Luiza Erundina

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Luiza Erundina
Luiza Erundina de Sousa
37.ª Prefeita de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Período 1 de janeiro de 1989
até 1 de janeiro de 1993
Antecessor(a) Jânio Quadros
Sucessor(a) Paulo Maluf
Deputada federal por São Paulo São Paulo
Período 1º de fevereiro de 1999
até a atualidade
Ministra da Administração Federal do Brasil Brasil
Período 28 de fevereiro de 1993
até 20 de maio de 1993
Antecessor(a) Osiris de Azevedo Lopes Filho
Sucessor(a) Romildo Canhim
Deputada estadual de São Paulo São Paulo
Período 15 de março de 1987
até 31 de dezembro de 1988
Vereadora de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Período 15 de março de 1983
até 15 de março de 1986
Vida
Nascimento 30 de novembro de 1934 (81 anos)
Uiraúna, PB, Brasil
Nacionalidade  brasileira
Dados pessoais
Partido PT (1980-1997)
PSB (1997-2016)
PSOL (2016-presente)
Religião Católica romana
Profissão Assistente Social
Website LuizaErundina.com.br

Luiza Erundina de Sousa (Uiraúna, 30 de novembro de 1934) é uma assistente social e Deputada Federal pelo Estado de São Paulo, pertencendo à bancada do PSOL[1] .

Foi Coordenadora-Geral da coligação Unidos pelo Brasil, que lançou Marina Silva como candidata à Presidência da República, em 2014[2] .

Ganhou notoriedade nacional quando foi eleita com maioria absoluta, a primeira prefeita de São Paulo e representando um partido de esquerda[3] [4] , o PT, em 1988[5] [6] [7] . [8]

Em 2016 se candidata pela quinta vez para prefeitura de São Paulo.[9] [10] [11]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu no dia 30 de novembro de 1934 na cidade de Uiraúna, Paraíba. É a sétima de dez filhos de um artesão de selas e arreios de couro. Começa a trabalhar ainda na infância, vendendo bolos feitos pela mãe[12] .

Repete a 5ª série duas vezes para não parar de estudar, uma vez que a cidade não tinha curso ginasial. Vai morar em Patos, com uma tia, em 1948, para cursar o ginásio. Forma-se em Serviço Social na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, em 1967, e segue para São Paulo em 1971 para fazer mestrado em ciências sociais na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Sonhava ser médica, contudo, por dificuldades de ordens diversas, viu-se obrigada a suspender os seus estudos durante nove anos. Mesmo assim, ajudaria a fundar, em Campina Grande, a Faculdade de Serviço Social.

Por vias da militância católica, ela assumiria, em 1958, o seu primeiro cargo público: aos 24 anos de idade, tornar-se-ia diretora de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Campina Grande. E, em 1964, seria nomeada secretária de Educação e Cultura dessa cidade.

Em Campina Grande, na década de 1970, iniciava a sua atuação na esfera política, participando das Ligas Camponesas e fazendo oposição ao Golpe Militar. Naquela cidade e período histórico, a participação de mulheres nordestinas, na política, praticamente inexistia. Por essa razão, ela passaria a sofrer perseguições.

Foi em 1971 que Erundina decidiu se transferir para São Paulo em definitivo; e, ainda nesse ano, foi aprovada em um concurso público para assistente social da prefeitura, indo trabalhar com os nordestinos migrantes nas favelas da periferia da cidade.

É aprovada em concurso para a Secretaria do Bem-Estar Social da prefeitura paulistana e logo depois passa a colaborar com movimentos de periferia que reivindicam moradia e ocupam terrenos públicos abandonados, muitas das vezes em associação com as Comunidades Eclesiais de Base.

