Madeleine de Scudéry

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Madeleine de Scudéry
Nascimento 15 de novembro de 1607
Le Havre
Morte 2 de junho de 1701 (93 anos)
Nacionalidade França Francesa
Ocupação Literatura

Madeleine de Scudéry, também conhecida como Mademoiselle de Scudéry (Le Havre, 15 de novembro de 16072 de junho de 1701), foi uma escritora francesa. Era conhecida pelo pseudónimo de Safo. Era a irmã mais nova do escritor Georges de Scudéry.

Nasceu em Le Havre, Normandia. Estabeleceu-se em Paris junto com o seu irmão. Durante a última metade do século XVII, sob pseudónimo ou com o próprio nome, ficou conhecida como a primeira mulher literata de França e do mundo. Teve uma grande amizade com Paul Pellisson.

Com personagens clássicas ou orientais como heróis e heroínas, as acções e forma de falar eram tomadas das ideias de moda do momento, e as personagens podiam ser identificadas com os seus contemporâneos.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Safo foi o seu pseudónimo, segundo a moda do tempo da autora. Era presença habitual no palacete de Rambouillet, antes de abrir o seu próprio salão literário, que foi durante muito tempo o que marcava o tom do preciosismo, do qual foi uma das mais célebres representantes. A maioria das celebridades da época, os Montausier, François de La Rochefoucauld, Madame La Fayette, Sevigné, Conrart, Chapelain, Pomponne e Pellison vinham regularmente aos "sábados de Mme. de Scudéry" nos quais se conversava erudita e galantemente.

Escreveu volumosas novelas galantes, desprovidas de toda e qualquer semelhança histórica, mas nas quais se pode reconhecer, facilmente, os retratos de personagens como Condé, Mme. de Longueville, etc. trasladando para a Antiguidade a vida da sociedade mundana da sua época: Ibrahim ou l’Illustre Bassa (4 vol., 1642); Artamène ou le Grand Cyrus (1649-1653), a novela mais longa da literatura francesa (10 vol.); Clélie, histoire romaine (10 vol., 1654-1660); Almahide ou l’esclave reine (8 vol., 1660); Matilde d’Aguilar, histoire espagnole (1667).

Sem entrar em análise profunda sobre a vida interior dos personagens cujos retratos adquiriam, muitas vezes, um notável relevo, as suas obras deram vida a novas emoções: a melancolia, o tédio, a inquietude, o desassossego e outras fantasias que prefiguravam Rousseau. Publicadas na Morale du monde ou Conversaciones (10 vol.), (1680-1682), as conversas cheias de sentido e engenho das suas personagens converteram-se numa espécie de manual da sociedade elegante. Estas novelas puseram na moda as novelas preciosistas, dando uma visão idealizada do amor e uma pintura poética da sociedade mundana. Em Clélie, histoire romaine encontra-se a famosa Carte de Tendre na geografia galante relegando, por vezes, o amaneiramento que havia desviado a corrente preciosista do seu modernismo original.

Em Clélie, Herminius representa Paul Pellisson; Scaurus and Lyriane são Paul Scarron e sua mulher (depois Françoise d'Aubigné, marquesa de Maintenon); e a descrição de Sapho no vol. X de Le Grand Cyrus a autora descreve-se a si mesma.

Madeleine de Scudéry foi a primeira mulher que obteve o prémio de eloquência da Academia Francesa.

Sobreviveu a seu irmão mais de trinta anos. Durante o último tempo de vida publicou várias das suas conversas. A sua Vida e correspondência foi publicada em Paris por MM. Rathery e Boutron em 1873.

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