Malanje (província)
Malanje
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|---|---|
| Localidade de Angola (província) | |
Localização de Malanje em Angola | |
| Dados gerais | |
| Fundada em | 17 de dezembro de 1921 (104 anos) |
| Gentílico | malanjino |
| Província | Malanje |
| Município(s) | Angola-Luíje, Bange-Angola, Caombo, Calandula, Caculama, Cacuso, Cambo Suinginge, Cambundi Catembo, Cangandala, Capunda, Cateco Cangola, Cuaba Anzoji, Cuale, Cunda-Dia-Baze, Luquembo, Malanje, Marimba, Massango, Milando, Muquixe, Pungo-Andongo, Quela, Quêssua, Quihuhu, Quirima, Quitapa e Xandel[1] |
| Características geográficas | |
| Área | 98 302 km² |
| População | 1 108 264[2] hab. (2018) |
| Altitude | 500 m a 1500 m |
| Clima | Aw/As/Cwa |
| Temperatura | 20°C a 25°C |
| Localização de Malanje em Angola | |
| Projecto Angola • Portal de Angola | |
Malanje (por vezes erroneamente grafada como Malange) é uma das 21 províncias de Angola, localizada na região norte do país. Sua capital está na cidade e município de Malanje.
Segundo as projeções populacionais de 2018, elaboradas pelo Instituto Nacional de Estatística, conta com uma população de 1 108 264 habitantes e área territorial de 98 320 km².[2]
É constituída por 27 municípios: Angola-Luíje, Bange-Angola, Caombo, Calandula, Caculama, Cacuso, Cambo Suinginge, Cambundi Catembo, Cangandala, Capunda, Cateco Cangola, Cuaba Anzoji, Cuale, Cunda-Dia-Baze, Luquembo, Malanje, Marimba, Massango, Milando, Muquixe, Pungo-Andongo, Quela, Quêssua, Quihuhu, Quirima, Quitapa e Xandel.[1]
Etimologia
[editar | editar código]A palavra "Malanje", teria vindo da língua quimbunda antiga, e teria como significado o termo "as pedras" (ma-lanji), existindo porém várias versões sobre surgimento do nome Malanje.[3]
A versão mais conhecida afirma que antes da colonização portuguesa o rio Malanje (ou rio Cadianga) foi atravessado por mercadores e, como na época não existiam pontes, as pessoas tinham que passar pelos rios em cima de pedras. Após atravessar o rio, os mercadores avistaram os moradores locais, os perguntando qual era nome do rio, a que os moradores responderam "Ma-lanji Ngana" (são pedras, Senhor).[3]
Outra versão diz que uma expedição lusa, liderada por Rodrigues Graça (1843), chegou às margens no rio Malanje e encontraram 3 mulheres locais. Então os portugueses perguntaram o que as moradoras locais estava a fazer e elas responderam: "estamos moendo mandioca". Os europeus ficaram encantados com a quantidade de mulheres e perguntaram sobre os homens da região, então elas responderam em quimbundo: "Mala hanji", que significa: "Também há homens."
Uma terceira versão diz que os portugueses enviaram emissários aos sobas (mwen'exi) locais com o objectivo de prevenir que eles tivessem que usar a força para ocupar a região. Quando um dos emissários foi dar a mensagem ao soba local, ele respondeu: "Malagi?", em português: "São malucos?".
História
[editar | editar código]Antes da chegada dos portugueses, a região de Malanje estava sob domínio do poderoso reino da Matamba, havendo também certa influência do reino do Congo. Outro reino que tinha presença na área era o reino de Cassange.
