Mangaratiba

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Município de Mangaratiba
"Mangá"
"Princesinha da Costa Verde"
"Cidade Bela"
Orla de Itacuruçá, com ilha de mesmo nome ao fundo

Orla de Itacuruçá, com ilha de mesmo nome ao fundo
Bandeira de Mangaratiba
Brasão de Mangaratiba
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de novembro
Fundação 11 de novembro de 1831 (185 anos)
Gentílico mangaratibense ou mangaratibano
Prefeito(a) Aarão de Moura Brito Neto (PPS)
(2017–2020)
Localização
Localização de Mangaratiba
Localização de Mangaratiba no Rio de Janeiro
Mangaratiba está localizado em: Brasil
Mangaratiba
Localização de Mangaratiba no Brasil
22° 57' 36" S 44° 02' 27" O22° 57' 36" S 44° 02' 27" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Itaguaí IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Angra dos Reis, Itaguaí e Rio Claro
Distância até a capital 85 km
Características geográficas
Área 356,408 km² [2]
População 36 456 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 102,29 hab./km²
Altitude 18 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,753 (10º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 453 430,804 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 14 237,34 IBGE/2008[5]
Página oficial

Mangaratiba é um município da Microrregião de Itaguaí, contíguo à Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a 85 quilômetros da capital do estado. Ocupa uma área de 353 408 km² e sua população foi estimada no ano de 2013 em 39 210 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sendo, então, o 44º mais populoso do estado e o menos populoso de sua microrregião.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Mangaratiba" é um termo originário da língua tupi antiga: significa "ajuntamento de mangarás", através da junção de mangará (mangará, termo de origem tupi que designa as plantas da família das aráceas) e tyba (ajuntamento).[6]

História[editar | editar código-fonte]

Até o século XVI, as terras que compõem o município eram habitadas pelos índios tamoios (também chamados tupinambás).[7] A ocupação portuguesa das terras teve origem nesse século, por ocasião do estabelecimento do regime das capitanias hereditárias. Essas terras passaram a pertencer, então, à Capitania do Rio de Janeiro, porém o donatário da mesma, Martim Afonso de Sousa, pouco se interessou por sua ocupação.[8] O início do povoamento português mais sistemático aconteceu somente anos mais tarde, por volta de 1620, quando o novo donatário, Martim de Sá, mandou trazer índios tupiniquinscatequizados de Porto Seguro e estabeleceu, sob a tutela dos jesuítas, aldeamentos: primeiro, na Ilha de Marambaia e, depois, no continente, na Praia da Ingaíba. Outra hipótese é a de que a aldeia de São Francisco Xavier de Itaguaí teria sido fundada por Martim de Sá, sendo então uma das principais aldeias fundadas pelos jesuítas no Rio de Janeiro, assim como São Lourenço, São Barnabé, São Pedro e São Francisco. Entretanto, houve um processo diferente, porque esses índios foram descidos do sul, na região da lagoa dos Patos, e então catequizados na ilha de Marambaia e inseridos nas terras de Mangaratiba.[9]

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, no centro de Mangaratiba
Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Mangaratiba

Mangaratiba se tornou freguesia em 16 de janeiro de 1764, porém só conquistou sua independência administrativa em 11 de novembro de 1831, quando foi elevado à categoria de vila, com a denominação de "Nossa Senhora da Guia de Mangaratiba". Até essa data, Mangaratiba pertencia ao município de Itaguaí, ao qual estava subordinado desde 5 de junho de 1818, quando foi criado o município. Anteriormente, Mangaratiba estava vinculado ao município de Angra dos Reis. Com o desenvolvimento da economia cafeeira, principalmente na região do Vale do Paraíba, Mangaratiba ganhou um crescente movimento cumprindo seu papel de porto escoador da produção de café. Outra atividade importante, que proporcionou o enriquecimento da região, foi o tráfico de escravos. Dos pontos de desembarque do Saí e da Marambaia, eles eram levados para o grande mercado do Rio de Janeiro e para os outros centros urbanos do interior, através da íngreme trilha que levava ao sertão depois de ultrapassar a Serra do Mar.

Do interior de São Paulo e Minas Gerais, afluíam, para o seu porto, os gêneros a serem exportados: basicamente, o café, trazido nos lombos dos burros guiados pelos tropeiros das mais afastadas regiões da serra acima. Ao retornarem, levavam mercadorias, geralmente artigos de luxo, provenientes da cidade do Rio de Janeiro ou do exterior. A produção de café intensificou–se tanto que as trilhas que desciam a serra tornaram-se insuficientes para escoar a produção. Foi necessária a abertura de uma estrada mais larga e com melhores condições de circulação, que ligava Mangaratiba a São João do Príncipe (depois, "São João Marcos"). A estrada foi inaugurada em 1857 pelo imperador dom Pedro II, ficando conhecida, posteriormente, como Estrada Imperial, que foi considerada, por muitos historiadores, como a primeira estrada de rodagem do Brasil. Mangaratiba era um dos portos escoadores da produção de café do Vale do Paraíba, atendendo à demanda de São João Marcos e adjacências.

