Major League Soccer

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Major League Soccer
MLS
Novo logotipo da MLS, utilizado pela primeira vez para a temporada de 2015.
Dados gerais
Organização USSF
CSA
Patrocinador actual Alemanha Adidas
Edições 23
Outros nomes MLS
Campeonato Norte Americano de Futebol
Campeonato Americano de Futebol
Campeonato Estadunidense de Futebol
Local de disputa  Estados Unidos
 Canadá
Número de equipes 26
Sistema Playoffs
Soccerball current event.svg Edição atual
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A Major League Soccer (em português: Liga Principal de Futebol; abreviação oficial: MLS) é o principal campeonato de futebol dos Estados Unidos, contando também com equipes do Canadá, tida como a primeira divisão profissional do esporte pela United States Soccer Federation, que é oficialmente membro da FIFA, e que ajuda a promover este desporto nos EUA.

Disputada em dois estágios, a competição tem seu início em março e término em outubro de cada ano, com cada equipe disputando 34 partidas no total; o time com o maior número de pontos na primeira fase da competição é premiado com a taça Supporters' Shield, sendo que a segunda fase é disputada pelos 12 melhores times da primeira em sistema eliminatório. O vencedor da segunda fase, consequentemente, é nomeado o grande campeão da MLS.

A qualidade de jogo em solo norte-americano melhorou consideravelmente desde que a liga foi fundada, em 1996 e resultou no sucesso da Seleção Americana na Copa do Mundo de 2002 alcançando as quartas de finais pela primeira vez desde 1930; muitos dos jogadores da equipe nesta Copa do Mundo faziam ou fizeram parte da MLS.

Na temporada de 2021, após a inclusão do Austin Football Club,[1] a liga é composta de 27 times, sendo 24 dos Estados Unidos e 3 do Canadá. A liga planeja expandir para 30 clubes, com as entradas confirmadas do Charlotte FC em 2022,[2] e do St. Louis City SC em 2023. O Sacramento Republic FC, que teve sua vaga confirmada na liga, desistiu de pagar a taxa de entrada na liga e espera por investidores, e por isso tem sua situação indefinida.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Ian Russell carregando a taça da MLS Cup

Em 1988, os Estados Unidos recebeu o direito de receber a Copa do Mundo de 1994.[4] A USSF acordou com a FIFA que para realizar o evento, seria criada uma liga profissional de futebol nos Estados Unidos.[5] O país não possuía uma liga de primeiro nível desde 1984, quando a North American Soccer League foi extinta.[6] A liga foi oficialmente anunciada no dia 17 de dezembro de 1993.[7]

A primeira temporada da Major League Soccer ocorreu em 1996. O primeiro jogo oficial da MLS foi uma partida entre San Jose Clash e D.C. United, no dia 6 de abril de 1996 no Spartan Stadium em San Jose.[8]

As primeiras equipes[editar | editar código-fonte]

As primeiras sete equipes da Major League Soccer foram anunciadas no dia 15 de junho de 1994.[9] No total, dez equipes disputaram a primeira edição em 1996, divididos em duas conferências:

Expansão e mudanças[editar | editar código-fonte]

A liga se ampliava a 12 equipes em 1998, ao ser adicionado o Chicago Fire à conferência Oeste e o Miami Fusion à conferência Leste. A partir do ano de 1999 o San José Clash trocou de nome e passou a se chamar San José Earthquakes. Em 2000, a liga se reorganizou em conferências Leste, Central e Oeste; Chicago, Tampa Bay, Dallas e Columbus foram movidos à nova conferência central. Na temporada de 2001, as duas equipes da Flórida (Miami Fusion e Tampa Bay Mutiny) foram dissolvidas e a liga voltou a ser de dez equipes divididas em duas conferências, como era antes, mas com o Chicago Fire na conferência Leste.