Em 1980, é convidada pelo então líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva[13] [14] a ser uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual se elege vereadora em 1982 e deputada estadual constituinte em 1986. Em 1985, é escolhida pelo partido para ser a vice-prefeita na chapa do candidato Eduardo Suplicy por ocasião das eleições municipais daquele ano. Suplicy fica em terceiro no pleito, vencido por Jânio Quadros (PTB), mas a expressiva votação recebida pelo PT (cerca de 19% dos votos) impulsiona o crescimento do partido na cidade. Em 1987, já como deputada estadual, é agredida pela Polícia Militar durante uma manifestação de funcionários públicos contra o governo do Estado, à época comandado por Orestes Quércia, promovida pelo PT.

Integrante da ala considerada mais radical do PT, ligada ao trotskismo[15] , Luiza Erundina candidata-se em 1988 às prévias do partido para a decisão do candidato à prefeitura de São Paulo nas eleições daquele ano. O outro candidato das prévias é o deputado federal constituinte Plínio de Arruda Sampaio, oriundo do setor majoritário e moderado da legenda e apoiado por suas maiores lideranças: Lula, José Genoíno e José Dirceu. Erundina vence Plínio na disputa interna[16] e se lança, com efeito, à corrida municipal, concorrendo com o ex-prefeito e ex-governador Paulo Maluf (PDS), com o secretário estadual João Oswaldo Leiva (PMDB), que apesar de ter contado com o apoio do governador Quércia e do prefeito Jânio Quadros, conquistou apenas a terceira colocação com 14,45% dos votos, teve ainda, apoio de Gugu Liberato. Em sua campanha, frisou sempre sua condição de Técnico e Engenheiro conhecedor dos problemas da cidade. Percorreu bairros afastados e carentes, propondo melhorias em infra estrutura. Tinha como símbolo de campanha uma colher de pedreiro, com o jingle "João Leiva, mãos à obra", sempre enfatizando uma administração técnica e tocadora de obras. Também disputaram com Erundina o deputado federal José Serra (PSDB), com o jornalista e secretário municipal de Jânio, João Mellão Neto (PL), e com o ex-secretário municipal e genro de Jânio Quadros, Marco Antônio Mastrobuono (PTB).

De início em terceiro nas pesquisas eleitorais (atrás de Maluf e Leiva), com uma campanha caracterizada pelos baixos recursos, pela militância pesada do partido nos bairros (sobretudo periféricos, que se converteriam nos grandes redutos eleitorais de Erundina naquele ano) e pelos eloquentes ataques, durante o Horário Eleitoral Gratuito, à administração de Jânio Quadros e aos demais candidatos, vistos todos como representantes dos setores mais conservadores e elitistas da sociedade, Luiza Erundina foi crescendo aos poucos na eleição, beneficiada pela insatisfação generalizada da sociedade com o poder público, pela, à época, diferenciada proposta representada pelo PT, pela alta rejeição a Maluf e pelo baixo cacife eleitoral de Leiva, tido por muitos como um candidato-fantoche. Durante o processo, Erundina ainda agregou o apoio de demais siglas de esquerda, como o PDT e o PCdoB, chegando, na penúltima semana do pleito (na época não havia segundo turno), em situação de empate técnico com Leiva e atrás de Maluf[17] .

A greve na Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, ocorrida nas proximidades da eleição e que terminou com a morte de três operários devido à truculenta ação do Exército[18] , ajudou a opinião pública a se sensibilizar acerca das reivindicações do movimento sindicalista e a rejeitar ainda mais o poder constituído de então. Alguns analistas políticos consideram que a repercussão da greve ajudou na vitória de Erundina em 15 de novembro de 1988, com 33% dos votos válidos, ante 24% de Maluf e 14% de Leiva, desmentindo as pesquisas dos dias anteriores, que davam vitória a Maluf. O próprio candidato do PDS, quando informado da vitória da petista por um jornalista da Rádio Jovem Pan, chegou a declarar que contestaria o resultado da eleição junto ao TRE. Contudo, tal intenção não foi concretizada. Após a totalização dos votos, descobriu-se que a Rede Globo não divulgou uma pesquisa do Ibope, concluída na véspera do dia da votação, que já indicava a vitória de Erundina.

