Marcelino Máximo de Azevedo e Melo

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Marcelino Máximo de Carvalho e Melo
Visconde de Oliveira do Douro
Dados pessoais
Nascimento 10 de janeiro de 1794
Lagares, Penafiel Reino de Portugal
Morte 13 de julho de 1853 (59 anos)
Porto, Reino de Portugal
Nacionalidade Portugal Português
Progenitores Mãe: Joana Margarida Pereira de Bernardo Veloso Barbosa
Pai: Bernardo José de Azevedo e Melo
Esposa Mariana Henriqueta Correia Moreira
Partido Cartista
Cabralista
Profissão Magistrado e político

Marcelino Máximo de Azevedo e Melo CvTEComCCvNSC (Penafiel, Lagares, 10 de Janeiro de 1794Porto, 13 de Julho de 1853), 1.º Visconde de Oliveira do Douro, foi um magistrado e político português que se destacou como um dos principais apoiantes do cabralismo.[1]

Família[editar | editar código-fonte]

Filho de Bernardo José de Azevedo e Melo, Bacharel formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Jurisconsulto, Juiz de Fora e Corregedor, e de sua mulher Joana Margarida Pereira de Baeça Veloso de Barbosa.[1] Irmão de António de Azevedo Melo e Carvalho (Penafiel, Lagares, 9 de Março/11 de Maio de 1795 - Lisboa, 20 de Fevereiro de 1862), de Joana Júlia (8 de Dezembro de 1800 - ?), falecida nova, solteira e sem geração, e Joaquim António (19 de Fevereiro de 1806 - ?), Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Abade de São Vicente de Sousa, Cónego Honorário da Sé de Braga, Capelão da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e da Ordem Militar de Cristo.[2] A família pertencia à antiga aristocracia, estando ligada à Casa de Azevedo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Bacharel formado em Leis pela Faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, foi Juiz Desembargador do Tribunal da Relação do Porto, Administrador Geral do Distrito do Porto, Comissário em Chefe do Exército em 1833, Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas, Ministro de Estado Honorário, Par do Reino, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Comendador da Ordem Militar de Cristo, Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito,[1] e Membro de um dos governos presididos pelo Duque de Saldanha, onde assumiu as pastas de Ministro dos Negócios do Reino, entre 6 de Outubro de 1846 e 28 de Abril de 1847, e de 55.º Ministro dos Negócios da Fazenda, entre 6 e 13 de Outubro de 1846. Foi feito 1.º Visconde de Oliveira do Douro por Decreto de D. Maria II de Portugal de 11 de Março de 1842. Residiu na Quinta da Oliveira, no Porto.[2]

Foi também um importante dirigente da Maçonaria, tendo sido o 3.º Soberano Grande Comendador interino do Supremo Conselho afecto ao Grande Oriente Lusitano e o 12.º Grão-Mestre interino do Grande Oriente Lusitano entre 1846 e 1847 e o 5.º Soberano Grande Comendador interino do Supremo Conselho afecto ao Grande Oriente Lusitano e o 14.º Grão-Mestre interino do Grande Oriente Lusitano novamente em 1849, e o 1.º Grão-Mestre do Grande Oriente de Portugal de 1849 a 1853.[3]

Foi um dos Membros da Junta do Porto e figura grada da Revolução da Maria da Fonte.

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Casou a 3 de Junho de 1840 com Mariana Henriqueta Correia Moreira (24 de Abril de 1814 - Porto, 1 de Abril de 1877), terceira filha de João Correia Moreira e de sua mulher Mariana Isabel da Cunha Lima, da qual teve três filhos:[1]

  • Bernardo José de Azevedo e Melo (2/11 de Abril de 1842), Representante do Título de Visconde de Oliveira do Douro, casado com sua prima-irmã Sofia Albina de Lima Barreto,[1] filha de Manuel Urbano de Lima Barreto e de sua mulher Isabel Correia Moreira, com geração
  • João Gosendes de Azevedo e Melo (6 de Novembro de 1849),[1] casado, com geração
  • António Lopo de Azevedo e Melo (26 de Março de 1851 - Ilha da Madeira, ?? de Novembro de 1875),[1] solteiro e sem geração

Referências

  1. a b c d e f g Albano Antero da Silveira Pinto e Augusto Romano Sanches de Baena e Farinha de Almeida Portugal Silva e Sousa, 1.º Visconde de Sanches de Baena (2.ª Edição, Braga, 1991). Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. [S.l.]: Fernando Santos e Rodrigo Faria de Castro. pp. Tomo II. 186  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  2. a b Albano Antero da Silveira Pinto e Augusto Romano Sanches de Baena e Farinha de Almeida Portugal Silva e Sousa, 1.º Visconde de Sanches de Baena (2.ª Edição, Braga, 1991). Resenha das Famílias Titulares e Grandes de Portugal. [S.l.]: Fernando Santos e Rodrigo Faria de Castro. pp. Tomo II. 187  Verifique data em: |ano= (ajuda)
  3. «Dirigentes das Maçonarias Portuguesas». Tripod.com. Consultado em 30 de Janeiro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
João de Deus Antunes Pinto (Interino)
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (Interino)
1846 – 1847
Sucedido por
António Bernardo da Costa Cabral
Precedido por
António Bernardo da Costa Cabral
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano (Interino)
1849
Sucedido por
Eleutério Francisco de Castelo Branco (Interino)
Precedido por
-
Grão-Mestre do Grande Oriente de Portugal
1849 – 1853
Sucedido por
José Joaquim de Almeida de Moura Coutinho
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