Mangostim

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Fruto inteiro e em corte

Fruto inteiro e em corte
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Clusiaceae
Género: Garcinia
Espécie: G. mangostana
Nome binomial
Garcinia mangostana
L. 1753
Sinónimos
Mangostana garcinia Gaertn.

O mangostim (português brasileiro) ou mangostão (português europeu) (pronúncia em português: [mˈə̃gostʃˈiɲ] [1]) (Garcinia mangostana L.; Clusiaceae, ex-Gutiferae ou Hypericaceae) é uma fruta proveniente de uma árvore frutífera tropical de mesmo nome.[2][3]. Foi descrito pela primeira vez no livro Species Plantarum de Linnaeus em 1753. O mangostim começou a ser cultivado com mais frequência a partir de 1855.[4]

Características[editar | editar código-fonte]

Ilustração representando parte da árvore do mangostim.

A árvore pode alcançar até 30 metros de altura com copa cônica, da mesma família das árvores brasileiras bacuri e guanandi.

Folhas grandes, duras, de coloração verde-escura e brilhante. Flores grandes de coloração vermelho-escura.

O fruto, o mangostim, é esférico, vermelho a castanho-escuro, manchado de amarelo, com casca espessa que deve ser cortada delicadamente para não ferir a polpa. Polpa mole, suculenta, de sabor delicado e muito característico que envolve uma única semente oleaginosa. Sua textura é lisa e firme.

A planta tem a peculiaridade de produzir frutos por partenogênese.[5]

Fruto em corte
Árvore do mangostim

O tamanho médio aproximado de um mangostim é de 6 a 8 centímetros de diâmetro.

Geralmente é consumido ao natural ou utilizado para preparar sucos, doces e tortas.

Sazonalidade[editar | editar código-fonte]

A safra geralmente ocorre entre fevereiro e abril.

A árvore[editar | editar código-fonte]

Uma árvore tropical, o mangostim deve ser cultivado em condições de altas temperaturas. A exposição a temperaturas abaixo de 0 °C (32 °F ou 273 K) por períodos prolongados costumam matar uma planta madura.Essa árvore é conhecida por se recuperar de breves períodos de frio muito bem, muitas vezes com danos apenas ao crescimento dos frutos mais jovens. Horticultores experientes têm cultivado esta espécie ao ar livre. A temperatura ideal para cultivo do mangostim é entre 25 °C e 35 °C, o que de certa forma, soado a outros fatores, pode minimizar o tempo de maturação necessário para a fruta.[6]

Apenas a carne branca do mangostim roxo é comestível. O mangostim juvenil, que não requer a fertilização para formar (veja agamospermia), aparece pela primeira vez como verde pálido ou quase branca na sombra do dossel. Como a fruta aumenta ao longo dos próximos dois a três meses, a cor se aprofunda a verde mais escuro. Durante este período, a fruta aumenta de tamanho até ficar com 6-8 centímetros de diâmetro, tendo após isso um processo de maturação abrupta.

Ocorrência[editar | editar código-fonte]

Berthe Hoola van Nooten48.jpg

Nativo da região tropical do sudeste asiático (Tailândia e Malásia principalmente), abrangendo também a maioria das ilhas da Indonésia, o mangostim é considerado pelos habitantes desses lugares como a fruta mais saborosa do mundo: "a rainha das frutas tropicais". Verdadeiro "manjar dos deuses", o mangostim foi comparado, por alguns, ao néctar e à ambrosia, alimentos do Olimpo grego.[7]. A rainha Vitória, da Inglaterra, considerava o mangostim a fruta mais saborosa do mundo, por isso ela foi apelidada de “rainha das frutas”. [8]

Ocorre também na China, no Panamá e em Honduras[9].

A fruta chegou ao Brasil na década de 1940, sendo inicialmente cultivada no Pará.

Apesar da árvore que dá o mangostim demorar vários anos para começar a frutificar - cerca de 10 anos quando plantada sem enxertia, ou 4 com enxertia - o cultivo da mais "saborosa fruta do mundo" passou a atrair vários migrantes de origem japonesa. Vem sendo plantado no litoral brasileiro com muito sucesso.[10]

O mangostim tem sido produzido no Brasil no litoral da Bahia, no estado do Pará e um produtor no oeste do estado de São Paulo.[11]

O mangostim é cultivado em maior escala no Sudeste da Ásia, principalmente na Tailândia como o país com a maior área plantada, estimada em .000 ha em 1965 e 11000 ha em 2000, dando um rendimento total de 46000 toneladas.[12] Indonésia, Malásia e as Filipinas são outros importantes produtores asiáticos.[12] A produção de mangostim em Porto Rico está tendo sucesso, mas apesar de décadas de tentativas, nenhuma grande produção ocorre em outras partes das ilhas do Caribe, América do Sul, Flórida, Califórnia, Havaí ou quaisquer continentes, exceto na Ásia.[13]

Principíos Ativos[editar | editar código-fonte]

- O mangostim contém xantonas, que proporcionam uma ação antioxidante, antitumoral, anti-inflamatória, antiviral, antifúngica e antibiótica .[14][15]

- Contém ácido hidrocítrico, que aumenta a sensação de saciedade e auxilia na eliminação de gorduras, prevenindo o aumento do colesterol.

