Mamonas Assassinas

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Mamonas Assassinas
Da esquerda para a direita: Dinho, Júlio Rasec (em pé), Samuel Reoli, Bento Hinoto e Sérgio Reoli
Informação geral
Origem Guarulhos, SP
País  Brasil
Gênero(s) Rock cômico, Pop Rock[1]
Período em atividade 23 de junho de 1995 - 2 de março de 1996
Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Utopia
Integrantes Dinho
Bento Hinoto
Júlio Rasec
Samuel Reoli
Sérgio Reoli

Mamonas Assassinas, anteriormente chamada de Utopia,[1][2] foi uma banda brasileira de rock cômico formada em Guarulhos em 1990. Seu som consistia numa mistura de pop rock com influências de gêneros populares, tais como sertanejo, brega, heavy metal, pagode[1], forró, música mexicana, reggae e vira. O único álbum de estúdio gravado pela banda, Mamonas Assassinas, lançado em junho de 1995, vendeu mais de 3 milhões de cópias no Brasil,[3][4] sendo certificado com disco de diamante comprovado pela ABPD.[5]

Com um sucesso meteórico, a carreira da banda com o nome de Mamonas Assassinas durou pouco mais de sete meses, de 23 junho de 1995 a 2 de março de 1996, quando o grupo foi vítima de um acidente aéreo fatal sobre a Serra da Cantareira, o que ocasionou a morte de todos os seus integrantes, causando grande comoção nacional.[1][2][4][6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Banda Utopia[editar | editar código-fonte]

Início: Formação da Banda[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Utopia (banda brasileira)
A Fórmula do Fenômeno foi um disco lançado postumamente, em 1998, com todas as músicas do vinyl Utopia e mais algumas sobras de gravações não lançadas.

Em março de 1989, Sérgio Reis de Oliveira (que mais tarde adotaria o nome artístico de Sérgio Reoli), ao trabalhar na empresa de máquinas de escrever Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Alberto Hinoto (que mais tarde adotaria o nome artístico de Bento Hinoto). Ao saber que Sérgio é baterista, Maurício decide apresentar o irmão, que toca guitarra. A partir daí, Sérgio conhece Alberto e decidem criar uma banda. Na época, Samuel Reis de Oliveira (que mais tarde adotaria o nome artístico de Samuel Reoli), irmão de Sérgio, não se interessava em música, preferindo desenhar aviões. Contudo, ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa, Samuel se interessou pela música e passou a tocar baixo elétrico. Estava formada, assim, a "cozinha" da banda, com baixo, guitarra e bateria. Os três formaram o grupo Utopia, especializado em "covers" de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Rush, entre outras.

O Utopia passou a apresentar-se na periferia da grande São Paulo. Durante um show realizado em Julho de 1990 no Parque Cecap, um conjunto habitacional de Guarulhos, o público solicitou que o trio executasse a canção Sweet Child o' Mine, da banda estadunidense Guns N' Roses. Como desconheciam a letra, pediram a um dos espectadores que subisse ao palco para ajudá-los. Alecsander Alves (que mais tarde adotaria o nome artístico de Dinho) voluntariou-se para cantar. Mesmo não sabendo a letra, sua performance e embromashion provocaram grandes risadas da plateia. E foi assim que, com sua performance escrachada, garantiu o posto de vocalista da banda.

Em 1990, por intermédio de Sérgio, o tecladista Márcio Araújo (que mais tarde passou a ser conhecido como "O Sexto Mamonas") é inserido ao grupo. O último integrante a entrar para o Utopia foi Júlio Cesar Barbosa (que mais tarde adotaria o nome artístico de Júlio Rasec). Júlio era amigo de Dinho e foi incorporado para auxiliá-lo nas músicas cover em inglês, além de atuar como percussionista e realizar consertos de fios e cabos dos equipamentos da banda, quando necessário.[7]

Com esta formação, a banda continuou tocando em locais de pouca expressão de São Paulo e região. Em uma das suas entrevistas o baterista Samuel Reoli revelou que os melhores shows para a banda era os beneficentes porque não gastavam nem ganhavam dinheiro. Sérgio, também em entrevista, conta que eles foram fazer um show no interior e chegaram a dormir no próprio palco, já que o dinheiro mal deu para pagar a kombi e ainda por cima na volta Dinho fez uma gracinha para uma menina dirigindo a kombi e quebrou a caixa de marchas.

