do PC do B, apesar de o PSB ter decidido apoiar Marta[86].

Luiza Erundina e o deputado Raul Jungmann

Nas eleições de 2010, discorda do apoio de seu partido ao empresário Paulo Skaf[87] para a disputa do governo de São Paulo e consegue, mais uma vez, se eleger para o Congresso Nacional, conquistando assim o quarto mandato seguido como deputada federal, sendo a décima mais votada do estado com 214.144 (1%), à frente de políticos como Arlindo Chinaglia, Márcio França, José Aníbal.[88][89][90]

Contrários ao Impeachment da presidente Dilma, os deputados do PSOL, 19º partido a discursar no plenário da Câmara, questionaram em 16 de abril de 2016, um dia antes da votação, a legitimidade do processo, argumentando que estava sendo comandado por pessoas sem credibilidade e investigadas na Operação Lava Jato.

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) mirou suas críticas no trabalho do Legislativo e atacou a postura “retórica” dos parlamentares de toda vez defenderem uma reforma política, mas sem levá-la adiante de fato. Erundina também culpou a mídia de se comportar como um “partido político”[68][69]. A Câmara dos Deputados não teria aberto um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) se apenas as deputadas federais tivessem votado. Embora a maioria delas tenha votado pela aceitação da denúncia, o total de votos entre as congressistas não atingiu os dois terços necessários para a instauração de um processo de afastamento por crime de responsabilidade. Vinte e nove deputadas votaram a favor do impeachment, e vinte votaram contra[91]

[92]

Luiza Erundina “assumiu” o comando da presidência da Câmara Federal na manhã de 5 de maio de 2016, após o presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), declarar cancelada a sessão que já estava marcada[93]. Naquele mesmo dia o ministro Teori Zavascki havia determinado o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Casa. Erundina é suplente de secretária na mesa diretora. Ela esteve a cargo da lista de oradores e também cuidou do tempo dado aos parlamentares — de três minutos para cada um.[94][95]

Candidatura a vice-prefeita de São Paulo em 2012[editar | editar código-fonte]

Luiza Erundina em anúncio para ocupar o cargo de vice-prefeita na campanha de Fernando Haddad para prefeito de São Paulo.

Em junho de 2012, foi lançada com índices de aprovação positivos como pré-candidata a vice-prefeita de São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT)[96], composição muito celebrada pelo próprio PT[97][98][99][100][101] por considerar que o nome de Luiza Erundina impulsionaria a campanha, já que Haddad, apesar de ter sido Ministro da Educação de Lula e Dilma Rousseff por mais de 6 anos, ainda era um nome pouco conhecido pela população como um todo. Entretanto, após a aliança do PT com Paulo Maluf[102] e seu Partido Progressista também para a candidatura Haddad, firmada até mesmo com uma visita do ex-presidente Lula à residência de Maluf (em um ato político amplamente divulgado pela imprensa),[103] Erundina anuncia seu declínio à candidatura[104]. É substituída por Nádia Campeão, do Partido Comunista do Brasil. Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010 , que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[105] Contudo, Luiza Erundina continua a apoiar o nome de Fernando Haddad nas eleições, que se converteria no vencedor do pleito.[106]

RAiZ - Movimento Cidadanista[editar | editar código-fonte]

Em 22 de janeiro de 2016,a deputada lança em Porto Alegre no Fórum Social Temático, um novo partido, a RAiZ - Movimento Cidadanista. A RAiZ tem com base os princípios do ecossocialismo, ubuntu e teko porã, e se inspira nas novas experiências dos círculos cidadanistas e de partidos-movimentos como o espanhol Podemos (Espanha).[107]

Saída do PSB e entrada no PSOL[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, Erundina deixa o Partido Socialista Brasileiro (PSB) após 19 anos e transfere-se, no período da janela partidária sem perda de mandato[88], para o Partido Socialismo e Liberdade[108][109] (PSOL) numa filiação transitória até que a RAiZ - Movimento Cidadanista obtenha registro definitivo .[110]

Candidatura à presidência da Câmara dos deputados[editar | editar código-fonte]

