Manuel José Quintana

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Manuel José Quintana
Nome nativo Manuel José Quintana y Lorenzo
Nascimento 11 de abril de 1772
Madri
Morte 11 de março de 1857 (84 anos)
Madri
Sepultamento Cemitério de La Almudena
Cidadania Espanha
Alma mater Universidade de Salamanca
Ocupação escritor, poeta
Assinatura
Firma de Manuel José Quintana.svg

Manuel José Quintana (Madrid, 11 de Abril de 1772Madrid, 11 de Março de 1857) foi um poeta, biógrafo, político e homem de letras espanhol.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Na Universidade de Salamanca estudou leis e filosofia, sendo discípulo de Juan Meléndez Valdés. Na sua formação assimilou um forte cunho neoclássico e racionalista, sendo admirador do enciclopedismo francês. Conviveu na Universidade com os escritores Gaspar Melchor de Jovellanos e Nicasio Álvarez de Cienfuegos.

Depois de completar os seus estudos em Salamanca exerceu advocacia, mas passou a interessar-se pelas belas letras, publicando poesia e obras dramáticas, e tendo um crescente envolvimento na vida política, em particular durante e após as invasões francesas.

Em 1801, Quintana publicou uma tragédia intitulada El duque de Viseo, inspirada na obra Castle Spectre de Matthew Gregory Lewis, sem grande sucesso. Seguiu-se a obra patriótica de inspiração histórica Pelayo (1805), que teve grande sucesso dados os tempos conturbados que então se viviam. Depois dedicou-se aos escritos biográficos, publicando Vidas de Españoles Célebres (Madrid, 1807), colectânea biográfica de forte cunho patriótico.

Em plena crise causada pelas invasões napoleónicas, foi nomeado secretário das Cortes espanholas e da sua Junta Suprema, tendo publicado odes e proclamações que serviram para inflamar o sentimento patriótico espanhol. Em 1808 publicou as suas Poesías patrióticas e fundou o Semanario patriótico, que publicou primeiro em Madrid depois em Cádiz.

Foi nomeado em 1814 como sócio da Real Academia Espanhola, gozando de grande reputação entre os intelectuais liberais e sendo considerado um dos seus grandes poetas patrióticos.

Apesar do seu evidente patriotismo, após o retorno de Fernando VII de Espanha foi preso e mantido na cadeia em Pamplona entre 1814 e 1820. Depois de libertado e reabilitado, na sequência do levantamento de Riego, foi nomeado para o funcionalismo público, tendo reiniciado a sua ascensão social.

Restituído aos seus cargos, foi ministro do Consejo Real (1834) e presidente da Dirección de Estudios (1836). Nomeado preceptor da jovem futura rainha Isabel II de Espanha (1840), foi elevado a senador e laureado com o título de poeta de Espanha em 1855.

Os seus poemas, em número de 34, são inspirados por sentimentos de filantropia e de patriotismo. Apesar do seu estilo ser por vezes afrancesado e considerado como superficial, aproximando-se do neoclassicismo da geração anterior, a sua nobreza de sentimento e a força retórica da sua escrita cativaram várias gerações de espanhóis. A temática da sua obra aproxima-o dos escritores românticos posteriores.

Quintana faleceu em Madrid com 84 anos de idade, sendo então considerado um dos autores marcantes da literatura espanhola do início do século XIX. Hoje a sua obra está em boa parte esquecida.

Obra publicada[editar | editar código-fonte]

Para além de múltiplos discursos e proclamações, Quintana é autor das seguintes obras principais:

  • A la paz entre España y Francia (1795), ode;
  • Al combate de Trafalgar (1805), ode;
  • Colección de poesías castellanas (1807), antologia poética;
  • Poesías patrióticas (1808), poesia de combate político;
  • La musa épica (1833), antologia poética,
  • El duque de Viseo (1801), teatro;
  • Pelayo (1805), teatro;
  • Vidas de Españoles Célebres (1807, 1830 e 1833), 3 volumes de biografias e panegíricos;
  • Cartas a lord Holland (1852), polémica política.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]