Rick Bonadio, gravação do vinyl e o fracasso comercial[editar | editar código-fonte]

Em 1992, a banda conhece Rick Bonadio, e em seu estúdio produzem o vinyl Utopia, seu primeiro e único disco independente, composto por 6 músicas. Das 1.000 cópias produzidas, apenas 100 foram vendidas. Nesta época, o tecladista Márcio Araújo cursava engenharia civil na Universidade de Guarulhos, e a rotina de ensaios e viagens tornou-se um obstáculo para seus estudos e projetos profissionais. Por conta disso, ele passou a faltar nos ensaios de sábado quando havia aulas na faculdade e nas viagens em dias úteis. Pelo mesmo motivo, não chegou a gravar nenhuma das faixas do disco vinyl Utopia, embora apareça na fotografia da capa.[7][8] Após Márcio Araújo sair da banda, Júlio Cesar passou a ser o tecladista e back vocal da banda.[7]

Aos poucos, os integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia que faziam nos ensaios para se divertirem eram mais bem recebidas pelo público do que "covers" e músicas sérias. Gradualmente, foram apresentando nos shows algumas paródias musicais, com receio da aceitação do público. O público, porém, aceitava muito bem as músicas escrachadas. O Utopia percebeu a chave para o sucesso da banda.

Humilhação no Thomeuzão[editar | editar código-fonte]

O sonho da Banda Utopia era cantar no principal ginásio da cidade de Guarulhos, o Ginásio Paschoal Thomeu (conhecido como Thomeuzão), que só recebe artistas famosos. Dinho e Júlio foram pedir para uma pessoa que cuidava dos eventos que ocorriam no ginásio, para fazer uma preliminar para o show do Guilherme Arantes, e ouviram: "Aqui é um ginásio para grandes bandas não para bandinha". O vocalista Dinho, ao ser barrado, discutiu feio com a autoridade e disse que um dia eles seriam famosos, que o mundo dá voltas e, com isso, a prefeitura iria pedir para eles tocarem por lá.[9]

Mudança de Perfil e Gravação da Demo Tape[editar | editar código-fonte]

Após perceberem que eles deveriam mudar de perfil, adotando uma veia mais cômica, eles gravaram uma demo tape com 2 músicas. Rodrigo Castanho, produtor e técnico de masterização, foi quem acompanhou a gravação, que ocorreu em uma madrugada do mês de outubro de 1994, no antigo estúdio do produtor Rick Bonadio, na zona norte de São Paulo. Os músicos gravaram as faixas “Mina (Minha Pitchulinha)”, que mais tarde seria conhecida como “Pelados em Santos”, e “Robocop Gay”. Segundo Castanho, boa parte das letras foram criadas naquele momento.[10]

As músicas não estavam totalmente prontas e durante aquela gravação fomos arrumando os arranjo e letras. Dinho fez boa parte das letras durante a gravação das bases. Risadas e mais risadas. Bagunça total, eles eram divertidos, espontâneos e ali naquele momento nasceu as primeiras músicas. Tinha cortando meu cabelo quase careca e ele me apelidou de Skinhead e até usou essa palavra na música ‘Robocop Gay’ só pra me zuar (não perdia a piada nunca).[10]
Rodrigo Castanho, produtor e técnico de masterização, sobre a gravação da demo tape.

Na manhã seguinte, Castanho encontrou-se com o produtor Rick Bonadio, e elogiou as canções, dizendo que havia "dado risada a noite inteira".[11] Bonadio, então, escutou as faixas e adorou as musicas (segundo o próprio, "a coisa mais engraçada que já havia ouvido na vida"[12]). Ao ouvir Mina (Minha Pitchulinha), Rick imaginou que ela poderia ser a primeira música de trabalho da banda, mas ela teria que ficar menos brega e ganhar uma sonoridade mais "rock n roll".[11]

Bonadio se reuniu com o grupo e sugeriu que a mudança de perfil, além da composição das músicas, deveria ser completa, a começar pelo nome. Os nomes sugeridos pelos próprios músicos foram: "Um Rapá da Zé", "Tangas Vermelhas", "Coraçõezinhos Apertados" e "Os Cangaceiros de teu Pai". E então Samuel sugeriu Mamonas Assassinas do Espaço, que foi reduzido para Mamonas Assassinas. Este nome, de duplo sentido, casou-se perfeitamente com o novo perfil da banda.