Na temporada de 2004, a liga se ampliou outra vez, acrescentando o Real Salt Lake, de Salt Lake City, e o Chivas USA, que compartilha o estádio Home Depot Center com o Los Angeles Galaxy. As duas equipes novas foram colocadas na Conferencia Oeste, movendo Kansas City para o Leste. Em 2005, o San José Earthquakes se mudou para Houston e renomeado para Houston Dynamo. Mas outra franquia com o mesmo nome compartilhando a história dos Earthquakes foi instaurada na temporada de 2008.[10]

Em 9 de março de 2006, a multinacional de bebidas energéticas Red Bull comprou o MetroStars e rebatizou-o Red Bull New York.

Na temporada de 2007, uma nova ampliação. Pela primeira vez uma equipe do Canadá participa da liga: o Toronto FC. Eventualmente todas as três maiores cidades canadenses conseguiram times, com o Vancouver Whitecaps em 2011[11] e o Montreal Impact no ano seguinte.[12]

A expansão garantiu franquias à Seattle (Seattle Sounders FC, fundado em 2009 após absorver a equipe e elenco de uma equipe homônima da USL First Division),[13][14] Filadélfia (Philadelphia Union em 2010)[15] e Portland (Portland Timbers em 2011).

História recente[editar | editar código-fonte]

Em 2014, a Major League Soccer respeita o contrato com David Beckham de quando ele foi jogar no Los Angeles Galaxy no qual garante uma franquia a ele quando ele se aposentasse. Com sede em Miami, David se juntou com Simon Fuller, os empresários cubanos Jorge e Jose Mas, e Marcelo Claure, dono do Club Bolívar, para formar o time.

No dia 27 de outubro de 2014, a liga anunciou que, pelo fato de não ter seu estádio próprio e falhar em atrair o público latino, após várias temporadas de pouco público e baixa audiência, o Chivas USA iria encerrar as atividades ao fim da temporada regular, e uma nova franquia de expansão foi concedida a Los Angeles, mais tarde denominado Los Angeles FC, que estreou em 2018.

Em 2015, estrearam o New York City Football Club e o Orlando City SC. Com isso, a liga chegou a 20 equipes e realinhou suas conferências.

Em 2016, Don Garber anunciou a liga chegaria a 28 clubes, possivelmente em 2020. Em 2017, 12 cidades estavam concorrendo as vagas.

Em 2017, estrearam Atlanta United FC e Minnesota United FC na competição. Em julho, a MLS recusa uma proposta de 4 bilhões de dólares da MP & Silva pelos direitos de transmissão da liga, pois a empresa exigia que a Major League Soccer se adaptasse ao futebol internacional, acrescentando acesso e descenso. Além disso, o movimento foi mal visto, pois poderia servir de manobra pra entrada do Miami FC na liga, clube do Riccardo Silva, dono da MP & Silva.

Em outubro de 2017, Anthony Precourt, dono do Columbus Crew SC, anunciou seus planos de realocar a equipe para Austin, Texas. A mudança, vinda de acordo prévio com a liga que previa a realocação caso não conseguisse construir um novo estádio em Columbus, foi aprova pela prefeitura de Austin e 15 de agosto de 2018, e o nome Austin FC foi anunciado no dia 22 de agosto. Porém a torcida do Crew começou uma grande campanha nas redes sociais para manter a equipe. Como o contrato com o Precourt não poderia ser desfeito, foi concedido a ele uma franquia de expansão. Os direitos do Crew foram vendidos a Jimmy Haslam, dono do Cleveland Browns, e com um acordo de buscar a construção de um novo estádio para a equipe, o clube permaneceu na liga. O Austin FC estreia na temporada 2021.

Em 20 de dezembro de 2017, foi concedido ao Nashiville SC, da USL Championship, uma franquia de expansão. Fundado como Nashville Football Club, o clube surgiu como de propriedade dos fãs, inspirado no F.C. United of Manchester. Disputou a National Premier Soccer League entre 2013 e 2016. Inicialmente o clube planejava entrar a NASL, porém em 2017 a USL garantiu que o clube entraria na liga, tendo pouco tempo depois seu pedido de entrar na MLS garantido. Nashville SC estreou na liga em 2020.

