Manuel Pereira de Morais

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Manuel Pereira de Morais (Tracunhaém, 20 de janeiro de 1803Recife, 20 de abril de 1858) foi um político brasileiro.

Era filho do capitão Manuel Pereira de Morais Campelo e de D. Ana Maria Rosa. Casou-se com D. Sebastiana Brites de Morais, com quem teve quatro filhos.

Participou das lutas contra o governo de Luís do Rego (Convenção de Beberibe) e da Confederação do Equador, prestando relevantes serviços à pátria.

Envolvendo-se em 1835 nos movimentos políticos que tiveram lugar nesta província, o presidente Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo lavrou uma portaria, em 29 de março, mandando-o prender e trazer para o Recife com muita segurança, por ter-se revoltado contra o governo, tomando armas e pondo-se em campo e unindo-se aos sediciosos Antônio e Francisco Carneiro Machado Rios.

Retirado inteiramente à vida privada, cuidando particularmente dos trabalhos do seu engenho, nunca entretanto eximiu-se de ocupar os postos para os quais foi reclamado. Exerceu diferentes cargos de polícia em Igarassu, foi juiz de paz e vereador da Câmara Municipal e nomeado coronel chefe da segunda legião da Guarda Nacional de Olinda e Iguaraçu em 22 de abril de 1848.

Na Praieira, representou um papel importante e foi um dos seus chefes. Durante a quadra revolucionária sofreu todas as vicissitudes e privações de uma guerra desigual, sem preparos e sem recursos, mas sem desanimar e encorajando a todos com o seu exemplo. Finda a guerra, refugiou-se nos Estados Unidos da América por algum tempo, passou depois por Portugal, dali voltou ao Maranhão e regressou por terra para Pernambuco.

Foi anistiado em 1852 e prosseguiu sua vida de agricultor, reparando as perdas que sua fortuna sofrera. Acometido de grave enfermidade, deixou seu engenho Inhamã, em Igaraçu, recolhendo-se ao Recife, onde faleceu.