Mónaco

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Principauté de Monaco
Principatu de Múnegu

Principado do Mónaco / de Mônaco
Bandeira de Mónaco / Mônaco
Brasão de Mónaco / Mônaco
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "Deo Juvante"
(Latim: "Com a ajuda de Deus")
Hino nacional: Hymne Monégasque
Gentílico: monegasco

Localização de Mónaco / Mônaco

Localização do Mónaco (em vermelho)
Capital Monaco-Ville (Mónaco é concomitantemente uma cidade e um Estado)
43°44'15" N 7°24'55" E
Língua oficial francês
Governo Monarquia constitucional
 - Príncipe Alberto II
 - Ministro de Estado Serge Telle
Independência História de Mónaco 
 - Data 8 de janeiro de 1297 
Área  
 - Total 2,02 km² (193.º)
 - Água (%) 0
População  
 - Estimativa de 2005 32 409 hab. (188.º)
 - Censo 2008 35 352[1] hab. 
 - Densidade 16 261 hab./km² (1.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2008
 - Total US$ 4,888 bilhões (n/a.º)
 - Per capita US$ 150 822 (n/a.º)
IDH (1997) 0,946  – muito elevado
Moeda Euro[nota 1] (EUR)
Fuso horário CET (UTC+1)
 - Verão (DST) CEST
Clima Clima temperado mediterrânico
Org. internacionais ONU, Conselho da Europa
Cód. ISO MCO
Cód. Internet .mc
Cód. telef. +377
Website governamental www.gouv.mc

O Principado do Mónaco (português europeu) ou Principado de Mônaco (português brasileiro)[2] (em francês: Principauté de Monaco AFI[pʁɛ̃sipote də monako]; em dialeto monegasco: Principatu de Múnegu) é uma cidade-estado soberana[3] , e, portanto, um microestado, situado no sul da França. Fazendo costa com o mar Mediterrâneo, o principado, fundado em 1297 pela Casa de Grimaldi - até hoje sua soberana -, fica a menos de 20 quilómetros a leste da cidade de Nice e 20 quilómetros a oeste da cidade de Ventimiglia. Possui aproximadamente uma área de 202 hectares (2,02 km²), sendo o segundo menor Estado do mundo, atrás apenas do Vaticano, com 44 hectares de área, e é o estado com a densidade populacional mais alta do mundo[4] . Tem como forma de governo a monarquia constitucional, em que o monarca é Sua Alteza Sereníssima, Alberto II, príncipe do Mónaco.

O Mónaco é um dos seis microestados da Europa e um dos 24 do mundo. É governado há mais de sete séculos pela Casa de Grimaldi[5] , sendo uma das 48 monarquias da atualidade. O país tem sua economia baseada no turismo, e é conhecido por seu circuito de Fórmula 1, o Grande Prémio do Mónaco, o casino de Monte-Carlo e por ser a sede do World Music Awards. Outro atrativo do Mónaco é a fama de "paraíso fiscal", não estando os investidores sujeitos a impostos sobre renda. Por esses vários fatores, o Mónaco tem um dos custos de vida mais altos do planeta.

A população do Mónaco apresenta uma característica rara: seus habitantes nativos (os monegascos) são minoria em seu próprio país, perfazendo apenas 21,6% do total de habitantes. Os franceses são 28,4% e os italianos, 18,7%[6] .

História[editar | editar código-fonte]

A área hoje ocupada pelo Principado do Mónaco era já habitada desde a pré-história. Um rochedo, projetado sobre as águas do mar Mediterrâneo, serviu de refúgio a várias populações primitivas. Os lígures, primeiros habitantes sedentários da região, eram montanheses acostumados a trabalhar em condições adversas. A costa e o porto eram a saída para o mar de um destes povoados lígures, Oratelli de Peille.

O Mónaco foi fundado como colónia fenícia em Ligúria antiga e mais tarde foi ocupado por gregos e cartagineses, e em seguida pelos romanos, no final do século II a.C. Durante a ocupação, os romanos edificaram na atual comuna francesa de La Turbie o "Troféu de Augusto", que celebra o triunfo das campanhas militares de Augusto. Durante este mesmo período marinheiros fenícios e cartagineses trouxeram prosperidade à região. O Mónaco foi cristianizada no século I.

