Mamona

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Como ler uma caixa taxonómicaRícino
Planta de rícino (mamona).

Planta de rícino (mamona).
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Euphorbiaceae
Subfamília: Acalyphoideae
Género: Ricinus
Espécie: R. communis
Nome binomial
Ricinus communis
L.

Ricinus communis L., conhecido popularmente como mamona, mamoneira, carrapateira, carrapato[1] e rícino, é uma planta da família das euforbiáceas, bem como a semente dessa planta. Recebe outras designações, conforme a região: em algumas regiões da África, é abelmeluco; na língua inglesa, é castor bean; na língua espanhola, é ricino, higuerilla, higuereta e tártago.

Características[editar | editar código-fonte]

É um arbusto ou árvore anual, cujo porte atinge até 3 metros de altura, com caule ereto e ramos herbáceos, grossos, lisos e fistulosos. As folhas são alternas, longamente pecioladas, grandes, em formato de estrela com cerca de 8 pontas, denticuladas, glabas, com glândulas e estípulas. As flores são unissexuadas, coexistindo dos dois sexos em um mesmo ramo, sendo que as masculinas ficam abaixo das femininas. Apresentam-se em grandes cachos terminais e eretos. São numerosas, com pétalas pequenas e de cor pálida. O fruto é uma cápsula espinhosa e contêm até 3 sementes, com o formato de meia esfera achatada, lisas, brilhantes, de cor cinza claro ou escuro, matizadas de branco e pintalgadas de preto ou marrom.

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Plantio[editar | editar código-fonte]

Reproduz-se por sementes, que devem ser plantadas duas a duas em cada cova, a intervalos de 1 metro para as de porte menor. Após seis meses de plantio começa a produção, podendo-se obter até 3 colheitas por ano.

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Origens[editar | editar código-fonte]

A mamona surgiu na região da África,Abissínia e Índia Ocidental.. Está naturalizada em todas as regiões tropicais e subtropicais, inclusive no Brasil.

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Usos e derivados[editar | editar código-fonte]

O seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino. Embora seja usado na medicina popular como purgativo, este óleo possui largo emprego na indústria química devido a uma característica peculiar: possui uma hidroxila (OH) ligada na cadeia de carbono. Não existe outro óleo vegetal produzido comercialmente com esta propriedade. Plantas do gênero Lesquerella também produzam óleo hidroxilado, mas elas ainda não são cultivadas comercialmente. O ácido graxo hidroxilado se chama ácido ricinoleico. Outra importante propriedade do óleo de mamona é ser composto entre 80 e 90 por cento de um único ácido graxo (ácido ricinoleico), o qual lhe confere alta viscosidade e solubilidade em álcool a baixa temperatura. Pode ser utilizado como matéria prima para o biodiesel, mas a quase totalidade do óleo de produzido no mundo tem sido utilizado pela indústria química para produtos de maior valor agregado.

A semente é tóxica principalmente a uma proteína chamada ricina, que quando purificada é mortal mesmo em pequenas doses[2] . O óleo é de difícil digestão (provoca diarreia), mas o maior risco na ingestão da semente é a toxina ricina. Mais de três sementes podem matar uma criança; mais de oito, um adulto. Possui ainda uma potente proteína alergênica chamada CB-1A ou Albuminas 2S presente nas sementes e no pólen. Um terceiro componente ativo na mamoneira é a ricinina (não confundir com ricina). A ricinina é um alcaloide que pode ser encontrado em todas as partes da planta. Este alcaloide tem efeito sobre o sistema nervoso central e pode causar diversos efeitos como convulsão, melhoria da memória, falta de equilíbrio e outros. As maiores concentrações de ricinina são encontradas nas flores e em folhas jovens.

Produtores mundiais[editar | editar código-fonte]

Os principais países produtores de mamona são a Índia (74%), a China (13%), o Brasil (6,1%) e Moçambique (2,5%) (2011, FAO), sendo os principais consumidores: China, Estados Unidos, França, Alemanha e Japão. No Brasil, a produção está concentrada no Estado da Bahia (67%), seguida do Ceará (15%), Minas Gerais (11%) e Pernambuco (3%).

Temperatura ideal de cultivo deve ser entre 20 a 35o C para que haja produções que assegurem valor comercial, com a temperatura ótima para a planta em torno de 28o C.[3]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Mamona" é um termo originário do termo quimbundo mumono, com influência da palavra "mamão"[4] devido provavelmente à semelhança das folhas da mamona com as folhas do mamão.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. '986. p. 1 074.
  2. Soto-Blanco B, Sinhorini IL, Gorniak SL, Schumaher-Henrique B. 2002. Ricinus communis cake poisoning in a dog. Vet Hum Toxicol. Jun 44(3):155-6.
  3. Carvalho, EV, de Sá, CHA, Costa, JL, Afférri, FA, Siebeneichler, SC. "Densidade de plantio em duas cultivares de mamona no Sul do Tocantins". Revista Ciência Agronômica. DOI:10.1590/S1806-66902010000300010.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. '986. p. 1 074.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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