Manoel Carlos

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Manoel Carlos
Nascimento 14 de março de 1933 (85 anos)
São Paulo,  São Paulo
 Brasil
Nacionalidade brasileiro
Gênero literário romance

Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, mais conhecido apenas como Manoel Carlos ou simplesmente Maneco (São Paulo, 14 de março de 1933) é um escritor e autor de telenovelas brasileiro.[1] Seus trabalhos são conhecidos por retratar a sociedade carioca contemporânea, principalmente no bairro do Leblon. É pai da atriz Júlia Almeida. Lílian Lemmertz, Maitê Proença, Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni, Taís Araújo, e Júlia Lemmertz, foram respectivamente todas as "Helenas" das tramas de Manoel Carlos, além de Helena Ranaldi interpretar Lúcia Helena na minissérie Presença de Anita.


Carreira[editar | editar código-fonte]

1950–77: Excelsior, Record e jornalismo[editar | editar código-fonte]

Um dos pioneiros da televisão brasileira, iniciou sua carreira na década de 1950, fez parte no Grande Teatro Tupi, na extinta Tv Tupi, dirigido por Sérgio Britto, Fernando Torres, e Flávio Rangel, no ar por mais de dez anos. Com elenco no qual se destacam Fernanda Montenegro, Ítalo Rossi, Natália Thimberg, Fernando Torres, Zilka Salaberry, Aldo de Maio e Cláudio Cavalcanti, o teleteatro apresentou um repertório de mais de 450 peças dos maiores autores nacionais e estrangeiros. Dirigiu e produziu programas como a Família Trapo, exibida na Rede Record no final dos anos 1960,[1] Esta Noite se Improvisa, O Fino da Bossa (com Elis Regina) e a primeira fase do Fantástico, entre 1973 e 1976.

1978–94: Globo e Manchete[editar | editar código-fonte]

Em 1978 escreve sua primeira telenovela: Maria, Maria, seguida por A Sucessora, ambas adaptações literárias.[1] Em 1980, atua como colaborador de Gilberto Braga em Água Viva,[1] um clássico das telenovelas que abordava justamente os conflitos da burguesia e da classe média cariocas, temática que permearia toda a sua obra desde então, como pode se verificar logo em Baila Comigo (1981), sua primeira novela das 20h e com a sua primeira Helena.[1] Em 1982, larga Sol de Verão pela metade, abalado com o falecimento de Jardel Filho, protagonista da novela e seu amigo pessoal.[1] A novela foi concluída por Gianfrancesco Guarnieri e Lauro César Muniz e saiu do ar antes do previsto. Sai da Rede Globo em seguida, escrevendo duas tramas na Rede Manchete: a minissérie Viver a Vida, em 1984, e a novela Novo Amor, em 1986.[1] Em 1989, escreve a minissérie O Cometa, na Rede Bandeirantes.[1] Volta para a Globo em 1991, quando escreve o sucesso Felicidade, que foi uma livre adaptação da obra de Aníbal Machado e teve a primeira mulher a frente de uma direção geral, Denise Saraceni; foi uma das mais picotadas no Vale a Pena Ver de Novo: 55 capítulos contra 203 da exibição original, nele também o esquema da exibição do último capítulo fugiu ao habitual: exibição do penúltimo capítulo na quinta-feira, reprise do penúltimo na sexta, último no sábado e reprise do último na segunda um pouco antes da novela substituta: Despedida de Solteiro (1992), de Walther Negrão.

1995–presente: Repercussão e temas sociais[editar | editar código-fonte]

A novela História de Amor (1995), que foi considerada uma comemoração dos trinta anos de carreira da atriz Regina Duarte, que pela primeira vez interpretava um papel no horário das 18 horas e foi também sua primeira de três Helenas, chegou a ter a sua sinopse alterada devido à determinação do Ministério da Justiça, que considerava o tema da paixão de mãe e filha pelo mesmo homem inadequado para o horário. O tema seria discutido às 20 horas, com a marcante Laços de Família em 2000 que também abordava a leucemia como merchandising social. Por Amor, um dos seus maiores sucessos, exibida entre 1997 e 1998, retomava o tema do sacrifício que uma mãe é capaz de fazer pelos filhos, como na novela anterior do autor, História de Amor. Por Amor também abordava temas como bissexualidade, traição, ciúme doentio, troca de bebês, alcoolismo, aborto, jogo do bicho e outros. Ainda escreveria Mulheres Apaixonadas, que foi o grande sucesso de 2003 e teve temas fortes como preconceito social contra os idosos e lésbicas, celibato, alcoolismo, violência doméstica, traição, câncer, romance entre mulheres mais velhas e jovens rapazes, o tormento provocado pelo ciúme e outros.

