Manifestações golpistas no Brasil após as eleições de 2022

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Manifestações golpistas no Brasil após as eleições de 2022
Caminhoneiros paralisados por protestos contra o resultado das eleições presidenciais de 2022 na BR-381 em Timóteo MG.JPG
Caminhoneiros ocupam meia pista da BR-381 em Timóteo, Minas Gerais, como parte das paralisações de estradas promovidas pelas manifestações (1.º de novembro de 2022).
Período 31 de outubro de 2022 – atualmente
Local 25 estados brasileiros e Distrito Federal[1]
Situação em andamento
Objetivos
Características Bloqueio de estradas, barricadas[5][6]
Participantes do protesto

As manifestações golpistas no Brasil em 2022 constituem uma série de protestos e bloqueios em rodovias que começaram logo após a finalização da eleição presidencial, em 30 de outubro. Eles foram organizados por grupos de pessoas que não reconhecem a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no processo eleitoral e que pedem por um golpe militar para impedir a sua posse como Presidente do Brasil.[2][3][4][14]

Bolsonaristas, especialmente caminhoneiros, montaram bloqueios de estradas em pelo menos 23 estados brasileiros e no Distrito Federal, que começaram a registrar as primeiras barreiras rodoviárias em 1.º de novembro.[15][16][17] Militantes também se aglomeraram ao redor de quartéis do Exército Brasileiro.[2][3]

Os manifestantes tinham em comum, além da rejeição ao resultado das eleições de 2022, a reivindicação de que ocorresse o que chamavam de "intervenção militar constitucional", um conceito jurídico inexistente que provém da interpretação errada do artigo 142 da Constituição brasileira de 1988.[18][19][20][21]

Os bloqueios rodoviários foram amplamente criticados por diversos setores da sociedade[22][23][24] por terem provocado grandes perdas de alimentos, desabastecimento de produtos essenciais como alimentos, combustíveis e remédios, impedimento do direito de ir e vir, cancelamento de voos e também atropelamentos.[25][26]

Contexto

Ao longo de sua vida, Jair Bolsonaro defendeu frequentemente a ditadura militar brasileira.[27] Durante discussão com manifestantes em dezembro de 2008, declarou que "o erro da ditadura foi torturar e não matar", classificou-a como um "período glorioso" da história do Brasil e disse que foram "20 anos de ordem e progresso".[28] Em 1999, como deputado federal explicou ao programa Câmera Aberta que era "favorável à tortura" e chamou a democracia de "porcaria". Também declarou que, se viesse a ser presidente do país, não havia "a menor dúvida" de que "fecharia o Congresso" e de que "daria um golpe no mesmo dia".[29] Em entrevista dada à IstoÉ em 2000, Bolsonaro defendeu novamente a censura. Em 2008, em discussão com manifestantes, afirmou que "o erro da ditadura foi torturar e não matar."[30] Em uma entrevista dada ao programa Custe o Que Custar (CQC), em março de 2011, ele relatou espelhar-se no governo ditatorial militar e que sentia saudades dos presidentes Médici, Geisel e Figueiredo.[31] Jair Bolsonaro apoiou a convocação de manifestações em 15 de março de 2020,[32] para o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo.[33] Razão pela qual, vários políticos[34][35] e um ministro do Supremo[36] acreditam que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade e crime de improbidade.[37][38]

O presidente Jair Bolsonaro e autoridades militares, em dezembro de 2020

No penúltimo ano de governo de Jair Bolsonaro, deflagrou-se a crise militar no Brasil em 2021, desencadeada em março quando as mais altas autoridades militares brasileiras renunciaram como resposta às tentativas do presidente de politizar as Forças Armadas.[39][40] Bolsonaro nomeara desde o início de seu governo, uma quantidade inédita de militares para funções de caráter civil, buscando apoio dos militares, inclusive para manifestações públicas favoráveis às políticas de seu governo[41][42] e da defesa da decretação do Estado de Defesa, como forma de aumentar seus poderes.[43] Em 29 de março, após ser demitido pelo presidente, o ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva declarou ter preservado as Forças Armadas como "instituições de Estado."[44] No dia seguinte, os comandantes Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antonio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica) resignaram, em um ato inédito na Nova República.[45][46] A renúncia coletiva dos comandantes buscou demonstrar a contrariedade a qualquer interferência política dos militares.[47] No entanto, a crise gerou preocupações relacionadas à politização das Forças Armadas e à possibilidade de o presidente Bolsonaro planejar um autogolpe.[48][49]

