Métis

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Métis
Deusa da saúde, proteção, astúcia, prudência e virtudes
Métis e o nascimento de Atena
Casado(a) com Zeus
Pais Tétis e Oceano
Romano equivalente Prudência

Métis (em grego: Μήτις, transl.: Métis, "habilidades"),[1] na mitologia grega, é a deusa da saúde, proteção, astúcia, prudência e virtudes. Filha de Tétis e Oceano[2][3][4][5] Foi a primeira esposa de Zeus,[6] a quem forneceu a bebida que fez Cronos regurgitar todos os filhos que havia anteriormente engolido, sendo consagrada com a alcunha de A mais célebre das Oceânides. Foi pela inteligência astuciosa de Métis que Zeus pôde conquistar o poder, donde o significado de seu nome como a capacidade de prever todos os acontecimentos.

Métis tem o poder de se metamorfosear, podendo assumir qualquer forma que desejar, assim como Tétis e outras divindades marinhas. Com esta habilidade, a deusa tenta escapar de Zeus, mas acaba por engravidar deste.[7] Quando esteve grávida, de Zeus, Gaia profetizou que Métis teria dois filhos: a primeira, de nome Tritogenia, seria igual a Zeus em força e sabedoria, mas o segundo tornar-se-ia o novo rei dos homens e dos deuses.[6][7] Zeus, temendo que isso viesse a se concretizar, engoliu a deusa viva,[6][7][8] tendo depois como fruto dessa relação Atena saída já adulta e armada para a guerra de sua cabeça;[7][8][9] o "parto" de Atena foi feito por Prometeu e Hefesto, que abriu a cabeça de Zeus com um machado.[7]

Jean-Pierre Vernant, em O universo, os deuses, os homens, descreve o ocorrido: "Zeus interroga Métis: ‘Podes de fato assumir todas as formas, poderias ser um leão que cospe fogo?’ Na mesma hora Métis se torna uma leoa que cospe fogo. Espetáculo aterrador. Zeus lhe pergunta depois: ‘Poderias também ser uma gota d’água?’ ‘Claro que sim’. “Mostra-me”. E, mal ela se transforma em gota d´água, ele a sorve. Pronto! Métis está na barriga de Zeus. Mais uma vez a astúcia funcionou. O soberano não se contenta em engolir seus eventuais sucessores (como havia feito seu pai Cronos): ele agora encarna, no correr do tempo, no fluxo temporal, essa presciência ardilosa que permite desfazer antecipadamente os planos de qualquer um que tente surpreendê-lo ou derrotá-lo. Sua esposa Métis, grávida de Atena, está em sua barriga. Assim, Atena não vai sair do regaço da mãe, mas da cabeça do pai, que é agora tão grande quanto o ventre de Métis. Zeus dá uivos de dor. Prometeu e Hefesto são chamados para socorrê-lo. Chegam com um machado duplo, dão uma boa pancada na cabeça de Zeus e, aos gritos, Atena sai da cabeça do deus, jovem donzela já toda armada, com seu capacete, sua lança, seu escudo e a couraça de bronze. Atena é a deusa inventiva, cheia de astúcia. Ao mesmo tempo, toda a astúcia do mundo está agora concentrada na pessoa de Zeus."[1]

No panteão romano, Métis corresponde à deusa Prudência.

Árvore genealógica[editar | editar código-fonte]

Esta árvore genealógica está baseada em Hesíodo e Pseudo-Apolodoro e, por simplificação, os irmãos e irmãs de Métis não são nela representados:

Gaia
Urano
Oceano
Tétis
Cronos
Reia
Métis
Zeus
Atena

Referências

  1. Silver, Morris. Taking ancient mythology economically. Brill, 1992. ISBN 9004097066, 9789004097063.
  2. Hesíodo, Teogonia, Os Deuses Titãs, 346-370
  3. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 1.2.2
  4. Metis - Theoi.com
  5. Leadbetter, Ron. Zeus - Encyclopaedia Mythica.
  6. a b c Hesíodo, Teogonia, Os Deus Olímpicos, 886-900
  7. a b c d e Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 1.3.6
  8. a b Hesíodo, Teogonia, Os Deuses Olímpicos, 929a
  9. Hesíodo, Teogonia, Os Deuses Olímpicos, 924-929