Mamarrosa

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Portugal Mamarrosa  
—  Freguesia portuguesa extinta  —
Mamarrosa está localizado em: Portugal Continental
Mamarrosa
Localização de Mamarrosa em Portugal Continental
Coordenadas 40° 29' N 8° 35' O
Concelho primitivo Oliveira do Bairro
Concelho (s) atual (is) Oliveira do Bairro
Freguesia (s) atual (is) Bustos, Mamarrosa e Troviscal
Área
 - Total 6,32 km²
População (2011)
 - Total 1 407
    • Densidade 222,6 hab./km²
 - Estimativa (2021) 1 723
Gentílico: Mamarrosense
Orago São Simão e São Sebastião

Mamarrosa é uma freguesia portuguesa do concelho de Oliveira do Bairro, com 6,32 km² de área[1] e 1 406 habitantes (2011).[2] A sua densidade populacional é de 222,5 hab/km². Foi elevada a vila em 1 de Julho de 2003.

A freguesia foi agregada à União de Freguesias de Bustos, Mamarrosa e Troviscal pela reorganização administrativa de 2013,</ref> Erro de citação: Elemento de fecho </ref> em falta para o elemento <ref> |- bgcolor="#C0C0C0" | align="center" | 1864 | align="center" | 1878 | align="center" | 1890 | align="center" | 1900 | align="center" | 1911 | align="center" | 1920 | align="center" | 1930 | align="center" | 1940 | align="center" | 1950 | align="center" | 1960 | align="center" | 1970 | align="center" | 1981 | align="center" | 1991 | align="center" | 2001 | align="center" | 2011 |- | align="center" | 1.986 | align="center" | 2.061 | align="center" | 1.981 | align="center" | 2.103 | align="center" | 2.630 | align="center" | 1.130 | align="center" | 1.265 | align="center" | 1.488 | align="center" | 1.632 | align="center" | 1.532 | align="center" | 1.343 | align="center" | 1.483 | align="center" | 1.546 | align="center" | 1.452 | align="center" | 1.406 |} Pela lei nº 842, de 18/02/1920, foi criada a freguesia de Bustos com lugares desta freguesia

Património[editar | editar código-fonte]

  • Igreja matriz da paróquia de São Simão da Mamarrosa

A Igreja Antiga e a Igreja Actual[editar | editar código-fonte]

A antiga Igreja: Da antiga igreja que tinha a porta voltada para o sul, tal qual a actual, não se sabe a data da construção,se era a segunda ou não, no entanto podemos adiantar alguns pormenores. Segundo o documento da mesma época, 1658-"Crómica da Ordem das Carmelitas Descalças de Aveiro", Livro III,cap.IX, página 427,-o templo ficava afastado da povoação. ou seja, "em um campo muito fresco e retirado do lugar";possuía arcos transcepto (a capela das almas foi construída exactamente nesse local) e no corpo havia pelo menos dois altares, que aparecem referenciados com frequência nos livros dos Óbitos a propósito do local de enterramento dos antepassados, sob cujas mesas se situavam de um lado "o caixão do senhor" e do outro, " caixão da senhora". Da igreja antiga que se sabe é efectivamente pelo livros da Irmandade das Almas da época, ou visitação exarada no primeiro livro de registo de óbitos, nascimentos e casamentos da freguesia.

A Igreja da Mamarrosa era anexa de São Miguel de Sosa. O pároco era um cura anual representado pelo Reitor da Vila de Sosa. Tinha esta Igreja em 1758, uma Irmandade das Almas e três confrarias, a do Espírito Santo, Santíssimo Sacramento e a da Senhora do Rosário.

Da actual igreja[editar | editar código-fonte]

Não se sabe também, com exactidão, o ano certo de início ou fim da identificação da actual igreja matriz de S.Simão da Mamarrosa mais. O povo era pobre. E além disso,os Duques de Lafões que tinham a comenda e recebiam os dízimos(quando recebiam, porque o povo pagava-se na mesma moeda…) não ajudavam em nada embora lhes competisse. Também não se sabe quem mandou pintar os quadros da via sacra no forro da capela- mor nem tão pouco os quadros da vida de Cristo no forro do corpo da igreja e muito menos ano e o autor. A sua existência já se dilui na memória colectiva. Pode concluir-se, isso sim, que a Igreja de Mamarrosa por isso chegou a ser interiormente muito bonita e rica. Foi efectivamente com bastante sacrifico financeiro que a freguesia de Mamarrosa construiu a sua igreja actual.