- As quinonas têm uma ação semelhante às tetraciclinas (antibióticos).

- Os fenóis têm propriedades antimicóticas .

- As catequinas e estilbenos são antioxidantes.

- É rico em várias vitaminas e minerais.

- O mangostim contém potássio, aminoácidos, fibras e proteínas.

Valor nutricional[editar | editar código-fonte]

O mangostim é uma fruta extremamente saudável, possuindo um baixo valor energético sendo rica em caarboidratos.[16]

Tabela Nutricional
Mangostim
Quantidade 100 gramas
Calorias 73 Kcal
Proteínas 0,4 g
Gorduras Totais 0,6 g
Carboidratos 18 g
Fibra Alimentar 1,8 g
Colesterol n/a
Cálcio 12 mg
Magnésio 13 mg
Ferro 0,4 mg
Vitamina C 2,9 mg

Aspectos anatômicos[editar | editar código-fonte]

Algumas imagens que mostram a aparência do mangostim:

Culinária[editar | editar código-fonte]

Devido a restrições às importações, o mangostim não está muito presente em certos países. Embora disponível na Austrália, por exemplo, ainda são raros os supermercados que vencem o produto na América do Norte e Europa. Na sequência de exportação de suas regiões naturais que crescem no sudeste da Ásia, a fruta fresca podem estar disponíveis sazonalmente em alguns mercados locais, como os de Chinatown.[17]

Mangostinspodem ser encontrados em enlatados e congelados nos países ocidentais. Sem fumigação ou irradiação (a fim de matar a mosca da fruta asiática) As importações de mngostins frescos para os Estados Unidos foram ilegais até 2007.[17] A polpa desidratada do mangostim também podem ser encontrados.

Há uma lenda de que a Rainha Vitória oferece uma recompensa de £ 100 libras esterlinas para quem lhe entregar a fruta fresca.[18] Embora esta lenda pode ser atribuída a uma publicação de 1930 pelo explorador e catalogador de frutas, David Fairchild, ela não é apontada por qualquer documento histórico conhecido. Este fato é provavelmente o responsável pela designação incomum de mangostim como a "Rainha das frutas".[19]

Referências

  1. Portal da língua portuguesa:Dicionário Fonético
  2. Mangostim:Tipo de fruta asiática ganha espaço no sul da Bahia
  3. A fruta exótica mangostim e suas propriedades
  4. ABC Natura: A origem do Mangostim
  5. Mangostim:Já ouviu falar?
  6. Schüßler, A.; et al. (December2001). «A new fungal phlyum, the Glomeromycota: phylogeny and evolution.». Mycol. Res. [S.l.: s.n.] 105 (12): 1413–1421. doi:10.1017/S0953756201005196. 
  7. http://www.mangostan-institut.com/pdf/07-12-19_MANGOSTAN-Studien-Referenzen-Literatur.pdf
  8. Sacolão Real. «Sacolão Real:Frutas». Sacolão Real. 
  9. Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 11 Sep 2009
  10. «Market Potential for Mangosteen and Salaaca» (PDF). Food and Agricultural Organization of the United Nations. Consultado em 4 de dezembro de 2014. 
  11. Gutenberg Project
  12. a b Lim, T.-K.; Sangchote, S. (2003). «16 Diseases on Mangosteen». In: Ploetz, R. C. Diseases of Tropical Fruit Crops (Wallingford, UK: CABI Publishing). 
  13. «Mangosteen». Encyclopaedia Britannica. Consultado em 2 de maio de 2015. 
  14. O Mangostim
  15. Tua Saúde:Mangostão
  16. [1]
  17. a b Karp, David (27 June 2007). «Welcome at the Border: Thai Fruits, Once Banned». The New York Times [S.l.: s.n.] Consultado em 22 de maio de 2010. 
  18. Crown I (2014). «Science: Mangosteen information». The mangosteen website. Mangosteen.com. 
  19. Karp, David (9 August 2006). «Forbidden? Not the Mangosteen». The New York Times [S.l.: s.n.] Consultado em 22 de maio de 2010. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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