Mabon

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Mabon (pronuncia-se Mêibon) é também conhecido como Equinócio de Outono ou Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita. Dia sagrado no paganismo, em especial na religião Wicca. Celebrado no dia do equinócio de outono, que corresponde a aproximadamente dia 20 de março no hemisfério Sul e no dia 22 de setembro no hemisfério Norte (as datas dos equinócios podem apresentar uma variação de até 3 dias de acordo com o ano).

Simbolismo[editar | editar código-fonte]

Esse sabbat (Sabá no Brasil), que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido e caçado. É uma época de equilíbrio, onde o dia e a noite têm a mesma duração.

Este é o dia de ação de graças do paganismo. Data onde os pagãos honram o Deus em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.

O nome Mabon veio de um deus Celtas (também conhecido como Angus), o Deus do Amor. Esta é a ocasião ideal para pedirmos por todos aqueles que amamos, além de todos os que estão doentes ou velhos.

Costumes e tradições[editar | editar código-fonte]

É tradição reunir os amigos para um jantar, a fim de celebrar a fartura e comemorar as conquistas.

Também é costume retirar um tempo para dar uma atenção à sua casa, como consertar objetos estragados, restabelecer os estoques ou simplesmente fazer uma faxina. É comum em algumas tradições realizar uma bênção na casa no dia de Mabon.

As noites já começaram a ficar mais longas, desde o Solstício de Verão; aproxima-se a época da partida do Deus para a Terra do Verão, deixando a sua própria semente no ventre da Deusa, de onde renascerá (mantendo o eterno ciclo do nascer-morrer-renascer).

Correspondências[editar | editar código-fonte]

Em cada um dos oito sabbats da Roda do Ano na religião Wicca existem correspondências específicas para a composição dos rituais baseadas nos simbolismos de cada época:[1][2][3]

  • Plantas e frutos: flores de acácia, benjoim, madressilva, malmequer, mirra, folhas e cascas de carvalho.
  • Comidas típicas: maçãs, nozes, castanhas, amêndoas, milho, amoras pretas, jabuticabas, cravo, além de pães, tortas e outros pratos feitos a partir dos frutos da estação.
  • Bebidas típicas: vinhos, cervejas, sidras, além de sucos e outras bebidas preparadas a partir dos frutos da estação (em especial a maçã).
  • Incensos: cravo, patchouli, mirra, maçã, benjoim e sálvia.
  • Cores: marrom, verde, laranja e amarela. (Cores outonais no geral).
  • Pedras: cornalina, lápis-lázuli, safira e ágata amarela.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Biancardi, Rosa Maria (1998). Sabedoria das Bruxas. Manual de Iniciação a Magia. [S.l.]: Berkana. ISBN 8585839260 
  2. Cantrell, Gary (2002). Wicca. Crenças e Práticas. [S.l.]: Madras. 232 páginas. ISBN 8573745592 
  3. Morningstar, Sally (2002). O Livro e o Baralho Wicca. [S.l.]: Pensamento-Cultrix. 128 páginas. ISBN 8531512697 
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