Mónaco na região IX Liguria, Itália (província romana) - século I a.C.
Mónaco na República de Gênova, Itália, em 1494
Mónaco na República de Gênova, Itália, em 1796

A partir da queda do Império Romano, no século V, a região foi invadida a intervalos regulares por diversos povos. No século V, tornou-se parte do Reino Ostrogótico da Itália com Ravena para capital. No século VI é a reunificação com o Império Bizantino e no século seguinte, a Ligúria é conquistada pelo rei lombardo Rotário e criou o Ducado de Ligúria com capital Génova. Mónaco fez parte do Reino Itálico e continuou na região de Ligúria entre o rios Var e o Magra. No século VIII e século IX sofreu numerosas invasões sarracenas.

Em 1191, o território do que é hoje o Mónaco faz parte da República de Génova. Em 8 de janeiro de 1297, os Grimaldi[7] , uma família nobre da República de Génova com ascendência em diversos doges genoveses, ligou-se à fortaleza e colocou a primeira pedra da praça fortificada (hoje o palácio pricipesco)[8] . Seu chefe, Fulco del Castello, obteve do imperador Henrique IV, Sacro Imperador Romano-Germânico a soberania do conjunto de terras que rodeiam o rochedo do Mónaco e, para atrair uma população estável, concedeu uma série de vantagens como a concessão de terras com isenção de impostos. A partir de então, a região se converteu no objetivo de luta entre os dois grandes partidos de Génova: os gibelinos (partidários do imperador romano-germânico) e os guelfos (fiéis ao papa), estes últimos aliados dos Grimaldi.

Em 1331, Carlos Grimaldi, filho de Rainério I, reconquistou a região e adquiriu as possessões dos Spinola, aliados dos gibelinos, além dos domínios de Menton e Roquebrune. Carlos Grimaldi (senhor do Mónaco como Carlos I) é considerado por muitos o verdadeiro fundador do principado, e o primeiro senhor do Mónaco. Carlos I morreu em 1357 e seu filho Rainério II combateu aos genoveses até que, em 1489, Carlos VIII, rei da França, e Carlos I, duque de Saboia, reconheceram a soberania do Mónaco.

Em 1612, Honorato II passou a usar o título de príncipe e senhor do Mónaco. Em setembro de 1641, após uma década de negociações, Honorato II e o rei Luís XIII da França firmaram o tratado de Peroné, pelo qual reconheciam o direito de soberania do Mónaco. O Reino da França assegurou então sua proteção ao príncipe do Mónaco. No mesmo ano os espanhóis foram expulsos do principado.

A máxima extensão do Principado com Menton e Roquebrune faziam parte do Principado do Mónaco até 1847, mas foram oficialmente anexadas pela França em 1861.

Ocupada pelos espanhóis em 1605, ganhou os senhorios de Roquebrune e Menton, que perderam com a Revolução de 1848. Até 1847, o Principado do Mónaco, ocupou uma área total de 24 km² dividida em três distritos: Mónaco (1 250 habitantes), Roquebrune (Roquebrune-Cap-Marin hoje) (850 habitantes) e queixo[necessário esclarecer] (4 900 habitantes). A área mais vasta e rica do principado foi o mentonesa liso,[necessário esclarecer] com as suas culturas de citrinos e oliveiras. No entanto, durante o movimento revolucionário de 1848, Menton e Roquebrune proclamaram sua revogação da família Grimaldi, os habitantes destas cidade haviam se cansado da tributação pesada dos Grimaldis, e proclamaram-se "cidades livres" sob a proteção do Reino da Sardenha. Em 1861, o Piemonte-Sardenha cedeu Nice à França após o apoio do imperador Napoleão III no início da unificação italiana. Nice, Menton e Roquebrune votaram a sua anexação à França, que foi ratificado pelo tratado franco-monegasco.[9]

Invasão e anexação francesa, em 1860

Durante a Revolução Francesa (1789-1799) o principado foi anexado pela França. Em 1815, no Congresso de Viena, o Mónaco recuperou parcialmente sua independência, após ser declarado território protetorado do Reino da Sardenha, e, em 1860, o tratado de Viena devolveu totalmente a soberania monegasca, que foi ratificada em 1861 pelo tratado Franco-Monegasco. O príncipe-soberano Carlos III contribuiu com o progresso económico do principado. Em 1863, abriu o primeiro casino, e em 1866, o centro Monte-Carlo.

Carlos III governou de 1856 a 1889. O seu filho Alberto I promulgou a primeira constituição política do Mónaco em 1911.

Em 1918, um tratado serviu para delimitar a proteção da França sobre o Mónaco. O tratado estabeleceu que a política monegasca estaria alinhada à da França, da mesma forma que os interesses militares e econômicos, bem como que, caso a família Grimaldi não continue a sua linhagem, o principado será absorvido pela França.

