Márcia Barbosa

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Márcia Barbosa
Nascimento 14 de janeiro de 1960 (61 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Residência Brasil
Nacionalidade brasileira
Alma mater Universidade Federal do Rio Grande do Sul (graduação, mestrado e doutorado)
Prêmios
Orientador(es)(as) Walter K. Theumann
Instituições Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Campo(s) Física
Tese Fluctuations Effects on the Critical and Tricritical Behavior of the Three State Potts Model with Symmetry Breaking (1988)

Márcia Cristina Bernardes Barbosa (Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 1960)[2][3] é uma física, professora universitária e pesquisadora brasileira.[4]

Comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, Márcia é professora titular no Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.[4]

Especialista em mecânica estatística, seu trabalho que propõe uma explicação para a existência de anomalias na água baseada em potenciais efetivos de duas escalas ganhou destaque internacional e foi agraciada com o Prêmio L'Oréal-UNESCO para Mulheres em Ciência em 2013.[5] Em 2019, foi eleita membro da Academia Mundial de Ciências.[6]

Em 2020, foi mencionada pela ONU Mulheres com uma das sete cientistas que moldam o mundo.[7][8] Em março de 2020, foi eleita pela revista Forbes como uma das 20 mulheres mais influentes no Brasil.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Márcia nasceu em Rio de Janeiro, em 1960 e passou toda sua vida em Porto Alegre.[3] Filha de um eletricista militar[3], costumava ajudar o pai a arrumar circuitos e construir pequenos equipamentos desde criança e foi com quem teve as primeiras aulas a respeito do mundo da tecnologia. Na escola, ajudava os professores nos laboratórios a montar experimentos para as aulas. A escolha do curso de física foi devido ao legado do pai e por ser uma área bastante próxima.[9]

Ingressou no curso de física da UFRGS, onde notou ser minoria: dos 80 alunos e somente 8 eram mulheres e na formatura, Márcia foi a única mulher. Participou dos movimentos estudantis, pedindo por democracia e o fim da ditadura ainda na graduação. Seguiu para a pós-graduação, onde foi orientada por Walter K. Theumann tanto no mestrado quanto no doutorado e fez três estágios de pós-doutorado na UFRGS, na Universidade de Maryland e na Universidade de Boston.[9]

Márcia é defensora da ciência brasileira e de uma maior inclusão das mulheres nas ciências, em especial as Exatas.[7][9] Lamenta a perda de profissionais brasileiros para universidades estrangeiras por não terem condições de fazer ciência no Brasil.[9]

Referências

  1. «Agraciados pela Ordem Nacional do Mérito Científico». Canal Ciência. Consultado em 12 de abril de 2021 
  2. «Marcia Cristina Bernardes Barbosa». Academia Brasileira de Ciências. Consultado em 21 de fevereiro de 2020 
  3. a b c d «Professora da UFRGS é eleita uma das 20 mulheres mais poderosas do Brasil pela Forbes | Donna». GaúchaZH. 4 de março de 2020. Consultado em 4 de março de 2020 
  4. a b «Marcia Cristina Bernardes Barbosa». Programa de Pós-Graduação em Física - UFRGS. Consultado em 28 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2014 
  5. «Pesquisadora da UFRGS recebe prêmio Mulheres na Ciência 2013». Zero Hora. 19 de outubro de 2012. Consultado em 28 de dezembro de 2014. Cópia arquivada em 28 de dezembro de 2014 
  6. «Professora Márcia Barbosa é eleita membro da Academia Mundial de Ciências». www.ufrgs.br. Consultado em 12 de dezembro de 2019 
  7. a b Carolina Cattaneo (ed.). «Professora da UFRGS é uma das sete cientistas que contribuem com o mundo em lista da ONU Mulheres». G1. Consultado em 21 de fevereiro de 2020 
  8. «Devoted to discovery: seven women scientists who have shaped our world». UN Women (em inglês). Consultado em 25 de maio de 2020 
  9. a b c d Nerds Estúpidos (ed.). «Entrevista com Marcia Barbosa» (PDF). Instituto de Física UFRGS. Consultado em 21 de fevereiro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]