Apesar de ser mais reconhecido por suas novelas, Manoel Carlos obteve grande sucesso nas duas minisséries que escreveu para a Rede Globo. Presença de Anita, exibida em 2001, foi baseada no romance homônimo de Mário Donato. Presença de Anita também foi a responsável pela maior audiência registrada por uma minissérie na década de 2000, com média de 30 pontos no Ibope. A minissérie bateu outros grandes sucessos como A Muralha e A Casa das Sete Mulheres, que registraram 29 e 28 pontos, respectivamente.[2] Em 2006 escreveu o sucesso Páginas da Vida em que retratava novamente Regina Duarte como sua Helena, uma médica forte e determinada que resolve cuidar de uma criança portadora de síndrome de Down que fora rejeitada pela avó, a perversa Marta, interpretada brilhantemente por Lilia Cabral. Em 2009, o autor escreveria Maysa - Quando Fala O Coração, uma espécie de biografia da cantora Maysa, já falecida. A produção também teve grande sucesso popular e reconhecimento merecido da crítica. Em 2009 escreve Viver a Vida novamente com o bairro do Leblon como cenário principal e Taís Araújo como a Helena da vez. A novela teve audiência razoável, com 36 pontos de média geral, porém o público se identificou e ficou emocionado com o drama de Luciana, vivida por Alinne Moraes, uma modelo que sofre um acidente e tornar-se tetraplégica, para agonia da mãe, a neurótica Teresa vivida por Lília Cabral, que por esse trabalho foi indicada ao prêmio internacional Emmy Awards de 2010.

Manoel Carlos desenvolveu Vale Abraão [nota 1], projeto que desejava levar ao ar na Rede Globo em formato de telenovela e, posteriormente de minissérie. Inicialmente cogitou-se apresentar na faixa das 23h, após O Astro, sendo que Maneco pretendia levar a produção ao ar, antes de sua última telenovela das 21h, porém a emissora engavetou a produção. Numa entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", o autor disse que pretendia levar à minissérie ao ar, após o término de Em Família, o que não veio a acontecer.[3][4][5] [6][7] Em 2014, escreveu a novela Em Família que traz a última Helena do autor interpretada por Júlia Lemmertz e Bruna Marquezine em duas fases diferentes da trama.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

É pai do dramaturgo e ator Ricardo de Almeida (falecido em 1988), com quem coescreveu O Cometa, da escritora e roteirista Maria Carolina e da atriz Júlia Almeida, que atuou em todos os seus trabalhos de História de Amor a Mulheres Apaixonadas.

Formato das obras[editar | editar código-fonte]

Helena[editar | editar código-fonte]

Uma característica marcante de suas tramas, pelo menos desde Baila Comigo, em 1981, é o batismo de suas personagens principais com o nome de Helena. Segundo o autor, esta preferência pelo nome não se deve a nenhuma Helena em especial dentro da sua vida; é apenas um nome que lhe passa a imagem de mulher forte, decidida, como a Helena de Troia. Somente nas novelas Sol de Verão, Novo Amor, A Sucessora e Maria, Maria o autor não incluiu uma Helena em sua história. Taís Araújo foi a penúltima Helena em Viver a Vida de 2009. Em 2014, Júlia Lemmertz viveu a última das Helenas da galeria do autor, na novela Em Família, trilogia iniciada justamente pela sua mãe, Lilian Lemmertz.

