Madona

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Madona Willys, de Giovanni Bellini (1480-90)
Madona com Menino, de Filippo Lippi

Madona (do italiano Madonna, em português "Nossa Senhora" ou "Virgem com o Menino") é o nome dado à representação artística da Virgem Maria, mãe de Jesus, em pinturas e esculturas (iconografia) na arte cristã.

É um tema tradicional, onde as obras representam sempre Maria com seu filho Jesus,[1] frequentemente cercados por outros personagens, como São José (denominado Sagrada Família), São João Batista (retratado também como criança, possuia quase a mesma idade de Jesus), outros parentes de Maria (como Santa Isabel ou Santa Ana), ou determinados santos escolhidos por motivos variados, como por exemplo o santo padroeiro de quem encomendou a obra, ou da cidade que a hospeda.

Em 431, após a controvérsia inicial e certa resistência, a fórmula "Mãe de Deus" (Teótoco, título grego de Maria, Θεοτόκος) foi adotada oficialmente pela Igreja Cristã no Primeiro Concílio de Éfeso. As técnicas artísticas variam, desde os primitivos encáustico (enkausticos) e mosaico (µουσαικόν) nos séculos VII e IX, passando por pintura em retábulos acima do altar, ou sobre telas nos séculos XII a XVII, madeira policromada no século XVIII, a moderno encáustico no XX.[1]

A primeira representação da Virgem com o Menino ainda existente, pode ser vista no mural da Catacumba de Priscila, em Roma, na qual Maria aparece sentada amamentando Jesus, que por sua vez inclina sua cabeça, aprecendo olhar o observador.[2]

As Madonas bizantinas foram as primeiras representações de Maria com o filho, desenvolvidas no Império Romano do Oriente (algumas não datadas).[1] Onde apesar da tendência iconoclasta (εικών, movimento contra a veneração de imagens) na cultura local, que rechaçava as representações físicas como "idolatria", o respeito por imagens veneradas se expressava na repetição de uma estreita gama de estilos artísticos muitos convencionais - as imagens repetidas, conhecidas como ícones ("imagem", em grego). Numa visita a Constantinopla no ano de 536, o papa Agapito I foi acusado de se opor à veneração da Teótoco e a representação de sua imagem nas igrejas.[3] Os exemplos orientais da Madona mostram a Virgem Maria entronada, portando a coroa bizantina, incrustada de pérolas, com o Menino Jesus em seu colo.[4]

No Ocidente os modelos hieráticos bizantinos foram seguidos à risca na Baixa Idade Média, porém com a crescente importância do culto à Virgem nos séculos XII e XIII desenvolveram-se uma variedade mais ampla de tipos para satisfazer a corrente duma das formas de piedade mais intensamente pessoais. Nas fórmulas costumeiras dos períodos gótico e renascentista, por exemplo, Maria se senta com Jesus em seu colo, ou o abraça, enquanto em outras ela aparece no trono, e o Menino aparece plenamente consciente, levantando sua mão e oferecendo uma bênção. Esculturas góticas tardias da Madona com o Menino mostram uma Virgem Maria em pé, com Jesus em seus braços. A iconografia varia entre imagens públicas e imagens privadas, feitas numa escala menor e que pretendem ser dedicadas à devoção pessoal, em habitações particulares: a Virgem amamentando o Menino (como na Madona Litta) é uma imagem amplamente limitada aos ícones devocionais privados. Estas representações da Maria no ato de dar de mamar ao Menino Jesus são chamadas de "Virgens do Leite".

Representações célebres[editar | editar código-fonte]

Entre as mais célebres representações da Madona certamente devem serem citadas:

Referências

  1. a b c «A iconografia de Madona na História da Arte». C&C. 16 de dezembro de 2012. Consultado em 11 de setembro de 2018. 
  2. Victor Lasareff, "Studies in the Iconography of the Virgin" The Art Bulletin 20.1 (marzo de 1938, pp. 26-65) p 27f.
  3. m. Mundell, "Monophysite church decoration" Iconoclasm (Birmingham) 1977, p 72.
  4. Como nos fragmentos do afresco do subsolo da Basílica de São Clemente, em Roma: ver John L. Osborne, "Early Medieval Painting in San Clemente, Rome: The Madonna and Child in the Niche" Gesta 20.2 (1981), pp. 299-310.

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