Manuel Enrique Araujo

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Manuel Enrique Araujo (Hacienda El Condadillo, departamento de Usulután, El Salvador, 12 de outubro de 1865 - San Salvador, El Salvador[1], 9 de fevereiro de 1913) foi presidente de El Salvador entre 1911 e 1913. É o único presidente assassinado no exercício de suas funções na história deste país. Ele assumiu o cargo durante o período histórico chamado de "Estado cafeeiro",[2] no qual o governo e a sociedade foram influenciados por um grupo de investidores e comerciantes que conduziram o desenvolvimento do país, porém geram desigualdades marcantes no resto da sociedade.

Os membros de sua família foram ricos proprietários de terras que cultivavam café; seu pai era basco e sua mãe de ascendência portuguesa. Quando jovem, estudou medicina na Universidade de El Salvador, e depois de obter seu doutorado em 1891 com 26 anos de idade, partiu para a Europa para continuar seus estudos especializando-se em cirurgia.

Aos quarenta e cinco anos, o Dr. Araujo ficou como um candidato oficial à presidência nacional na eleição de novembro de 1910, e conquistou o cargo com o apoio do então presidente Fernando Figueroa. Durante a sua presidência o Exército recebeu atenção especial e houve um aumento do financiamento, consequentemente, muitos conselheiros militares estrangeiros foram contratados para instruir e treinar os oficiais salvadorenhos. Em 1912, Araújo fundou a Guarda Nacional como uma força policial rural para o país.[3] Ex-oficiais da Guarda Civil Espanhola foram recrutados para treiná-los e fornecer homens para o seu corpo de segurança privado. Em uma reorganização do sistema judicial nacional, os cargos de juiz de paz foram estabelecidos em todos os municípios do país para garantir o Estado de Direito. O Ministério da Agricultura foi formado para promover o cultivo de café.

Em 9 de fevereiro de 1913, durante um concerto no Parque Bolívar de San Salvador (atualmente Plaza Gerardo Barrios), o presidente Araujo foi gravemente ferido quando os agricultores Fabián Graciano, Fermín Pérez e Virgilio Mulatillo o agrediram com facões. Araujo morreu cinco dias depois e foi enterrado no Cementerio de Los Ilustres de El Salvador. As motivações dos atacantes, que foram executados após um julgamento militar, nunca foram totalmente investigadas.[4]

Referências

  1. FISDL. «Estanzuelas». Consultado em 23 de junho de 2012. 
  2. MINED, 2009, p. 23
  3. Lawrence Michael Ladutke (2004). Freedom of Expression in El Salvador: The Struggle for Human Rights and Democracy. [S.l.]: McFarland. p. 19. ISBN 978-0-7864-1825-1. Consultado em 3 de fevereiro de 2013. 
  4. Enrique Kuny Mena (11 May 2003). «A 90 años del magnicidio Doctor Manuel Enrique Araujo». Vértice (em espanhol). El Diario de Hoy. Consultado em 13 de julho de 2013.. Cópia arquivada em 17 June 2008  Verifique data em: |arquivodata=, |data= (ajuda)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]