Em 29 de maio de 2018, o FC Cincinnati se garantiu na liga, passando na frente de outros mercados maiores como Detroit, Charlotte e St Louis. A favor do FC Cincinnati eram os recordes seguidos de público, com vários jogos batendo mais de 20 mil pessoas e com médias de público por vezes maiores que os próprios times da MLS. Pesou também o fato da equipe estar pronta pra disputar a MLS já no ano seguinte.

Em 2020, além do Nashiville SC, também foi o ano de estreia do Inter Miami CF, equipe gerida pelo David Beckham.

Equipes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Cronologia da Major League Soccer
Notas
  1. Não é um estádio exclusivo para futebol.
  2. Será substituído por um estádio exclusivo para futebol.


Estádios[editar | editar código-fonte]

Atlanta United Chicago Fire Colorado Rapids Columbus Crew D.C. United FC Cincinnati FC Dallas Houston Dynamo Inter Miami CF
Mercedes-Benz Stadium Soldier Field DSG Park Mapfre Stadium Audi Field West End Stadium Toyota Stadium BBVA Stadium Inter Miami CF Stadium
Capacidade: 71 000 Capacidade: 24 995 Capacidade: 18 601 Capacidade: 19 968 Capacidade: 20 000 Capacidade: 26 000 Capacidade: 20 500 Capacidade: 22 039 Capacidade: 18 000
Mercedes Benz Stadium time lapse capture 2017-08-13.jpg Soldier field 2006.jpg Dicks Sporting Good Park.jpg Columbus crew stadium mls allstars 2005.jpg Audi Field June 25th.jpg West End Stadium under construction from Mt. Echo (cropped).jpg Pizza Hut Park.jpg BBVA Compass Stadium, Skyline View.JPG 2008-0424-FL-LockhartStadium.jpg
Los Angeles FC
Los Angeles Galaxy
Banc of California Stadium Dignity Health Sports Park
Capacidade: 22 000 Capacidade: 27 000
LAFC East Side Stadium interior.jpg LA Galaxy vs Houston Dynamo- Western Conference Finals panorama.jpg
Minnesota United CF Montréal
Allianz Field Saputo Stadium
Capacidade: 19 400 Capacidade: 20 801
Allianz Field - MNUFC Minnesota United st. Paul Minnesota MLS (40636734693).jpg Stade Saputo.27.06.12.jpg
New England Revolution Nashville SC
Gillette Stadium Nissan Stadium
Capacidade: 20 000 Capacidade: 69 143
Gillette Stadium (Top View).jpg LP Field 2009 crop.jpg
New York City FC New York Red Bulls
Yankee Stadium Red Bull Arena
Capacidade: 28 743 Capacidade: 25 000


Le Yankee Stadium.jpg Le Red Bull Arena.jpg
Orlando City Philadelphia Union Portland Timbers Real Salt Lake San José Earthquakes Seattle Sounders FC Sporting Kansas City Toronto FC Vancouver Whitecaps
Exploria Stadium Subaru Park Providence Park Rio Tinto Stadium Avaya Stadium CenturyLink Field Children's Mercy Park BMO Field BC Place
Capacidade: 25 500 Capacidade: 18 500 Capacidade: 29 361 Capacidade: 20 213 Capacidade: 18 000 Capacidade: 39 419 Capacidade: 18 467 Capacidade: 30 991 Capacidade: 22 120
Orlando city soccer stadium.jpg PPL Park Interior from the River End 2010.10.02 (cropped).jpg Jeld-Wen Field 2013.jpg 0811 - Rio Tinto Stadium.jpg Avaya Stadium, 1-7-15.jpg Qwest Field North.jpg Livestrong Sporting Park - Sporting KC v New England Revolution.jpg Bmo Field 2016 East Stand.jpg BC Place (19186581723) (2).jpg

