Lurasidona

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Lurasidona
Alerta sobre risco à saúde
Lurasidone.svg
Lurasidone ball-and-stick based on xtal 2012.png
Nome IUPAC (3aR,4S,7R,7aS)-2-[((1R,2R)-2-{[4-(1,2-benzisothiazol-3-yl)-piperazin-1-yl]methyl}cyclohexyl)methyl]hexahydro-1H-4,7-methanisoindol-1,3-dione
Identificadores
Abreviação SM-13496
Número CAS 367514-87-2
PubChem 213046
DrugBank DB08815
ChemSpider 184739
Código ATC N05AE05
SMILES
Primeiro nome comercial ou de referência Latuda
Propriedades
Fórmula química C28H36N4O2S
Massa molar 492.67 g mol-1
Ponto de fusão

176

Solubilidade em água 0.224
Farmacologia
Biodisponibilidade atinge concentrações séricas máximas em aproximadamente 1-3 horas[1]
Via(s) de administração oral
Meia-vida biológica 20-40 horas[1]
Ligação plasmática liga-se fortemente (~99%) às proteínas séricas[1]
Excreção aproximadamente 67% da dose foi recuperada nas fezes e 19% na urina[1]
Classificação legal

C1 - Outra substância sujeita a controle especial (Sujeita a Receita de Controle Especial em duas vias) (BR)


-only (US)

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Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
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Lurasidona, vendida sob o nome comercial Latuda, entre outros, é um medicamento antipsicótico usado para tratar a esquizofrenia e o transtorno bipolar.[2] No transtorno bipolar, pode ser usado como monoterapia ou como tratamento adjunto com um estabilizador de humor, como lítio ou valproato. É tomado por via oral.[2]

Usos médicos[editar | editar código-fonte]

A lurasidona é usada no tratamento da esquizofrenia e do transtorno bipolar.[2] Outros usos incluem:

  • Esquizofrenia em adultos e adolescentes (13 a 17 anos)[3]
  • Episódio depressivo associado ao Transtorno Bipolar I (depressão bipolar) em adultos e pacientes pediátricos (10 a 17 anos) como monoterapia
  • Episódio depressivo associado ao Transtorno Bipolar I (depressão bipolar) em adultos como terapia adjuvante com lítio, valproato ou outros estabilizadores de humor

Na União Europeia, a lurasidona é indicada para o tratamento da esquizofrenia em adultos com 18 anos ou mais.[4] No Brasil, é indicada para o tratamento da esquizofrenia, como monoterapia para o Transtorno Bipolar I, e como terapia associada a estabilizadores de humor para Transtorno Bipolar I.[5]

Uma metanálise de 2014 concluiu que a lurasidona é tão eficaz quanto outros antipsicóticos atípicos.[6] Em outra metanálise, de 2013, que estudou 15 medicamentos antipsicóticos no tratamento da esquizofrenia, a lurasidona demonstrou eficácia moderada. É considerada tão eficaz quanto a iloperidona e 13 a 15% menos eficaz que a ziprasidona, clorpromazina e asenapina.[7]

Em julho de 2013, a lurasidona recebeu aprovação para depressão bipolar I nos Estados Unidos.[8][9][10][11] Poucos antipsicóticos atípicos disponíveis são conhecidos por possuir eficácia antidepressiva no transtorno bipolar como monoterapia (com algumas exceções, como a quetiapina,[12][13][14][15] olanzapina[16][17][18] e, possivelmente, asenapina).[19] Embora a maioria dos antipsicóticos atípicos sejam conhecidos por possuir atividade antimaníaca significativa,[20] isso ainda não foi claramente demonstrado para a lurasidona.

Contraindicações[editar | editar código-fonte]

A lurasidona é contraindicada em indivíduos que tomam medicamentos que são fortes inibidores da enzima hepática CYP3A4 (cetoconazol, claritromicina, ritonavir, levodropropizina, etc.) ou indutores ( carbamazepina, erva de São João, fenitoína, rifampicina, entre outros).[21] O uso de lurasidona em mulheres grávidas não foi estudado e não é recomendado; ainda que em estudos com animais, nenhum risco tenha sido encontrado. A excreção no leite materno é desconhecida e a lurasidona não é recomendada para mulheres que amamentam.[22] Nos Estados Unidos, o uso não é indicado em crianças.[23]

Efeitos colaterais[editar | editar código-fonte]

Os efeitos colaterais são semelhantes aos de outros antipsicóticos. A droga tem um perfil de efeitos colaterais relativamente bem tolerado, com baixa propensão para alterações do intervalo QT, ganho de peso e efeitos adversos relacionados a lipídios.[24] Em uma metanálise de 2013 sobre a eficácia e tolerabilidade de 15 medicamentos antipsicóticos, descobriu-se que produzia o segundo menor (depois do haloperidol ) ganho de peso, o menor prolongamento do intervalo QT, o quarto maior efeito colateral extrapiramidal (após haloperidol, zotepina e clorpromazina) e o sexto menor em efeitos sedativos (após paliperidona, sertindol, amisulprida, iloperidona e aripiprazol).[7]