A prática do Enterramento[editar | editar código-fonte]

A prática do enterramento das pessoas dentro da igrejas, capelas adros acabou por ser proibido pelo ministro do Reino, Costa Cabral. No entanto, esta decisão não foi nada pacífica, o povo não o acatou da melhor maneira e surgiu na mesma o movimento da Maria da Fonte que encarnou esse desagrado geral. Assim e que também na Freguesia da Mamarrosa mediaram alguns anos entre estas revoltas (1846) e a construção do primeiro cemitério na ilharga da própria igreja onde, de resto, havia gente já sepultada Um cruzeiro, de granito, tem implantado no passeio central, tem gravada a data de 1870. Todavia, ficamos sem saber se foi para assinalar a construção do seu cemitério em terrenos que pertenciam a Manuela Nunes Cipriano (uma ladeira de terra);João da Silva Campolargo (outra ladeira),António de Marco do Cabeço(uma ladeira de terras de oliveiras) e Joana Ferreira do Agostinho, da Quinta Nova (outra). É neste ano, na reunião de 8 de Janeiro, que a junta de Paróquia estabeleceu algumas regras e preços relativamente a sepulturas e mausoléus. Duas são curiosas: A17.ª rezava que "nos mausoléus carneiros e cruzes não é permitido as inscrições alguma sem que previamente tenha sido aprovado pela junta"; enquanto a 19.ª determinava que " a pessoa que despojar de algum objecto qualquer cadáver, sem consentimento da família do finado, incorre na multa de dois milhões de reis e restituição de objecto.". Antes os antigo mamarosenses eram enterrados no adro da igreja velha"em frente à porta principal"depois de celebrados na igreja "oficiosos ordinários e ementa de seis meses "(1651);padre António do lugar da Mamarrosa, foi sepultado acima da porta travessa, do adro(1654)outros eram enterrados" debaixo do caixão do senhor" ou "junto ao sepulcro da senhora"conforme referem os assentos paroquiais.

Da mais antiga indústria[editar | editar código-fonte]

A freguesia de Mamarrossa fica situada no extremo do sul-doeste do concelho de Oliveira do Bairro e na margem direita do Rio Boco. Terra fértil onde ainda a poucos anos de enxadas abriam sulcos de esperança em boas colheitas, à mistura com chispa de fogo saltando entre gume e por vezes, as sementeiras de pedra roliça do período quaternário, que abunda por muitos sítios. O lugar de Mamarrosa em si forma um alto planalto com o centro no Seixal a escorregar pelo vale, Senhora da Sua Graça e Malhadas. Desde sempre terra rica e fértil e predominante agrícola ainda hoje, nos séculos passados os frutos que os moradores da freguesia mais produziam,segundo o Inquérito paroquial de 1758,"cultivavam-se em quantidade e em abundância " milho grosso, vinho, trigo e cevada, cereais que continuaram a cultivar-se até ao princípio do século, mesmo o trigo, porém o trigo nas primeiras décadas, afrouxou bastante em benefício do milho, que começou a ser rei.

Estação de Correios[editar | editar código-fonte]

A criação de uma estação de correio era, desde há muito, uma necessidade que se sentia na Mamarrosa. Em 1946, a junta de freguesia, presidida por Modesto dos Santos Pereira, endereçava ofício para a Administração dos Correios e Telefones fazendo resolver esse problema. Nele eram explicados os motivos de tal petição. Embora fosse uma freguesia essencialmente agrícola, já não faltava um certo desenvolvimento comercial, relevado pela existência de dez casas comerciais. Também não faltavam negociantes de outra espécie (de bois, batatas e vinhos) e havia um armazém de mercearias, farmácia, médicos e era ainda servida por excelentes estradas, pelo que se impunha a criação de um posto de telefone público, já que a correspondência, via telégrafo de Bustos, chegava com quatro dias de atraso.

Transportes[editar | editar código-fonte]

  • Em 1947 pugnava a Junta de freguesia pela passagem pela Mamarrosa de uma camioneta de carreira, passando por Verdemilho, Ílhavo, Vista Alegre, Vagos Soza, Boco, Bustos e Mamarrosa, Amoreira, Ancãs, Mogofores e Malaposta.
  • Pouco anos antes, era requerida a carreira entre Cantanhede e Aveiro. Em 1958, serviam os interesses da freguesia 6 carreiras de camioneta: duas para Aveiro e Coimbra é vice-versa; duas para Coimbra virce-versa e outras duas para Oliveira do Bairro e vice- versa.

Referências[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Mota, Armor Pires, Mamarrosa: Junta de Freguesia, Artipol (1993) -Barrosinho-Mourisca do Vouga.

Referências

  1. IGP (2012). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2012.1» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2012.1. Instituto Geográfico Português. Consultado em 30 de julho de 2013. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2013 
  2. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_CENTRO". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2014