Marapanim

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Município de Marapanim
""Terra do Carimbó"

"Princesinha do Salgado"

"Borboletinha do mar""

Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira indisponível Brasão indisponível
Hino
Aniversário 12 de outubro
Fundação 1862 (155 anos)
Gentílico marapaniense
Padroeiro(a) Nossa Senhora das Vitórias
CEP 68760-000
Prefeito(a) Ronaldo Trindade[1] (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Marapanim
Localização de Marapanim no Pará
Marapanim está localizado em: Brasil
Marapanim
Localização de Marapanim no Brasil
00° 42' 50" S 47° 41' 38" O00° 42' 50" S 47° 41' 38" O
Unidade federativa Pará
Mesorregião Nordeste IBGE/2008 [2]
Microrregião Salgado IBGE/2008 [2]
Municípios limítrofes Ao Norte o Oceano Atlântico, ao Leste os municípios de Magalhães Barata e Maracanã, ao Sul os municípios de S. Francisco do Pará e Igarapé-Açu e a Oeste os municípios de Curuçá e Terra Alta.
Distância até a capital 144 Km km
Características geográficas
Área 791,959 km² [3]
População 27 471 hab. IBGE/2016[4]
Densidade 34,69 hab./km²
Altitude 40 m
Clima Se enquadra no clima Equatorial
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,609 médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 186 011,86 mil IBGE/2014[6]
PIB per capita R$ 6 823,12 IBGE/2014[6]

Marapanim é um município litorâneo brasileiro do estado do Pará e tem como sede a cidade de mesmo nome. Localiza-se a uma latitude 00º43'03" sul e a uma longitude 47º41'59" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população estimada em 2016 era de 27.471 habitantes. Possui uma área de 799,2,99 km².

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Marapanim é um topônimo indígena, oriundo da língua nheengatu, derivada do tupi-guarani, que significa "borboletinha do mar" ou "borboletinha d'água"; nome dado pelos índios Pacajás ao rio da região, em cujas margens podia-se ver um grande número de borboletas pequenas.

História[editar | editar código-fonte]

Existem resquícios de povos indígenas na região anteriores a ocupação de religiosos. Os índios Pacajás constituem o embrião social do atual Município de Marapanim. A história oficial do município tem início nos finais do século XVII, quando os padres jesuítas chegaram a Ilha de Marapanim e fundaram uma fazenda, denominada "Bom Intento". A fazenda, na época da Lei Pombalina, em 1759, foi confiscada dos jesuítas e entregue à particulares.

Em 1842, Padre José Maria do Vale, após várias incursões pelos rios e furos da região, chegou a Ilha Bom Intento, e após comprar as terras de um engenho, mandou erigir uma escola e capela, que sagrou em 12 de outubro de 1862, data reconhecida como a da fundação do município.

Em 21 de outubro de 1869, pela Lei provincial nº 610, é elevado a categoria de freguesia, com a denominação de Nossa Senhora da Vitória do Rio Marapanim, continuando porém a pertencer a Cintra. A autonomia veio em 04 de março de 1874, com a Lei Provincial n° 802, porém sua instalação só ocorreu quatro anos mais tarde, em 1878, com a eleição dos vereadores e juiz de paz.

Alcançou sua emancipação municipal em 06 de julho de 1895, pela Lei Estadual nº 324. Em dezembro de 1930, com a Revolução Varguista, o município foi extinto, através de um decreto, e entregue a Curuçá. Entretanto, menos de um mês depois, o decreto nº 111, de 21 de janeiro de 1931, tornou sem efeito a extinção.

Cultura[editar | editar código-fonte]

O Carimbó[editar | editar código-fonte]

Marapanim é conhecida internacionalmente como a "Terra do Carimbó", ritmo musical paraense tocado no município na forma do "carimbó raiz", que teve como principal cantor e compositor o Mestre Lucindo Rebelo da Costa, falecido em 1988. Hoje existem vários conjuntos de carimbó no município, que encantam dentro e fora do estado e do país. O Carimbó reúne música e dança. Os instrumentos são: curimbó (um tronco oco revestido em uma das pontas por couro de animal - veado, catitu, sucuri), maraca, milheiro, banjo, pandeiro e flauta. Enquanto os instrumentistas tocam e cantam músicas cujas letras falam da natureza, do amor, do mar, do céu, enfim, os dançarinos, geralmente em pares, usando roupas coloridas, dançam maravilhosamente, em coreografias que encantam turistas e nativos.

Outras manifestações[editar | editar código-fonte]

Além dos conjuntos de carimbó, o município possui uma variedade de outras manifestações culturais, como boi-bumbá, quadrilhas juninas e grupos parafolclóricos que enriquecem ainda mais a cultura de Marapanim.

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

Conforme a lista do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, Marapanin possui a Biblioteca Municipal Abílio Neves, localizada na Rua João Alfredo, s/n, no Bairro Centro. Além da Biblioteca Nelcir Rebêlo, da Escola Estadual Remígio Fernandez.

Associações Musicas[editar | editar código-fonte]

■ União Marapaniense

■ Santa Cecília

Arquitetura histórica[editar | editar código-fonte]

Marapanim tem significativas edificações que constituem o patrimônio histórico e cultural local, datadas do final do século XIX e início do século XX. Entre as quais podemos citar os seguintes:

■ Palacete Mons. Edumundo Igreja (Paço Municipal), inaugurado em 1893, em homenagem ao regime republicano.