As circunstâncias da eleição de Erundina para a prefeitura da maior cidade do país causaram grande impacto, sobretudo pelo alto grau de surpresa[19] [20] ou seja, candidatos peculiares que atraem o voto de protesto., pelo próprio perfil pessoal da nova prefeita (solteira, migrante nordestina e ativa militante de esquerda) e pela significativa mudança em relação ao sistema administrativo outrora constituído[21] [21] [22] .

Trajetória política[editar | editar código-fonte]

Prefeitura de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Luiza Erundina foi prefeita do município de São Paulo entre 1989 e 1993, eleita pelo PT[13] [14] .

Na sua gestão elaborou ações importantes nas áreas de educação[23] [24] (os responsáveis pela pasta eram os educadores Paulo Freire e, depois, Mário Sérgio Cortella, reconhecidos internacionalmente)[25] e saúde, como o aumento do salário e da capacitação dos professores da rede municipal, a melhoria na distribuição e qualidade da merenda escolar, a criação dos MOVAs (Movimentos de Alfabetização, centros de alfabetização e instrução de adultos) e a implantação de serviços de fonoaudiologia e neurologia, entre outros, nos postos da cidade, além do desenvolvimento de políticas sociais mais voltadas para a periferia.

A gestão de Erundina colocou a problemática habitacional como prioridade ao apoiar a implantação habitação de interesse social por mutirão autogerido, o que ajudou a diminuir o déficit habitacional no município[26] . A prática do mutirão foi descontinuada por seus sucessores, como Paulo Maluf, os quais priorizaram a construção de edifícios de apartamentos por métodos convencionais, visto que os mutirões proporcionavam um certo nível de organização política aos envolvidos, assim como possibilitavam sua mobilização com relação ao atendimento de suas demandas, o que não ocorria nos projetos habitacionais de Maluf e dos demais prefeitos.[27]

No setor de esportes, junto a seu secretário Juarez Soares, em 1989, a prefeita Luiza Erundina, com o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo, iniciou negociações para trazer de volta a Interlagos o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 que havia sido transferido para Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Iniciou-se, assim, uma grande reforma que mudaria completamente o traçado do velho Interlagos, e em 1990 voltou para São Paulo onde continua até o presente, e sendo realizado sucessivamente[28] .

Na área da cultura (comandada pela filósofa Marilena Chauí) foi responsável pela construção do Sambódromo do Anhembi. Projetado pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer,[29] foi construído e inaugurado em 1991, durante a gestão municipal de Luiza Erundina. Possui 530 metros de comprimento e catorze metros de largura. Conta com um piso de concreto estrutural antialagamento, além de ter capacidade para cerca de 30 000 pessoas[30] . Pela restauração das grandes bibliotecas do centro da cidade, como a Biblioteca Mário de Andrade[31] . Durante a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), a filósofa Marilena Chauí esteve à frente da Secretaria Municipal de Cultura. Sob sua administração, a BMA empreendeu alguns melhoramentos [32] no edifício-sede [33] , instalando equipamentos para combater incêncios e um sistema de ar-condicionado central, além de pequenas intervenções nos salões térreos destinados ao público. As reformas, no entanto, foram suspensas após o término da gestão Erundina, ficando inacabadas.[34] Também sancionou a lei de incentivo fiscal à cultura do município, a Lei Mendonça.

Nos transportes públicos investiu na modernização da frota da CMTC[35] e incentivou as empresas particulares a fazerem o mesmo, principalmente através de subsídios governamentais às tarifas. No transporte individual, Erundina foi bastante criticada por não ter dado continuidade em algumas obras viárias de seu antecessor Jânio Quadros, como os túneis sob o Rio Pinheiros e o Lago do Parque do Ibirapuera, empreitadas que foram retomadas por Paulo Maluf[36] [37] [38] [39] .