Questionado sobre uma Helena especial em sua carreira, Maneco diz que gostou de todas[8]:

Personagens tradicionais[editar | editar código-fonte]

Um tipo de personagem marcante na galeria de novelas do autor é o de uma jovem revoltada, rebelde e muito difícil de lidar. Esse tipo já foi vivido por Vivianne Pasmanter, como a inesquecível Laura, de Por Amor, que vivia para separar Marcelo (Fábio Assunção), seu grande amor, da sua rival Eduarda (Gabriela Duarte). A vilã chegou a engravidar de Marcelo para separá-los, mas ao final, o amor deles foi mais forte. Além de Laura, Vivianne Pasmanter também viveu a megera Débora Meirelles, de Felicidade, a jovem que depois do reencontro de seu marido Álvaro (Tony Ramos) com Helena (Maitê Proença), não deu mais paz a esta, ameaçando sua filha Bia (Tatyane Goulart) várias vezes, além de disparar crueldades a Helena. Vivianne interpretou ainda a espirituosa Shirley, de Em Família, que sempre fez de tudo para humilhar Helena (Júlia Lemmertz), ressentida pelo fato de que o homem que amava, Laerte (Gabriel Braga Nunes), era obcecado pela sua rival. Outra personagem inesquecível foi vivida pela atriz Deborah Secco, em Laços de Família. Era a rebelde Íris, que infernizou a vida da sobrinha Camila (Carolina Dieckmann) por ela ter roubado o namorado da mãe Helena (Vera Fischer), usando sempre o apelido Judas para irritar e humilhar a garota. Também pela atriz Carolina Ferraz, que interpretou a rica e mimada Paula Sampaio Moretti de História de Amor, capaz de qualquer loucura para manter seu relacionamento com Carlos Alberto, vivido por José Mayer. Regiane Alves foi uma das que mais viveu tipos revoltados e crueis em tramas do escritor, como em Laços de Família, no papel da ressentida Clara, em Páginas da Vida, como a cruel Alice, e principalmente em Mulheres Apaixonadas, na pele da terrível Dóris, que maltratava os avós, vividos pelos atores Oswaldo Louzada e Carmem Silva. Ainda em Mulheres Apaixonadas existia a homofóbica Paulinha, vivida por Roberta Gualda, que infernizava a vida do casal de garotas homossexuais do colégio, vividas por Alinne Moraes e Paula Picarelli. Também Danielle Winits, como a ambiciosa Sandra que humilhava os pais e as pessoas à sua volta, pelo descontentamento com a sua condição social e pelo desejo de subir na vida, em Páginas da Vida. E ainda Adriana Birolli, como a invejosa Isabel de Viver a Vida, que tinha raiva das duas irmãs, Luciana (Alinne Moraes) e Mia (Paloma Bernardi), por estas terem mais atenção dos pais do que ela.

De igual forma, outra personagem feminina recorrente é a da jovem ingrata e mimada, de feitio moralista. Os principais exemplos são: Joyce, interpretada por Carla Marins em História de Amor, que chegou a botar a mãe, Helena (Regina Duarte) para fora de casa, nas últimas semanas da novela, e sempre maltratava os outros à sua volta, tratando até entes queridos de forma arrogante e grosseira; Maria Eduarda, personagem de Gabriela Duarte em Por Amor, uma moça inicialmente mimada, petulante e antipática, mas que conseguiu reverter essa posição ao longo da novela, se tornando uma pessoa melhor e uma mulher madura e inteligente; a Camila de Carolina Dieckmann, em Laços de Família, um dos tipos mais criticados da novela, por ter se apaixonado pelo namorado da sua própria mãe, Helena (Vera Fischer), fazendo a mãe abandonar a relação com Edu (Reynaldo Gianecchini); Marina, vivida por Paloma Duarte em Mulheres Apaixonadas, uma moça insegura e briguenta que tinha um cíume obssessivo do marido Diogo (Rodrigo Santoro); a Olívia de Ana Paula Arósio em Páginas da Vida; Luciana, interpretada por Alinne Moraes em Viver a Vida, que acaba se transformando na protagonista da novela na sua luta ao ficar paraplégica; e finalmente a Luiza de Bruna Marquezine, em Em Família. Manoel Carlos ainda usa alguns nomes constantes em seus personagens, além das famosas Helenas, como Dr. Moretti, médico que, segundo ele, salvou sua vida; Alice, Marta, Luciana, Pedro, Miguel, Laerte, Fernando, Leonardo, Raquel, Marina, Fred, Clara, Lídia, Sandra, Isabel, César, Márcia, Sílvia, entre outros.