Tal como acontece com outros neurolépticos atípicos, a lurasidona deve ser usada com cautela em idosos, pois aumenta o risco de um acidente vascular cerebral ou ataque isquêmico transitório;[25][26] no entanto, esses riscos provavelmente não serão maiores do que aqueles associados aos antipsicóticos de outras classes.[27] Da mesma forma, a lurasidona não deve ser usada para tratar psicose relacionada à demência, pois as evidências mostram aumento da mortalidade associado ao uso de antipsicóticos.[28]

O ganho de peso é relatado em até 16% dos pacientes.[29][30]

Descontinuação[editar | editar código-fonte]

O British National Formulary recomenda uma retirada gradual ao interromper os antipsicóticos para evitar a síndrome de abstinência aguda ou uma recaída rápida.[31] Os sintomas de abstinência geralmente incluem náuseas, vômitos e perda de apetite.[32] Outros sintomas podem incluir inquietação, aumento da transpiração e dificuldade para dormir. Sintomas menos comuns incluem uma sensação de mundo girando, dormência e/ou dores musculares. Os sintomas de descontinuação geralmente desaparecem após um curto período de tempo.

Há evidências provisórias de que a descontinuação dos antipsicóticos pode resultar em psicose.[33] Também pode resultar na recorrência da condição que está sendo tratada.[34] Raramente pode ocorrer discinesia tardia.[32]

Interações[editar | editar código-fonte]

As concentrações plasmáticas sanguíneas podem aumentar quando combinadas com inibidores do CYP3A4, o que pode aumentar os efeitos colaterais. Isso foi clinicamente verificado com o cetoconazol, que aumenta a exposição à lurasidona, e também é esperado que aconteça o mesmo com outros inibidores do 3A4. A co-administração de indutores do CYP3A4 como rifampicina ou erva de São João pode reduzir os níveis plasmáticos de lurasidona e seu metabólito ativo e, consequentemente, diminuir os efeitos do medicamento. Para rifampicina, a redução foi de seis vezes em um estudo.[1]

Farmacologia[editar | editar código-fonte]

Farmacodinâmica[editar | editar código-fonte]

A lurasidona atua como um antagonista dos receptores de dopamina D2 e D3, dos receptores de serotonina 5-HT2A e 5-HT7 e do receptor α2C-adrenérgico, e como um agonista parcial do receptor de serotonina 5-HT1A .[35][36] Ele tem afinidade baixa e provavelmente sem importância clínica para o receptor 5-HT2C, o que pode explicar sua baixa propensão para estimulação do apetite e ganho de peso.[37][38] A droga também tem afinidade desprezível para o receptor H1 da histamina e os receptores muscarínicos da acetilcolina e, portanto, não tem efeitos anti-histamínicos ou anticolinérgicos.[39]

Farmacocinética[editar | editar código-fonte]

A lurasidona é administrada por via oral e tem uma taxa de absorção estimada de 9 a 19%. Estudos demonstraram que, quando a lurasidona é administrada com alimentos, a absorção aumenta cerca de duas vezes. As concentrações plasmáticas máximas são atingidas entre uma a três horas. Cerca de 99% da substância circulante liga-se às proteínas plasmáticas.[1]

A lurasidona é metabolizada principalmente no fígado por meio da enzima CYP3A4, mas conta com afinidade desprezível para outras enzimas do citocromo P450. É transportado pela glicoproteína P e ABCG2 e também inibe essas proteínas carregadoras in vitro. Também inibe a proteína transportadora de soluto SLC22A1, mas não inibe nenhum outro transportador relevante.[1][25]

As principais vias do metabolismo são a N-desalquilação oxidativa entre os anéis da piperazina e do ciclohexano, a hidroxilação do anel norbornano e a S-oxidação.[1][40] Outras vias são a hidroxilação do anel de ciclohexano e a clivagem redutiva do anel de isotiazol seguida por S-metilação.[41] Os dois metabólitos ativos relevantes são os produtos de hidroxilação de norbornano chamados ID-14283 e ID-14326, o primeiro atingindo concentrações plasmáticas de sangue farmacologicamente relevantes. Os dois principais metabólitos inativos são produtos da N-desalquilação (o ácido carboxílico ID-20219 e a piperazina ID-11614) e um derivado hidroxilado de norbornano de ID-20219 (ID-20220). Da lurasidona e seus metabólitos que circulam no sangue, o fármaco original representa 11%, o principal metabólito ativo 4% e os ácidos carboxílicos inativos 24% e 11%, respectivamente.[41]

Sua meia-vida biológica varia entre 20 a 40 horas.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A lurasidona foi sintetizada em 2003.[42]

A lurasidona é um análogo estrutural da ziprasidona. A lurasidona mostra um perfil farmacológico muito próximo e foi sintetizada de forma semelhante à ziprasidona.[43]

A lurasidona é quimicamente semelhante à perospirona (também um análogo químico da ziprasidona), bem como à risperidona, paliperidona e iloperidona.[44]

Ele tem a aprovação da Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento da esquizofrenia desde 2010 e para o tratamento de episódios depressivos em adultos com transtorno bipolar I desde 2013.

Referências

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  3. «Latuda- lurasidone hydrochloride tablet, film coated». DailyMed. Consultado em 12 de maio de 2020 
  4. «Latuda EPAR». European Medicines Agency (EMA). Consultado em 12 de maio de 2020   Este artigo incorpora texto desta fonte, que está no domínio público.
  5. «Latuda - novo remédio para esquizofrenia e transtorno bipolar». Tua Saúde. Consultado em 9 de agosto de 2020 
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