Música Surda

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Música Surda foi o grupo vocal-instrumental criado em 2001, tendo como fundador e diretor musical o compositor e musicólogo Antônio Jardim. Teve sua estréia oficial, no Teatro Noel Rosa da UERJ, em 22 outubro de 2002 e encerrado sua atividades em abril de 2018.

Participaram da formação do grupo ao longo de 17 anos: Andréia Pedroso ( 2001 a 2018), Antonio Jardim (violão de 6 e 10 cordas - de 2001 a 2015), Artur Gouvêa (violão de 6 cordas e requinto - 2006 a 2018), Bruno Ferrão (violão de 6 cordas - 2016 a 2018), Celso Ramalho (violão de 6 cordas e requinto - 2001 a 2006 e 2015 a 2018) e Eduardo Gatto (violão de 8 cordas - 2001 a 2015), e ainda na época de sua fundação o músico Márcio Meirelles (guitarra, violão - 2001). O trabalho musical articulava ações de pesquisa, ensino e extensão de seus integrantes docentes e pesquisadores parceiros das instituições UERJ e UFRJ.

A escolha do nome Música Surda fez referência ao Poema homônimo de Dante Milano.

O repertório de canções próprias e arranjos inéditos foi sempre uma criação dos integrantes do Música Surda a partir da pesquisa de grandes autores: Luís de Camões, Cecília Meireles, Fernando Pessoa, Dante Milano, Carlos Drummond de Andrade, Federico Garcia Lorca, e novos expoentes da poesia , Diego Braga, Fabiano Hollanda, João Vitor Bentes, dentre outros. Em 2007, com apoio da FAPERJ foi lançado o CD duplo: O Livro das Canções, contendo dois Cds: o Cd 1 - Tomo I - Letras pretas de concerto e o Cd2 - Tomo II - Mares brancos de palavras, uma homenagem à poetisa Cecília Meireles.

Em 2010, o grupo Música Surda foi a Portugal, em turnê nacional, lançando o Livro das Canções. Nesta temporada, o Música Surda apresentou-se nas filiais da CE Livrarias em Lisboa, Porto, Portimão e Coimbra; no Palácio Foz, Sala dos Espelhos em Lisboa, Na Casa Verdades Faria, Museu da Música Portuguesa, em Cascais e nas dependências da Universidade Nova de Lisboa.

 Decorrente da sua temporada em Portugal, o grupo Música Surda em parceria com a CE Editora, com a compositora e cantora portuguesa Amélia Muge e com a musicóloga e musicista brasileira Andrea Luísa Teixeira, o Música Surda deu início, em 2011, ao Festival Tão longe, tão perto: Música e Poesia em língua portuguesa.[1]

Em 2014, participou do Projeto Nascente e Foz, promovido pelo Coletivo Chama e pela Caixa Cultural percorrendo as cidades do Rio de Janeiro, Salvador e Cuiritiba, dividindo o palco com as atrizes Clarice Niskier e Alessandra Maestrini. Nesta turnê, o Projeto Nascente Foz levou à estas cidades além das composições de Antonio Jardim, Eduardo Gatto e Artur Gouvêa, compositores como Thiago Amud, Pedro Moraes Sá, Thiago Thiago de Melo e a banda Escambo com participação dos atores Paulo Betti, Clarice Niskier, Alessandra Maestrini, Emílio de Mello que fizeram intervenções com a poesia de Manuel Bandeira, Cecília Meirelles, Jorge de Lima, Oswald de Andrade. Como mediadores dos debates que deram sequência aos shows, o projeto contou com Luciano Aguiar, José Castello e como Debatedores, os Professores Antonio Jardim, Osmar Moreira, Juca Lima, Guilherme Gontijo Flores.

O Música Surda escolheu musicar poesias produzindo um trabalho essencialmente original, compondo suas próprias músicas e arranjos de forma a explorar o modo de cantar brasileiro e a tradição do violão, ambos tratados com as singularidades que possuem na nossa cultura.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • «dicionariompb.com.br/musica-surda/dados-artisticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 28 de julho de 2017