Candidata do PSOL, a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) concorreu à presidencia da Câmara dos deputados do Brasil, na votação de 13 de julho de 2016, em substituição a Eduardo Cunha, que havia renunciado uma semana antes por conta das denuncias que lhe eram feitas a cerca do escândalo da Lava Jato. Erundina afirmou que a eleição da Câmara é uma oportunidade de “renovação” e afirmou que é chegado o momento de uma mulher assumir o comando da Casa. A deputada foi a 9ª a registrar candidatura à presidência da Câmara após a renúncia do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de presidente. Ela também prometeu “radical mudança”, se assumir o posto, e criticou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Erundina criticou os retrocessos do Governo Temer e as manobras de Eduardo Cunha. Há apenas dois projetos em disputa: "a manutenção de uma Câmara desmoralizada, manobrada pelo fantasma de Eduardo Cunha, e do outro lado aqueles que lutaram pelo afastamento de Cunha"; em seu discurso, ela ressaltou que é necessário uma nova Câmara para um novo tempo e defendeu a eleição de uma mulher para o cargo “Essa eleição é uma oportunidade para a Câmara pagar uma dívida histórica com as mulheres. Nenhuma mulher ocupou a presidência desta Casa, e poucas foram eleitas para cargos de titular da Mesa Diretora. Isso se deve à sub-representação feminina dos espaços de poder, inclusive do Parlamento”, disse. A candidata disse que é preciso discutir questões que são de “real interesse do País”, como a reforma política, a reforma tributária, a regulamentação dos dispositivos constitucionais sobre comunicação social, a reforma agrária e urbana. Quanto ao andamento dos trabalhos, prometeu fortalecer o trabalho das comissões e a participação do Colégio de Líderes. Para além dos seis representantes de seu partido na Câmara, Erundina recebeu vinte e dois votos nominais. Deputada há cinco mandatos, Erundina é suplente da atual Mesa Diretora. No momento em que Erundina fazia seu pronunciamento de candidatura, a # Erundina entra Cunha sai foi o assunto mais comentado da plataforma interativa twitter, no Mundo.

Candidatura a prefeita de São Paulo em 2016[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2016 será candidata pela quinta vez para prefeitura de São Paulo, desta vez pelo PSOL, tendo Ivan Valente como candidato a vice-prefeito.[15] O PSOL quis evitar as primárias fazendo a decisão da escolha por um consenso.[13] As movimentações pré-campanha ocorrem num contexto de crise política envolvendo um pedido de impeachment do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, do PT[111][112][113] [114].

Em 24 de julho, o PSOL oficializou a candidatura de Luiza Erundina ao cargo de prefeita de São Paulo, com Ivan Valente como candidato a vice. Durante o evento, foi revelada a primeira aliança da chapa: o PCB formando a Coligação "Os Sonhos Podem Governar"[115] Em 30 de julho houve o anúncio da segunda aliança: o PPL.[116]

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidata a Votos Resultado
2010 Estadual de São Paulo Preste Atenção São Paulo
(PSB e PSL)
PSB Deputada federal 214.114 Eleita[117]
2014 Estadual de São Paulo sem coligação[118] PSB Deputada federal 177.279 Eleita[119]
2016 Municipal de São Paulo Os Sonhos Podem Governar
(PSOL, PCB e PPL)
PSOL Prefeita

Links[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Edson Sardinha (6 de novembro de 2012). «Os perfis dos melhores deputados». Congresso em Foco. Consultado em 3 de outubro de 2013. 
  2. Lideranças e Bancadas - 54.ª Legislatura
  3. "Mapa eleitoral 2014". Terra. s/d. Página acessada em 5 de dezembro de 2013.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FRÚGOLI Jr, Heitor. Centralidade em São Paulo: Trajetórias, conflitos e negociações na metrópole; São Paulo: EDUSP, 2001, ISBN 8531409667
Precedido por
Jânio Quadros
Prefeita de São Paulo
19891993
Sucedido por
Paulo Maluf
Precedido por
Osiris de Azevedo Lopes Filho
Secretária da Administração Federal
1993
Sucedido por
Romildo Canhim