Entre o Congo, a Matamba e Cassange
[editar | editar código]No período pré-formação política do reino da Matamba, as terras malanjinas estavam sob influência do reino do Congo, ao norte, e dos jagas-imbangalas ao leste e sul. Matamba, ora província, ora ducado e reino vassalo do Congo, foi nominalmente tributária deste até meados do século XVI. Rebelou-se contra o Congo e ampliou seu domínio sobre outras terras e vassalos, a partir de sua capital em Mocaria Camatamba (atualmente no Uíge), por volta de 1560.[4]
Matamba tornou-se o berço da metalurgia angolana ainda no século XVI, utilizando ferramentas forjadas para vencer os exércitos do Congo e se impor sobre os vizinhos. Este domínio das técnicas de fundição do ferro, úteis também para forjar instrumentos agrícolas, bem como grandes minas de prata, tornou Matamba como centro econômico regional. A capital mudou-se para Santa Maria do Calaquesse (ou Matamba, no nordeste das terras malanjinas), para ficar mais próximos às minas de ferro, por volta de 1590-1600.[4]
Em 1590, o governador colonial português Luís Serrão, com apoio dos reinos Congo, Dongo e Guindas, reuniu cerca de um milhão de homens para dominar Matamba. Temendo uma destruição iminente, Matamba cede a uma vassalagem ao Congo.[4]
Com a aliança luso-dongolesa desfeita, Matamba ajudou o reino Dongo na batalha de Lucala, em 1590,[5] derrotando os portugueses na Guerra Preta. Este seria o primeiro grande movimento de uma forte aliança regional entre Dongo e Matamba.[4]
Os portugueses invadiram Matamba no governo de Luís Mendes de Vasconcelos, no final da década de 1610, dando início à Guerra contra Dongo e Matamba, como forma de vingar-se da derrota na Guerra Preta. A guerra gerou grande destruição dos povoados e casas, inclusive a capital. O Dongo, reino aliado, também foi destruído.[4]
Conflitos entre Portugal e o reino Dongo-Matamba
[editar | editar código]Após a derrocada de Matamba e Dongo, surge a figura de Ana de Sousa Ginga, que viria assumir primeiramente o Dongo em 1624. Uma guerra civil no Dongo sucedeu-se entre 1626 e 1631, obrigando Ginga a aliar-se com os jagas-imbangalas que haviam acabado de declarar formado o reino de Cassange, a partir da separação do reino Lunda. Tal aliança foi fundamental para Ginga, que conseguiu derrotar os pretendentes ao trono Dongo e unificar a coroa com Matamba, formando o Reino Unido Dongo-Matamba.[4]
Na influência da ocupação neerlandesa de Angola, em 1641, a rainha Ana de Sousa Ginga estabelece acordo militar com os neerlandeses,[4] constituíndo um exército poderoso com a aliança militar Congo-Cassange-Matamba.[4] Este período coincide com o ímpeto da rainha Ana de Sousa Ginga em fixar capital em Sengas de Cavanga (nas proximidades de Negage), para fazer frente ao posto lusitano do Forte de Ambaca, em Camabatela.[4]
No contexto neerlandês em Angola, os portugueses tiveram embates diretos com Matamba e Cassange entre 1644 e 1648.[4] Neste, as forças portuguesas conseguiram arrasar a capital Sengas de Cavanga em 1646,[4] fazendo Matamba retroceder para as terras de Malanje,[4] com a capital voltando para Santa Maria do Calaquesse (em terras de Cunda-Dia-Baze). Como resposta militar ao Reino Unido Dongo-Matamba e ao processo de reconquista de Angola, em 1671 as autoridades coloniais lusitanas erguem a Fortaleza-Presídio de Pungo-Andongo, que tornou-se uma barreira definitiva ao expansionismo dongo-matambense.[4]
A interferência militar dos portugueses no reino foi crescendo cada vez mais, até que estes conseguiram impor um rei à sua escolha ao trono de Dongo-Matamba, em 1763, subjugando a região ao distrito do Golungo Alto.[6]
Guerras da Baixa de Cassange
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Em 1838 Portugal resolve construir o presídio de Calandula, transferindo, em 1843, um relevante contingente militar para a vila do Lombe, numa tentativa de manter os reinos de Matamba e Cassange sob vigilância e controle.[7]
Em 1850 explode a primeira guerra do Cassange, entre reino de Portugal e o reino de Cassange, onde os portugueses conseguem empreender a queda do rei Bumba (1850), sem contudo derrotar as forças nativas, havendo necessidade de uma segunda campanha (1851). Menos de um ano depois, em 1852, explode a segunda guerra do Cassange, onde as forças nativas impõem severas derrotas aos contingentes coloniais, permitindo o regresso do rei Bumba. Para preservar seu trono, Bumba oferece vassalagem.[7]
O chefe tribal da Passagem-Feira (ou Dembo) de Ma-lanji, ao ver os resultados da guerra de Baixa de Cassange ao sul e leste, se antecipa a alguma intervenção portuguesa e oferece estatuto de "moradores" aos comerciantes lusitanos, em 1852. As autoridades coloniais a transformam no povoado de Malanje e erguem a paróquia de Nossa Senhora de Assunção.[7]
Após quase uma década de relativa tranquilidade, ocorre a terceira guerra do Cassange (1861-1862), após a recusa do rei Bumba em continuar a prestar vassalagem aos portugueses, declarando a independência do reino de Cassange. A resposta lusitana foi esmagadora, derrotando o reino sublevado.[7]
Fundação do forte e dos distritos de Lunda e Malanje
[editar | editar código]Em 1862, após o fim da terceira guerra do Cassange, as autoridades colonias resolvem fundar o Forte de Malanje, e; em 1867/68 finalmente elevar a vila de Malanje como sede do Concelho.[7]
Em 13 de julho de 1895 é criado o "distrito de Lunda", para administração portuguesa junto ao Protetorado Lunda-Chócue. A capital foi assentada em Saurimo e; preterida em 1896 para Malanje, permanecendo até o ano de 1921, quando volta novamente para Saurimo.[8]
Na década de 1900 a região passa por um enorme processo de integração com o restante da colônia, quando a linha do Caminho de Ferro de Luanda, que liga Malanje a Luanda é concluída.
