Mário Aragão
| Mário Aragão | |
|---|---|
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| Nascimento | 10 de maio de 1918 Rio de Janeiro |
| Morte | 1 de outubro de 1999 (81 anos) Rio de Janeiro |
| Nacionalidade | brasileiro |
| Cidadania | Brasil |
| Progenitores | |
| Alma mater | |
| Ocupação | engenheiro agrônomo |
| Empregador(a) | Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Universidade de El Salvador, Fundação Oswaldo Cruz, Companhia Paulista de Estradas de Ferro |
Mário de Beaurepaire Aragão (Rio de Janeiro, 10 de maio de 1918 - Rio de Janeiro, 1º de outubro de 1999) foi um engenheiro agrônomo e pesquisador brasileiro, filho de Henrique de Beaurepaire Rohan Aragão e Maria Amélia Doria de Aragão.[1][2] Seu pai, considerado um dos mais importantes nomes da ciência do país, atuou no Instituto Oswaldo Cruz realizando estudos sobre protozoários, vírus, bactérias e ixodídeos (carrapatos).[3][4]
Formação acadêmica
[editar | editar código]Em 1942 formou-se engenheiro agrônomo pela Escola Nacional de Agronomia, atual Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Entre 1971 e 1972 frequentou o Curso de Pós-Graduação em Entomologia da Universidade Federal do Paraná e obteve o título de mestre em ciências biológicas com a tese O comportamento dos anofelinos do subgênero Kerteszia, no sul do Brasil e o efeito do inseticida DDT.[1][5]
Trajetória profissional
[editar | editar código]Em 1943 iniciou sua trajetória profissional como assistente do Serviço Florestal da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Três anos depois foi nomeado chefe do Posto Agrícola da Secretaria de Agricultura da Prefeitura do Distrito Federal (Rio de Janeiro). Em 1949 passou a exercer a função de pesquisador da Seção de Ecologia do Instituto de Malariologia, subordinado ao Serviço Nacional de Malária do Departamento Nacional de Saúde. Nesse instituto realizou pesquisas sobre microclimas, bromelecidas e o raio de voo de mosquitos vetores da malária nos estados do Paraná e Santa Catarina.[6][7]
Em 1956 tornou-se pesquisador do Instituto Nacional de Endemias Rurais (INERu), órgão de pesquisas do Departamento Nacional de Endemias Rurais (DNERu). De 1964 a 1968 trabalhou na Universidade de El Salvador como professor e diretor do Departamento de Ciências Biológicas. Em 1970 foi assessor do Instituto de Conservação da Natureza do estado da Guanabara.
Entrou para o quadro de servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 1975, com lotação no Instituto de Endemias Rurais, nova denominação do INERu, que passou para a estrutura organizacional da instituição após a extinção do DNERu, ocorrida em 1970. Entre 1976 e 1978 integrou o Projeto RADAMBRASIL, desenvolvido no âmbito do Ministério das Minas e Energia, na condição de assessor técnico da Divisão de Uso Potencial da Terra. Ainda na década de 1970 fez parte do Conselho de Valorização de Parques do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (1976) e do Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Saúde responsável pela elaboração do manual Praguicidas em saúde pública (1979).[1][8]
Em 1980 transferiu-se para a Escola Nacional de Saúde Pública, também da Fiocruz, onde atuou como pesquisador titular no Departamento de Ciências Biológicas até sua aposentadoria em 1990. Durante esse período deu continuidade às pesquisas sobre insetos vetores de doenças e os meios de combatê-los.[1][9]
Ligações externas
[editar | editar código]- Arquivo Pessoal de Mário Aragão sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz
Referências
- ↑ a b c d «Mário de Beaurepaire Aragão - Base Arch». basearch.coc.fiocruz.br. Consultado em 16 de outubro de 2025
- ↑ Beaurepaire Rohan. Anuário Genealógico Brasileiro, São Paulo, ano 5, p. 51-52, 1943. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/063665/1999. Acesso em: 18 ago. 2025.
- ↑ «Henrique Aragão | Instituto Oswaldo Cruz». www.ioc.fiocruz.br. Consultado em 16 de outubro de 2025
- ↑ «Henrique de Beaurepaire Rohan Aragão - Base Arch». basearch.coc.fiocruz.br. Consultado em 16 de outubro de 2025
- ↑ ARAGÃO, Mário B. O comportamento dos anofelinos do subgênero Kerteszia, no sul do Brasil e o efeito do inseticida DDT. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v. 72, n. 3/4, p. 147-172, 1974. Disponível em: https://www.scielo.br/j/mioc/a/B6trX6FpRhtmc4df3W7gt7H/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 23 ago. 2025.
- ↑ Preenchidas as chefias de serviços na Secretaria de Agricultura. Diário Carioca, Rio de Janeiro, ano 19, n. 5.527, p. 8, 2 jul. 1946. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/docreader/093092_03/25140. Acesso em: 19 ago. 2025.
- ↑ ARAGÃO, Mário B. Algumas medidas microclimáticas, em mata da região "bromélia-malária", em Santa Catarina, Brasil. I - Temperatura do ar, umidade relativa e evaporação. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, v. 56, n. 2, p. 415-451, dez. 1958. Disponível em: https://www.scielo.br/j/mioc/a/LM395qT3GvPFzxhH5d3zfWJ/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 19 ago. 2025.
- ↑ Ecologia. Conselho para valorização dos parques. Diário do Paraná, Curitiba, ano 22, n. 6.436, p. 4, 11 nov. 1976. Disponível em: http://memoria.bn.gov.br/DocReader/761672/115060. Acesso em 18 ago. 2025.
- ↑ LIMA, Milton Moura; ARAGÃO, Mário B.; AMARAL, Ronaldo dos Santos. Criadouros de Aedes aegypti encontrados em alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, em 1984-85. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 4, n. 3, p. 293-300, jul./set. 1988. Disponível em: https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/198/396. Acesso em: 23 ago. 2025.
