Lupang Hinirang

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Lupang Hinirang é o hino nacional das Filipinas. Começou por ser uma marcha instrumental encomendada pelo presidente filipino de então, Emilio Aguinaldo, a Julian Felipe, para ser usada na proclamação da independência do país a 12 de Junho de 1898. O título da marcha era inicialmente Marcha Filipina Magdalo. Mais tarde, aquando da sua adopção como marcha nacional, o título foi mudado para Marcha Nacional Filipina. E então, em Agosto de 1899, um jovem poeta-soldado chamado Jose Palma escreveu o poema Filipinas em espanhol. Esse poema passou a ser a letra do hino nacional.

Durante a década de 1920 o Governo Colonial Americano decidiu traduzir o hino nacional de espanhol para inglês. A tradução foi realizada por Camilo Osias e por um estado-unidense, A. L. Lane.

Finalmente, durante o mandato do presidente Ramon Magsaysay, o hino nacional foi traduzido por Julian Cruz Balmaceda e Ildefonso Santos para a língua nativa, o tagalog. A 26 de Maio de 1956, o hino nacional, Lupang Hinirang, foi finalmente cantado em filipino. Foram feitos alguns ajustamentos menores em 1962, e é esta a versão final que está em uso hoje em dia.

Letra[editar | editar código-fonte]

Seguem-se as versões do hino nacional filipino nas várias línguas, tagalog, inglês e espanhol, junto com os autores das traduções, e também a versão em cebuano que por vezes é usada nas áreas de língua cebuana de Visayas e Mindanao. Incluimos também uma tradução não oficial para português, feita por um colaborador da wikipédia. Lupang Hinirang significa "Terra Amada" ou, de forma mais literal, "Terra Escolhida".

Em filipino/tagalog: Lupang Hinirang[editar | editar código-fonte]

por Julian Cruz Balmaceda e Ildefonso Santos

Bayang magiliw
Perlas ng Silanganan,
Alab ng puso,
Sa dibdib mo'y buhay.

Lupang Hinirang,
Duyan ka ng magiting,
Sa manlulupig,
Di ka pasisiil.

Sa dagat at bundok,
Sa simoy at sa langit mong bughaw,
May dilag ang tula
At awit sa paglayang minamahal.

Ang kislap ng watawat mo'y
Tagumpay na nagniningning,
Ang bituin at araw niya
Kailan pa ma'y di magdidilim.

Lupa ng araw, ng luwalhati't pagsinta,
Buhay ay langit sa piling mo;
Aming ligaya, na pag may mang-aapi
Ang mamatay nang dahil sa iyo.

Em cebuano: Nasudnong Awit[editar | editar código-fonte]

Yutang tabunon
Mutya nga masilakon,
Putling bahandi,
Amo kang gimahal.

Mithing gisimba,
Yuta's mga bayani,
Sa manlulupig,
Pagadapigan ka.

Ang mga buntod mo,
Ug lapyahan sa langit mong bughaw,
Nagahulad sa awit, lamdag sa
Kaliwat tang gawas.

Silaw sa adlaw ug bituon
Sa nasudnong bandila,
Nagatima-an nga buhion ta
Ang atong pagka-usa.

Yutang maanyag, duyan ka sa pagmahal,
Landong sa langit ang dughan mo;
Pakatam-ison namo nga nagatukaw
Kon mamatay man sa ngalan mo.

Em inglês: Philippine Hymn[editar | editar código-fonte]

por Camilo Osias e Mary A. Lane

Land of the morning,
Child of the sun returning,
With fervor burning,
Thee do our souls adore.

Land dear and holy,
Cradle of noble heroes,
Ne'er shall invaders,
Trample thy sacred shore.

Even within thy skies and through thy clouds,
And o'er thy hills and sea.
Do we behold the radiance,
Feel the throb of glorious liberty.

Thy banner, dear to all our hearts,
Its sun and stars alight.
O, never shall its shining field,
Be dimmed by tyrant's might!

Beautiful land of love, O land of light,
In thine embrace 'tis rapture to lie.
But it is glory ever, when thou art wronged,
For us, thy sons, to suffer and die.

Em espanhol: Filipinas[editar | editar código-fonte]

por José Palma

Tierra adorada,
hija del sol de Oriente,
su fuego ardiente
en ti latiendo está.

Tierra de amores,
del heroísmo cuna,
los invasores
no te hollarán jamás.

En tu azul cielo, en tus auras,
en tus montes y en tu mar
esplende y late el poema
de tu amada libertad.

Tu pabellón que en las lides
la victoria iluminó
no verá nunca apagados
sus estrellas ni su sol.

Tierra de dichas, de sol y amores,
en tu regazo dulce es vivir;
es una gloria para tus hijos,
cuando te ofenden por ti morir.

Tradução para português: Filipinas[editar | editar código-fonte]

Terra adorada
Filha do Sol do Oriente,
Seu fogo ardente
em ti latente está.

Terra escolhida!
Do heroísmo berço,
Os invasores
Jamais te pisarão.

Em teu céu azul, em tuas brisas,
Em teus montes e em teu mar
Resplandece e palpita o poema
De tua amada liberdade.

Teu estandarte, que nas lutas
A vitória iluminou,
Não verá nunca apagados
Suas estrelas e seu sol.

Terra ditosa, do Sol e de amores,
Em teu regaço doce é viver.
É uma glória para teus filhos,
Quanto te ofendem, por ti morrer.

Ver também[editar | editar código-fonte]