Além do nome, como a banda passou a adotar uma veia mais cômica, os integrantes trocaram seus nomes e seus figurinos, que passou a ser menos rock n roll, e mais caricato. Em 2010, a Rede Record numa matéria de Arnaldo Duran para o Jornal da Record, mostrou a primeira apresentação do Utopia em um programa de televisão. Foi no programa Sábado Show, no quadro "Oficina", aberto a bandas de garagem[13]. Nas imagens, é possível perceber o figurino dos músicos do Utopia. Bento, por exemplo, aparece com o cabelo curto e de boné. E os outros com cabelos bem compridos.[14]

A partir da mudança de perfil, eles passaram a sempre se apresentar vestidos de chapolim, de presidiários, bonés extravagantes e cabelos pintados, e, claro, com uma postura mais brincalhona no palco.[15][16]

Uma nova gravação da demo foi feita. Mina (Minha Pitchulinha) ficou mais pesada e passou a ser chamada "Pelados em Santos". Robocop Gay ganhou uma nova mixagem e Vira-Vira foi gravada pela primeira vez.[11]

Mamonas Assassinas[editar | editar código-fonte]

Rafael Ramos e o Contrato com a EMI[editar | editar código-fonte]

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A banda enviou a fita demo com as três músicas (Pelados em Santos, Robocop Gay e Jumento Celestino) para três gravadoras, entre elas Sony Music e EMI. Rafael Ramos, baterista da banda Baba Cósmica e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, gostou tanto da sonoridade da banda que insistiu na contratação.[17] Rafael dava dicas para o pai sobre bandas novas que enviavam suas músicas para a gravadora.

Num primeiro momento, João Augusto Soares se negou a assinar com a banda. Mas Rafael insistiu, e conseguiu que em 7 de abril de 1995 seu pai assistisse a um show da banda. Conforme relata o livro Mamonas Assassinas: Bla Bla Bla - A Biografia Autorizada, "quando João Augusto de Macedo Soares, 39 anos, vice-presidente da gravadora EMI Odeon, seu filho Rafael, 16, e o produtor independente Arnaldo Saccomani enfim chegaram, a boate Lua Nua estava quase vazia. Eram dez e trinta da noite meio fria de 7 de abril de 1995."[18]

Após assistir ao show, imediatamente João Augusto assinou contrato com eles.

O Álbum homônimo e o sucesso comercial[editar | editar código-fonte]

Porém, antes de gravar o disco, surgiu um problema: A EMI queria pelo menos 10 músicas para o CD, mas só tinham três. E mentiram, ao falar que tinham 7 músicas e que em 1 semana poderiam compor as demais músicas. Então eles tiveram exatamente 1 semana para compor 12 músicas. Em Maio de 1995, a EMI mandou todos os integrantes para Los Angeles, Estados Unidos para gravar o seu único disco. Eram para ser 15 faixas, só que uma delas acabou não sendo inclusa no CD: a música Não Peide Aqui Baby, que é uma paródia da música Twist and Shout dos Beatles, foi censurada devido a grande quantidade de palavrões. Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek) ficou responsável por gravar, lançar os músicos e também vender os shows.[19] Após gravar o disco, que foi lançado no dia 23 de Junho de 1995, o disco passou desapercebido nas lojas. Porém, no dia seguinte, quando a 89 FM a Rádio Rock tocou a música Vira-Vira, os Mamonas estouraram de vez. Foi o disco de estreia[20] que mais vendeu no Brasil e também o que mais vendeu cópias em um único dia: 25 mil cópias nas primeiras 12 horas após a canção ter sido executada.[carece de fontes?]

Apesar de letras politicamente incorretas, por incrível que pareça, os Mamonas fizeram tremendo sucesso entre o público infantil.[21] Segundo Eduardo Vicente, Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) (em seu artigo Segmentação e consumo: a produção fonográfica brasileira - 1965-1999) "aparentemente, o fenômeno Mamonas demarcou uma tendência diferenciada na música infantil, pela qual o visual clean e as letras inofensivas de apresentadoras (como Angélica, Xuxa e Eliana) foram substituídas pela incorreção política (e gramatical), pelas expressões de duplo sentido e pela aparência quase ofensiva de figuras como Tiririca (Sony, 1996) e Rodolfo & ET (Virgin, 1998)".[22]

Com o estrondoso sucesso comercial, saíram em uma exaustiva turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia, Domingo Legal, Programa Livre, Domingão do Faustão e Xuxa Park. Em fevereiro de 96, foram destaque da capa da "Billboard", em reportagem sobre as inéditas vendagens do disco de estréia.[23] Tocavam cerca de oito a nove vezes por semana, com apresentações em 25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois a três shows por dia. O cachê dos Mamonas tornou-se um dos mais caros do país, variando entre R$ 40 mil, 50 mil, R$ 70 mil e R$ 100 mil. Consequentemente, a EMI faturou cerca de R$ 80 milhões com a banda. Em certo período, a banda vendia 50 mil cópias por dia e 100 mil cópias a cada dois dias.[carece de fontes?]

Bento Hinoto e Dinho, ambos guitarrista e vocalista em um show feito em Fortaleza, no Ceará, em Dezembro de 1995.