O governo Bolsonaro comemorou nos quatro anos de mandato o golpe de Estado no Brasil que ocorreu em 1964. Nas ocasiões trouxe informações falsas sobre a ditadura subsequente até com declaração de que o Golpe teria salvado e pacificado o país. [50]

Em debate no dia 30 de setembro de 2022 entre candidatos às eleições gerais veiculada pela Rede Globo, Soraya Thronicke questionou Jair Bolsonaro se iria respeitar o resultado eleitoral ou dar um golpe de Estado. Bolsonaro não lhe respondeu a pergunta.[51]

As eleições gerais de 2022 chamaram à atenção internacional de forma inédita, havendo um entendimento generalizado entre acadêmicos e representantes de governos em todo o mundo do risco de um golpe de Estado. Havia medo de que o país desse lugar a ações semelhantes à Invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 2021 em janeiro do ano anterior, quando um grupo de fanáticos foi exageradamente contrário à formalidade em favor de Joe Biden.[52]

Antecedentes

Apesar de a paralisação das ruas ter começado após o resultado das eleições que declararam a derrota de Jair Bolsonaro para Lula, os bloqueios já estavam sendo planejados semanas antes. Uma mensagem de 14 de outubro que viralizou no Telegram pedia a bolsonaristas para permanecerem nas ruas caso Lula ganhasse a eleição e convocava paralisação de caminhoneiros. Durante todo o período que antecedeu o segundo turno, chamados de paralisação de caminhoneiros circularam em grupos bolsonaristas. Essas mensagens que convocavam a paralisação de caminhoneiros faziam referência a um discurso realizado por Bolsonaro em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 11 de outubro. Segundo os bolsonaristas, a fala do presidente para que os eleitores permanecessem na seção após a votação seria um indicativo para as paralisações. Em Pelotas, Jair Bolsonaro havia dito que:[53]

Militares da reserva queriam greve de caminhoneiros antes do segundo turno, como o coronel da reserva Marcos Koury. Um vídeo, publicado no dia 16 de outubro, foi uma dentre as várias tentativas de Koury de incitar uma greve geral de caminhoneiros antes do segundo turno das eleições. A ideia era que os motoristas deveriam paralisar o Brasil para demonstrar apoio a Bolsonaro, que teria tempo de publicar uma Medida Provisória que instituiria o voto impresso. O vídeo de Koury sobre as paralisações foi compartilhado em diversos grupos bolsonaristas no Telegram e, dias depois, membros desses mesmos grupos passaram a defender os bloqueios às rodovias após as eleições. Pedidos para paralisação também foram feitos no YouTube e Tik Tok.[54]

Protestos

Bloqueios

Caminhões paralisados na Rodovia Presidente Dutra (BR-116) em Taubaté, São Paulo, um dia após o segundo turno da eleição presidencial no Brasil em 2022

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, incluindo caminhoneiros, iniciaram os bloqueios em todo o país ainda na noite do dia 30 de outubro, quando o resultado das eleições foi divulgado. Até a noite do dia 31 de outubro, a PRF (Polícia Rodoviária Federal) havia registrado 321 pontos de bloqueios ou aglomerações em estradas em 25 estados e no Distrito Federal.[55]

O estado com maior número de bloqueios foi Santa Catarina.[56] Os protestos nas estradas perderam força no dia 3 de novembro,[57][58] mas passaram a ser feitos em frente de quartéis.[59] Em 1.º de novembro, manifestantes pró-golpe chegaram a ameaçar queimar vivos estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob a alegação de que seriam petistas.[60]

