MC Marechal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
MC Marechal
MC Marechal em um show.
Informação geral
Nome completo Rodrigo Vieira
Também conhecido(a) como Cavalo Banguela
Boneco Possuído
Griot
Nascimento 1981
Origem Bandeira do estado do Rio de Janeiro.svg Niterói, RJ
País  Brasil
Gênero(s) Rap, hip hop
Ocupação(ões) Rapper, compositor, produtor
Instrumento(s) Vocal
Outras ocupações Apresentador, ativista
Gravadora(s) Independente
Afiliação(ões) Quinto Andar
Marcelo D2
Emicida
MC Rashid
Projota
Sant
Página oficial [1]

Rodrigo Vieira (Niterói, 22/09/1981), mais conhecido pelo nome artístico MC Marechal é um rapper, compositor, produtor, apresentador e ativista brasileiro.[1] Iniciou sua carreira como MC no ano de 1998, tendo participado do extinto Quinto Andar e atualmente segue carreira solo.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

MC Marechal junto com Emicida durante um show

Iniciou sua carreira em batalhas de MCs no ano de 1998, nas quais se destacava. Após, integrou o extinto grupo de rap Quinto Andar em 1999, junto com artistas como De Leve e Shawlin.[3] No entanto, foi o primeiro a deixar o grupo, para seguir carreira solo; gravou com Marcelo D2 e Fernandinho Beatbox a música "Loadeando", que alcançou destaque nacional.[3] Conhecido nacionalmente por compor letras de espírito diferente da maioria dos rappers, Marechal ficou mais conhecido em 2005, quando entrou em uma rixa com o rapper paulistano Cabal. Começou com Marechal gravando "Sua Mina Ouve Meu Rap", tendo a resposta por "Temporada de Caça" por C4bal. A rixa começou a ganhar ares mais pesados com as canções "Vai Tomar no Cú, Cabal" e "Foda-se Dichinelo", de Marechal & Gutierrez e Cabal e P Rima, respectivamente.[4] Está em um projeto para o lançamento de um álbum a quase uma década; no entanto, o single "Espírito Independente" foi o seu primeiro trabalho. Marechal tem diversas afiliações com MCs, assim como Gutierrez, Marcelo D2, Rashid.[3] O MC Emicida, lançou o EP Sua Mina Ouve Meu Rap Também, que faz alusão a letra escrita por Marechal onde ele ataca o rapper Cabal. Conhecido por usar frequentemente a frase Um Só Caminho, que é uma de suas ideologias, Marechal também exerce a profissão de produtor musical.[5]

Um Só Caminho[editar | editar código-fonte]

A ideologia Um Só Caminho, muito divulgada por Marechal, pode ser resumida em respeito, lealdade e disciplina, sem discípulos e sem hierarquia, a união de todos esses "caminhos" em defesa de um único objetivo.

Marechal preferiu divulgar seus ideais, que vão contra o domínio do sistema sobre tudo, desde o tipo de comida ou bebida até os programas de televisão e músicas que farão sucesso, antes de focar em lançar um disco ou divulgar seus singles pelas rádios do país, tornando-se um dos poucos que acredita que o rap ainda é música de mensagem. O que levou muitos a seguirem seu trabalho tanto pela sua ideologia como pelas suas músicas. Estas que sempre falam da necessidade do ser-humano atual se desvencilhar de todas as coisas que as redes televisivas impõe como necessário e buscar o que realmente os agrade, já que não existe muitos que sejam críticos nos dias de hoje, facilitando para que as próprias gravadoras decidam quem vai fazer sucesso e o que será divulgado pelos artistas, fazendo com que estes abdiquem muitas vezes de fazer o que realmente gosta em troca do sucesso que as gravadoras podem proporcionar e das facilidades que conseguirá com isso.

Há muitas pessoas que dizem passar a prestar mais atenção nas músicas do Marechal após ouvir "Não sei fazer o som do momento, eu faço do momento um som", em Espírito Independente, que resume muito o que os artistas de atuais fazem e esse domínio sobre eles.

Enfim, o caminho para o sucesso, o caminho para a felicidade, o caminho para a paz, o caminho para o bem, todos eles precisam ser o mesmo. Um Só Caminho.

Batalha do Conhecimento[editar | editar código-fonte]

Idealizada e divulgada pelo Marechal, a Batalha do Conhecimento visa valorizar o conteúdo das rimas em batalhas de rap. Ao invés de ficar com trocação de farpas e ridicularizações, atacando ao rival, no que são conhecidas como "batalhas de sangue", a Batalha do Conhecimento, propõe enfatizar rimas sobre novos conceitos, educação, cultura, política e, algumas vezes, temas relacionados à exposição, já que geralmente acontece no MAR (Museu de Arte do Rio). Algumas vezes, os temas para a batalha são escolhidas na hora pelo público presente. Ao invés de só rimar, o rapper precisa ensinar, divulgar algum conteúdo, contar o que sabe sobre o tema.

Os próprios diretores do MAR convidaram o Mc Marechal a abrigar os eventos da Batalha do Conhecimento sempre no Museu da zona portuária do Rio de Janeiro desde janeiro de 2014. Eles alegaram que a forte ligação do Marechal com as comunidades, facilitaria ao mostrar para os jovens e para o pessoal de periferia que ali também era lugar para eles frequentarem e visitarem, já que muitas dessas pessoas acham que "museus são lugares para velhos e ricos", diversificando e destruindo barreiras entre os visitantes do museu.

Projeto Livrar[editar | editar código-fonte]

Em parceria com Janaína Michalski, Marechal criou, em 2012, o projeto a que deu o nome de Livrar, que distribui livros de autores independentes pelo Brasil em seus shows. Fazendo uso da sua representatividade no RAP para fortalecer a importância da literatura. Segundo o próprio, "LIVRAR" é a união dos termos "livro" e "levar".

Funciona assim: o autor que quer disponibilizar seus livros faz um simples cadastro na internet e se responsabiliza a entregar certa quantidade de livro ao Marechal, quando ele estiver na cidade do autor; Marechal leva alguns livros de outros autores independentes e troca pelos do autor em questão.

“Minha intenção é praticar o que eu falo nas letras das músicas. Acredito que a literatura é tão importante quanto a música, mas quase sempre a música tem mais promoção que a literatura. Pensei em aproveitar a visibilidade que tenho no REP  para também passar a mensagem dos livros, compartilhando meu espaço artístico com outras vertentes”, diz o rapper.

"Livrar, Livrar de tudo aquilo que nos distancia das leituras, Livrar de tudo aquilo que nos distancia das artes, Livrar de toda publicidade/propaganda/mídia que só vende uma memória coletiva de um mundo caótico. Mais do que importante, esse projeto é necessário, pois essa nossa força talvez venha de uma educação libertadora, que nos eduque a se livrar dos males, a compartilhar o conhecimento, o HIP-HOP. Livrar é uma necessidade, é uma vivência, uma resistência, uma vida, somos nós!” OHUAZ, músico e organizador do show do MC Marechal em Guarulhos/SP.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Referências