Organização da Liga[editar | editar código-fonte]

Formato da Competição[editar | editar código-fonte]

A competição é dividida em duas conferências, a Conferência Leste e Conferência Oeste.[16] Durante a temporada 2020, foram 14 times na Leste e 12 times na Oeste.[17] Todas as equipes disputam entre si na temporada regular, e em 2020 pela primeira vez na competição não houve confronto de todos contra todos.[17] O melhor colocado da temporada regular ganha o título da MLS Supporters' Shield, cujo atual campeão é o Philadelphia Union.[18][19][20]

Os melhores de cada conferência se classificam para os playoffs, que em 2020 foi em jogos de apenas ida. Nesse sistema de mata-mata, as oitavas de final recebem o nome de primeira fase, as quartas de final recebem o nome semifinal de conferência e as semifinais recebem o nome de final de conferência. O vencedores das finais de conferência recebem o título da conferência e garantem vaga para a MLS Cup.

A final da competição, chamada de MLS Cup, ocorre em dezembro em jogo único entre os campeões de Leste e Oeste. O estádio escolhido é a do finalista com melhor campanha na temporada.

Anualmente, o MLS All-Star, time dos melhores jogadores da liga naquela temporada, de acordo com o prémio MLS Best XI, disputa um amistoso com uma equipe convidada. Em 2020 seria disputado entre a MLS All-Star e a seleção do ano da Liga MX, porém foi cancelado por causa da Pandemia de COVID-19.[21]

Sistema de Franquias[editar | editar código-fonte]

A liga funciona em um sistema de franquias, na qual a Major League Soccer é sócio junto com o dono da equipe.[22] Não há uma regra que limite o número de equipes que uma pessoa ou empresa pode ter, tanto que em determinado momento, o bilionário Philip Anschutz foi dono de seis equipes na liga, e Lamar Hunt de outras três.

Diversas disputas ocorreram por causa desse sistema, a principal o processo Fraser v. Major League Soccer de 2002.

Realocações também ocorreram por causa de falta de entendimento entre os dono e a MLS. Em 2005 Philip Anschutz transferiu o San José Earthquakes para Huston por falta de acordo em relação a construção do estádio. Em 2014, a liga obrigou o Chivas Guadalajara a vender sua franquia Chivas USA por falta de público. Em 2019, o dono do Columbus Crew Anthony Precourt decidiu transferir a equipe para Austin, e depois de uma campanha em massa dos torcedores nas redes sociais, a liga foi obrigada a comprar e posteriormente passar os direitos da equipe para outra pessoa para que o clube não fosse extinto. Em 2020, a liga obrigou Dell Loy Hansen a vender o Real Salt Lake após acusações de racismo.

Diretor Executivo[editar | editar código-fonte]

O diretor executivo da liga se chama comissionário. Desde 1999, Don Garber exerce a função de comissário da Major League Soccer.[23] Antes dele, Doug Logan exercia essa função.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Clássicos da Major League Soccer

Nos Estados Unidos, os clássicos são disputados em formato de copa (em inglês: Rivalry Cups), e a equipe que conseguir mais pontos em partidas entre as equipes. Diferentemente de outros lugares do mundo, um "clássico" pode envolver mais que duas equipes.

Nomes das equipes[editar | editar código-fonte]

Originalmente, no mesmo estilo de outros esportes nos Estados Unidos, quando foram criados os times receberam nomes que eram apelidos, como Columbus Crew, San Jose Clash ou Tampa Bay Mutiny. DC United e Miami Fusion FC foram duas exceções que adotaram nomes mais tradicionais. No entanto, novos times como Real Salt Lake, Houston Dynamo e Toronto FC adotaram nomes similares a clubes europeus. Inclusive, dois times se rebatizaram nesse estilo, como Dallas Burn virando em 2005 o FC Dallas, e em 2011 o Kansas City Wizards se tornando Sporting Kansas City. Alguns outros usam um híbrido dos dois estilos, como o Columbus Crew Soccer Club e Seattle Sounders Football Club.