Por fim, outro tipo de personagem recorrente na obra do autor é a da mulher fina, bem vivida, viajada, requintada, e que muitas vezes nutre antipatia pelas Helenas ou por outros perfis do enredo. Foi assim em Baila Comigo, como a refinada Marta Gama, vivida por Tereza Rachel, uma mulher fútil, que escondia a sua origem humilde e não gostava de Helena (Lilian Lemmertz), também em História de Amor, como a divertida, bem vivida e falida Zuleika (Eva Wilma), que perdia os seus bens no decorrer da trama, mas não perdia a pose; em Por Amor, a inesquecível vilã Branca Letícia de Barros Mota, vivida por Susana Vieira, um dos tipos mais lembrados da galeria de Manoel Carlos, uma megera espirituosa e inteligente, mas ardilosa, falsa e que disparava inúmeras frases cruéis e sem sutileza para várias pessoas, como os filhos Leonardo (Murilo Benício), a quem humilhava constantemente, e Milena (Carolina Ferraz), além de Helena (Regina Duarte), por quem chegou a nutrir antipatia por ter engravidado do seu grande amor, Atílio (Antônio Fagundes). Branca chegou a praticar maldades, como forjar um flagrante para que o namorado de Milena, Nando (Eduardo Moscovis) fosse preso em flagrante; também Alma Flora Pirajá de Albuquerque (Marieta Severo) em Laços de Família, uma mulher culta, amiga dos seus amigos, porém dura e direta com quem antipatizava, à exemplo de Helena (Vera Fischer), a quem chegou a acusar de seduzir o seu sobrinho Edu (Reynaldo Gianecchini), e Camila (Carolina Dieckmann), a quem vivia dizendo que aparentava ser fraquinha e doentinha; também em Mulheres Apaixonadas teve a espirituosa Lorena, vivida novamente por Susana Vieira, que não chegava a ser maldosa como Branca, vivida pela mesma atriz em Por Amor, mas também tinha frases ácidas e muitas filosofias sobre a vida; em Viver a Vida, na pele de Tereza, vivida por Lília Cabral, uma mulher rica, fina e que não tolerava a presença de Helena (Taís Araújo) e nem a sua relação com Marcos (José Mayer). Não requintada e nem rica, porém igualmente intolerante e cruel era a vilã Marta Toledo Flores, também vivida por Lília Cabral, em Páginas da Vida de 2006, uma mulher preconceituosa, retrógrada e amargurada que rejeitava a própria neta, Clara (Joana Mocarzel), após descobrir que esta tinha Síndrome de Down. Marta ainda vivia humilhando a filha Nanda (Fernanda Vasconcellos), por não concordar com a sua gravidez, e mesmo após a morte da mesma, não poupava palavras para repudiar a garota.

Os atores Tony Ramos, José Mayer, Natália do Vale e Júlia Almeida contabilizam cinco atuações em suas novelas, esta última filha do autor participou também da minissérie Presença de Anita; Lília Cabral, Helena Ranaldi, Vivianne Pasmanter e Susana Vieira contabilizam quatro atuações; Regina Duarte, Regiane Alves, Carolina Dieckmann, Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianecchini contabilizam três atuações. A atriz Marly Bueno, falecida em 12 de abril de 2012, é, possivelmente, a recordista em atuações em suas novelas: seis participações (das últimas sete novelas do autor, só não atuou em Viver a Vida, pois em 2009 participou da novela Poder Paralelo, da Rede Record).

Cenas marcantes[editar | editar código-fonte]

Durante a sua carreira, Maneco foi responsável por várias cenas marcantes da teledramaturgia em suas novelas. Como o reencontro dos gêmeos Quinzinho e João Victor Gama (Tony Ramos), em Baila Comigo; o abraço de Bia (Tatyane Goulart) em Álvaro (Tony Ramos) após descobrir que ele é seu pai, em Felicidade; a briga no posto de gasolina entre Helena (Regina Duarte) e Paula (Carolina Ferraz), em História de Amor; Helena (Regina Duarte) fazendo a troca dos bebês em Por Amor, num momento cheio de tensão; a mocinha Eduarda (Gabriela Duarte) jogando Laura (Vivianne Pasmanter), de cadeira de rodas na piscina, também em Por Amor; a antológica cena de Camila (Carolina Dieckmann) raspando a cabeça em Laços de Família, e a morte de Ingrid (Lília Cabral) na mesma novela; o tiroteio que vitimou Fernanda (Vanessa Gerbelli), em Mulheres Apaixonadas; a morte de Nanda (Fernanda Vasconcellos) em Páginas da Vida; o acidente de Luciana (Alinne Moraes) e a mesma recebendo a confirmação da sua paraplegia em Viver a Vida, além do acerto de contas entre Helena (Taís Araújo) e Teresa (Lilia Cabral), entre muitas outras.