Até o início da década de 1920 a a região de Malanje estava conectada administrativamente com o distrito de Lunda (atual Lunda Sul) quando, em 17 de dezembro de 1921, pelo Decreto n.º 80/1921,[9] o governador colonial José Norton de Matos devolve a capital distrital de Lunda para a cidade de Saurimo, e;[9] no ato seguinte cria o distrito de Malanje, fixando sede na cidade homônima.[9] Em 1972 o distrito tornou-se província.
Malanje no período das guerras
[editar | editar código]É em Malanje que ocorre o primeiro movimento político que culminaria na independência angolana numa revolta laboral que ocorre em 4 de janeiro de 1961, a Revolta da Baixa do Cassange ou "Guerra de Maria", onde se dá um levantamento grevista dos milhares de trabalhadores dos campos de algodão da companhia luso-belga Cotonang. As duras condições de trabalho e de vida,[10] a constante repressão aliada à influência da independência do Congo-Quinxassa em junho de 1960 (ao norte de Malanje viviam os congos que tinham origens comuns com povos do Congo-Quinxassa), foram os principais factores que deram origem à sublevação destes angolanos.[11] Os trabalhadores decidiram fazer greve e armaram-se de catanas e canhangulos (espingardas artesanais). Os revoltosos destruíram plantações, pontes e casas. A resposta das forças portuguesas foi desproporcional e violenta, enviando companhias de caçadores especiais e lançando bombas incendiárias a partir de aviões da Força Aérea Portuguesa (FAP), tendo provocado um número bastante elevado de vítimas civis: cerca de 7 mil camponeses e aldeões mortos.[12] Todos estes acontecimentos são ocultados do público em geral.[13] Este dia é lembrado em Angola como o Dia dos Mártires da Baixa de Cassange,[14] sendo o acontecimento que expôs o problema colonial, a noção da exploração do trabalho e "despertou consciência patriótica dos angolanos e de unidade dos angolanos em prol da sua liberdade".[15]
Nos ataques ao norte de Angola em 1961, a província passa a ser afetada pelas ações guerrilheiras da União das Populações de Angola (UPA/FNLA).[16] Porém, nesta operação em específico, as ações da UPA/FNLA, ficam concentradas no vale do rio Cuango, basicamente na zona de fronteira com o Congo-Quinxassa.[16]
Em 1968, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) abre a "Frente Leste", alcançando Malanje e montando sua IV Região Militar.[17] O movimento consegue montar a "Rota Agostinho Neto", onde tiveram lugar os maiores combates entre o MPLA e as forças portuguesas.[17] Com isto, o MPLA conseguiu angariar forte apoio popular em Malanje.[17] Mesmo assim, em 1973 Portugal, contando com melhor armamento e maior organização militar, retoma a região, porém permanecendo presença do MPLA ao sul e da FNLA ao norte.[17]
Em janeiro de 1975, já no bojo da guerra Civil Angolana, o MPLA consegue manter sua importante base militar na região de Cangandala, enquanto a FNLA mantém 5 bases no norte da província, conseguindo estabelecer um relativo domínio no triângulo Massango-Marimba-Tembo-Aluma,[18] e expandido suas capacidades militares em março de 1975 para dominar a Rodovia EN-230 entre Cacuso, a capital e Quela, mantendo tais posições até outubro de 1975, quando passa a sofrer pesados ataques do MPLA.[19] Em outubro de 1975 a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) consegue ocupar Sautar.[20] A partir de outubro de 1975 o MPLA executa uma enorme ação militar na província,[17] sendo que a mesma volta totalmente ao domínio do movimento em março de 1976, com a derrota completa da UNITA e da FNLA.[17]