Mudanças nas regras[editar | editar código-fonte]

Tratando de fazer o esporte mais "estadunidense", a MLS havia tentado algumas mudanças de regras nos primeiros anos.

  • O relógio, que conta 90 minutos no futebol internacional, na MLS contaria regressivamente e o relógio pararia nas situacões de bola parada. Quando o relógio marcasse 0:00, o tempo terminaria. Depois da temporada de 1999, esta regra foi abandonada a favor de um relógio tradicional.
  • A outra mudança era a definição por Shoot-Out, para resolver os jogos empatados. Se o jogo terminasse com um empate, uma situação similar à definição de pênaltis ocorreria:
    • Um jogador receberia a bola a 35 metros do gol com cinco segundos para anotar. Como os pênaltis, era uma competição com cinco tentativas para cada equipe. Se o resultado era todavia empate, haveria outra série de Shoot-Out'. A equipe que ganhasse recebia um ponto (a diferença de três pontos para uma vitória), a equipe que perdesse recebia zero.
  • Tristemente para a MLS, as mudanças de regras, especialmente a de Shoot-Out, não ganhava uma grande audiência entre o público estadunidense e de fato se ganhava a antipatia de alguns fãs tradicionais. O Shoot-Out saiu depois da temporada de 1999.
  • A MLS experimentava com o gol de ouro de 2000 a 2003, mas em 2004 parou o experimento, ao aplicar o modelo tradicional de definição das partidas.

Regras[editar | editar código-fonte]

A "Regra de Beckham"[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Regra do Jogador Designado

Os jogadores que atuam na MLS têm um "teto salarial", o que garante não só o equilíbrio das finanças das equipes como também o equilíbrio entre as mesmas. Porém, em 2006, a MLS criou a Designated Player Rule (Regra do Jogador Designado, em inglês), que permite que as equipes tenham em seu plantel um jogador acima desse "teto". Em 11 de janeiro de 2007, a equipe Los Angeles Galaxy anunciou a contratação milionária e bombástica do jogador — e estrela popDavid Beckham.[24] Estima-se que ele recebeu 250 milhões de dólares por 5 anos de contrato, tornando-se assim, o desportista mais bem pago do mundo. Tendo sido o primeiro jogador contratado sob a Designated Player Rule, esta passou a ser conhecida como Beckham Rule (em português, a Regra de Beckham). Beckham chegou ao Los Angeles Galaxy em 13 de julho[25] e fez sua estreia oficial em 21 de julho[26] em um amistoso contra a equipe britânica Chelsea.

Outras contratações de prestígio vieram: em 3 de abril, o Chicago Fire anunciou oficialmente a contratação do jogador mexicano Cuauhtémoc Blanco[27] (que fez sua estreia em 22 de julho);[28] em 17 de abril, o Red Bull New York apresentou ao público o atacante colombiano Juan Pablo Ángel;[29] e no dia 19 de abril, o Columbus Crew anunciou a vinda para o seu plantel do jogador argentino argentino Guillermo Barros Schelotto.[30] Em 24 de agosto, o FC Dallas anunciou oficialmente a contratação do brasileiro Denílson, campeão mundial com o Brasil na Copa do Mundo de 2002.[31] Em 28 de janeiro de 2008, foi a vez do craque argentino Marcelo Gallardo, contratado pelo DC United.[32] Em 10 de março de 2008, mais um argentino: Claudio López, novo contratado do Kansas City Wizards.[33] Em 28 de outubro de 2008, o Seattle Sounders FC contratou o sueco Fredrik Ljungberg.[34] Em 14 de julho de 2010, o Red Bull New York anunciou a principal contratação desde David Beckham, o francês Thierry Henry estava chegando vindo do Barcelona. Também vindo para o Red Bull New York, o zagueiro mexicano Rafael Márquez veio também do Barcelona. Em 2013, o Red Bulls contratou Juninho Pernambucano, com uma curta passagem pelo clube, retornando ao Vasco da Gama após briga com o técnico. Além de craques como o brasileiro Kaká, o sueco Zlatan Ibrahimovic também veio, Steven Gerrard, Andrea Pirlo, David Villa, Frank Lampard, Nani, entre outros.