Os bloqueios de estradas e rodovias afetaram vários setores da sociedade, como a indústria de carnes, leite, paralisação parcial da indústria frigorífica, o abastecimento de supermercados e postos de combustíveis.[61] Diversos hospitais foram afetados. Houve preocupação geral sobre o abastecimento de oxigênio e outros insumos. Alguns hospitais tiveram que cancelar cirurgias.[62] A fabricação de veículos no Brasil também foi afetada. Vários caminhões com commodities agrícolas não conseguem acessar Paranaguá, importante polo de exportação.[63]

O Instituto Butantan informou que uma carga de ovos destinados a produzir vacinas contra a gripe está presa em um bloqueio próximo a Jundiaí (SP), a 47 km de São Paulo. Caso a carga não chegue ao Butantan, que fica na zona oeste da capital paulista, a produção de 1,5 milhão de doses do imunizante contra a H3N2 pode ser comprometida.[64] Voos também foram cancelados no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos devido ao bloqueio da Rodovia Hélio Smidt por bolsonaristas.[65]

Os bloqueios provocaram acidentes fatais, como em Várzea Grande, Mato Grosso, onde um motorista morreu ao colidir seu automóvel em um caminhão parado em um bloqueio na BR-364.[66] Em Ipatinga, Minas Gerais, um motociclista morreu e uma mulher na garupa ficou ferida depois de se chocarem contra um caminhão-tanque no trecho urbano da BR-381. No momento da colisão o caminhão estava manobrando para retornar depois de ser barrado em um bloqueio.[67] Em Mirassol, São Paulo, um motorista passou por cima de manifestantes na Rodovia Washington Luís, deixando 17 vítimas, entre elas, duas crianças.[68]

Saudação nazista em Santa Catarina

Ver também: Nazismo no Brasil
Vídeos externos
Manifestantes de São Miguel do Oeste fazem saudação parecida como sig heil enquanto cantam o hino nacional

No bloqueio realizado na rodovia SC-163, em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, os manifestantes bolsonaristas, realizaram, no dia 2 de novembro, um momento solene de celebração do Hino nacional brasileiro, durante o qual fizeram gestos semelhantes à saudação nazista.[69] Vídeos do acontecimento foram amplamente compartilhados, e causaram inúmeras reações de espanto e condenação.[70] O estado de Santa Catarina já registra uma grande ampliação de grupos neonazistas nos últimos anos,[71] no mesmo município de São Miguel do Oeste[72] foram presos membros de um grupo neonazista em uma operação realizada em outubro, esse se intitulava a 'Nova SS de SC', e possuia armas brancas, artesanais, e impressoras 3D destinadas à fabricação de armas.[73] A atual vice-governadora do estado, e deputada federal eleita, Daniela Reinehr, é filha de Altair Reinehr, notório divulgador de ideias nazista, quem a parlamentar se recusa a condenar publicamente.[74][75]

O Ministério Público Estadual de Santa Catarina iniciou uma investigação sobre o caso. Porém, já informou, em investigação preliminar, que não vê prática de crime, e que o gesto foi realizado à fim de "emanar energias positivas".[76]

Memes

Ver artigo principal: Patriota do Caminhão
O comerciante Junior Cesar Peixoto pendurado no para-brisa de um caminhão em movimento

Imagens, gravações e aúdios das manifestações tiveram ampla repercussão nacional e internacional. Entre esses, a gravação que teve maior repercussão, tornando-se um meme amplamente compartilhado e reeditado, foi o denominada Patriota do Caminhão.[77]

Pelo menos dois vídeos, gravados de ângulos diferentes e por pessoas diferentes, mostravam um homem com a camisa da seleção do Brasil, pendurado no parachoque de um caminhão em movimento. O fato aconteceu em Caruaru, no interior de Pernambuco. O homem, Junior César Peixoto, de 41 anos de idade, que se declara empresário, participava das manifestações golpistas contra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu se pendurar no parachoque de um caminhão que tentou furar o bloqueio organizado por bolsonaristas na altura do km 130 da BR-232.[78]

O homem alega ter se agarrado ao caminhão como forma de defesa, e não para tentar impedir sua passagem.[77] Reportagens afirmam que ele foi carregado por cerca de 6 quilômetros, e pelo menos 8 minutos, até que pediu para o motorista parar.[77] A família de Peixoto descobriu o fato por meio dos vídeos.[77][79]

