Mário Tilico

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Mário Tilico
Mário Tilico em 2010
Informações pessoais
Nome completo Mário de Oliveira Costa
Data de nasc. 23 de março de 1965 (52 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Informações profissionais
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos (golos)
1985-1986
1986
1987
1987-1988
1988-1991
1991
1992
1992-1993
1993-1994
1994
1994
1994-1995
1995-1996
1996-1998
1998
1998
1999-2000
2000
2001
Brasil Vasco da Gama
Brasil CSA (emp.)
Brasil Vasco da Gama
Brasil Náutico
Brasil São Paulo
Brasil Cruzeiro (emp.)
Espanha Cádiz (emp.)
Espanha Marbella
Espanha Atlético de Madrid
Brasil Fluminense (emp.)
Brasil Cruzeiro
Portugal Braga
México León
Portugal União Leiria
Arábia Saudita Al-Ittihad
Brasil Paraná
Brasil Juventude
Brasil Americano
Brasil Cabofriense
Times/Equipas que treinou
2004
2005-2006
2007
2009
2010
2011
Arábia Saudita Al-Ahli
Brasil Remo
Brasil Ulbra
Brasil River
Brasil Marinho
Brasil CSA

Mário de Oliveira Costa, mais conhecido como Mário Tilico (Rio de Janeiro, 23 de março de 1965), é um ex-futebolista brasileiro que atuava como ponta. Atualmente tem uma escolinha de Futsal em São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ele começou nas categorias de base do Vasco,[1] clube que seu pai, de quem herdou o apelido,[2] defendera. Ele sempre assistia aos treinos do infantil, até que um dia chamaram-no para completar um dos times, e ele não perdeu a oportunidade.[2] Aos 19 anos foi emprestado por um ano ao CSA, de Alagoas, e, ao voltar, percebeu que não teria espaço e pediu para ser vendido ao Náutico.[1] "O Mauricinho era o titular, e eu não jogaria nunca", justificaria, anos depois.[1] Foi contratado pelo São Paulo em setembro de 1988, por indicação do técnico Cilinho,[3] para substituir Müller, vendido meses antes para o Torino, da Itália.[2] A 140 milhões de cruzados, foi à época a maior transação do futebol brasileiro, apesar de Tilico ser um relativo desconhecido.[2]

No Morumbi demorou a engrenar e foi até perseguido pela torcida no início, pela fama de supostamente sempre buscar a jogada mais difícil.[3] "Chamaram-me de bonde e de burro", lembraria meses mais tarde. "Disseram que eu não sabia driblar e até fui acusado de ser grande demais para um ponta."[1] Durante o Campeonato Paulista de 1989 foi questionado no vestiário pelo goleiro Gilmar depois de uma derrota para o Santos por 2 a 1: "Você jogou a toalha!"[2] Sua resposta veio aos berros: "Vamos ver quem jogou a toalha!"[2] A partir daí seu futebol cresceu: ele foi importante em vitórias como a sobre a Internacional de Limeira, na segunda fase,[2] e marcou gols decisivos contra o Guarani e o Bragantino, o segundo o chamado "gol espírita".[4]

Foi reserva na campanha do título do Campeonato Brasileiro de 1991, mas marcou o único gol das finais, no jogo de ida.[3] Emprestado ao Cruzeiro após o Brasileiro, teve uma grande atuação[5] na final da Supercopa Libertadores, com dois dos três gols que deram o título ao clube mineiro sobre o River Plate, da Argentina: com a derrota no jogo de ida, em Buenos Aires, por 2 a 0, o Cruzeiro precisava ganhar por três gols de diferença para levar o campeonato e fez 3 a 0 no Mineirão.