A construção da via entre Mangaratiba e a serra trouxe um maior desenvolvimento para a região, bem como consolidou uma aristocracia local que empreendeu a construção de diversos edifícios, como suas residências urbanas, igrejas, um teatro, armazéns e trapiches. Da época do maior progresso de Mangaratiba, algumas personalidades mereceram maior atenção por parte dos historiadores. O primeiro foi o comendador Joaquim José de Sousa Breves, abastado fazendeiro, dono dos trapiches do Saí e da Marambaia, proprietário de mais de 6 000 escravos e vinte fazendas, chegando a produzir mais de um por cento da produção brasileira de café. Outra personalidade importante da história local foi o tenente–coronel Luís Fernandes Monteiro, o Barão do Saí, proprietário das fazendas Batatal e Praia Grande e de um rico solar no Largo da Matriz, hoje totalmente reformado, e de outra casa assobradada na Rua Direita, atualmente Rua Coronel Moreira da Silva, que o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural denominou Solar do Barão do Saí.

Porém o período de riqueza e dinamismo durou pouco. O fim do período de expansão aconteceu pela conjugação de dois fatores. Primeiramente, a conclusão, em 1870, da Estrada de Ferro Dom Pedro II, ligando as cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, a qual possibilitou o escoamento da produção de café do Vale do Paraíba diretamente para a cidade do Rio de Janeiro e, em segundo lugar, a proibição do tráfico escravo e, posteriormente, a abolição da escravatura, desorganizaram a economia da região baseada na exploração do latifúndio e fortemente dependente da mão de obra escrava.

O município de Mangaratiba entrou em decadência, chegando a ser extinto em 8 de maio de 1892, apesar de ter sido restabelecido alguns meses mais tarde, em 17 de dezembro. Os portos de Mangaratiba e do Saí ficaram desertos e inúmeras edificações foram abandonadas, tais como os grandes solares, armazéns, o teatro, conforme atestam as ruínas hoje existentes no Saco de Cima e na Praia do Saí. A estagnação econômica foi total, sendo Mangaratiba um exemplo de cidade nascida de uma rota comercial que não tinha bases produtivas próprias que permitissem uma autonomia. A atividade era apenas reflexo da produção agrícola existente na região serrana e pereceu diante do surgimento de novas alternativas produtivas e comerciais.

A estagnação da economia e da vida em Mangaratiba persistiu até 1914, quando foi concluído o ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil que integrou o município no sistema ferroviário do Rio de Janeiro. Posteriormente, ocorreu um ligeiro progresso econômico propiciado pela exportação de bananas e pela construção de residências de veraneio ao longo da linha férrea ou concentradas em alguns núcleos urbanos. Na década de 1940, foram criados grandes loteamentos na orla marítima, como Muriqui, Praia do Saco, Itacuruçá e outros. Em 1942, foi aprovado o primeiro código de obras para o município.

A construção da rodovia Rio-Santos, parte da BR–101, nos anos 1970, trouxe uma nova fase para o município, com uma grande valorização do solo urbano, bem como um incremento da construção de residências de final de semana e férias. A nova estrada trouxe, ainda, diversas atividades ligadas ao turismo, com um processo de ocupação de áreas, até então, inacessíveis e desertas. Na década de 1990, a MRS Logística encampou a parte da Estrada de Ferro Central do Brasil pertencente a Itaguaí e Mangaratiba. A estrada de ferro passou desde então a ser de uso exclusivo da mineradora MBR (hoje incorporada pela Companhia Vale), que usa a estrada como escoamento da produção do minério produzido em Minas Gerais, desembarcando na ilha de Guaíba.

Mangaratiba hoje[editar | editar código-fonte]

Atualmente, Mangaratiba é um município residencial, possuindo grandes condomínios e alguns hotéis e resorts de luxo e um incipiente comércio local. A cidade possui enorme potencial turístico, com localização privilegiada entre os municípios de Angra dos Reis, Parati e Itaguaí, porém sua vocação turística não é plenamente explorada. O turismo é explorado apenas pelos grandes hotéis instalados na região e por poucas empresas de turismo. Os locais mais explorados são os distritos de Itacuruçá, Muriqui e Conceição de Jacareí.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 22º57'35" de latitude sul, 44º02'26" de longitude oeste, na região da Costa Verde, a uma elevação de dezoito metros do nível do mar. Está a uma distância de 85 quilômetros da capital do estado. Limita-se a leste com o município de Itaguaí, ao norte faz divisa com Rio Claro e a oeste com o município de Angra dos Reis. Por fim, é banhado ao sul pela Baía de Sepetiba. De acordo com a contagem da população de 2010, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a cidade possuía 37 456 habitantes.[10] O território municipal estende-se por 353,408 km². O ponto mais alto da cidade encontra-se no Pico das Três Orelhas, a 1 035 metros de altitude.

Clima[editar | editar código-fonte]

No município, percebem-se três tipos de clima. Em função do relevo, nas áreas serranas, em altitudes superiores a 700 metros, é encontrado o clima mesotérmico, com verões brandos, sem estações secas; na baixada, a situação climática muda completamente, ocorrendo temperaturas mais elevadas, sem estação seca definida. A temperatura média anual é de 25 graus centígrados, com mínima de 10 e máxima de 40 graus centígrados.