Por serem então queridos e admirados pelo público, todas as vezes que apareciam na televisão, a audiência triplicava. Como consequência disso, existia briga entre as emissoras para ter os Mamonas Assassinas nos seus programas. Segundo Rick Bonadio, a Rede Globo de Televisão tentou contratá-los por 3 anos exclusivos, mas a EMI, por considerar que isso iria atrapalhar ser ruim para os seus negócios, barrou[24] (ela já havia barrado anteriormente, pelo mesmo motivo, a venda de produtos licenciados[24], que, por isso, só foram lançados postumamente). Na época que eles fizeram inúmeros shows, eles foram apelidados de Rolo Compressor porque as outras bandas e artistas tinham medo e não queriam tocar na mesma cidade que eles se apresentavam, uma vez que todo mundo queria assistir só os Mamonas. Este sucesso todo, porém, causou uma rejeição vinda de alguns círculos musicais e jornalísticos.[17]

O logotipo da banda é uma inversão da logomarca da Volkswagen, colocada de cabeça para baixo, formando assim um M e um A de "Mamonas Assassinas". Dois veículos da empresa alemã são citados nas canções: em "Pelados em Santos", a Volkswagen Brasília, e em "Lá vem o Alemão", a Volkswagen Kombi. Os Mamonas preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de março de 1996.

5 Anos Depois da Humilhação, o Tão Sonhado Show no Thomeuzão[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 1996, eles finalmente conseguiram realizar o sonho de tocar no Thomeozão, em Guarulhos, que anos antes os havia rejeitado.[24]

Esse show ficou marcado por vídeos amadores que mostram o momento em que Dinho senta no palco e em tom de desabafo, manda uma mensagem energética, repleta de energia positiva e críticas à aqueles que não acreditaram no seu trabalho, dizendo que nunca se deve deixar de acreditar nos seus sonhos, pois os Mamonas sempre tiveram o sonho de tocar ali (no Thomeuzão) e tiveram a porta fechada na cara.[9] Este show recebeu um público de 18 mil pessoas. "Um juiz não queria deixar as crianças entrarem, mas tanta gente protestou que ele liberou depois", diz Ana Paula Rasec, irmã de Júlio.[23]

Acidente e fim trágico[editar | editar código-fonte]

Jatinho Learjet 25D. O modelo de prefixo PT-LSD era usado para transportar a banda, quando no dia 2 de março de 1996 às 23:56, chocou-se contra a Serra da Cantareira.

No dia 2 de março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o jatinho Learjet em que viajavam, modelo 25D prefixo PT-LSD, chocou-se contra a Serra da Cantareira, numa tentativa de arremetida, matando todos que estavam no avião.

O enterro, no dia 4 de março no cemitério Parque das Primaveras, em Guarulhos-SP, fora acompanhado por mais de 65 mil fãs (em algumas escolas, até mesmo não houve aula por motivo de luto)[25][26]. O enterro também foi transmitido na televisão, com canais interrompendo sua programação normal[27].

O acidente[editar | editar código-fonte]

A aeronave havia sido fretada com a finalidade de efetuar o transporte do grupo musical para um show no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. No dia 1º de março de 1996, transportou esse grupo de Caxias do Sul para Piracicaba, onde chegou às 15h45. No dia 2 de março de 1996, com a mesma tripulação e sete passageiros, decolou de Piracicaba, às 07h10, com destino a Guarulhos, onde pousou às 7h36. A tripulação permaneceu nas instalações do aeroporto, onde, às 11h02, apresentou um plano de voo para Brasília, estimando a decolagem para as 15h00. Após duas mensagens de atraso, decolaram às 16h41. O pouso em Brasília ocorreu às 17h52. A decolagem de Brasília, de regresso a Guarulhos, ocorreu às 21h58. O voo, no nível (FL) 410, transcorreu sem anormalidade. Na descida, cruzando o FL 230, a aeronave de prefixo PT-LSD chamou o Controle São Paulo, de quem passou a receber vetoração por radar para a aproximação final do procedimento Charlie 2, ILS da pista 09R do Aeroporto de Guarulhos (SBGR). A aeronave apresentou tendência de deriva à esquerda, o que obrigou o Controle São Paulo (APP-SP) a determinar novas provas para possibilitar a interceptação do localizador (final do procedimento). A interceptação ocorreu no bloqueio do marcador externo e fora dos parâmetros de uma aproximação estabilizada.

