Manuel Pinho

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Manuel Pinho
Manuel Pinho
Período XVII Governo Constitucional
  • Ministro da Economia e Inovação (2005-2009)
Dados pessoais
Nascimento 28 de outubro de 1954 (63 anos)
Lisboa,  Portugal
Partido Partido Socialista
Profissão Economista

Manuel António Gomes de Almeida de Pinho (Lisboa, Campo Grande, 28 de Outubro de 1954) é um economista português. Ocupou o cargo de Ministro da Economia e da Inovação em 2005-09 no governo maioritário de José Sócrates, não possuindo, no entanto, filiação partidária.

Professor de Economia Adjunto na Universidade de Columbia desde 2010 e Professor visitante na Faculdade de Estudos Internacionais de Pequim. Em 2015- 2016 foi professor visitante na Universidade de Georgetown e em 2012- 2013 Senior Fellow do Jackson Institute for International Affairs da Universidade de Yale. Também foi professor no Yale College, Yale School of Management e Universidade de Renmin na China. Em 2015 foi Professor Visitante na Universidade de Queensland, na Austrália, que lhe atribui a Rodney Wiley Eminent Fellowship em Novembro de 2015.

Foi economista do Fundo Monetário Internacional, Diretor Geral do Tesouro, Presidente da Junta de Crédito Público e administrador do BES até 2004.

Casado com Alexandra Pinho, uma curadora de arte contemporânea, vive em Nova Iorque.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Licenciou-se em Economia, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa, em 1976, e doutorou-se em 1983 na Universidade de Paris-X, onde integra a lista dos ex-alunos notáveis.

Foi professor na Universidade Católica Portuguesa e no Instituto Superior de Economia e Gestão, responsável pelo desk de Portugal no Fundo Monetário Internacional, de 1984 a 1987, director-geral do Tesouro e presidente da Junta do Crédito Público, de 1990 a 1993.

Durante esse período foi criado o mercado de balcão de dívida pública e liberalizado o acesso de não- residentes. O Tesouro português recebeu o prémio Borrower of the Year em 2002. Em 2004 foi visiting schoolar na Stern School da Universidade de Nova Iorque.

Em 1994 ingressou no Conselho de Administração do Grupo Banco Espírito Santo onde foi responsável pela área de mercado de capitais até 2004, ocupando também lugares de administração em várias empresas participadas, designadamente a Espírito Santo Investment, a Espírito Santo Activos Financeiros e a Espírito Santo Research.

Em 2005 foi cabeça-de-lista do Partido Socialista no Círculo de Aveiro, sendo eleito deputado à Assembleia da República. Com a vitória do PS foi nomeado Ministro da Economia e Inovação do XVII Governo Constitucional.

Numa visita à China em fevereiro de 2007, afirmou para atrair investimento: “Uma das cinco razões para os empresários chineses investirem em Portugal é mão-de-obra mais barata do que em Espanha”. Passados poucos anos, empresas chinesas controlam a EDP, REN, Milenium BCP, etc.

Em julho de 2009, no parlamento, Francisco Louçã questionava Manuel Pinho sobre as minas de Aljustrel. Como é habitual na sessões plenárias da Assembleia da República, Bernardino Soares, deputado do PCP, lançou um aparte direto ao ministro da Economia – lembrou-lhe que tinha ido a Aljustrel entregar ao clube de futebol local um cheque de cinco mil euros “passado” pela EDP. A resposta, em forma gestual, ficou para os livros das polémicas no hemiciclo. Manuel Pinho dirigiu uns “chifres” ao deputado comunista. Depois, demitiu-se e garantiu nunca mais voltar a ter actividade política.[1]

É considerado o inspirador da agenda do Plano Tecnológico, responsável pela condução da política de energia que levou Portugal a ser um dos líderes nas energias renováveis e um dos pioneiros na mobilidade eléctrica, tendo sido também autor da proposta que inspirou o Plano Tecnológico Europeu para a Energia. Em 2007 presidiu ao Conselho Europeu de Competitividade e da Energia, no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

Em 2017, foi constituído arguido por suspeitas de benefícios de mais de 1,2 mil milhões de euros concedidos à EDP por parte do ex-ministro da Economia do Governo de José Sócrates, alegando o Ministério Público que Pinho terá recebido dois milhões de euros do Espírito Santo Financial Group como contrapartida, apesar de o BES ser apenas o 6º maior acionista da EDP.[2] Um dos elementos centrais da investigação é o facto de, após ter saído do Governo, Pinho ter ido lecionar para a Universidade de Columbia, em Nova Iorque, após um pagamento de mais de um milhão de dólares por parte da EDP àquela instituição norte-americana.[3] Posteriormente a sua constituição como arguido foi considerada nula pelo juiz de instrução.

Condecorações[4][editar | editar código-fonte]

Reforma[editar | editar código-fonte]

O Tribunal Central de Lisboa negou em 11 de maio de 2016 o pedido de Manuel Pinho para que lhe fosse atribuída um complemento de reforma, conforme previsto no regulamento do fundo de pensões do BES para todos os administradores com 10 anos de permanência no cargo. As negociações do processo tinham sido interrompidas antes do colapso do BES.[5]

Referências

Precedido por
Álvaro Barreto
(como ministro de Estado, das Atividades Económicas e do Trabalho)
Ministro da Economia e da Inovação
XVII Governo Constitucional
2005 – 2009
Sucedido por
Fernando Teixeira dos Santos

Ligações externas[editar | editar código-fonte]