Com essas contratações de impacto e de prestígio (principalmente de Beckham) espera-se não só aumentar o interesse e o público, mas, principalmente, também deixar um legado para o futebol nos EUA.

A exemplo de outras ligas esportivas de prestígio como a NBA (basquetebol), a MLS também tem o seu "jogo das estrelas", conhecido como MLS All-Star.

Regra do Homegrown Player[editar | editar código-fonte]

A regra do Homegrown Player (Homegrown Player Rule) permite aos times que assinem com o jogador que participou das categorias de base do clube sem precisar passar pela MLS SuperDraft.[35]

Geração Adidas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Geração Adidas

A Geração Adidas é uma parceria entre a Adidas e a Major League Soccer para revelar jogadores jovens.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Ano MLS Cup MLS Supporters' Shield U.S. Open Cup *
1996 DC United Tampa Bay Mutiny ** DC United
1997 DC United DC United Dallas Burn***
1998 Chicago Fire Los Angeles Galaxy Chicago Fire
1999 DC United DC United Rochester Raging Rhinos****
2000 Kansas City Wizards***** Kansas City Wizards***** Chicago Fire
2001 San José Earthquakes Miami Fusion** Los Angeles Galaxy
2002 Los Angeles Galaxy Los Angeles Galaxy Columbus Crew
2003 San José Earthquakes Chicago Fire Chicago Fire
2004 DC United Columbus Crew Kansas City Wizards*****
2005 Los Angeles Galaxy San José Earthquakes Los Angeles Galaxy
2006 Houston Dynamo DC United Chicago Fire
2007 Houston Dynamo DC United New England Revolution
2008 Columbus Crew Columbus Crew DC United
2009 Real Salt Lake Columbus Crew Seattle Sounders
2010 Colorado Rapids Los Angeles Galaxy Seattle Sounders
2011 Los Angeles Galaxy Los Angeles Galaxy Seattle Sounders
2012 Los Angeles Galaxy San Jose Earthquakes Sporting Kansas City
2013 Sporting Kansas City New York Red Bulls D.C. United
2014 Los Angeles Galaxy Seattle Sounders Seattle Sounders
2015 Portland Timbers New York Red Bulls Sporting Kansas City
2016 Seattle Sounders FC FC Dallas FC Dallas
2017 Toronto FC Toronto FC Sporting Kansas City
2018 Atlanta United FC New York Red Bulls Houston Dynamo
2019 Seattle Sounders FC Los Angeles FC Atlanta United FC
2020 Columbus Crew SC Philadelphia Union Cancelada


* A partir de 1996, quando as equipes da MLS começaram a participar.