Sem estabilizar na aproximação final, a aeronave prosseguiu até atingir um ponto desviado lateralmente para a esquerda da pista, com velocidade de 205 nós a 800 pés acima do terreno, quando arremeteu. A arremetida foi executada em contato com a torre, tendo a aeronave informado que estava em condições visuais e em curva pela esquerda, para interceptar a perna do vento. A torre orientou a aeronave para informar ingressando na perna do vento no setor sul. A aeronave informou "setor norte". Na perna do vento, a aeronave confirmou à Torre estar em condições visuais. Após algumas chamadas da Torre, a aeronave respondeu e foi orientada a retornar ao contato com o APP-SP para coordenação do seu tráfego com outros dois tráfegos em aproximação IFR.

O PT-LSD chamou o APP-SP, o qual solicitou informar suas condições no setor. O PT-LSD confirmou estar visual no setor e solicitou "perna base alongando", sendo então orientado a manter a perna do vento, aguardando a passagem de outra aeronave em aproximação por instrumento. No prolongamento da perna do vento, no setor Norte, às 23h16, o PT-LSD chocou-se com obstáculos a 3.300 pés (1006 metros), no ponto de coordenadas 23º25'52"S 046º35'58"W. Em consequência do impacto, a aeronave foi destruída e todos os ocupantes faleceram no local.

Nota adicional[editar | editar código-fonte]

Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aviação Civil (DAC) para explicar o acidente com o jatinho que causou a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas na noite de 2 de março de 1996, em São Paulo. A 10 quilômetros do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Guarulhos, o piloto repetia, a pedido da torre de controle, o procedimento de aterrissagem. No entanto, em vez de fazer uma curva para a direita, onde fica a Rodovia Dutra, virou o avião Learjet modelo 25D, prefixo PT-LSD, para a esquerda, chocando-se com a Serra da Cantareira. Além dos componentes da banda, Dinho, que completaria 25 anos dali a três dias, os irmãos Samuel (que completaria 23 anos no dia 11 de março) e Sérgio, Júlio e Bento, também morreram no acidente o piloto, o copiloto e dois assistentes dos artistas, Isaque Souto, primo de Dinho, e Sérgio Saturnino Porto, segurança do grupo. A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção em todo o Brasil, menos de dois anos depois da morte de Ayrton Senna em 1994. Dias após, houve um minuto de silêncio no Maracanã, antes do jogo entre Botafogo e Flamengo.

Mamonas e os aviões[editar | editar código-fonte]

Os Mamonas Assassinas sempre tiveram uma certa relação com aviões.

  • Quando adolescente, Samuel costumava desenhar aviões.
  • No final dos anos 80, Sérgio, Bento e Samuel formaram a banda Ponte Aérea, que depois se tornaria Utopia.
  • Todos os integrantes do grupo moravam perto do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos.
  • No disco homônimo do grupo Mamonas Assassinas, há um agradecimento a Santos Dumont "Por ter inventado o avião, senão a gente ainda tava indo mixar o disco a pé" (o disco foi gravado e produzido nos Estados Unidos).
  • Um trecho da música 1406 cita um avião: "Você não sabe como parte um coração/Ver seu filhinho chorando querendo ter um avião".
  • Existem registros em que Dinho cita o cantor norte-americano Ritchie Valens, conhecido pela música "La Bamba", morto em um acidente aéreo em 3 de fevereiro de 1959 (no qual também morreram os músicos Buddy Holly e Big Bopper, este conhecido no Brasil pelo falsete "That's What I Like" de "Chantilly Lace", sampleado pelo Jive Bunny em uma mixagem que leva esta frase como título). Em um vídeo, Júlio e Dinho cantam a música "Donna", de Valens. Durante uma entrevista ao Top 20 MTV, à época comandado pela apresentadora Cuca Lazzarotto, Dinho afirmou que os Mamonas Assassinas não lançariam um segundo disco: "Vamos fazer um show no interior e nós vamos de monomotor, você já ouviu falar em La Bamba?".
  • Em algumas oportunidades o vocalista chegou a assumir o lugar do piloto durante as viagens do grupo. As brincadeiras com um possível acidente era constante, e diversas brincadeiras com a morte foram registradas.
  • Em uma entrevista dada em 1996, Sérgio disse: "O avião em que costumávamos viajar caiu em Brusque, Santa Catarina, em novembro. Morreram três pessoas. Falha humana. O cara que vendeu as camisetas da banda em Porto Seguro, Bahia, bateu com o carro depois do show e também embarcou[1].
  • No dia 2 de março de 1996 (o próprio dia do acidente), Júlio disse a um amigo cabeleireiro que havia sonhando com um acidente de avião. O depoimento foi gravado e teve muita repercussão na época.[28]

Legado[editar | editar código-fonte]

"Eles fizeram sucesso sendo eles mesmos"[29]
Rick Bonadio

Muita gente se pergunta como o Mamonas conseguiu atingir tanto sucesso entre todas as faixas etárias e sociais da nossa população[30], mesmo com músicas "politicamente incorretas" que não deveriam tocar em rádios, por conta dos palavrões[31] (e mesmo sendo formada pelos mesmos integrantes do "fracassado" grupo Utopia), e como se tornaram ídolos do público infantil[32].