■ Palacete Nagib de Oliveira Mamêde (Câmara Municipal);

■ Igreja Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, inaugurada em 1902;

■ Igreja de São Raimundo Nonato, construída em meados do século XIX;

■ Mercado Simpatia;

■ Casa Paroquial;

■ Colônia de Pescadores.

Culinária[editar | editar código-fonte]

A culinária marapaniense é uma das melhores do Estado do Pará. Peixes, camarões, mexilhões, frutas típicas, tudo isso e muito mais é condensado em uma mistura de inúmeros sabores. Os destaques são a caranguejada, fritada e assado de peixe (pescadinha gó, tainha, bodó, gurijuba, dourada entre outros), além do exótico turu, espécie de molusco retirado do troco de árvores apodrecidas do mangue. As frutas encontradas na região também são extremamente deliciosas, podendo ser consumidas naturalmente ou então transformadas em deliciosos sucos e doces. Ao longo do ano o visitante pode deliciar-se com bacurí, cupuaçu, açai, pupunha, ajirú, araçá, muruci, tucumã, taperebá, manga e muitas outras frutas com sabores exóticos e intensamente deliciosos.

Estrutura Urbana[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A sede do município possui duas escolas de ensino médio, seis de ensino fundamental e outras duas de ensino infantil. São elas:

■ E.E.E.M. Remígio Fernandez

■ E.E.E.M. Nelson Rebêlo

■ E.M.E.F. Zarah Trindade

■ E.M.E.F. Francisco de Sales Neves

■ E.M.E.F. Padre José Maria do Vale

■ E.M.E.F. Lina Velasco

■ E.M.E.F. Vitória Cirne de Carvalho

■ E.M.E.F. Edelmira Carvalho

■ E.M.E.I. Elcione Zaluth Barbalho

■ E.M.E.I. Maria do Vale Castro Vilar.

Saúde[editar | editar código-fonte]

■ Hospital Municipal

■ UBS Urbana

■ UBS Bairro Novo

■ SAMU 192

Agências Bancárias[editar | editar código-fonte]

■ Banco do Brasil

■ Banpará

■ Bradesco

■ Caixa Econômica Federal

■ Correios

Comunicações[editar | editar código-fonte]

▶TV

■ TV Cultura

■ RBA

▶Rádio

■ Carimbó FM

■ Tropical FM

▶Jornal

■ O Tropical

Atrativos turísticos[editar | editar código-fonte]

O município é rico em belezas naturais, como praias, ilhas, dunas, restingas, lagos, rios e igarapés de água doce e salgada.

Praias[editar | editar código-fonte]

■ Praia de Marudá;

■ Praia do Crispim;

■ Praia do Lembe;

■ Praia do Paraquembaua;

■ Praia de Sacaiteua;

■ Praia de Dom Pedro;

■ Praia de Santa Maria.

Ilhas oceânicas[editar | editar código-fonte]

■ Ilha de Cajutuba;

■ Ilha de Dom Pedro.

Balneários[editar | editar código-fonte]

Além das praias paradisíacas da região de água salgada, o município é banhado por inúmeros rios e igarapés da região de água doce, como os balneários de Vila Maú, Mato-Grosso (Vila de Matapiquara), de Arsênio e de Abaetezinho.

Outros pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

■ Praça de Nossa Senhora das Vitórias;

■ Trapiche Municipal;

■ Orla da cidade;

■ Orla de Marudá.

Eventos culturais e religiosos[editar | editar código-fonte]

Culturais[editar | editar código-fonte]

■ Festival do Carimbó de Marapanim;

■ Zimbarimbó;

■ Carnarimbó;

■ Desfile Escolar;

■ Baile do Sol;

■ Quadra Junina;

■ Arraial das Vitórias;

■ Regata de N.S. das Vitórias;

■ Réveillon

Religiosos[editar | editar código-fonte]

■ Festividade de Nossa Senhora das Vitórias;

■ Tríduo de São Raimundo Nonato;

■ Tríduo de N.S. do Perpétuo Socorro;

■ Tríduo de Santa Terezinha;

■ Círio do Menino Deus (Vila Maú);

■ Círio Fluvial de São Pedro (Distrito de Marudanopólis);

■ Paixão de Cristo.

Bairros e Vilas[editar | editar código-fonte]

A cidade de Marapanim possui ofialmente os seguintes bairros:

■ N.S. das Vitórias;

■ São Raimundo;

■ Centro;

■ Guarita;

■ Barraca;

■ Aterro;

■ Novo;

■ Alemanha;

■ Vila Flor;

■ Sol Nascente;

■ 12 de Outubro;

■ Abacate;

■ Fonte Nova.

Pertencem ao Município de Marapanim os seguintes distritos e vilas:

■ Marudanópolis;

■ Marudazinho;

■ Vila Maú;

■ Matapiquara;

■ Vista Alegre do Pará;

■ Araticum-Mirí;

■ Camará;

■ Fazendinha;

■ Maranhão;

■ Cruzador;

■ Cristolândia;

■ Jarandeua.


Referências

  1. https://www.eleicoes2016.com.br/ronalto-trindade/
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  3. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  4. «Estimativa Populacional 2016» (PDF). Estimativa Populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 29 de dezembro de 2016 
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 21 de setembro de 2013 
  6. a b «PIBMunicipal2010-2014». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 29 de dezembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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