** Extinto.

*** Atual FC Dallas.

**** Não pertence à MLS, mas sim à USL.

***** Atual Sporting Kansas City

Por equipe
Time Conferência MLS Cup MLS Supporters' Shield U.S. Open Cup *
Los Angeles Galaxy (Califórnia) Oeste 5 (2002, 2005, 2011, 2012, 2014) 4 (1998, 2002, 2010, 2011) 2 (2001, 2005)
DC United (Washington DC) Leste 4 (1996, 1997, 1999, 2004) 4 (1997, 1999, 2006, 2007) 3 (1996, 2008, 2013)
Columbus Crew (Ohio) Leste 2 (2008, 2020) 3 (2004, 2008, 2009) 1 (2002)
S.J. Earthquakes (Califórnia)* Oeste 2 (2001, 2003) 2 (2005, 2012)
Houston Dynamo (Texas)* Oeste 2 (2006, 2007) 1 (2018)
Sporting Kansas City (Missouri)** Leste 2 (2000, 2013) 1 (2000) 4 (2004, 2012, 2015, 2017)
Seattle Sounders FC (Washington) Oeste 2 (2016, 2019) 1 (2014) 4 (2009, 2010, 2011, 2014)
Chicago Fire (Illinois) Leste 1 (1998) 1 (2003) 4 (1998, 2000, 2003, 2006)
Portland Timbers (Oregon) Oeste 1 (2015)
Toronto FC (Toronto) Leste 1 (2017) 1 (2017)
Atlanta United FC (Geórgia) Leste 1 (2018) 1 (2019)
Real Salt Lake (Utah) Oeste 1 (2009)
Colorado Rapids (Colorado) Oeste 1 (2010)
New York Red Bulls (Nova York) Leste 3 (2013, 2015, 2018)
FC Dallas (Texas) Oeste 1 (2016) 2 (1997, 2016)****
Tampa Bay Mutiny (Flórida)*** Leste 1 (1996)
Miami Fusion (Flórida)*** Leste 1 (2001)
Los Angeles FC (Califórnia) Oeste 1 (2019)
Philadelphia Union (Pensilvânia) Leste 1 (2020)
New England Revolution (Massachusetts) Leste 1 (2007)

* A estrutura (time, dirigentes e comissão técnica) do San José Earthquakes se mudou para Houston e passou a se chamar Houston Dynamo. Porém a franquia San José Earthquakes foi reativada em 2008.

**Até 2010 se chamava Kansas City Wizards.

***Equipes extintas.

**** Título em 1997 como Dallas Burn.

† As equipes canadenses não estão qualificadas para competir na U.S. Open Cup. Toronto FC venceu a competição equivalente do Canadá, o Campeonato Canadense, 7 vezes.

Por conferência
Conferência MLS Cup MLS Supporters' Shield U.S. Open Cup *
Leste 11 (1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2004, 2008, 2013, 2017, 2018, 2020) 16 (1996, 1997, 1999, 2000, 2001, 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2013, 2015, 2017, 2018, 2020) 12 (1996, 1998, 2000, 2002, 2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2012, 2013, 2015)
Oeste 14 (2001, 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, 2014, 2015, 2016, 2019) 9 (1998, 2002, 2005, 2010, 2011, 2012, 2014, 2016, 2019) 10 (1997, 2001, 2005, 2009, 2010, 2011, 2014, 2016, 2017, 2018)

Média de público[editar | editar código-fonte]

Temporada regular / playoffs[editar | editar código-fonte]

Público da MLS Cup (final)[editar | editar código-fonte]

Média de todos os anos (até 2019)
36 730

^: todos os ingressos vendidos

Premiação[editar | editar código-fonte]

Ao final de cada temporada diversos prêmios são distribuído as equipes e jogadores. Os finalistas de cada categoria são escolhidos pelos próprios jogadores, funcionários da liga e imprensa.[36]

Prémio Landon Donovan MVP[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Prémio Landon Donovan MVP

O Landon Donovan MVP Award ou Prémio Landon Donovan MVP é um prémio anual dado ao jogador mais valioso da liga naquele ano.[37][38]

MLS Golden Boot[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: MLS Golden Boot

O MLS Golden Boot é um prémio anual dado ao artilheiro da competição.[39]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

Referências

  1. «Austin FC to Begin Play in MLS in 2021». MLSsoccer.com. MLS Digital. 15 de janeiro de 2019. Consultado em 11 de fevereiro de 2019 
  2. Tansey, Joe (17 de dezembro de 2019). «MLS announces Charlotte as 30th franchise, beginning play in 2021». Tribune Publishing. Consultado em 17 de dezembro de 2019 
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  5. «Fraser v. Major League Soccer» (em inglês). leagle.com. Consultado em 22 de fevereiro de 2014 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]