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município conta com mais de 34 praias ao longo de sua faixa litorânea, que é acessível pela rodovia Rio-Santos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A população de Mangaratiba estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2011 foi de 37 343 habitantes.[10] Em 2010, a população do município, segundo o mesmo instituto, era de 36 456 habitantes, o que o classificava na 44ª posição no nível estadual. De acordo com o censo de 2010, 17 962 habitantes eram homens e 18 494 eram mulheres. Ainda de acordo o mesmo censo, 32 120 habitantes viviam na zona urbana (88,11 por cento) e 4 336 na zona rural (11,89 por cento). A densidade demográfica, que é uma divisão entre a população e sua área, era de 103,25 habitantes por quilômetro quadrado.[3][11]

Religião e etnias[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontaram que o percentual de católicos em Mangaratiba era de aproximadamente 54,93 por cento. Os evangélicos compunham a pesquisa com aproximadamente 21,81 por cento de praticantes. Pessoas sem religião aparecem com 13 por cento. As demais crenças contabilizavam 10,26 por cento.[12]

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de Mangaratiba é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[13] O primeiro prefeito municipal eleito foi Manoel Moreira da Silva, que esteve no cargo entre 1923 e 1927. Desde então, 25 prefeitos já governaram o município, sendo o mais recente deles Aarão de Moura Brito Neto, eleito em 2016, com 38,15% dos votos válidos.

O poder legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 13 vereadores eleitos para cargos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[14]).

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Mangaratiba possuía, em dezembro de 2016, 34.988 eleitores. Esse número, por ser inferior a 200 000, faz com que não haja segundo turno no município.[15]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O Município de Mangaratiba está dividido administrativamente em quatro distritos: Conceição de Jacareí, Itacuruçá, Muriqui e mais o distrito-sede de Mangaratiba.

História e Atrativos dos Distritos[editar | editar código-fonte]

MANGARATIBA - PRIMEIRO DISTRITO

Mangaratiba, que já foi denominada como terras de índios brabos (tupinambás), e que também denominou o aldeamento tupiniquim nos séculos XVII e XVIII.  No final do século XVIII e início do século XIX, foi cenário histórico de muitas revoltas entre índios e colonizadores.  Após muita luta: o Arraial Tupiniquim foi se transformando numa pequena e formosa cidadela.  Como lembrança dos índios que colonizaram essa localidade, ficou apenas a belíssima igreja matriz que foi totalmente construída com a mão de obra dos aldeados, no final do século XVIII.

Em 1802, após ser criada a grande Freguesia de Mangaratiba, cresceu a procura por suas terras, agora valorizada pelo intenso comércio portuário de escoamento do café. Os portos de Mangaratiba e do Saco ficaram movimentados com as tropas do comendador Breves e dos demais cafeicultores da região que escolheram essa via para escoar seus produtos para corte.  Graças a esse movimento portuário, em 1831, a esse pequeno lugarejo se transformou na sede da recém-criada vila de Mangaratiba. Logo que a emancipação foi declarada e a vereança foi estruturada, um pelourinho foi estabelecido na Praça da Matriz, em frente ao prédio da  Primeira Câmara, mostrando que o poder não estava mais com capitão-mor, mas sim com o presidente da Câmara, que, nesse período, exercia a mesma função de um prefeito.

O tempo passou e a vila viveu bons e maus tempos, como o da decadência e esvaziamento urbano, no final do século XIX. Eis que, em sete de novembro de 1914, o trem chegou ao centro de Mangaratiba e com ele novas perspectivas também chegaram. Logo após esse evento, a vila recebeu luz,  água encanada e bons colégios. Em 1931, a localidade da sede administrativa do município ganhou o status de cidade, no mesmo ano em que se transformou em cenário do filme Limite, grande obra cinematográfica do gênio Mário Peixoto.

ATRATIVOS

O Centro do distrito de Mangaratiba, sede do município, está localizado em linda enseada do lado leste da baía do mesmo nome. O lugar oferece várias opções de gastronomia, lazer cultural e náutico. Aqui é possível conhecer belas ilhas e praias paradisíacas, praticar pesca embarcada, mergulho ou se deliciar com comidas típicas em restaurantes a beira mar. Um pouco da história de Mangaratiba colonial pode ser lembrada ao percorrer a estrada Imperial e seus marcos de engenharia (primeira estrada de rodagem do Brasil em 1850). Foi construída para atender ao escoamento de café e tráfico de escravos. As ruínas do Saco de Cima, a Igreja Matriz do século XVIII, o Solar do Barão do Sahy e alguns casarões são destaques no estreito traçado das ruas do Centro.

CONCEIÇÃO DE JACAREÍ – SEGUNDO DISTRITO

Até o início do século XIX, as terras que atualmente compreendem o distrito de Conceição de Jacareí eram representadas pelo cenário de grandes fazendas e engenhos de açúcar e cachaça. Em 1847, foi construída a capela e erguido o cruzeiro à beira mar, onde uma pequena localidade de  pescadores artesanais começou a se desenvolver, mas somente em1856, foi criado o Curato Civil e Eclesiástico, sob invocação de Nossa Senhora da Conceição de Jacareí. Um pequeno centro urbano foi se formando no entorno da pequena capela e, em 21 de janeiro de 1859, foi criada a freguesia de Jacareí. Pelo Decreto-Lei estadual nº1063, de 28 de janeiro de 1944, a antiga freguesia foi ordenada como 2º distrito de Mangaratiba, mudando seu topônimo para Conceição de Jacareí. Seus limites continuaram sendo os mesmos. Ao Norte, no rio denominado Praia Grande (atual Club. Mediterranée), ao Sul, no rio que divide os municípios de Angra dos Reis e Mangaratiba.

