Mandarim padrão

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Mandarim padrão (普通話 / 普通话)
Pronúncia: Pǔtōnghuà
Falado em:  China
Taiwan
 Singapura
Total de falantes: 7% da China (2014)[1] [2]
como segunda língua
Família: Sino-tibetana
 Chinês
  Mandarim
   Dialeto de Pequim
    Mandarim padrão
Estatuto oficial
Língua oficial de: China (como Putonghua)
Taiwan (como Guoyu)
Singapore (como Huayu)
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---
Mapa da porção oriental da China continental e Taiwan, mostrando a distribuição histórica do mandarim (em marrom-claro). O mandarim padrão é baseado do dialeto do mandarim falado em Pequim.

O mandarim padrão (chinês tradicional: 普通話; chinês simplificado: 普通话; pinyin: Pǔtōnghuà; ou ainda, chinês tradicional: 國語; chinês simplificado: 国语; pinyin: Guóyǔ) é a língua padrão utilizada como idioma oficial na China continental e em Taiwan, além de ser uma das quatro línguas oficiais de Singapura.

A fonologia do mandarim padrão deriva do dialeto pequinês do mandarim, um grupo grande e diversificado de dialetos chineses falados por todo o norte e sudoeste da China. O vocabulário do mandarim padrão é retirado, em sua grande parte, deste grupo de dialetos. A gramática é padronizada com o corpo de trabalhos literários modernos escritos no vernáculo chinês, que segue na prática a mesma tradição dos dialetos mandarins, com algumas poucas exceções de relevo. Como resultado, o mandarim padrão costuma ser designado apenas de "mandarim" em círculos não-acadêmicos e no uso cotidiano. No entanto, os linguistas utilizam "mandarim" para se referir a todo o idioma. Esta convenção será adotada pelo resto deste artigo.

Nome[editar | editar código-fonte]

O mandarim padrão é conhecido oficialmente como:

Noutras partes do mundo os três nomes são utilizados, de maneira variada.

Para alguns linguistas do início do século XX, o pǔtōnghuà era conceitualmente diferente do guóyǔ; enquanto o primeiro era um dialeto de prestígio nacional, o segundo era utilizado para o padrão legal. O guóyǔ era tido como a versão formal do vernáculo chinês, próximo ao chinês clássico. Em contraste, o pǔtōnghuà era chamado de "fala comum do homem moderno", um idioma oral adotado como lingua franca nacional pela utilização convencional. O uso do termo pǔtōnghuà por intelectuais de esquerda como Qu Qiubai e Lu Xun influenciou o governo da República Popular da China a adotar este termo para descrever o mandarim em 1956. Anteriormente, o governo utilizava-se de ambos os termos, dependendo das circunstâncias.[4]

O huáyǔ, ou "língua da nação chinesa", significava originalmente "língua chinesa", e era utilizado pelas comunidades de chineses que viviam no estrangeiro para se referir aos diversos dialetos chineses em contraste aos idiomas locais destes países onde viviam. Com o tempo, o desejo de padronizar a variante do chinês falada nestas comunidades levou à adoção do nome para se referir ao mandarim padrão. Este nome também evitava a escolha de um dos outros nomes, uma decisão política carregada de simbolismo depois que o uso dos termos passou a divergir de acordo com as tendências políticas da República Popular da China e da República da China (Taiwan).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «One-third of Chinese do not speak Putonghua, says Education Ministry» (em inglês). South China Morning Post. setembro de 2014. Consultado em junho de 2016. 
  2. «Only 7% of people in China speak proper Putonghua: PRC MOE» (em inglês). Language Log. setembro de 2014. Consultado em junho de 2016. 
  3. Site oficial do governo de Hong Kong
  4. Yuan, Zhongrui. (2008) "国语、普通话、华语 (Guoyu, Putonghua, Huayu)". China Language National Language Committee, People's Republic of China

Ligações externas[editar | editar código-fonte]