Segundo a crítica especializada, a fórmula de sucesso do grupo estava calcada em letras de humor escrachado e músicas ecléticas, de apelo pop, que parodiavam estilos diferentes, como rock, heavy metal, brega e até o vira português, entre outros[33]. Para Rafael Ramos, produtor musical que descobriu os Mamonas, “tinha muita coisa estourando na época, mas ninguém fazia algo tão engraçado. O que veio depois era cópia. Eles eram muito carismáticos e, além disso, chegaram antes de muita gente[31].

Outra questão levantada é qual o legado deixado por eles, já que as letras de suas músicas eram apelativas - como a de Robocop Gay, que sofreu duras críticas de grupos LGBTs[34] - e mesmo sofrendo duras críticas da mídia especializada[35], e mesmo sendo tachados de ridículos e palhaços da música pela crítica especializada[30].

Para muitos, a alegria e o humor irreverente, marcas do comportamento de seus jovens integrantes, liderados pela comédia natural do vocalista, aliado a letras irreverentes, figurinos exóticos e performance estilo pastelão, foi o legado deixado pelo grupo[36][37].

"Os Mamonas Assassinas foram os maiores heróis de carne e osso que o Brasil já teve. Heróis em cima do palco, onde tocavam sem reclamar até três vezes por noite. Heróis fora do palco, nas nossas casas, onde nos alegravam com suas músicas bacanas e suas piadas debochadas."[38]
Ivan Finotti, jornalista

Acontecimentos Pós-Acidente[editar | editar código-fonte]

1996 - DVD MTV na Estrada[editar | editar código-fonte]

Poucos meses após o acidente trágico, a MTV Brasil lançou o DVD MTV na Estrada - Mamonas Assassinas, que traz imagens de shows do grupo em turnê pelo Brasil.[39]

1997 - Lançamento da edição histórica do álbum A Fórmula do Fenômeno, da Banda Utopia[editar | editar código-fonte]

1997 foi o ano do lançamento da edição histórica do álbum A Fórmula do Fenômeno da Banda Utopia. Intitulado A Utopia dos Mamonas, continha todas as músicas do A Fórmula do Fenômeno, e mais duas faixas não lançadas.[17]

1998 - Lançamento do Álbuns Atenção, Creuzebek: a Baixaria Continua![editar | editar código-fonte]

O ano de 1998 ficou marcado pelo lançamento do álbum Atenção, Creuzebek: a Baixaria Continua!, formado basicamente por versões ao vivo das canções do único álbum de estúdio dos Mamonas, extraídas de um show em São Paulo.[40]

As inéditas "Joelho" (presente no vinyl Utopia, de 1992) e "Onon Onon", além de uma versão em espanhol de Pelados em Santos, intitulada Desnudos en Cancún, foram lançadas como single promocional do álbum.[41]

2002 - Lançamento do DVD Show Ao Vivo em Valinhos 1996 (Arquivo Familiar)[editar | editar código-fonte]

Em 2002 foi lançado o DVD Show Ao Vivo em Valinhos 1996 (Arquivo Familiar), que traz imagens de um show realizado na cidade de Valinhos-SP, em 1996, em comemoração aos 100 anos da cidade.[42][43]

2006 - Lançamento do primeiro ao vivo: Mamonas Ao Vivo[editar | editar código-fonte]

O álbum Mamonas Ao Vivo foi lançado em 2006 e extraído de uma apresentação da banda no Anhembi em São Paulo. Ele inclui a canção inédita "Não Peide Aqui Baby", que deveria ter sido lançada no álbum homônimo, mas que foi excluída por conter palavras de baixo calão.[44]

2008 - Especial Por Toda Minha Vida: Mamonas Assassinas[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de julho de 2008 a Rede Globo exibiu o especial Por Toda Minha Vida, em homenagem ao grupo.[45] O programa bateu o recorde de audiência do horário, com 26 pontos de média no IBOPE.[46] O especial foi reprisado outras duas vezes, no dia 10 de Março de 2010 e 5 de Março de 2016, além de ter sido lançado em DVD pela Globo Marcas/Som Livre em 2009.