Como nem o trem, nem a estrada RJ-14, chegou à Conceição de Jacareí, as terras desse distrito, continuaram isoladas até 1974, ano da inauguração da rodovia “Rio–Santos” (BR-101), que interligou todo o município de Mangaratiba pelo litoral, revelando para o mundo a paisagem local preservadas em toda sua beleza bucólica. Essa estrada impulsionou o turismo na região e traz para esse distrito, grandes empreendimentos de condomínios e hotéis de luxo e resorts, como o Club Meditarrannée e o Porto Real Resort. Como também transformou a pequena localidade de Jacareí numa das praias mais frequentadas da região da Costa Verde.

ATRATIVOS

O distrito de Conceição de Jacareí limita o município de Mangaratiba com Angra dos Reis. Já foi um vilarejo de pescadores, com a padroeira Nossa Senhora da Conceição abençoando. Hoje é um simpático distrito com comércio, restaurantes e quiosques. A praia com o nome do distrito tem 600 metros de extensão de areias onduladas, orla de coqueiros e amendoeiras, mar propício a banho, pesca e esportes náuticos. Ao atravessar a estrada Rio-Santos, temos um inicio de serra com a Mata Atlântica exuberante onde se pode percorrer trilhas e apreciar cachoeiras fantásticas. 

'ITACURUÇÁ - TERCEIRO DISTRITO'

Até a chegada do major Caetano, Itacuruçá podia ser representado por cinco casinhas, uma loja comercial e um pequeno cemitério em terras paroquiais no entorno de uma bela igreja construída em 1840. A maior parte da população dessa freguesia morava nas ilhas, em terras arrendadas, com exceção das ilhas do Bernardo e a ilha de Marambaia que já havia marcado a história desse lugar com grandes engenhos de açúcar e cachaça no século XVIII e que, em meado do século XIX, foi comprada pelo comendador Breves, que a transformou numa fazenda de engorda de escravos. Como o objetivo maior do major era o desenvolvimento da localidade, passou a lutar, atuando como vereador na Câmara de Mangaratiba, pela vinda do trem até o Curato e Itacuruçá.

O trem chegou em 1º de fevereiro de 1911. A realização desse evento criou um marco divisório no desenvolvimento deste lugar.  O pequeno lugarejo passou a ser o local de veraneio dos mais frequentados na região. Em 1925, o major Caetano, aproveitando uma cachoeira em sua fazenda, mandou construir uma usina elétrica para gerar energia para fazenda. Várias indústrias foram instaladas na cidade, tais como: uma salina, uma fábrica de peixe em conserva, uma fábrica de sabão, uma fábrica de gelo, uma fábrica de banana passa etc. Duas escolas (masculina e feminina) foram estabelecidas. Por apresentar um crescimento urbano acelerado, passou a figurar nas divisões administrativas como distrito, sendo o 3º distrito do município de Mangaratiba.

 Após a construção da rodovia “Rio-Santos”, turistas brasileiros e estrangeiros passaram a visitar as famosas ilhas tropicais de Itacuruçá. Com isso, os setores de empreendimento imobiliário e da construção civil, juntamente com os setores do turismo (hotéis, comércios praieiros, casas de veraneios, passeios de saveiros e da pesca turística artesanal etc) passaram a contribuir fortemente na economia local.

ATRATIVOS

Graças a sua privilegiada localização o distrito de Itacuruçá, distante 50 minutos do Centro do Rio de Janeiro, concentra empresas de turismo marítimo que realizam o tour mundialmente conhecido por “Ilhas Tropicais”. Além das várias opções de turismo náutico a praia, com extensão de 1 km e propícia para banho, abriga quiosques onde é servida a deliciosa culinária local com muitos frutos do mar.

'MURIQUI – QUARTO DISTRITO'

A colonização de Muriqui é quinhentista, pois segundo o historiador Vieira de Mello, foi no final do século XVI, que Salvador Correia de Sá (o velho) estabeleceu em suas terras o quinto engenho do Rio de Janeiro, denominado como “Engenho de Itacuruçá”. As ruínas desse grande engenho produtor de açúcar nos séculos XVI, XVII e XVIII, ainda se encontram próximo à área do atual “Poção de Muriqui”. Consta em registros históricos que esse estabelecimento funcionou até meado do século XIX, produzindo cachaça.

Até o ano de 1942, Muriqui era apenas a denominação de uma fazenda produtora de carvão, lenha e bananas. Com duas comunidades: uma de colonos oriundos de São João Marcos e outra comunidade de pescadores moradores na praia da Batata (antigo Buraquinho). Em 1932, foi criada a Escola Montebello Bondim para atender às comunidades de colonos e de pescadores. Com a destruição da cidade de São João Marcos, 1942, a família Bondim (donos da Fazenda Muriqui) resolveu lotear parte de suas terras. O empreendedorismo nessa localidade foi tão grande, que em menos de oito anos de loteado, Muriqui passou a categoria de distrito separando-se administrativamente de Itacuruçá, em 1949.