Bossa Nova[editar | editar código-fonte]

Em suas novelas se tornou marcante trilhas sonoras com grandes sucessos da Bossa Nova, como: "Sei lá... A vida sempre tem razão!", de Vinícius de Moraes, cantada por Tom Jobim, Chico Buarque e Miúcha na abertura de Viver a Vida; Falando de Amor, composição de Tom Jobim que embalou a abertura de Por Amor; "Wave", também composta por Jobim, em sua versão instrumental feita para a abertura de Páginas da Vida; "Corcovado" (Quiet Nights), presente na abertura de Laços de Família; e "Pela Luz dos olhos teus", eternizada na abertura de Mulheres Apaixonadas, outro sucesso nas vozes de Tom e Miúcha.

Obras internacionais[editar | editar código-fonte]

Também escreveu textos e telenovelas para vários países, como as séries 'Vivir la Vida' (1986), um adaptação da minissérie 'Viver a Vida' da TV Manchete, Una Família Como Outra Qualquer (história original em 1987), e as novelas El Circulo (original), Brilho (uma adaptação da novela brasileira 'Novo Amor' em 1987), La Sombra de la Otra (com a história de irmãs gêmeas separadas, em 1987), e La Intrusa (uma versão de 'A Sucessora'), para tvs da Colômbia; e El Magnate, para a televisão estadunidense, em 1990. A Sucessora ainda teve duas outras adaptações no exterior, a primeira com o título de Manuela, em 1991, uma coprodução entre tvs da Argentina e da Itália, e com o nome de Isabella, Una Mujer Enamorada, em 1999, no Peru.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Novelas

Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
1952 Helena TV Paulista autor principal
1952 Nick Chuck
1978 Maria, Maria Rede Globo
1978 A Sucessora
1980 Água Viva co-autor Gilberto Braga
1981 Baila Comigo (telenovela)[9] autor principal
1982 Sol de Verão[9] Lauro César Muniz
Gianfrancesco Guarnieri
1986 Novo Amor Rede Manchete
1991 Felicidade[9] Rede Globo Elizabeth Jhin
1995 História de Amor Elizabeth Jhin
1997 Por Amor[9]
2000 Laços de Família[9]
2003 Mulheres Apaixonadas[9]
2006 Páginas da Vida[9]
2009 Viver a Vida
2014 Em Família[10][11]
Séries e minisséries
Ano Trabalho Emissora Escalação Parceiros Titulares
1979 Malu Mulher Rede Globo autor secundário Euclydes Marinho
Daniel Filho
1984 Viver a Vida Rede Manchete autor principal
1986 Joana TV Manchete
1987 Uma Família como Qualquer Outra Colômbia
1989 O Cometa Rede Bandeirantes
1993 Caso Especial
"O Besouro e a Rosa"
Rede Globo
2001 Presença de Anita[9] autor principal
adaptação
2009 Maysa - Quando Fala o Coração autor principal Ângela Chaves
2015 Não se apega, não (Fantástico) Rede Globo Supervisão de Texto Isabela Freitas
Musicais
Ano Trabalho Emissora Escalação
1960 Brasil 60 TV Excelsior diretor geral
1961 Brasil 61
1962 Brasil 62
1963 Brasil 63
1966 Bossaudade Rede Record autor principal
O Fino da Bossa
1967 Pra ver a banda passar
Show do Dia 7
Programas
Ano Trabalho Emissora Escalação
1958 Iaiá Garcia TV Paulista autor principal
ator
1960 Hebe Camargo Rede Record autor principal
produtor e diretor
1962 Corte-Rayol Show autor principal
diretor geral
1963 Chico Anysio Show TV Rio autor principal
1967 Família Trapo Rede Record autor principal
diretor geral
1968 Esta noite se improvisa autor principal
produtor e diretor
Alianças para o sucesso autor principal
produtor e diretor
1973 Globo Gente Rede Globo autor principal
diretor geral
1976 Convocação Geral diretor geral
Jornalismo
Ano Trabalho Emissora Escalação
1973 Fantástico Rede Globo diretor geral
1975 TV: Ano 25 autor principal
diretor geral e editor

Teatro[editar | editar código-fonte]

