Mandril

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre um primata da família dos Cercopithecidae. Para a peça usada em ferramentas como furadeiras e parafusadeiras, veja Mandril (ferramenta). Para a ferramenta de corte usada para alargar furos, veja Mandril (ferramenta de corte).
Como ler uma caixa taxonómicaMandril
Mandril macho

Mandril macho
Mandril fêmea
Mandril fêmea
Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Cercopithecidae
Subfamília: Cercopithecinae
Género: Mandrillus
Espécie: M. sphinx
Nome binomial
Mandrillus sphinx
(Carolus Linnaeus, 1758)
Distribuição geográfica
Mandrill area.png

O mandril (Mandrillus sphinx) é um primata da família dos Cercopithecidae (Macacos do velho mundo), parentes próximos dos babuínos e ainda mais próximos do dril. Tanto o mandril quanto o dril eram antes classificados como babuínos do gênero Papio, mas pesquisas recentes determinaram que eles deveriam constituir um gênero à parte, Mandrillus.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Crânio de um mandril do sexo masculino.

O mandril é reconhecido pela sua pelagem verde-oliva e a face e nádegas multicoloridas nos machos, coloração que se torna mais intensa à medida que chega a maturidade sexual, tornando-se ainda mais pronunciada nos momentos de excitação. Nas fêmeas a coloração é mais neutra. A coloração nas nádegas, crê-se, ajuda na visibilidade entre os membros da espécie dentro da floresta e ajuda o deslocamento em grupo. Os machos podem chegar a 35 quilogramas. Eles podem crescer até medirem cerca de um metro e podem viver até 25 anos. As fêmeas alcançam a maturidade sexual com aproximadamente 3,5 anos.

Distribuição e habitat[editar | editar código-fonte]

O mandril pode ser encontrado nas florestas tropicais do sul de Camarões, Gabão, Guiné Equatorial e Congo. Sua distribuição está limitada pelo rio Sanaga ao Norte e os rios Ogooué e Ivindo a leste. Recentes pesquisas sugerem que as populações de mandris presentes ao Norte e ao Sul do rio Ogooué são geneticamente tão diferentes a ponto de poderem ser consideradas diferentes sub-espécies.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

Mandris são seres sociais e podem ser achados em grupos de até 800 indivíduos, geralmente fêmeas e jovens liderados por um macho dominante. Muitos machos adultos são solitários. É impossível estimar o tamanho exato de um grupo na floresta. Para estimar o número de integrantes de um grupo, foi por vezes necessário filmar grupos cruzando espaços vazios entre florestas ou atravessando estradas e contar a partir das imagens passadas em câmera-lenta. O maior grupo observado dessa maneira apresentava mais de 1.300 indivíduos, no Parque Internacional de Lopé, no Gabão - o maior grupo de primatas não humanos jamais observado. Seus principais predadores naturais são os leopardos. Um grande grupo de mandris pode causar dano para a colheita, por isso, em muitas regiões, eles são vistos como pragas.

Dieta[editar | editar código-fonte]

O mandril é um onívoro e obtém comida coletando plantas, insetos e pequenos animais.

Conservação e ameaças[editar | editar código-fonte]

Os mandris são caçados para alimentação humana por todo o seu território. Utilizam-se armas de fogo, cães e redes. Em Camarões, o habitat perdido para a agricultura também é uma grande ameaça. Embora o mandril normalmente não cace grandes presas, os machos já foram observados caçando e consumindo pequenas espécies de antílopes.

Referências

  1. (em inglês) Oates, J. F. & Butynski, T. M. (2008). Mandrillus sphinx. 2008 Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. IUCN 2008. Obtido em 4 January 2009.
Ícone de esboço Este artigo sobre Macacos do Velho Mundo ou Hominoidea, integrado ao WikiProjeto Primatas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.