A questão da sucessão causou preocupação a Alberto I, que tinha apenas um filho, Luís Grimaldi, marquês de Baux, que era solteiro. Uma fatalidade com o seu único herdeiro e o principado seria devolvido à França (Luís II só viria a se casar em 1946 com Ghislaine Dommanget e não teve filhos legítimos).

Alertado sobre o problema, Luís apressou-se a reconhecer sua filha ilegítima, princesa Carlota Luísa Julieta Louvet, nascida em 1898, e fruto de um romance com Marie Juliette Louvet, uma cantora de cabaré.

Carlota Luísa Julieta foi então titulada Sua Alteza Sereníssima, Carlota Luísa Julieta Grimaldi, duquesa de Valentinois. Tendo-se casado com o conde Pierre de Polignac, em 1920, que aceitou trocar o seu sobrenome para Grimaldi, seguindo a linhagem familiar, e então Carlota foi titulada Sua Alteza Sereníssima a princesa Carlota, duquesa de Valentinois e condessa de Polignac e estilizada como Sua Alteza Sereníssima a princesa Carlota. Quando seu pai se tornou o príncipe-soberano do Mónaco ela herdou a titulação anterior dele, tornando-se também a marquesa de Baux, sendo titulada como Sua Alteza Sereníssima a princesa Carlota, duquesa de Valentinois, marquesa de Baux e condessa de Polignac.


Do casamento de Carlota Luísa com Pierre de Polignac, nasceram dois filhos, a princesa Antoinette, Baronesa de Massy, que nasceu em 1921, e o príncipe Rainério Grimaldi (futuro príncipe-soberano Rainério III do Mónaco), que veio a substituir o avô no trono do Mónaco, após a morte de seu pai e a abdicação de Carlota em favor do filho, que à época tinha 25 anos. Pela mãe de Carlota ter sido uma cantora de cabarés, a história da princesa é ocultada da maioria dos livros de história do Mónaco.

Uma nova constituição, promulgada em 1962, aboliu a pena de morte, permitiu o voto feminino e nomeou uma corte suprema de Justiça para garantir as liberdades básicas.

Em maio de 1993, o principado tornou-se membro oficial da Organização das Nações Unidas.

Em 2002, um novo tratado entre França e o Mónaco especificou que, na ausência de herdeiros por parte da dinastia Grimaldi, o principado continuará como nação independente em vez de ser revertido a território francês. A defesa militar do Mónaco, entretanto, persiste como responsabilidade das Forças Armadas da França.[10]

O Mónaco possui o importante Museu Oceanográfico do Mónaco, que já foi dirigido por Jacques Cousteau. O principado também é sede de um Grande Prémio de Fórmula 1, o Grande Prémio do Mónaco, o qual foi vencido em 1987, 1989, 1990, 1991, 1992 e 1993 pelo piloto brasileiro já falecido Ayrton Senna, tendo ele diversas vezes comemorado sua vitória dando um banho de champagne na família principesca[11] , quebrando o protocolo.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geografia do Mónaco

O Mónaco é um pequeno principado soberano situado ao sul da França. O território monegasco, ampliado em mais de 30 hectares entre 1969 e 1972, com terrenos ganhos no mar, estende-se por quase 3 km ao longo da costa lígure-provençal.

O principado encontra-se protegido pelos contrafortes do departamento francês dos Alpes Marítimos (Tête de Chien, 573 m; monte Agel, 1100 m).

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos suaves e úmidos. Primaveras e outonos são estações de transição. As temperaturas médias variam de 18 °C a 27 °C no Verão, de 9 °C a 19 °C no outono, de 11 °C a 21 °C na primavera e de 6 °C a 12 °C no inverno.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o censo de 2010, o principado tinha 35 889 habitantes. Uma das peculiaridades do Mónaco é que os seus habitantes nativos são minoria no país. De fato, os monegascos são apenas 7 634, representando 21,5% da população. A coletividade mais numerosa são os franceses que representam 28,24% dos habitantes, em terceiro lugares estão os italianos com 18,57% e em quarto os britânicos com 7,51%[12] . Há uma pequena comunidade portuguesa que trabalha no Mónaco, mas que reside em comunas francesas próximas.

A nacionalidade monegasca se obtém apenas por decisão soberana do príncipe. Os critérios normalmente são residência mínima de dez anos e a renúncia expressa à nacionalidade anterior. Em 2010, somente sete pedidos foram aprovados em mais de quatrocentos recebidos[13] .

Panorama do Mónaco

Línguas[editar | editar código-fonte]

O idioma oficial é o francês, mas são faladas outras línguas devido às variadas origens de seus habitantes. Dentre estas as principais são o dialeto monegasco, o italiano e o inglês.