Manifestações em frente a instalações militares

Desde o resultados das eleições, apoiadores de Jair Bolsonaro ficaram concentrados nas proximidades de instalações das Forças Armadas do Brasil, como quartéis e tiros de guerra, em atos e vigílias contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento é espalhado pelo país e não tem líderes nacionais definidos. Foram registrados manifestações em instalações militares no interior de São Paulo, na cidade de São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília, em Florianópolis, em Recife, entre outras cidades e regiões brasileiras.[80]

Os manifestantes acampam para pedir por um golpe militar para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Relatórios enviados pelas Polícias Militar, Civil e Federal e por Ministérios Públicos nos estados e no Distrito Federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que políticos, policiais, sindicalistas e ruralistas incentivam e financiam os protestos e que a maioria dos manifestante é composta por idosos, com pequena presença de jovens e famílias.[80]

Notícias falsas e desinformação

Vídeos externos
Bolsonaristas comemoram chorando a notícia falsa sobre a prisão de Alexandre de Moraes

Foram espalhadas imagens falsas ou antigas de tanques de guerra andando pelas ruas.[81] Bolsonaristas protestando na frente do Comando Militar do Leste (RJ) comemoraram chorando a notícia falsa onde teria sido decretado a intervenção federal na Presidência e Alexandre de Moraes teria sido preso em flagrante por fraude nas urnas eletrônicas.[82][83]

Viralizou no Twitter a falsa informação de que Lady Gaga seria, na verdade, a "primeira-ministra" do Tribunal Penal Internacional, localizado em Haia. O embuste era acompanhado de uma montagem em que a cantora parecia participar de uma videoconferência com Jair Bolsonaro e afirmava que Stefani Germanotta, seu nome real estaria analisando uma fraude eleitoral no Brasil. O Tribunal Penal Internacional não tem esse posto e Gaga não é uma agente dele.[84]Outra informação falsa é uma suposta morte de Luiz Inácio Lula da Silva.[85]

Em entrevista para o Quotidien, programa francês que mistura humor e jornalismo, um bolsonarista afirmou que Emmanuel Macron era comunista. O apresentador afirmou que "eles são muito mal informados", e a fala virou motivo de riso.[86]

Financiamento

Demandas para uma investigação sobre possíveis financiamentos dos bloqueios e manifestações tem crescido, principalmente devido a circulação de vídeos de barracas organizadas, servindo bebidas e alimentos, inclusive churrascos.[87][88] O Ministério Público Federal, que tem investigado a organização dos bloqueios, informou que desconfia de um financiamento oculto possibilitando, ou mesmo exigindo, a paralisação de caminhoneiros envolvidos nas manifestações.[89] O Procurador-geral da Justiça de São Paulo também afirmou as suspeitas de financiamento por parte de empresários, adicionando que já existem suspeitos e provas.[90]

Empresários de diversos estados financiaram o envio de caminhões para Brasília para reforçar os protestos solicitando um golpe de Estado em frente ao quartel-general do exército na capital do país. Mais de 70 caminhões com a bandeira do Brasil chegaram nos dias 6 e 7 de novembro. Empresários do município de Água Boa, no Mato Grosso, organizaram uma ação conjunta enviando 23 caminhões. Doze caminhões exibiam o nome da Agritex, revendedora de maquinários, peças e equipamentos agrícolas. Outros sete veículos exibiam a logo do Grupo Comelli, de Rio Verde, em Goiás, uma empresa especializada em processamento de biomassa. Ao todo, as placas dos veículos são de menos quatro estados: Mato Grosso, Goiás, Bahia e Santa Catarina.[91]

