Manuel Ortins de Bettencourt

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Manuel Ortins Torres de Bettencourt

Manuel Ortins Torres de Bettencourt[1] CvTEGCCComAGCAMOCE (Graciosa, Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz da Graciosa, 12 de Junho/Julho de 1892 - 12 de Julho de 1969) foi um Oficial General da Armada e antigo Ministro da Marinha português.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Assentou Praça na Armada a 2 de Dezembro de 1909, tendo frequentado a Escola Naval. Foi promovido sucessivamente a Aspirante a 30 de Agosto de 1912, a Guarda-Marinha a 19 de Junho de 1916, a Segundo-Tenente a 16 de Janeiro de 1917, a Primeiro-Tenente a 20 de Janeiro de 1921, a Capitão-Tenente a 20 de Fevereiro de 1931, a Capitão-de-Fragata a 26 de Dezembro de 1938 a Capitão-de-Mar-e-Guerra a 7 de Junho de 1941 e a Contra-Almirante a 14 de Dezembro de 1945.[2]

Exerceu o Comando da Aviação Marítima dos Açores, da Aviação Marítima de Lisboa, os cargos de Subdirector e Director da Aeronáutica Naval, Comandante do Centro da Aviação Naval, Capitão do Porto da Figueira da Foz, Adjunto do Gabinete do Ministro da Marinha, Comandante das Forças Navais da Metrópole, Superintendente dos Serviços da Armada, Director da Escola Almirante Gago Coutinho, Segundo Comandante do Centro de Aviação Naval de Lisboa, Comandante do Contratorpedeiro Vouga, da Canhoneira Raul Cascais, do Contratorpedeiro Tâmega, da Esquadrilha dos exercícios realizados em Outubro de 1933, Chefe das Operações e Movimento do Estado Maior Naval, Comodoro das Forças Navais, etc.[2]

Possuía o Curso Naval de Guerra e tinha o brevet de Piloto Aviador Naval desde 26 de Junho de 1920.[2]

Foi o primeiro Aviador que fez a viagem aérea aos Açores sem escala. Esteve como Adido Militar na Legação de Portugal em Londres e foi Ministro da Marinha. Em 1949 era Director da Companhia dos Combustíveis de Petróleo. Fez parte duma Comissão que foi encarregada de coligir os documentos relativos à política interna de Portugal durante a Segunda Guerra Mundial.[2]

Tornou-se o 2.º Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas de Portugal de 12 de Dezembro de 1951 a 9 de Fevereiro de 1955.

Casou com Isabel de Mendonça Marques (28 de Novembro de 1901 - 3 de Janeiro de 1974) e foi pai de José Manuel Marques Ortins de Bettencourt, Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo de Portugal a 17 de Maio de 1958 e Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal a 25 de Maio de 1963.[3][2]

Condecorações[2][4][5][editar | editar código-fonte]

Possuiu a Medalha de Prata da Comemorativa das Campanhas do Exército Português, na Campanha de Moçambique e no Mar (1916-1917-1918), a Medalha da Vitória, a Medalha de Ouro de Comportamento Exemplar, a Medalha de Ouro de Filantropia e Caridade, etc.

A sua folha de serviço regista, ainda, muitos louvores.[2]

Referências

  1. Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 4. 618 
  2. a b c d e f g h Vários. Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. [S.l.]: Editorial Enciclopédia, L.da. pp. Volume 19. 683 
  3. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "José Manuel Marques Ortins de Bettencourt". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  4. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Manuel Ortins de Bettencourt". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
  5. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Estrangeiras». Resultado da busca de "Manuel Ortins de Bettencourt". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 27 de fevereiro de 2015 
Precedido por
Aníbal César Valdez de Passos e Sousa
Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas
12 de Dezembro de 1951 – 9 de Fevereiro de 1955
Sucedido por
Júlio Carlos Alves Dias Botelho Moniz
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