Nesse mesmo ano, foi inaugurada a chegada da estrada RJ-14 à Muriqui, ampliando ainda mais o seu desenvolvimento urbano e turístico. Três clubes esportivos e recreativos, pequenos bares, pensões, restaurantes e até cinema caracterizava a localidade como a “Copacabana Fluminense” por se revelar num bucólico lugar de lazer. Os turistas não mediam esforços para comprar um terreno nesse paraíso e construir sua casinha de veraneio com quintais, jardins, muros baixos e uma boa rede na varanda.  Após a inauguração da rodovia “Rio-Santos”, em 1974, o crescimento urbano acelerado transformou por completo a paisagem do antigo balneário de Muriqui, restando apenas poucas casas de vivenda, como marca desse período histórico.

ATRATIVOS

O distrito tem seu nome originado do macaco mono-carvoeiro, que era abundante em suas matas e hoje em dia se torna raro. Várias cachoeiras se escondem por sua serra e desembocam em dois rios, um em cada extremidade da praia.

A praia de Muriqui com 1.1 km de extensão é fantástica para banhos e esportes náuticos. Possui uma orla repleta de ótimos quiosques que servem a típica culinária da região. A linha férrea corta a cidade separando a parte do mar de belíssimas cachoeiras. O mar é calmo e raso, apropriado para crianças.

O distrito e a praia ficam bastante agitados no verão e nos feriados. A noite é animada por músicas na orla e gastronomia variada na praça principal. Também se destaca a feira de artesanato, presente nos verões. O clima é típico das praias da chamada "Costa Verde" do Estado do Rio: quente e úmido, com chuvas comuns e um pouco mais frio no inverno.

SERRA DO PILOTO - QUINTO DISTRITO

O distrito de São João Marcos é compreendido por todas as terras denominadas como “Serra do Piloto”. Essa denominação histórica é oriunda da primeira sesmarias da região, que foi doada ao piloto de cordas (espécie de engenheiro agrimensor) João Cardoso de Mendonça Lemos, muito conceituado por ter sido o primeiro piloto de cordas do senado do Rio de Janeiro. Seu prestígio era tanto que essa localidade ficou denominada como “Serra do Piloto”. Além da “Fazenda do Piloto”, também se destacou nessa localidade, a “Fazenda da Lapa” de Lourenço Alves e a “Fazenda dos Mendes” de Antonio Mendes Monteiro que também recebeu uma sesmaria na mesma região serrana, no final do século XVIII. Parte dos Mendes passou para família Rubião (razão do nome que passou a denominar a localidade).

A fertilidade dessa região serrana começava a se revelar no final do século XVIII, com as produções de milho, cará, feijão e café, como também com a criação de suíno. Porém, somente após a construção das estradas imperiais (Atalho e RJ- 149), ligando Mangaratiba-São João Marcos, é que as terras da “Serra do Piloto” passaram a ser valorizadas. Atualmente, o cenário histórico e ecológico das estradas imperiais, das fazendas, somado ao encantador lugarejo de Bela Vista (antiga Alminhas), vem atraindo para esse distrito grupos que apreciam programas de “ecoturismo histórico-cultural”.

ATRATIVOS

O distrito é um paraíso para o ecoturismo.  Mangaratiba teve um importante papel ao longo do século XIX, sendo entreposto comercial do café e escravos e, principalmente, ponto de escoamento da produção cafeeira do Vale do Paraíba. Era através da Serra do Piloto, descendo pela estrada São João Marcos (antiga estrada Imperial) até o litoral, que se embarcava a carga de café e desembarcavam os escravos. Desta época restaram prédios e construções de linhas arquitetônicas simples, típicas do período colonial. Pontes e ruínas merecem ser apreciadas, ao longo de 40 km de extensão. A estrada Imperial oferece belíssimas vistas para a Baia de Mangaratiba.

PRAIA GRANDE - SEXTO DISTRITO

Uma antiga denominação marcou a “Praia Grande, e o Sahy como “terras de João Gago”. Porém, por mais de um século, a família Susano colonizou essas terras ao estabelecer no Sahy um engenho de açúcar e de cachaça denominado como “Engenho de João Gago”. Atualmente o prédio desse antigo estabelecimento serve de casarão sede do condomínio “Reserva do Sahy”. Mais tarde, essa grande fazenda passou sucessivamente às mãos da família Montebello Bondim e da família Pimenta que administraram o engenho até a promulgação da Abolição da Escravidão. Esse evento desestruturou o sistema produtivo dessa fazenda e de toda a região.

A sede da grande “Fazenda do Sahy” ficava estabelecida na Praia do Sahy, junto à foz do seu rio mais caudaloso. O grande complexo murado dessa antiga fazenda desperta interesse dos pesquisadores e encanta todos os turistas que o visitam, com ruínas de um porto particular, de casas assobradas, de pequenas e grandes senzalas, de oratório, de lojas e trapiches etc. Segundo a história oral, nesse local havia desembarque e venda de escravos.

Atualmente as terras que compreendem esse distrito têm sido muito valorizadas para estabelecimento de condomínios, como também pelos turistas vêm em busca de cidades litorâneas com preservação da paisagem natural como as orlas das praias do Sahy e de Praia Grande.