Por mais que FNLA tenha mantido presença militar na fronteira com o Congo-Quinxassa, suas ações entre 1980 e 1983 foram muito limitadas,[17] restritas a promover sabotagens à Tembo-Aluma.[17] Após 1983, a FNLA desaparece militarmente.[17] A guerra volta à província entre 1989 e 1991, quando a UNITA consegue estabelecer bases na zona entre Quimbele e Macocola, na província do Uíge, promovendo ataques recorrentes à zona entre Massango e Tembo-Aluma.[21] Porém, o cessar-fogo e relaxamento militar para a realização das eleições de 1992 foi aproveitado pela UNITA para, numa operação-relâmpago, dominar toda a província malanjina (com exceção da capital) entre dezembro de 1992 e junho de 1993.[22] Com a capital malanjina sitiada pela UNITA durante todo o período, o governo angolano somente consegue combater a UNITA entre dezembro de 1998 e fevereiro de 1999, quando volta a dominar toda a rota da importante Rodovia EN-230, cobrindo completamente a extensão que esta corta a província.[17] Mesmo após extensas vitórias militares em 2001, a UNITA ainda conseguia manter três grandes bases nas zonas de Muquixe, Angola-Luíje e Cateco Cangola, que são desmanteladas somente em 2002.[17]
Geografia
[editar | editar código]Malanje limita-se ao norte pela província do Uíge, ao leste pelo Congo-Quinxassa, Lunda Norte e Lunda Sul, ao sul e sudoeste pela província do Bié e, ao oeste pelas províncias do Cuanza Sul e Cuanza Norte.
Clima
[editar | editar código]Segundo a classificação climática de Köppen-Geiger predomina, na maior parte da província, o clima tropical de savana (Aw/As) com uma temperatura média de 20°C à 25°C. Na porção sul da província registra-se o clima subtropical úmido (Cwa).[23]
Ecologia, flora, fauna e patrimônio natural
[editar | editar código]Domina a maior parte da paisagem da província, isto é, o sul, o sudeste, o centro e o centro-oeste malanjino, a ecorregião das "florestas de miombo angolanas",[24] com flora de savana de folha larga decídua úmida e floresta com domínio de miombo, além de pastagens abertas.[25] Já o norte e leste da província é dominado pelo "mosaico floresta-savana do Congo ocidental", uma ecorregião composta de pastagens arborizadas com trechos de floresta, bem como floresta perene seca nas proções com maior elevação e florestas de galeria de dossel denso ao longo dos rios, particularmente na zona mais interior dos rios Cambo, Cugo e Cuango.[24][26] Há ainda uma pequana fração de "mosaico floresta-savana do sul da bacia do Congo",[24], concentrada no extremo norte provincial, próximo à confluência do Cugo no Cuango, uma ecorregião composta de florestas, savanas e pastagens.[27]
Suas áreas de cobertura vegetal intocada encontram-se no Parque Nacional da Cangandala,[28] na Reserva Especial do Milando,[26] na Reserva Florestal do Caminho de Ferro de Malanje,[26] na Reserva Florestal do Samba-Lucala[26] e na Reserva Natural Integral do Luando.[29]
Hidrografia
[editar | editar código]As duas maiores bacias hidrográficas que irrigam a província são a bacia do Cuanza, assentada no rio Cuanza, e a bacia do Cuango, assentada no rio Cuango, uma sub-bacia da bacia do Congo.[30] Na Baixa de Cassanje, entre os rios Cuanza e Lui, encontram-se as "chanas" ou "anharas", áreas planas alagadiças formadora de uma série de lagos e lagoas como o Quibanze, Quipemba, Copalanga, Catete, Calonga, Ziba, Chicondo, Uhiazimbo, Lungoio, Quichica e Tembo, além das lagoas Dombo e Sagia, mais ao norte.[26]
Relevo
[editar | editar código]A província situa-se no norte de Angola e a sua altura varia de 500 a 1500 metros em relação ao nível do mar, registrando alguns de seus maiores pontos culminantes em altitude no Planalto de Camabatela e na Serra de Tala Mungongo (ou Planalto do Malanje).[31] Outras formações rochosas importantes são as Pedras Negras de Pungo Andongo,[32] que na verdade são uma extensão do Planalto do Cacuso.[31]
Economia
[editar | editar código]Malanje é subdividida em três zonas geo-económicas, são elas: os planaltos de Malanje, a Baixa de Cassanje e a Zona do Luando.[carece de fontes]
Agropecuária e extrativismo
[editar | editar código]Malanje é uma província essencialmente agrícola, destacando-se pela produção das seguintes lavouras temporárias: mandioca, arroz, algodão, milho, batata-doce, ginguba, girassol, feijão, soja e hortícolas.[carece de fontes]
Na criação de animais, destaca-se a pecuária, para corte e leite, assentando os rebanhos no gado bovino, além de caprinos, suínos e ovinos. Outra criação de animais de relevo, para carne e ovos, está nos galináceos.[carece de fontes]