Religião[editar | editar código-fonte]

A religião predominante é o catolicismo, mas há também anglicanos, judeus e protestantes.

A religião Católica Apostólica Romana é a religião oficial do Estado[14]

Política[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Política do Mónaco

Forças Armadas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Forças Armadas do Mónaco

O Mónaco tem uma capacidade militar muito limitada, dependendo inteiramente de seu maior vizinho, a França, para a defesa face a uma agressão externa.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Bairros do Mónaco
Ver artigo principal: Bairros do Mónaco

O Mónaco está dividido em 10 bairros (em francês: quartiers, e na mesma língua mas no singular: quartier) e atualmente está-se construindo o décimo-primeiro: Le Portier.

Economia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Economia do Mónaco

Além das finanças, a economia monegasca é movimentada em grande parte pelo setor imobiliário: as duzentas empresas de construção civil são a força motriz da economia.

O turismo é uma das mais importantes fontes de renda do país. O setor hoteleiro é dinâmico: 2 500 quartos que recebem anualmente 225 000 visitantes.

O maior atrativo do Mónaco é a fama de "paraíso fiscal" do principado: lá, os investidores não estão sujeitos a impostos sobre renda.

Também se cultivam citrinos na pequeníssima parte rural do principado, parte, esta, que se localiza perto das fronteiras com a França.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Estação ferroviária do Mónaco
Ferrovias
  • total: 1,7 km
  • standard gauge: 1,7 km 1 435-m gauge
Rodovias
  • total: 50 km
  • pavimentados: 50 km
  • não pavimentados: 0 km (1996 est.)
Portos
  • 2: Ercole (velho) e Fontvieille (novo)
  • Marinha mercante: 0 (1999 est.)
Aeroportos
  • Está ligado ao aeroporto de francês de Nice através de helicopter service.
Heliportos
  • 1 serviço entre o aeroporto internacional de Nice e o heliporto de Fontvielle.

Educação[editar | editar código-fonte]

O Mónaco tem dez escolas estatais, incluindo: sete creches e escolas primárias, uma escola secundária, o Colégio Carlos III; um liceu geral que proporciona uma formação tecnológica, Lycée Albert I; e um liceu profissional que oferece formação hoteleira, o Lycée technique et Hôtelier de Monte-Carlo. Existem também duas escolas privadas de confissão católica, a Instituição François d'Assise Nicolas Barré e a École des Dominicaines sœurs, e uma escola internacional, a Escola Internacional do Mónaco.

Em relação a ensino superior, existe a Universidade Internacional do Mónaco.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Comunicações do Mónaco

Desportos[editar | editar código-fonte]

O estádio Luís II, em Fontvieille

A equipa de futebol Association Sportive de Monaco Football Club participa no Campeonato Francês, tendo sido vice-campeã da Liga dos Campeões da UEFA na temporada 2003/2004.

No entanto, o Mónaco é bastante conhecido pelo seu tradicional Grande Prémio de Fórmula 1, o Grande Prémio do Mónaco, e pelo torneio de ténis Masters 1000 de Monte Carlo.

O principado também já recebeu anualmente a Supertaça Europeia, no Estádio Luís II. Atualmente tal competição ocorre a cada ano numa cidade diferente.[carece de fontes?]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Antes de 1999: Franco francês.

Referências

  1. Principauté de Monaco. [www.gouv.mc/devwww/wwwnew.nsf/e89a6190e96cbd1fc1256f7f005dbe6e/e1201ddb4e532285c125702a004775bc/$FILE/Pocket%202009.pdf «Monaco en chiffres»] Verifique |url= (Ajuda) (PDF). Consultado em 5 de fevereiro de 2014. 
  2. Rocha, Carlos (18 de dezembro de 2012). «O uso de artigo definido com Mónaco e outros nomes de países». Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Consultado em 18 de dezembro de 2012. 
  3. [1]
  4. [2]
  5. Principado do Mónaco
  6. «General Population Census 2008: Population Recensee et Population Estimee» (PDF) (em French). Government of the Principality of Monaco. 2008. Arquivado desde o original (PDF) em 14 June 2011. Consultado em 7 October 2011. 
  7. «A História do Mónaco». Monaco vida & cultura. Consultado em 12 de dezembro de 2011. 
  8. [3]
  9. de Mónaco. historia1la.wordpress.com
  10. [4]
  11. "Banho de champanhe" http://www.terra.com.br/istoegente/242/reportagens/gente_fora_da_serie_02.htm
  12. Recensement 2008
  13. Monnaie'gasque, um artigo do jornal regional le Ravi, julho de 2012
  14. Conforme art. 9.º da Constituição do Mónaco

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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