Mílon de Crotona

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Mílon de Crotona
Nascimento 557 a.C.
Crotone
Morte Capo Colonna
Cônjuge Myia
Ocupação lutador de luta amadora
Milon de Crotone, escultura de Pierre Puget (Paris, Museu do Louvre).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mílon (em grego: Μίλων; Crotona, 510 a.C.)[carece de fontes?], filho de Diotimus, foi um célebre atleta grego que destacou-se na luta e que nos jogos antigos teria ganho 12 competições: seis vezes nos Jogos Olímpicos (uma delas na categoria de crianças) e seis vezes nos Jogos Píticos (uma delas como criança).[1] Na sétima vez que competiu nos jogos olímpicos, ele perdeu para Timasitheus, um jovem de Crotona, que se recusou a chegar perto dele na luta.[1]

Como testemunho de sua enorme força muscular se cita o caso de que assistindo a uma lição de Pitágoras com vários discípulos do filósofo, o teto desabava e Milon o sustentou com uma mão até que todos tivessem saído do recinto. Ele também carregava a própria estátua.[2]

Em outra ocasião carregou um boi de quatro anos sobre suas costas, correndo com esta carga uns 120 passos, matando-o posteriormente com um golpe das próprias mãos.

Morte[editar | editar código-fonte]

Se conta que um dia, passeando por um bosque, encontrou uma árvore parcialmente derrubada pelos lenhadores que haviam posto uma cunha em uma rachadura.[3] Querendo partir a árvore com suas mãos, removeu a cunha, quando então as partes do tronco se uniram deixando presas suas mãos e assim foi devorado por lobos selvagens.[3]

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Sobre o lendário episódio do boi sobre suas costas, é relatado que colocou o animal desde pequeno, seguida e metodicamente, repetindo os movimentos que faria, e a medida que o animal crescia, contava que suas força crescesse proporcionalmente. É uma das descrições mais antigas de um treinamento com cargas crescentes, ou princípio da sobrecarga, a base do treinamento com pesos na musculação, no fisiculturismo e do halterofilismo, meios nos quais sua figura tornou-se, ainda que lendária e simbólica, exemplo de princípios, método e persistência.

Sua estátua em Olímpia, feita por Dameas de Crotona, ainda existe na época de Pausânias.[1] Além de diversas representações na pintura e na escultura, Milon é citado por François Rabelais quando faz comparações da força de seu personagem Gargântua e por Shakespeare no 2° ato de Tróilo e Créssida.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

O conteúdo deste artigo incorpora material do tomo 35 da Enciclopedia Universal Ilustrada Europeo-Americana (Espasa), com direitos anteriores a 1930, o qual se encontra em domínio público.