O extrativismo vegetal ainda encontra grande cadeia na extração madeireira,[carece de fontes] e; o extrativismo animal na pesca fluvial, realizada particularmente nos rios Cuanza, Lui, Luando e Luaré.[33]
Indústria e mineração
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Malanje possui algumas plantas industriais, majoritariamente instaladas na zona da capital, no qual são fabricados materiais de construção, produtos voltados para a alimentação e tabacos,[carece de fontes] além de unidades agroindustriais de transformação de matérias primas agrícolas e de origem animal. Outra planta industrial importante é produção energética na Central Hidroelétrica de Capanda.[34]
A indústria mineral trabalha na extração e semi-beneficiamento de diamantes, calcário, urânio e fosfatos.[carece de fontes]
Comércio e serviços
[editar | editar código]O setor comercial têm grande importância na capital provincial, onde estão sedes de grupos atacadistas que fornecem produtos a toda população malanjina, servindo de ponto intermediário entre o centro-norte e o leste do país.[carece de fontes]
Infraestrutura
[editar | editar código]Transportes
[editar | editar código]Atendida por uma relativa rede rodoviária, a província malanjina é servida por três principais troncos: o primeiro de sentido norte-sul assenta-se na rodovia EN-160; o segundo de sentido oeste-leste assentado na rodovia EN-230, e; o terceiro, na rodovia EN-140, também de sentido norte-sul. Outras estradas importantes incluem a EN-322 e a EN-225.[35]
Outra vital via de transporte é o Caminho de Ferro de Luanda, que liga a província ao porto de Luanda.[35]
Educação
[editar | editar código]Os centros de referência de ensino, em todos os níveis estão na capital malanjina, que dispõe inclusive de uma universidade pública e institutos técnicos.[36] Nas demais localidades os sistemas de ensino concentram-se nos níveis primário e secundário.
Cultura e lazer
[editar | editar código]A província é conhecida principalmente por possuírem as grandes palancas negras, animais símbolo de Angola, encontradas principalmente no Parque Nacional de Cangandala.[26]
Outros pontos importantes de Malanje são as famosas Pedras Negras de Pungo Andongo, as Quedas de Cangandala e as Quedas do Calandula, sendo que esta última, localizadas no município do Calandula, são as maiores cataratas de toda a África depois das Cataratas de Vitória.[26]
Referências
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- ↑ a b Aurelio Schmitt (3 de fevereiro de 2018). «Município de Angola: Censo 2014 e Estimativa de 2018». Revista Conexão Emancipacionista
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- ↑ a b c d e f g h i j k l m Mariana Bracks Fonseca (2014). «Nzinga Mbandi conquista Matamba: legitimidades e poder feminino na África Central. Século XVII.» (PDF). Santos-SP: ANPUH - Associação Nacional de História. Anais do XXII Encontro Estadual de História da ANPUH-SP
- ↑ «A origem do nome "Malanje"». Economia e Mercado. 12 de dezembro de 2018
- ↑ «Golungo Alto (Icolo-Golungo/Aldeia Nova)». HPIP. Consultado em 3 de abril de 2022
- ↑ a b c d e René Pélissier (1986). História das Campanhas de Angola: resistência e revoltas (1845-1941). Lisboa: Estampa
- ↑ Rodrigues, Valeriano António (2020). «Malanje». Radio N. Online. Conheça a história da nossa terra
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- ↑ Mário Mendes - Wordpress (9 de Janeiro de 2010). «A Revolta da Baixa do Cassange». Consultado em 16 de Outubro de 2011
- ↑ Jornal de Angola (3 de Janeiro de 2009). «Angola ainda chora massacre dos camponeses de Cassanje». Consultado em 16 de Outubro de 2011
- ↑ «Portugal by James Fearon and David Laitin (Stanford University)» (PDF). Consultado em 7 de fevereiro de 2009. Cópia arquivada (PDF) em 25 de março de 2009
- ↑ Jornal de Angola (6 de Janeiro de 2011). «Revolta dos Camponeses de Cassange despertou a consciência para liberdade». Consultado em 16 de Outubro de 2011[ligação inativa]
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