ATRATIVOS

O distrito, com praia do mesmo nome e extensão de 1 km, tem areias claras, água mansa e vegetação nativa. O local tem maioria de residências de veranistas e é cortado pela linha férrea dividindo o litoral da parte urbana. Com beleza e tranquilidade, conquista a cada dia novos moradores. Vale à pena conhecer e se apaixonar pela paz bucólica do lugar.

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto de Mangaratiba é o menor de sua microrregião e o 44º do estado. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relativos a 2008, o produto interno bruto do município era de R$ 453 431 mil.[5] O produto interno bruto per capita é de R$ 14 237,34,[5] sendo R$ 63 564 mil de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[5]

O setor terciário é o mais relevante da economia de Mangaratiba. De todo o PIB da cidade 745 406 mil reais é o valor adicionado bruto da prestação de serviços.[5] O setor secundário vem em seguida. 42 839 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria. Por sua vez, a agropecuária rende 9 041 mil reais ao PIB mangaratibense.[16] No município, destaca-se a produção de banana, cana-de-açúcar, feijão, mandioca e milho, além da criação de caprinos, galináceos, muares, ovinos e suínos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, o município possuía um rebanho de 5 310 bovinos, 151 equinos, 489 suínos, 96 caprinos, 8 asininos, 145 muares, 53 bubalinos, 96 ovinos, 1 652 galinhas, galos, frangos e pintinhos. Ainda no mesmo ano, Itaguaí produziu 572 000 de litros de leite, 6 000 dúzias de ovos de galinha e 300 quilogramas de mel.[16]

Atualmente, a economia de Mangaratiba está sustentada na construção civil, exportação de minérios e nas atividades ligadas ao turismo.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

O município de Mangaratiba possuía, em 2009, aproximadamente 9 191 matrículas e 35 escolas nas redes públicas e particulares entre os ensinos pré-escolar, fundamental e médio.[17]

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e do Ministério da Educação, o índice de analfabetismo no ano de 2000 era maior entre pessoas acima de 25 anos de idade (10,0 por cento), enquanto a faixa etária entre dez e catorze anos possuía a menor taxa (1,4 por cento).[18] A taxa bruta de frequência à escola passou de 64,2% em 1991 para 83,4% em 2000.[19] 764 habitantes possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[20]

Saúde[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Mangaratiba possuía, em 2009, 16 estabelecimentos de saúde, todos da rede pública.[16]

Serviços e Comunicações[editar | editar código-fonte]

Praticamente todo o município possui ruas com calçamento, energia elétrica, água encanada, telefone fixo e telefone móvel das cinco maiores operadoras (Oi, Claro, Vivo, Tim e Nextel). O código de área de Mangaratiba é o 21. Somente algumas áreas do município contam com internet banda larga ADSL: Centro, Muriqui e Itacuruçá. Existe, também, uma prestadora de internet via rádio, porém com abrangência limitada devido ao relevo acidentado de Mangaratiba. O município não conta com serviço de TV a cabo e ainda não oferece sinal de TV digital.

Transporte[editar | editar código-fonte]

A frota municipal, no ano de 2010, era de 7 978 veículos, sendo 5 258 automóveis, 107 caminhões, 514 caminhonetes, 274 camionetas, 84 micro-ônibus, 1 115 motocicletas, 373 motonetas e 129 ônibus. Outros tipos de veículos incluíam 69 unidades.[16]

O município de Mangaratiba tem seu transporte e ligações feitas pela rodovia BR-101, sendo os ônibus intermunicipais do Rio de Janeiro, Itaguaí, Duque de Caxias e Volta Redonda a principal ligação com Mangaratiba, junto com o transporte alternativo entre o município e Itaguaí.

Autarquias[editar | editar código-fonte]

As autarquias são entidades da administração pública indireta, criados por lei específica, com personalidade jurídica, patrimônio próprio e atribuições específicas. Têm autonomia administrativa e financeira. Seus dirigentes são nomeados pelo poder executivo e suas contas são submetidas ao Tribunal de Contas.

Possuem praticamente as mesmas atribuições da administração direta, mas diferem da UniãoEstados e Municípios por não terem capacidade política, ou seja, o poder de criar o próprio direito.

Na estrutura da Prefeitura de Mangaratiba três Autarquias estão presentes: Fundação Mario Peixoto, Instituto José Miguel Olympio Simões e Instituto de Previdência de Mangaratiba.

A Fundação Mario Peixoto (FMP) é uma entidade cultural de caráter privado, instituída em 29 de dezembro de 1986 (Lei nº. 105) pela Prefeitura de Mangaratiba. Está vinculada administrativamente à Secretaria de Gabinete da Prefeitura, cujo titular tem assento permanente, como Presidente, no Conselho Curador da Instituição. Em razão disso, é ela a gestora e executora da política oficial de cultura em Mangaratiba.

O Instituto José Miguel Olympio Simões, órgão social da prefeitura de Mangaratiba, tem como objetivo atender as famílias que se encontram em estágio de vulnerabilidade social, por meio de diversas ações que visam amenizar algumas dessas dificuldades.