O ponto mais polêmico de sua gestão foi a tentativa de mudança nas regras da cobrança do IPTU, naquilo que se chamou de "IPTU progressivo": pelo projeto, apresentado em 1992 (último ano de sua gestão), proprietários de imóveis de maior valor teriam um aumento no imposto (ao mesmo tempo em que outros imóveis, isentos da cobrança, voltariam a contribuir), ao passo que imóveis menores teriam os custos diminuídos até a isenção. Tal medida foi duramente rechaçada pela Câmara dos Vereadores (de maioria oposicionista) e por setores da imprensa, até ser derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou a iniciativa da prefeitura inconstitucional. Pela campanha deflagrada contra a atitude da prefeita e pela mesma potencialmente também atingir alguns setores da classe média, a administração de Luiza Erundina sofreu uma sensível queda em sua popularidade.

Durante seu período na prefeitura foi considerada uma das principais lideranças de esquerda no país[40] , mas não conseguiu constituir um sucessor. O candidato de seu partido, Eduardo Suplicy[41] , perdeu as eleições de 1992 para Paulo Maluf[42] . Em 1996, 2000 e 2004, Erundina candidatou-se novamente ao cargo de prefeita, sem obter sucesso em nenhuma delas (apesar de ter disputado o segundo turno em 1996)[43] . As campanhas de Eduardo Suplicy à sucessão de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo em 1992 foram coordenadas por Rui Falcão, hoje presidente nacional do partido.

Ministra da Administração Federal[editar | editar código-fonte]

Com o advento do impeachment do presidente Fernando Collor, em 1993, logo após dar posse a Paulo Maluf na prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina seria convidada, pelo vice de Collor e seu sucessor Itamar Franco (1992-1994), a se tornar ministra-chefe da Secretaria da Administração Federal, dentro dos esforços de Itamar Franco em constituir um governo de coalizão política (coalizão à época chamada de "política de entendimento nacional"), abrigando no primeiro escalão políticos e lideranças de diferentes correntes. Por ter aceitado o cargo, contrariando a orientação do partido, o Diretório Nacional do PT decidiu suspender, por um ano, todos os seus direitos e deveres partidários. Na ocasião, segundo uma nota divulgada pelo PT, a deputada teria rompido com a disciplina partidária, ao não consultar a legenda sobre o assunto, e ao desrespeitar a decisão do partido de fazer oposição a Itamar. Dessa maneira, em 1997 (mesmo após se candidatar pelo partido à prefeitura de São Paulo no ano anterior e ao Senado Federal em 1994), depois de 17 anos de militância, ela sairia do PT, posto que o episódio constituiu um desgaste progressivo seu com as demais lideranças da legenda. Em maio de 1993 deixou a Secretaria da Administração Federal principalmente devido a divergências com o Ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves, sendo substituida pelo general-de-brigada Romildo Canhim Histórico da Secretaria Administração Federal.

Naquela eleição majoritária de 1994, Itamar pensou em apoiar Lula para sucedê-lo na presidência da República[44] . Candidata ao senado pelo PT de São Paulo, Erundina deu apoio e foi apoiada por Lula[45] .

Saída do PT e entrada no PSB[editar | editar código-fonte]

Em 1998, Erundina transfere-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB); nesse ano, se elege deputada federal para a legislatura 1999-2003[46] . No ano 2000, ela se candidata novamente à Prefeitura de São Paulo, mas perde a eleição para Marta Suplicy (PT)[47] . Em contrapartida, é reeleita deputada federal em 2002, para a legislatura 2003-2007, e vê seu candidato a presidente, Lula, vencer o tucanato nas urnas e assumir o governo do país. A eleição de Lula, que havia sido derrotado nos anos de 1989, 1994 e 1998, é marcada por ter sido a primeira na história brasileira de um ex-operário ao posto mais importante do país.[48] .

Deputada federal[editar | editar código-fonte]

Em 1994[49] foi candidata ao Senado ficando em 3º lugar com mais de 4 milhões de votos, sendo derrotada por José Serra (PSDB) e Romeu Tuma (PL)[50] .