2009 - Documentário Mamonas, o Doc[editar | editar código-fonte]

Em 2009 foi lançado o primeiro documentário sobre a banda. Intitulado Mamonas, o doc, o documentário é dirigido por Cláudio Kahns, e mostra a trajetória da banda desde antes da fama até o auge da carreira.[47]

2011 - Documentário Mamonas para sempre[editar | editar código-fonte]

Em 2011 foi lançado o documentário Mamonas para sempre, também dirigido por Claudio Khans. No ano seguinte, os Mamonas Assassinas foram indicados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Trilha Sonora.[48]

Em abril de 2013, o colunista Flávio Ricco, do portal UOL, informou que o diretor e produtor do documentário negociou com a Fox Channels a venda dos direitos para a realização de um filme sobre a banda.[49]

2013 - Gravação da Música “Renato, o Gaúcho[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2013, Rick Bonadio, produtor musical do grupo, convidou o cantor Falcão, a banda Contra as Nuvens e os músicos Gee Rocha e Daniel Weksler, ambos do NX Zero, para gravar uma música inédita composta pelo tecladista Júlio Rasec e guardada desde então por sua irmã, Ana Paula, em um caderno. A música, que sairia em um segundo álbum, é chamada “Renato, o Gaúcho”, e foi lançada na edição de 2013 reality show Fábrica de Estrelas, do Multishow, apresentado por Rick Bonadio.[50] Foi feito um videoclipe para canção, em que aparecem algumas imagens dos Mamonas.[51]

2015 - Mamonas: 20 anos de Fenômeno[editar | editar código-fonte]

Em comemoração aos 20 anos do fenômeno Mamonas Assassinas saiu a notícia que uma gravadora independente estaria produzindo um CD intitulado 'Mamonas: 20 anos de Fenômeno', que traria o registro de um show do grupo. Porém, a gravadora não anunciou qual o ano e o local deste show, nem o mês de lançamento deste novo disco.[52]

2016 - Espetáculo "O Musical Mamonas"[editar | editar código-fonte]

Em 2016 foi lançado O Musical Mamonas em homenagem aos 20 anos de morte da banda, com texto de Walter Daguerre e direção de José Possi Neto.[53]

Mamonas Assassinas - A Série[editar | editar código-fonte]

Em 2016, a Record anunciou Mamonas Assassinas - A Série, prevista para julho do mesmo ano.[54]

Formação[editar | editar código-fonte]

Membros[editar | editar código-fonte]

A banda Mamonas Assassinas era formada por:

Discografia[editar | editar código-fonte]

Como "Banda Utopia"[editar | editar código-fonte]

Como "Mamonas Assassinas"[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Coletâneas

Álbuns ao vivo

Videografia[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Indicação Resultado Ref.
1995 Troféu Xuxa Hits Mamonas Assassinas Venceu [55]
1° Prêmio SBT de Música Revelação do Ano Mamonas Assassinas Venceu [56]
1996 Troféu Imprensa de 1996 Banda Revelação do Ano Mamonas Assassinas Venceu [56]
Melhor Música Pelados em Santos Venceu [57]
Troféu 1996 Melhor Banda Do Ano Mamonas Assassinas Venceu
2012 Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Trilha-Sonora Documentário Mamonas para sempre Indicado [49]

Números e Estatísticas[editar | editar código-fonte]

  • No início, os Mamonas Assassinas cobravam oito mil reais por apresentação. Em fevereiro de 1996, esse valor já tinha subido para 70 mil (o mais alto cachê para bandas brasileiras, à época).
  • Fizeram cerca de 190 shows em 180 dias[27].
  • Eles só não se apresentaram nos estados do Acre e do Tocantins[58].
  • Enquanto vivos, a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda[59].
  • 9º Lugar na lista de artistas que mais faturaram no ano de 1995 com R$ 275.000.000,00[60]

Recordes[editar | editar código-fonte]

  • Recorde brasileiro de vendas num só dia: 25 mil exemplares em 12 horas[61].
  • Disco de estreia mais vendido da história da música brasileira com Mamonas Assassinas[62].
  • Recorde Mundial: Disco que mais vendeu em menos tempo: Mamonas Assassinas com 3 milhões de cópias, em menos de um ano[63].
  • O álbum Mamonas Assassinas ocupa a 9ª posição dos discos mais vendidos da história, no Brasil[64].
  • 2ª Maior Audiência da História do SBT - “Domingo Legal” apresentado por Gugu Liberato, chegou a picos de 47 pontos com a matéria dos “Mamonas Assassinas”[65].