O Instituto de Previdência do Município de Mangaratiba (Previ) tem como função principal cuidar e atender diretamente os anseios dos servidores públicos municipais que se aposentam de suas atividades laborais, como também dos pensionistas e dos inativos.

FUNDAÇÃO MÁRIO PEIXOTO

A Fundação Mario Peixoto (FMP) é uma entidade cultural de caráter privado, instituída em 29 de dezembro de 1986 (Lei nº. 105) pela Prefeitura de Mangaratiba. Sua criação está ligada à existência no distrito-sede de um prédio antigo, denominado Solar Barão do Sahy. Construído na primeira metade do século XIX, foi reformado em 1985, e hoje abriga o Museu Municipal de Mangaratiba.

A Fundação está vinculada administrativamente à Secretaria de Gabinete da Prefeitura, cujo titular tem assento permanente, como Presidente, no Conselho Curador da Instituição. Em razão disso, é ela a gestora e executora da política oficial de cultura em Mangaratiba.

Missão da Fundação Mario Peixoto:

·        Administrar, planejar, recuperar, restaurar e trabalhar pela conservação e utilização dos patrimônios arqueológico, histórico, turístico, arquitetônico, cultural, paisagístico, científico e ecológico de Mangaratiba;

·        Administrar os bens de propriedade ou colocados sob sua guarda, ainda que abriguem outras entidades;

·        Restaurar e trabalhar pela conservação, por todos os meios, do patrimônio cultural e natural do Município, solicitando sempre que cabível, o tombamento, a restrição de uso, a desapropriação ou qualquer outro procedimento legal que possibilite o alcance deste objetivo;

·        Exercer a fiscalização e apoiar no licenciamento, com parecer final, de qualquer espécie de projetos, construções, restaurações, modificações e alterações em áreas e locais formalmente protegidos;

·        Incentivar e promover atividades e manifestações culturais de acordo com os interesses e tradições do município;

·        Ordenar o acervo de dados e informações necessárias ao conhecimento e acompanhamento da realidade física, econômica, social, ambiental e histórica do município, especialmente para fins de planejamento.

INSTITUTO JOSÉ MIGUEL OLYMPIO SIMÕES

O Instituto José Miguel Olympio Simões, órgão social da prefeitura de Mangaratiba, tem como objetivo atender as famílias que se encontram em estágio de vulnerabilidade social, por meio de diversas ações que visam amenizar algumas dessas dificuldades. O Instituto dispõe da contribuição de Sócios Amigos e colaboradores anônimos, comércio local e da própria prefeitura.

Dentre as ações do instituto estão:

·        Campanha do cobertor;

·        Campanha de Natal;

·        Encaminhamentos médicos;

·        Doações de materiais ortopédicos, medicamentos, cestas básicas, fraldas geriátricas, óculos, colchões, utensílios domésticos, eletrodomésticos, móveis e roupas;

·        Transporte de pacientes em tratamento e realização de exames em outros municípios;

·        Parceria com setores públicos e provados em eventos sociais.

INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DE MANGARATIBA

O Instituto de Previdência do Município de Mangaratiba (Previ) tem como função principal cuidar e atender diretamente os anseios dos servidores públicos municipais que se aposentam de suas atividades laborais, como também dos pensionistas e dos inativos.

É competência da Previ Mangaratiba:

·        Gerir, com exclusividade, o Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos do Município de Mangaratiba, de natureza autárquica, com autonomia administrativa e financeira.

·        Proceder, no âmbito do seu Órgão, à gestão, ao controle e à prestação de contas dos recursos financeiros colocados à disposição do servidor, bem como à gestão de pessoas e recursos e materiais existentes, em consonância com as diretrizes e regulamentos emanados do Poder Executivo Municipal.

·        Outro importante atributo é cuidar e administrar, diretamente os fundos de previdência e alocá-los nas instituições financeiras com o fito de obter rendimento pecuniário, colaborando diretamente para o progresso financeiro da instituição.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Mangaratiba possui vários patrimônios históricos: no Centro Histórico existem edifícios preservados, como a Igreja Matriz Nossa Senhora da Guia, o Solar Barão do Saí (que abriga o Museu Municipal de Mangaratiba, Museu das Conchas e o Salão de Exposição José Pancetti), o Centro Cultural Cary Cavalcanti, o Chafariz Imperial e diversas residências que mantêm sua fachada original.

Sala Mário Peixoto do Museu Municipal de Mangaratiba

Ainda próximo do Centro Histórico, na região conhecida como Praia do Saco, existem as Ruínas do Povoado do Saco de Mangaratiba, local do antigo assentamento urbano e porto de escoamento do café oriundo de São João Marcos e Baixo Paraíba. As ruínas do antigo povoado são o portão de entrada da Estrada Imperial, que foi a primeira estrada de rodagem do país. Lá se encontra o Mirante Imperial, o bebedouro da Barreira e a Cachoeira dos Escravos, os dois primeiros construídos na época do império a mando do Imperador dom Pedro II e preservados em sua magnitude. Seguindo serra acima é possível acessar as ruínas da antiga cidade de São João Marcos, hoje distrito de Rio Claro, onde encontra-se o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, inaugurado em 2011.

