Macus

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pela família lingüística com quatro línguas reconhecidas no Brasil, faladas entre os rios Uaupés, Negro e Japurá, no Amazonas, veja Família macu.
Maku
População total

~3500

Regiões com população significativa
 Brasil (AM) 2439 [1]
 Colômbia 979 [2]
Línguas
Religiões
Povos de língua macu

Os macus ou Maku são um conjunto de etnias indígenas caçadoras-coletoras pescadoras originarias da Amazônia brasileira e colombiana, que tinham uma forma de vida nómada no interior da floresta, dentro de seus respetivos territórios. Estas etnias se conhecem como Dâw, Hupdá, Iuhupde, Nadebe, Kãkwã e Nukak.[3]

O termo, contudo, pode remeter ainda a um grupo indígena que habitava o estado brasileiro de Roraima e que se teria fundido com os iecuanas no século XX. Segundo Jorge Pozzobon (1955-2001) é comum na região a distinção entre os chamados "índios do rio", de fala Tukano e Arawak, e os "índios do mato", de fala Maku. Os cerca de três mil Maku (1999) se distribuem num território entre o Brasil e a Colômbia numa área de aproximadamente 20 milhões de hectares, onde se dispersam pelas manchas de floresta, limitada a noroeste pelo rio Guaviare (afluente colombianos do rio Orinoco), ao norte pelo rio Negro, ao sul pelo rio Japurá e a sudeste pelo rio Uneiuxi (afluente brasileiro do Negro).

Xamanismo[editar | editar código-fonte]

Possuem um sofisticado sistema etnomédico fundamentado numa cosmologia que divide o universo no "mundo das sombras" (de onde vêm os males e de onde vieram os brancos), a floresta (mundo em que vivemos) e o "mundo da luz". Os Xamãs curam através de reza realizada pelos "bididu" e através da extração do mal por meio de sucção feita pelos "homens-onça" (nyaam hupdu). (Pozzobon o.c.)

Conhecem e utilizam diversas plantas psicoativas em diversos rituais, diferentes segundo a etnia, a exemplo do Jurupari onde utilizam algumas variedades do caapi (carpi) e do ipadu ou patu com o qual preparam um pó misturando com as cinzas da embaúba e o Xenhet ou Epená, um pó vermelho feito da resina dos árvores do gênero Virola (os Hupda e Kãkwã distinguem duas espécies: Virola elongata e Epená)

Referências

  1. Instituto Socioambiental. «Quadro Geral dos Povos». Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil. Consultado em 3 de outubro de 2019 
  2. DANE (2019). Población Indígena de Colombia (PDF). Censo 2018. Bogotá: Departamento Nacional de Estadística, 16 de septiembre de 2019. Consultado em 3 de outubro de 2021 
  3. Mahecha, Dany; Carlos Franky & Gabriel Cabrera (1996-1997). «Los Makú del Noroeste Amazónico». Revista Colombiana de Antropología (em espanhol). XXXIII. pp. 86–132 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cope, Peter L. Silverwood. Os Makú: Povo Caçador do Nordeste da Amazônia. DF, UnB, 1990
  • Pozzobon, Jorge. Etias Maku. Museu Paraense Emílio Goeldi. janeiro, 1999 Inst.Socio Ambiental Consulta Dez. 2011
  • ...,Pedro; Callaghan, Joshua; Simss, Cynthia. Use of Psychoactive Plants Among the Hupda-Maku. Lycaeum Entheology Dez. 2011
  • Maku (Language Family Trees) in: Lewis, M. Paul (ed.), 2009. Ethnologue: Languages of the World, Sixteenth edition. Dallas, Tex.: SIL International. Online version Dez. 2011
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