Nas Eleições para prefeito de 1996, Erundina novamente foi candidata à prefeitura de São Paulo. Desta vez, com Aluizio Mercadante, como vice na chapa e obteve 1.291.120 votos, (22,83% do total) e ajudou a eleger vários vereadores petistas e de sua coligação. Tal votação lhe credenciou ir ao segundo turno daquelas eleições. Ficou em segundo lugar na disputa pela prefeitura com 1.924.630 de votos (37,72% do total).

Perdeu a eleição municipal de 1996 no segundo turno para Celso Pitta. Durante a campanha, Paulo Maluf veiculou no horário eleitoral a seguinte frase: "Votem no Pitta e se ele não for um grande prefeito, nunca mais vote em mim"[51] . Pitta foi considerado o pior prefeito que São Paulo já teve, com índices de rejeição superiores a 80%.[52] Pouco depois, em 1999, Maluf e Pitta romperiam seus laços políticos e a controversa atuação desse último à frente do cargo acabou por prejudicar gravemente a imagem de Maluf[53] .

" Votem no Pitta e se ele não for um grande prefeito, nunca mais vote em mim" [54]
Paulo Maluf, durante a campanha para prefeito de São Paulo no horário eleitoral

Erundina, após uma série de desentendimentos com o partido, deixou o PT para filiar-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), representando por esse partido, a partir de 1999, o estado de São Paulo no Congresso Nacional em Brasília, como deputada federal[55] .

No Salão Verde da Câmara, os deputados Ivan Valente (PSOL), Luciana Genro (PSOL), Luiza Erundina (PSB), Chico Alencar (PSOL) e Fernando Gabeira (PV) colhem assinaturas para implantação da CPI da Navalha

Em 2002[56] . e em 2006[57] foi novamente eleita para o posto. Nessas últimas eleições conseguiu obter expressiva votação, mais de 195 mil votos nominais, ficando entre os quinze parlamentares mais bem votados do estado. Em 2006, quando se reelege, faz oposição ao governo Lula.

Ainda em 2006, Erundina protestou contra o aumento de 91% nos salários dos parlamentares[58] .

Em 2008 foi convidada para ser a vice na chapa encabeçada por Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo, o que era de seu interesse[59] , mas não de seu atual partido[60] [61] . O vice da campanha de Marta acabou sendo Aldo Rebelo do PC do B, apesar de o PSB ter decidido apoiar Marta[62] .

Luiza Erundina e o deputado Raul Jungmann

Nas eleições de 2010, discorda do apoio de seu partido ao empresário Paulo Skaf[63] para a disputa do governo de São Paulo e consegue, mais uma vez, se eleger para o Congresso Nacional, conquistando assim o quarto mandato seguido como deputada federal, sendo a décima mais votada do estado com 214.144 (1%), à frente de políticos como Arlindo Chinaglia, Márcio França, José Aníbal.[64] [65] [66]

Contrários ao Impeachment da presidenta Dilma, os deputados do PSOL, 19º partido a discursar no plenário da Câmara, questionaram em 16 de abril de 2016, um dia antes da votação, a legitimidade do processo, argumentando que estava sendo comandado por pessoas sem credibilidade e investigadas na Operação Lava Jato.

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) mirou suas críticas no trabalho do Legislativo e atacou a postura “retórica” dos parlamentares de toda vez defenderem uma reforma política, mas sem levá-la adiante de fato. Erundina também culpou a mídia de se comportar como um “partido político”[67] [68] . A Câmara dos Deputados não teria aberto um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) se apenas as deputadas federais tivessem votado. Embora a maioria delas tenha votado pela aceitação da denúncia, o total de votos entre as congressistas não atingiu os dois terços necessários para a instauração de um processo de afastamento por crime de responsabilidade. Vinte e nove deputadas votaram a favor do impeachment, e vinte votaram contra[69]

Candidatura a vice-prefeita de São Paulo em 2012[editar | editar código-fonte]

Luiza Erundina em anuncio para ocupar o cargo de vice-prefeita na campanha de Fernando Haddad para prefeito de São Paulo.