No dia 30 de outubro, o MPF denunciou dois empresários e outra pessoa acusadas de financiar os atos no Mato Grosso do Sul.[92] No dia 3 de novembro, a Polícia Militar de Alagoas entregou relatório ao STF identificando grupos de Whatsapp e Telegram e as lideranças envolvidas nos atos do estado. A PM concluiu que as lideranças não são centralizadas. Destaca-se a liderança de Kayo Gustavo Fragoso Carneiro da Cunha, candidato a deputado federal nas eleições gerais de 2022.[93] No dia 8 de novembro, os Ministérios Públicos de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo também fizeram denúncias ao TSE sobre o financiamento parte de empresários, ônibus de prefeituras que transportaram os manifestantes e financiamento por Pix. No Espírito Santo, os empresários venderam seus produtos nos protestos.[94] Em Santa Catarina, houve a participação de políticos, incluindo um vereador.[95] No mesmo dia, a Polícia Civil do Pará encaminhou relatório denunciando um vereador e vários ex-vereadores, um procurador municipal, um assessor de deputado federal e inúmeros empresários na organização e financiamento dos protestos. Entre eles, estão Aurélio Ramos de Oliveira Neto, Sandro Nascimento Ferreira Branco e Éder Mauro.[96]

No dia 12 de novembro, o MPF cobrou o Ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, para que haja identificação dos responsáveis pela convocação e financiamento dos protestos.[97] No dia 17 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes decidiu pelo bloqueio de 43 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de financiar atos antidemocráticos. O magistrado explicou:[98]

No caso vertente, verifica-se o abuso reiterado do direito de reunião, direcionado, ilícita e criminosamente, para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral para Presidente e vice-Presidente da República, cujo resultado foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 30/10/2022, com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção.
— Alexandre de Moraes[98]

Luciano Hang

Ver artigo principal: Luciano Hang

Inicialmente, circularam boatos vinculando Luciano Hang a organização e financiamento das manifestações golpistas, principalmente devido à preferência dos bolsonaristas em realizar as concentrações diante das lojas da rede Havan, o empresário nega contribuir com a organização do movimento.[99]

Não obstante, foi confirmado em uma reportagem da Agência Pública, que teve acesso exclusivo à documentos da Polícia Rodoviária Federal, que a rede de lojas Havan enviou seus caminhões de serviços para os bloqueios de estradas, juntamente com a Transben Transportes, empresa sob o nome da esposa, Andrea Benvenutti Hang, da cunhada e do sogro de Hang, e a Premix Concreto.[100] As empresas mobilizaram organizadamente os caminhões para o KM 83 da BR-101, em Barra Velha, para um protesto que ocorria em frente ao posto de combustível Maiochi, perto de um loja da Havan.[100] Em Palhoça, uma loja da Havan chegou à oferecer cadeiras, bancos, disponibilizar o acesso ao banheiro e conexão elétrica para o som.[100]

Emílio Dalçoquio Neto

Ver artigo principal: Emílio Dalçoquio Neto

O empresário e fundador do Instituto Lux, Emílio Dalçoquio Neto, tem sido apontado pela mídia e por relatórios da Polícia Rodoviária Federal como uma liderança dos bloqueios e dos atos organizados no estado de Santa Catarina, participando também das redes nacionais de mobilização.[101] Dalçoquio é identificado em diversos vídeos fazendo discursos de incentivo às movimentações golpistas, como também é dono de diversos veículos utilizados nos bloqueios.[101][100] Emílio já é conhecido por sua participação na greve de caminhoneiros de 2018, que gerou investigação da transportadora Dalçoquio pela Polícia Federal pela prática de locaute, considerado crime quando os patrões impedem o retorno das atividades como forma de influenciar negociações e o contexto de greve.[102] A empresa havia emitido, inclusive, notas de apoio à greve.[102][103]

Reações

Polícia Rodoviária Federal

Vídeos externos
Agente da Polícia Rodoviária Federal: "(...) a única ordem que nós temos é pra estar aqui com vocês, é só isso"

No dia da paralisação, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para garantir o fluxo das estradas, mas a AGU respondeu que a PRF poderia agir sem autorização do órgão. A PRF divulgou nota dizendo que "adotou todas as providências para o retorno da normalidade do fluxo", e que está priorizando o diálogo para garantir o direito de manifestação.[104]

