Mário António Caldas de Melo Saraiva

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Mário António Caldas de Mello Saraiva (Guimarães, 12 de Maio de 1910 - Vilar (Cadaval), 28 de Maio de 1998), médico, historiador, escritor e político. Notabilizou-se em estudos sebastiânicos e pessoanos, e sobretudo em matéria doutrinária política iniciando o Neo-Integralismo Lusitano.

Filho do major José Augusto Saraiva afastado de serviço militar por ter proclamado a Monarquia do Norte (1919)[1].

Pertenceu ao quadro de médicos civis da Força Aérea Portuguesa e antes disso, nos inícios dos anos 40, ao lado de Mário Cardia no Jornal do Médico, fez, pela primeira vez em Portugal, a defesa de um Serviço Nacional de Saúde[2].

Acompanhou as organizações monárquicas desde os seus tempos escolares exercendo nelas vários cargos directivos, presidente da Junta Distrital de Lisboa da Causa Monárquica e membro da sua Comissão Doutrinária[3].

Foi fundador do movimento Renovação Portuguesa e da Biblioteca do Pensamento Político[4].

Em 1978, recebeu de Duarte Pio de Bragança a missão de constituir e secretariar o seu Conselho Privado que o fez até à sua morte[5].

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Claro dilema: monarquia ou republica?, Edições Gama, 1944;
  • Os Pilares da Democracia, A.M. Teixeira, 1949;
  • Coordenadas do Poder Real, 1961;
  • Razões Reais, 1970;
  • A verdade e a mentira: algumas notas em resposta a "O integralismo e a República" de Carlos Ferrão, 1971;
  • Aliança Peninsular de António Sardinha, 1972;
  • Homens e Mulheres, 1975;
  • Às Portas da Cidade - Crítica e Doutrina, Lisboa, Edição do Autor, 1976;
  • Nosografia de D. Sebastião: revisão de um processo clínico, Delraux, 1980;
  • Outra democracia: uma alternativa nacional, Rei dos Livros, 1983;
  • Sob o nevoeiro: idéias e figuras, 1987;
  • O caso clínico de Fernando Pessoa, Edições Referendo, 1990;
  • Pessoa, ele próprio: novo estudo nosológico e patográfico, Clássica Editora, 1992;
  • Em tempo de mudança, Editora Cultura Monárquica, 1992;
  • D. Sebastião na história e na lenda, Universitária Editora, 1994;
  • Frontalidade: ideias, figuras e factos, Universitária, 1995;
  • Apontamentos: história, literatura, política, Universitária Editora, 1996;
  • Impressões e Memória, Universitária Editora, 1998;
  • Desenrolando fragmentos de memória, Universitária Ed., 2000;
  • Ideário, 2000.

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal atribuiu o prémio “Livro 1997” à sua obra «Apontamentos – História, Literatura, Política»[6].

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]