Trabalhos na TV[editar | editar código-fonte]

Apenas participaram na TV atuando uma vez:

  • (1995) - Especial Luz da Paz da Xuxa - Eles mesmos (músicos amigos de Xuxa na história do especial)[66]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

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  • No mesmo ano do acidente fatal com os integrantes do Mamonas Assassinas, o grupo de pagode Só Pra Contrariar, liderado por Alexandre Pires, gravou uma música intitulada Tributo aos Mamonas homenageando a banda[67].
  • Os também paulistas Titãs dedicaram seu álbum Acústico MTV de 1997 aos Mamonas Assassinas[68]. Em 1999, os Titãs regravariam o sucesso "Pelados em Santos" no álbum de covers As Dez Mais[69].
  • A banda paulistana 365 compôs a música "Manhã de Domingo", presente no disco "Do Outro lado do Rio" (2005), em homenagem aos Mamonas. Vale lembrar que, quando ainda se chamavam Utopia, os Mamonas abriram vários shows para o 365[70].
  • O cantor Barrerito compôs a música Avião Assassino em homenagem ao quinteto de Guarulhos[71].
  • Os Mamonas Assassinas - e a Brasília Amarela - são citados na canção Festa da Música Tupiniquim, do disco Quebra-Cabeça de Gabriel o Pensador[72].
  • Dinho é citado na música Todas Elas Juntas Num Só Ser, de Lenine[73].
  • Trechos das músicas dos Mamonas são citados em um trecho da música Pré-Sal, do disco Sei, de Nando Reis [74][75]
  • A Turma da Mônica fez a história "Mamonamania" pouco antes do acidente. Em outra história, Mônica conhece o grupo Azeitonas Assassinas, que toca uma versão de "Pelados em Santos": "Mina… seu jumento é da hora… mas como ele demooora…"
  • Em uma história, o Professor Pardal tenta espantar um bando de gatos tocando "Babonas Rebeldes".[carece de fontes?]
  • Os Mamonas voltam do além em um episódio da Mega Liga MTV de VJs Paladinos, desenho animado da MTV Brasil, para impedir o vilão Roberto Leal.
  • A canção "Robocop Gay" foi incluída na trilha sonora da telenovela Caminhos do Coração (2007/2008), da Rede Record, como tema do personagem Danilo, interpretado por Cláudio Heinrich.
  • A torcida do Sport Club Internacional canta uma paródia da música "Pelados em Santos" em jogos de seu time, versão esta posteriormente repetidas por outras torcidas, como as do Remo, Flamengo, América de Natal, América Futebol Clube (Teófilo Otoni), Bahia, Tupi, Ceará e Estrela do Norte Futebol Clube/ES, além do Pesqueira Futebol Clube, que disputou a série A do Campeonato Pernambucano de Futebol em 2013.
  • Até a escola de samba da Mangueira fez paródia da canção com "Manto sagrado verde e rosa.[76]
  • No Carnaval de 2011, 15 anos após o trágico acidente, a banda foi homenageada pela escola de samba GRES Inocentes de Belford Roxo, com o enredo "De Guarulhos para o palco da folia, sonhos, irreverência e alegria. Mamonas para sempre!". A escola desfilou pelo grupo de acesso A do carnaval carioca arrancando aplausos do público que acompanhava o desfile.
  • No carnaval de 2013, a banda Mamonas Assassinas foi o tema da escola Acadêmicos do Porto Novo, de são Gonçalo[77]
  • Em dezembro de 2013, saiu a coletânea com apoio da prefeitura de Guarulhos denominada "Guarulhos Canta Mamonas" em que uma das bandas mais significativas de Guarulhos, contemporânea dos Mamonas também participou, a Efeito Garage, que nasceu também em Outubro de 1996, ano do falecimento da banda.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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  2. a b c «Morte dos Mamonas Assassinas completa 20 anos. Relembre trajetória - Entretenimento - Notícias - Revista VEJA». Veja.abril.com.br. 02/03/2016. Consultado em 06 de Março de 2016. 
  3. Miguel Arcanjo Prado (02/02/2016). «Com orçamento de R$3 mi, musical sobre Mamonas quer conquistar nova geração - Notícias - UOL Entretenimento». Entretenimento.UOL.com.br. Consultado em 06 de Março de 2016. 
  4. a b c «Há 20 anos, Brasil perdia a irreverência dos Mamonas Assassinas - Paraná-Online». parana-online.com.br. 02/03/2016. Consultado em 07 de março de 2016. 
  5. http://www.abpd.org.br/certificados_interna.asp?sArtista=Mamonas%20Assassinas
  6. a b c d e f «Morte de Mamonas Assassinas completa 20 anos hoje - Notícias - UOL Notícias». 02/03/2016. Consultado em 06 de Março de 2016. 
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  14. tv.r7.com/ Banda Utopia se apresenta na Record
  15. globoplay.globo.com/ Roupas divertidas eram a marca do grupo Mamonas Assassinas
  16. entretenimento.r7.com/ Figurino Mamonas: Os Mamonas Assassinas adoravam usar fantasias e roupas espalhafatosas em seus shows
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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