Algumas pessoas criticam a aparente inação da PRF, que, no dia anterior, realizou operações consideradas ilegais em todo o país.[105] Diversos vídeos foram divulgados onde os policiais diziam que não fariam nada sobre o bloqueio. Em um, o policial afirma que a ordem era apenas acompanhar as manifestações.[106]

O Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou, porém, que a PRF desbloqueasse imediatamente as estradas, sob pena de 100 mil reais por hora ao diretor-geral Silvinei Vasques.[107] O ministro Alexandre de Moraes emitiu uma nota na segunda-feira, dia 31, instando a Polícia Rodoviária Federal a tomar "todas as medidas necessárias e suficientes" para abrir as vias. A determinação cita a postura "omissa" e "inerte" de Vasques. O ofício afirma da possibilidade de afastamento do diretor caso descumpra a determinação. Além da PRF, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demanda a colaboração das demais forças de segurança pública na desobstrução das rodovias.[108]

Vídeos circulam de policiais rodoviários federais se aliando com os manifestantes.[109] Jornais denunciam que o tom dos policiais é de leniência.[110]

A diretoria da PRF passou a afirmar que não enviou nenhuma ordem de apoio e que procedimentos serão abertos para apurar os casos de policiais que assim o fizeram. Os policiais, no entanto, não foram afastados, pela organização entender que precisa do máximo de pessoas possível para atuar durante os protestos.[111]

No domingo, 6 de novembro, o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, admitiu, em um ofício ao STF, ter mobilizado mais agentes para as operações policiais no segundo turno das eleições, do que para o cumprimento das determinações de desbloqueio das estradas na segunda feira seguinte. Foram ao todo 4341 agentes mobilizados para as operações ilegais no domingo de eleição, que impactaram desproporcionalmente a região nordeste, comparados com os 2830 acionados no dia em que foram iniciados os bloqueios.[112]

Aos 7 de novembro, em Novo Progresso, cidade do que deu maior aprovação a Jair Bolsonaro no segundo turno, quase 83%, a PRF foi atacada por manifestantes que realizam bloqueio na BR-163. Os bolsonaristas lançaram pedras e atiraram em quatro viaturas enquanto gritavam palavrões. Uma criança sofreu intoxicação com gás lançado pela polícia para conter os manifestantes. Segundo a PRF, a criança recebeu pronto atendimento e a corporação segue negociando e buscando uma solução pacífica para desbloquear a rodovia.[113]

Políticos

Discurso de derrota de Bolsonaro após ser sobrepujado pelo então candidato Lula.
Governador paulista Rodrigo Garcia fala sobre bloqueios nas rodovias em coletiva de imprensa em 1 de novembro de 2022

Os deputados federais Daniel Silveira (PTB), Carla Zambelli (PL) e Nikolas Ferreira (PL) apoiaram e incentivaram as ações dos bolsonaristas de bloquear as estradas, com o último escrevendo "Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde".[114] A senadora Simone Tebet (MDB), candidata à Presidência da República derrotada no primeiro turno, disse que as obstruções das estradas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro são "antidemocráticas" e que o "momento agora é de paz e união".[115]

Cerca de 45 horas após o fim do segundo turno, o Presidente Jair Bolsonaro discursou brevemente. "As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir".[116] No dia seguinte, gravou vídeo para os apoiadores pedindo a desobstrução das rodovias por afetar a economia e o direito de ir e vir.[117] O vice-presidente, Hamilton Mourão, reconheceu a legitimidade do resultado das eleições, descartando a "possibilidade de fraude", repudiou as manifestações, aconselhou os participantes a "baixar a bola" e finalizou que "não adianta mais chorar".[118]

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, disse que o Estado é quem deveria lidar com os protestos, e declarou que o novo governo manteria o diálogo com os caminhoneiros.[119] Luiz Inácio Lula da Silva, recém-eleito como presidente, disse em entrevista coletiva em Brasília no dia 9 de novembro que não há o que protestar, já que as eleições foram limpas, e cobrou investigação sobre o financiamento dos atos e o reconhecimento de sua vitória por Jair Bolsonaro. "Ninguém vai acreditar no discurso golpista de alguém que perdeu as eleições, (...) Cabe ao presidente reconhecer a derrota e se preparar para concorrer outra vez."[120]

Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) responsabilizou o presidente pelos protestos e ordenou o imediato desbloqueio das estradas. O ministro Alexandre de Moraes também considerou a atuação da PRF como omissa e inerte.[121]

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou diversas ordens judiciais para fechar os grupos de Whatsapp e Telegram e canais no YouTube e TikTok usados para organizar os protestos, baseados no artigo 142 da constituição, ordem acatada pelas empresas de tecnologia.[122] Entre os que tiveram as redes sociais bloqueadas estão Carla Zambelli, Adrilles Jorge, Gilberto Silva, José Medeiros, Monark e Nikolas Ferreira.[123][124]

Zambelli criou novas contas, que também foram derrubadas.[124] Então, que disse que denunciaria o caso para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).[125] A rede social Gettr pediu ao STF acesso ao processo que determinava o bloqueio de Zambelli na plataforma.[126]

Forças armadas

Os protestos tiveram participação de alguns militares da ativa[127] e da reserva.[128] Porém, oficialmente, as forças armadas dizem que os protestos são legítimos, desde que não haja constrições de direito pelos agentes públicos excessos dos manifestantes.[129] No dia 7 de novembro, o Exército pediu para o Governo do Distrito Federal que impedisse o bloqueio feito pelos manifestantes que pediam por intervenção federal na frente do Quartel General.[130]

Em 11 de novembro, as Forças Armadas divulgaram uma nota em que "reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil", assinada pelo almirante Almir Garnier Santos (Marinha), pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior (Aeronáutica). No documento, os comandantes dizem que "são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade".[131]

Caminhoneiros

Lideranças de organizações da categoria dos caminhoneiros fizeram diferentes pronunciamentos sobre o movimento. Wallace Landim, conhecido também como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), repudiou os bloqueios.[132] O presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, Nereu Crispim, afirmou que não há planos de paralisação na categoria como um todo.[105] O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros de Ourinhos confirmou a mobilização da categoria para paralisações.[133][134]

A mobilização tem se dado principalmente através de grupos do Telegram, e contam com lideranças independentes das principais entidades da categoria.[135]

Torcidas organizadas

As torcidas organizadas romperam os bloqueios para assistirem os jogos de seus times e em defesa da democracia.[136]

No dia 1 de novembro, integrantes da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians, dispersaram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que interditavam a Marginal Tietê, principal via expressa da cidade de São Paulo, e estenderam uma faixa "Somos pela democracia". No dia seguinte, os torcedores se mobilizaram contra o bloqueio bolsonarista na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que conecta São Paulo ao Rio de Janeiro, dispersando os manifestantes e retirando placas e bandeiras que pediam "intervenção federal".[137]

A Galoucura, torcida organizada do Atlético-MG, também furou bloqueios nas entradas no dia 1 de novembro, quando os torcedores apagaram fogo em pneus e liberaram o tráfego na Rodovia Fernão Dias (BR-381), que liga Belo Horizonte a São Paulo.[137]

Internacional

Os bloqueios de estradas tiveram grande repercussão na mídia internacional. O jornal francês Le Monde ressaltou as "consequências potencialmente deletérias" que essas paralisações causarão para a economia do Brasil. A emissora britânica BBC citou os protestos como os responsáveis por causar "perturbação considerável" para o cotidiano dos brasileiros. O italiano La Repubblica apontou para o "silêncio absoluto" de Bolsonaro enquanto o Brasil estaria "em chamas". O jornal estadunidense The New York Times disse que os protestos das estradas "ecoam reivindicações infundadas de Bolsonaro antes da votação", enquanto o Washington Post noticiou o fato de os bloqueios terem sido organizados pelo Telegram.[138]

Ver também

Referências

  1. «Caminhoneiros bolsonaristas fecham estradas em 25 estados e DF». noticias.uol.com.br. Consultado em 3 de novembro de 2022 
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  5. «Bolsonaristas fecham com barricadas duas estradas que dão acesso a Brasília». Valor Investe. 31 de outubro de 2022 
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