Vencido o empréstimo no fim do ano, o Cruzeiro tentou comprar o passe do jogador, mas não chegou a um acordo com o São Paulo.[6] Tilico achava que sua atuação na Supercopa faria com que ele voltasse como titular ao São Paulo, e ele desentendeu-se com o técnico Telê Santana por causa disso.[7] "O Telê me queria apenas como opção, para resolver as partidas no segundo tempo", reclamou. "Eu já penso diferente, porque tenho futebol para ser titular."[7] Ele não vinha treinando no São Paulo e considerava boa uma mudança definitiva para Belo Horizonte.[6] Embora o Racing, da Argentina, e o Palmeiras tenham demonstrado interesse pelo jogador, ele acabou emprestado para o Cádiz, da Espanha, com o preço do passe fixado.[7] Os esánhóis pagaram cinquenta mil dólares pelo empréstimo.[8] O Palmeiras mais uma vez demonstrou interesse em junho, e poderia ceder Evair, então afastado do elenco, em troca[9], mas àquela altura já era mais provável que Tilico ficasse na Espanha, tanto é que para a temporada de 1992-93 transferiu-se para o Marbella.

No ano seguinte, foi para o Atlético de Madrid, de onde seria emprestado ao Fluminense para o Campeonato Carioca de 1994.[10] "Nosso time vai levar o título",[10] proferiu, confiante, ao chegar ao Rio de Janeiro, mas o Fluminense acabou na terceira posição. Seguiu de volta para o Cruzeiro, que defendeu no Brasileiro de 1994, e em seguida peregrinou por Sporting Braga, de Portugal, e Leon, do México, em 1995, União Leiria, também de Portugal, entre 1996 e 1997, e Al-Ittihad, da Arábia Saudita, em 1998, voltando ao Brasil para jogar pelo Juventude em 1999. Já não tinha a velocidade do início da década, mas ainda era considerado "perigoso no ataque".[11]

Seu primeiro trabalho após pendurar as chuteiras foi como auxiliar-técnico de Flávio Campos no 15 de Novembro de Campo Bom, nos anos de 2002 e 2003. Ainda continuou como auxiliar de Flávio no Esportivo de Bento Gonçalves. Depois Tilico seguiu carreira solo como treinador no Al-Ahli, da Arábia Saudita, no Remo e no Ulbra. Em 2007 retomou como auxiliar-técnico de Flávio Campos, agora no Juventude e no Remo. Voltou a treinar no Ríver, do Piauí, e em 2010 assumiu o Marinho, das divisões inferiores do Rio de Janeiro. Em seguida foi novamente auxiliar técnico de Flávio Campos, no Sampaio Corrêa, e em 2011 teve uma passagem pelo CSA, de Alagoas.

Títulos[editar | editar código-fonte]

São Paulo
  • Campeonato Paulista: 1989
  • Campeonato Brasileiro: 1991
Cruzeiro
  • Supercopa Libertadores: 1991
Juventude
  • Copa do Brasil: 1999
Vasco da Gama
União Leiria

Referências

  1. a b c d Ari Borges (23 de junho de 1989). «Tilico, o ex-bonde vira craque». O Estado de S. Paulo. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 19 páginas 
  2. a b c d e f g Edson Rossi (7 de julho de 1989). «Virada total». Placar (994). São Paulo: Editora Abril. pp. 20–21 
  3. a b c Alexandre da Costa (2005). Almanaque do São Paulo Placar. [S.l.]: Editora Abril. 415 páginas 
  4. «A rotina dos anos 80». Placar (1 020). São Paulo: Editora Abril. 29 de dezembro de 1989. 22 páginas 
  5. Henrique Ribeiro (2007). Almanaque do Cruzeiro. [S.l.: s.n.] 381 páginas 
  6. a b «Mário Tilico deve ter seu passe negociado». O Estado de S. Paulo. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 4 de fevereiro de 1992. pp. 3, caderno de Esportes 
  7. a b c «Mário Tilico acerta com o Cadiz». O Estado de S. Paulo. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 5 de fevereiro de 1992. pp. 2, caderno de Esportes 
  8. «Cafu volta ao time contra o Atlético MG». O Estado de S. Paulo. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 12 de fevereiro de 1992. pp. Esportes, p. 3 
  9. «Evair é o centroavante dos sonhos». Jornal da Tarde. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. 2 de junho de 1992. 21 páginas 
  10. a b «Torcida já ri à toa com os cracões». Placar (1 091). São Paulo: Editora Abril. Fevereiro de 1994. pp. 26–27 
  11. «No mundo adulto». Placar (1 153). São Paulo: Editora Abril. Julho de 1999. pp. 62–65. ISSN 1415-2401 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]