Mangaratiba possui ainda, na região do Vale do Saí (Sahy), as Ruínas do Saí, onde acredita-se que se localizava um dos portos de chegada de escravos que abasteciam toda a capitania do Rio de Janeiro e adjacências.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Ruinas

Mangaratiba tem, na indústria do turismo e de veraneio, sua maior expressão. Sua localização privilegiada na Baía de Sepetiba propiciou que empresas de turismo náutico instalassem, na cidade, bases de operações de passeios pelas ilhas e praias de toda a baía. Em Itacuruçá está sendo construída a maior marina da América Latina. Lá se encontra, também, a Delegacia da Capitania dos Portos.

O investimento em turismo proporciona diversos benefícios para a comunidade, tais como geração de empregos, produção de bens e serviços e melhoria da qualidade de vida da população. Incentiva, também, a compreensão dos impactos sobre o meio ambiente, assegura uma distribuição equilibrada de custos e benefícios, estimulando a diversificação da economia local e regional. Traz melhoria nos sistemas de transporte, nas comunicações e em outros aspectos infraestruturais e ajuda, ainda, a custear a preservação dos sítios arqueológicos, dos bairros e edifícios históricos, melhorando a autoestima da comunidade local e trazendo uma maior compreensão das pessoas sobre as origens da cidade.

Ilha Grande[editar | editar código-fonte]

Mangaratiba também é um dos principais acessos à Ilha Grande através do cais do centro de Mangaratiba e de Conceição de Jacareí. No centro encontram-se barcos que realizam a travessia regularmente, bem com o serviço da Barcas S.A.

Cais de Mangaratiba[editar | editar código-fonte]

Além da travessia para a Ilha Grande, existem inúmeras escunas e traineiras que realizam passeios e pescarias por toda a Costa Verde partindo dos cais de Mangaratiba e Itacuruçá.

Embarcações[editar | editar código-fonte]

1. Rotas Ilha Grande / Mangaratiba http://www.rotasilhagrande.com.br Passeios e Pescarias.

TELEFONES ÚTEIS

ÓRGÃO TELEFONE
Câmara dos Vereadores (21) 2789-8450 / 2789-1440
Samu (21) 3789-2642
Polícia Civil 165º (21) 2789-1489
Capitania dos  Portos de Itacuruçá (21) 2680-7303
Bombeiros 193
Fórum Mangaratiba (21) 2789-1568
Junta Militar (21) 2789-1921
Detran (21) 3789-9032 / 9031
Barcas S.A 0800 721 10 12
Cedae (21) 2789-2947
Conselho Tutelar (21) 2789-1812
Polícia Militar 190
DPO Mangaratiba (21) 2789-0237
DPO Conceição de Jacareí (21) 2685-7655
DPO Itacuruçá (21) 2680-7799
DPO Muriqui (21) 2780-1250
Disque Denúncia 33º Batalhão (24) 3362-6740/3362-6670

Mangaratiba na mídia[editar | editar código-fonte]

  • Foi cenário e inspiração para o lendário filme brasileiro de 1930 Limite, de Mário Peixoto, com fotografia e filmagens de Edgar Brazil, que foi votado várias vezes como o melhor filme brasileiro já realizado e pode ser considerado a primeira e única referência para filmes brasileiros experimentais do cinema mudo.
  • Foi o principal cenário do filme norte-americano The Expendables, de 2010.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "IBGE_Pop_2010" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 29 de Julho de 2013.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. a b c d e f «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. NAVARRO, E. A. Dicionário de tupi antigo: a língua indígena clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 585.
  7. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 18-19.
  8. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 44.
  9. Metamorfoses Indigenas; Identidade e Cultura nas aldeias do Rio de Janeiro. Maria Regina Celestino De Almeida
  10. a b «ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1 DE JULHO DE 2011» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 30 de agosto de 2011. Consultado em 31 de agosto de 2011 
  11. «Tabela 2.7 - População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os municípios – 2010». IBGE. 2010. Consultado em 23 de dezembro de 2011 
  12. «Dados do Município: Mangaratiba - RJ». Consultado em 23 de dezembro de 2011 
  13. «Governo Municipal». Guia de direitos. Consultado em 24 de outubro de 2011 
  14. DJI. «Constituição Federal - CF - 1988 / Art. 29». Consultado em 27 de fevereiro de 2011. Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2011 
  15. THALES TÁCITO PONTES LUZ DE PÁDUA CERQUEIRA (3 de julho de 2007). «O candidato único precisa de quantos votos para ser eleito prefeito ?». Portal ClubJus. Consultado em 27 de outubro de 2011. Cópia arquivada em 10 de outubro de 2011 
  16. a b c d Cidades@ - IBGE. «ITAGUAÍ - RJ». Consultado em 23 de dezembro de 2011 
  17. Cidades@ - IBGE. «MANGARATIBA - RJ». Consultado em 23 de dezembro de 2011 
  18. Confederação Nacional de Municípios (CNM). «Educação». Consultado em 23 de dezembro de 2011 
  19. Confederação Nacional de Municípios (CNM). «Educação - Freqüência Escolar». Consultado em 31 de março de 2011. Cópia arquivada em 23 de dezembro de 2011 
  20. Confederação Nacional de Municípios (CNM). «Educação - Anos de Estudo». Consultado em 28 de fevereiro de 2011 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]