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Marcel Pagnol

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Marcel Pagnol

Marcel Pagnol em 1948
Nascimento 28 de fevereiro de 1895
Aubagne
Nacionalidade  França
Morte 18 de abril de 1974 (79 anos)
Paris
Ocupação Escritor e cineasta
César
César Honorário
1981

Marcel Paul Pagnol (Aubagne, 28 de fevereiro de 1895Paris, 18 de abril de 1974) foi um dramaturgo e cineasta francês. Conquistou fama como mestre da comédia teatral e aclamação da crítica por sua direção cinematográfica. Foi eleito para a Academia Francesa em 1946, o primeiro cineasta a receber tal honraria.[1]

Biografia

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O pai de Pagnol era superintendente das escolas da cidade, e Pagnol também se preparou para a carreira de professor. Obteve seu diploma de professor pela Faculdade de Letras da Universidade de Montpellier. Escreveu poesia, romances e peças teatrais enquanto trabalhava como professor. Após a Primeira Guerra Mundial, Pagnol publicou o romance Piruetas e teve várias peças produzidas na província. Transferiu-se para lecionar em uma escola em Paris em 1922, e lá, três anos depois, sua peça Les Marchands de gloire (1925), escrita com Paul Nivoix, estreou com muitos elogios da crítica. Devido ao seu tema impopular, o lucro da guerra, a peça não teve grande apelo e foi encerrada após algumas apresentações.[1]

Pagnol finalmente conseguiu um sucesso em 1926 com "Jazz", que conquistou tanto a crítica quanto o público. Topaze (1928) consolidou a reputação de Pagnol como um importante dramaturgo francês. Topaze ficou em cartaz por dois anos em Paris e, mais tarde, foi adaptado para os palcos da Broadway e transformado em filme em 1933. Suas três comédias seguintes: Mário (1929), Fanny (1931), e César (1936), conhecida como a trilogia de Marselha, aborda a vida de Fanny, uma peixeira marselhesa, seu amante Marius, que parte para o mar, seu pai César, e seu amigo Panisse. A linguagem picante do povo e a capacidade de Pagnol de capturar a atmosfera do porto de Marselha tornaram as peças universalmente atraentes, e os filmes feitos a partir delas influenciaram os neorrealistas posteriores. As peças também inspiraram o musical da Broadway Fanny, que mais tarde foi adaptado para o cinema.[1]

Em 1931, Pagnol decidiu se tornar cineasta. Ele abriu seu próprio estúdio de cinema em 1933 e dirigiu filmes premiados como Angèle (1934), Regain (1937; Harvest), La Femme du boulanger (1938; The Baker's Wife), La Fille du puisatier (1940; The Well Digger's Daughter) e Les Lettres de mon moulin (1954; Letters from My Windmill). Seus filmes se passam na Provença e foram frequentemente adaptados de histórias de Jean Giono. Eles retratam a vida dos fazendeiros e lojistas do sul rural da França e apresentam enredos bem construídos e diálogos realistas. Pagnol escreveu extensivamente sobre cinema e foi autor de três volumes autobiográficos.[1]

Entre seus prêmios, além de membro nº 539 da Academia Francesa, Pagnol foi Grande-Oficial da Legião de Honra, Comendador das Artes e das Letras e Comendador das Palmas Acadêmicas.[2]

Referências

  1. a b c d «Marcel Paul Pagnol | French Playwright, Novelist & Filmmaker | Britannica». www.britannica.com (em inglês). Consultado em 25 de setembro de 2025 
  2. «Marcel PAGNOL | Académie française». www.academie-francaise.fr. Consultado em 25 de setembro de 2025 

Ligações externas

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O Wikiquote tem citações relacionadas a Marcel Pagnol.
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