Mada Masr

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Mada Masr (em árabe : مدى مصر ) é um jornal independente egípcio, fundado em junho de 2013 por ex jornalistas do jornal em idioma inglês Egypt Independent, depois do encerramento das suas operações editoriais em abril de 2013. É o principal jornal liberal do Egipto.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Egypt Independent foi um jornal semanal em idioma inglês de 24 páginas que tinha evoluído da edição online para para publicações semanais em inglês através do jornal Al-Masry Al-Youm. A sua primeira edição foi publicada no dia 24 de novembro de 2011.[2]

Em dezembro de 2011, impediu-se que se publicasse a segunda edição do jornal, depois da censura interna de um artigo, escrito pelo politólogo Robert Springborg, que criticava o Conselho Supremo das Forças Armadas.[3][4]

Em abril de 2013, a equipa editorial foi informada pela gerência do Al-Masry Média Corporation que a sua operação de notícias impressas e seria encerrada.[5] A equipa editorial decidiu, assim, criar uma edição de encerramento, que ter-se-ia publicado no dia 25 de abril, «para explicar as condições sob as quais se está a terminar uma voz forte do jornalismo independente e progressista do Egipto».[5] No entanto, a gerência decidiu no último minuto suspender a impressão da edição final, pelo que a equipa editorial decidiu a publicação da edição apenas em formato digital.[5][6]

Fundação de Mada Masr[editar | editar código-fonte]

A 30 de junho de 2013, Mada Masr publicou o seu primeiro número.[7][8]

No primeiro artigo publicado, a equipa editorial descreveu o processo de planeamento para o lançamento: «Decidimos que queremos publicar em árabe e em inglês, que queremos ver mais relatórios baseados ​​em dados, mais jornalismo de investigação. Queremos experimentar diferentes formas de contar histórias. E, o mais importante, desenvolver um modelo de negócio e criar uma equipa comercial visionária que ajude a que nosso trabalho seja sustentável».[7]

O artigo também descreveu como a equipa editorial chegou ao nome: «Precisava-mos de um nome. Um nome árabe que era fácil de dizer em inglês, mas que também reflectisse a nossa prática do jornalismo independente e progressista. Após um longo processo, chegamos à palavra Mada. É a palavra árabe para faixa ou alcance, mas também é o lugar onde se coloca uma pedra num anel, um símbolo de tomar uma posição».[7]

O artigo concluiu com: «Hoje Mada Masr nasce no meio de muitos desafios e incertezas. Mas também nasce da inevitabilidade. É a inevitabilidade de reconstruir um lar para a nossa equipa e para o nosso trabalho, a inevitabilidade de uma forma diferente de jornalismo, a inevitabilidade da experimentação e a aventura como a única e principal porta para que nossa imaginação se esforce».[7]

Desde então, Mada Masr publicou uma série de artigos sobre diferentes temas como política, economia, meio ambiente, cultura e estilo de vida, e alguns de seus artigos sobre temas da actualidade do Egipto foram referidos pelos meios de comunicação internacionais.[9] Como exemplo, um artigo de Sarah Carr sobre o movimento político The Third Square, foi citado extensamente num artigo do blog do New York Times sobre o tema.[10][11]

Liberdade de imprensa em Egipto[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2013, um artigo da Associated Press sobre a distorção dos midia no Egipto depois do golpe militar citou Lina Atallah, editora-em-chefe do Mada Masr, e disse que havia uma maior pressão sobre os jornalistas para que seguissem a via online, assinalando a cobertura dos assassinatos de manifestantes, que repetiu a versão militar da violência. «O que dá medo desta vez, no desempenho dos meios, é que há muito mais ajuste, vindo de cima, da agenda», disse.[12]

Mada Masr tem sido censurado no Egipto desde junho de 2017.[13]

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]