Magno (cônsul honorário)

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Magno (em latim: Magnus; m. 581) foi um oficial bizantino do século VI, ativo durante o reinado do imperador Justino II (r. 565–578).

Vida[editar | editar código-fonte]

Magno era nativo da Síria, provavelmente da cidade de Evaria; um monograma mutilado encontrado na cidade aparenta possuir seu nome.[1] Desde muito cedo durante o reinado de Justino, talvez ainda em 565/566, Magno exercia a função de conde das sagradas liberalidades e esteve entre os oficiais que encorajaram Coripo a produzir seu panegírico sobre o imperador.[2] Ele ainda estava ocupando este ofício em 573, quando foi enviado ao Oriente, possivelmente para tomar comando na guerra contra o Império Sassânida. Com uma pequena força, encontrou o exército de Adarmanes retornando da captura de Apameia e fugiu, perdendo alguns prisioneiros. Mais tarde, quando Dara caiu, Magno estava em Mardin. Após a queda de Apameia, Magno recebeu informações sobre a localização de um fragmento da Vera Cruz escondido próximo da cidade por um sacerdote capturado pelos persas. O fragmento foi recuperado por certo Varanes de Apameia e conduzido para Constantinopla.[3]

Após 573, foi nomeado curador de uma das residências imperiais por Justino. Com base em uma inscrição descoberta em Atália, na Panfília, é possível que foi designado como curador da casa de Marina; nessa inscrição também menciona-se que ele era homem gloriosíssimo. Por volta do mesmo período, Magno serviu como comerciário em Antioquia. Esse ofício é atestado através de dois selos seus, com inscrições idênticas e bustos imperiais, encontrados em Tiro. No primeiro deles há dois bustos, identificados com Justino e a imperatriz Sofia, enquanto no segundo há três figuras, originalmente identificadas com Maurício I (r. 582–602), Teodósio e Constantina, mas atualmente identificadas com Justino, Tibério II (r. 574–582) e Sofia. Em 581, Magno novamente exerceu a função de curador, mas agora na Síria. A residência por ele administrada é identificável com aquela de Hormisda situada no território de Antioquia, próximo de Babel Haua em Baricha. Ele exerceu tal função com os títulos honoríficos de conde dos domésticos, cônsul honorário e homem gloriosíssimo.[4]

Em 581, quando Alamúndaro foi acusado de traição por Maurício diante de Tibério, Magno prometeu capturá-lo. Ele era amigo e patrão de Alamúndaro, que confiava nele e via-o como o representante de seus interesses na corte. Quando Magno estava consagrando uma igreja em Evaria, que havia sido transformada em cidade e circundada por um muro sob sua influência, ele convidou Alamúndaro à cerimônia.[5] Alamúndaro chegou com apenas uma pequena escolta e foi preso pelas tropas bizantinas estacionadas em segredo no local; Bar Hebreu e João do Éfeso mencionam que Magno estava à época residindo em Edessa e tinha autoridade sobre a Síria e que teria capturado Alamúndaro em Emessa. Alamúndaro foi transportado para Constantinopla, juntando-se ao longo do caminho com sua esposa e três filhos. Durante a ausência de Magno, Naamanes VI, filho de Alamúndaro, saqueou seu acampamento e partes da Síria, o que induziu o imperador e enviá-lo de volta para capturar os filhos do filarco e instalar seu irmão como governante dos gassânidas. Ele falhou em conseguir isso e morreu logo depois.[1]

Referências

  1. a b Martindale 1992, p. 807.
  2. Martindale 1992, p. 805.
  3. Martindale 1992, p. 806.
  4. Martindale 1992, p. 806-807.
  5. Shahîd 1995, p. 446, 455–459.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Martindale, John R.; Jones, Arnold Hugh Martin; Morris, John (1992). «Magnus 2». The Prosopography of the Later Roman Empire - Volume III, AD 527–641. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press. ISBN 0-521-20160-8 
  • Shahîd, Irfan (1995). Byzantium and the Arabs in the Sixth Century. Washington: Dumbarton Oaks. ISBN 978-0-88402-214-5