Em junho de 2012, foi lançada com grande força popular como pré-candidata a vice-prefeita de São Paulo na chapa de Fernando Haddad (PT)[70] , composição muito celebrada pelo próprio PT[71] [72] [73] [74] [75] por considerar que o nome de Luiza Erundina impulsionaria a campanha, já que Haddad, apesar de ter sido Ministro da Educação de Lula e Dilma Rousseff por mais de 6 anos, ainda era um nome pouco conhecido pela população como um todo. Entretanto, após a aliança do PT com Paulo Maluf[76] e seu Partido Progressista também para a candidatura Haddad, firmada até mesmo com uma visita do ex-presidente Lula à residência de Maluf (em um ato político amplamente divulgado pela imprensa),[77] Erundina anuncia seu declínio à candidatura[78] . É substituída por Nádia Campeão, do Partido Comunista do Brasil. Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010 , que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[79] Contudo, Luiza Erundina continua a apoiar o nome de Fernando Haddad nas eleições, que se converteria no vencedor do pleito.[80]

RAiZ - Movimento Cidadanista[editar | editar código-fonte]

Em 22 de janeiro de 2016,a deputada lança em Porto Alegre no Fórum Social Temático, um novo partido, a RAiZ - Movimento Cidadanista. A RAiZ tem com base os princípios do ecossocialismo, ubuntu e teko porã, e se inspira nas novas experiências dos círculos cidadanistas e de partidos-movimentos como o espanhol Podemos (Espanha).[81]

Saída do PSB e entrada no PSOL[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, Erundina deixa o Partido Socialista Brasileiro (PSB) após 19 anos e transfere-se, no período da janela partidária sem perda de mandato[64] , para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) numa filiação transitória até que a RAiZ - Movimento Cidadanista obtenha registro definitivo .[82]

Candidatura a prefeita de São Paulo em 2016[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2016 será candidata pela quinta vez para prefeitura de São Paulo, desta vez pelo PSOL, tendo Ivan Valente como candidato a vice-prefeito.[11] O PSOL quis evitar as primárias fazendo a decisão da escolha por um consenso.[83] As movimentações pré-campanha ocorrem num contexto de crise politica envolvendo um pedido de impeachment do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, do PT[84] .

Desempenho em eleições[editar | editar código-fonte]

Ano Eleição Coligação Partido Candidata a Votos Resultado
2010 Estadual de São Paulo Preste Atenção São Paulo
(PSB, PSL)
PSB Deputada federal 214.114 Eleita[85]
2014 Estadual de São Paulo sem coligação[86] PSB Deputada federal 177.279 Eleita[87]

Referências

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  2. "Mapa eleitoral 2014". Terra. s/d. Página acessada em 5 de dezembro de 2013.
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  5. http://www.tre-sp.jus.br/paulistica/#
  6. «As eleições municipais de 1988 à Prefeitura de São Paulo». 
  7. «Histórico da ex-prefeita Luiza Erundina». 
  8. "Erundina é pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL".
  9. «PSOL convida Erundina para disputar a Prefeitura de São Paulo». UOL Noticias. 
  10. «Com candidatura de Erundina, PSOL investirá em aliança com Rede». Folha.UOL. 
  11. a b «PSOL formaliza pré-candidatura de Erundina para disputar a Prefeitura de São Paulo». Estadão. 10 de abril de 2016. 
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  30. Circuito Anhembi já nasce com a maior reta da Indy
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FRÚGOLI Jr, Heitor. Centralidade em São Paulo: Trajetórias, conflitos e negociações na metrópole; São Paulo: EDUSP, 2001, ISBN 8531409667
Precedido por
Jânio Quadros
Prefeita de São Paulo
19891993
Sucedido por
Paulo Maluf
Precedido por
Osiris de Azevedo Lopes Filho
Secretária da Administração Federal
1993
Sucedido por
Romildo Canhim