Como ator
  • 1950 - O urso
  • 1951 - Juventude sem dono
  • 1952 - Society in baby doll
  • 1953 - A valsa do imperador
  • 1954 - O canto da cotovia
Como diretor

Trabalhos na Literatura Brasileira[editar | editar código-fonte]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Troféu Imprensa[editar | editar código-fonte]

Ano Categoria Indicação Resultado
1961 Melhor Produtor de TV Manoel Carlos Venceu
1966 Melhor Produtor Musical Manoel Carlos Venceu
1982 Melhor Novela Baila Comigo Indicado
1996 Melhor Novela História de Amor Indicado
1998 Melhor Novela Por Amor Venceu
2001 Melhor Novela Laços de Família Venceu
2004 Melhor Novela Mulheres Apaixonadas Venceu
2007 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
2010 Melhor Novela Viver a Vida Indicado

Troféu Internet[editar | editar código-fonte]

Ano Categoria Indicação Resultado
2001 Melhor Novela Laços de Família Venceu
2007 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
2014 Melhor Novela Em Família Indicado

Prêmio Contigo![editar | editar código-fonte]

Ano Categoria Indicação Resultado
1998 Melhor Novela Por Amor Venceu
Melhor Autor Manoel Carlos Venceu
2002 Melhor Série ou Minissérie Presença de Anita Venceu
2004 Melhor Novela Mulheres Apaixonadas Venceu
Melhor Autor Manoel Carlos Venceu
2007 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
Melhor Autor Manoel Carlos Venceu
2010 Melhor Novela Viver a Vida Indicado
Melhor Série ou Minissérie Maysa: Quando Fala o Coração Venceu
Melhor Autor Manoel Carlos Indicado
2014 Melhor Novela Em Família Indicado

Prêmio Extra de Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Categoria Indicação Resultado
2000 Melhor Novela Laços de Família Venceu
2001 Melhor Novela ou Minissérie Presença de Anita Venceu
2003 Melhor Novela Mulheres Apaixonadas Venceu
2006 Melhor Novela Páginas da Vida Venceu
2009 Melhor Série Maysa: Quando Fala o Coração Venceu
2010 Melhor Novela Viver a Vida Indicado
2014 Melhor Novela Em Família Indicado

Prêmio Quem de Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Categoria Indicação Resultado
2009 Melhor Autor Manoel Carlos Venceu
2010 Melhor Autor Manoel Carlos Indicado

Outros prêmios[editar | editar código-fonte]

1997
2001
  • "Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande" - melhor novela: Laços de Família
  • "Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande" - melhor autor
2003
2009/2010

Notas

  1. Minissérie baseada na obra Vale Abraão, versão portuguesa do romance Madame Bovary de Gustave Flaubert.

Referências

  1. a b c d e f g h Memória Globo. «Manoel Carlos». Consultado em 27 de dezembro.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  2. http://www.tv-pesquisa.com.puc-rio.br/mostraregistro.asp?CodRegistro=87154&PageNo=1
  3. Fernando Oliveira (18 de julho de 2011). «Novela de Manoel Carlos é a mais cotada para assumir faixa das 23h depois de 'O Astro'». IG Colunistas - Na TV. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  4. Redação (29 de fevereiro de 2012). «Manoel Carlos escreverá próxima novela das 23h da Globo». NaTelinha. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  5. Canal Zip (5 de janeiro de 2012). «Manoel Carlos quer que Globo exiba sua minissérie antes de novela». UOL Televisão. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  6. Daniel Ribeiro (31 de maio de 2012). «Globo engaveta minissérie "Vale Abraão"». RD1. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  7. «Manoel Carlos aceitou escrever última novela em troca de minissérie». O Estado de S. Paulo. 12 de dezembro de 2013. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  8. [1]
  9. a b c d e f g h Memória Globo. «Manoel Carlos - Trabalhos na Globo». Globo.com. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  10. Rede Globo (16 de setembro de 2013). «Em Família: nova novela de Manoel Carlos estreia na Globo em 2014». Rede Globo > em família. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  11. Fernando Oliveira (20 de março de 2013). «Manoel Carlos define título de sua próxima novela das nove, que mostrará Helena da infância à fase adulta». IG Colunistas - Na TV. Consultado em 3 de junho de 2014. 
  12. «DECRETO Nº 56.210». Portal da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 17 de setembro de 2010. Consultado em 12 de março de 2018. 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
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