Marcello Malpighi

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Marcello Malpighi
Nascimento 10 de março de 1628
Crevalcore
Morte 29 de novembro de 1694 (66 anos)
Roma
Nacionalidade italiano
Campo(s) medicina, anatomia, biologia

Marcello Malpighi (Crevalcore, 10 de março de 1628Roma, 29 de novembro de 1694) foi um médico, anatomista e biólogo italiano. Foi pioneiro na utilização do microscópio, sendo considerado por muitos um dos fundadores da fisiologia comparativa e da anatomia microscópica. Várias estruturas fisiológicas foram nomeadas em sua homenagem, como o corpúsculo de Malpighi (nos rins humanos) e os túbulos de Malpighi (sistema excretor de alguns invertebrados).

Malpighi cresceu na fazenda de seus pais, e aos 17 anos ingressou na Universidade de Bolonha. Lá, começou a estudar filosofia aristoteliana. Quando seu pai, sua mãe e sua avó paterna morreram, Malpighi teve de abandonar seus estudos para cuidar da família. Retornou à universidade dois anos depois, e se formou doutor em medicina em 1653. Casou-se com Francesca Massari, irmã mais nova de seu professor de anatomia, em 1654. Ela morreu um ano depois.

Algumas obras principais[editar | editar código-fonte]

Opere, 1687
  • Anatome Plantarum, dois volumes publicados em 1675 e 1679, um estudo exaustivo da botânica publicado pela Royal Society
  • De viscerum structura exercitatio
  • De pulmonis epistolae
  • De polypo cordis, 1666
  • Dissertatio epistolica de formatione pulli in ovo, 1673

Contribuições na área médica[editar | editar código-fonte]

Apesar de conduzir alguns de seus estudos com uso da vivissecção ou dissecação de corpos, seus maiores trabalhos parecem ter sido realizados com o uso do microscópio. Malpighi foi um dos primeiros cientistas a utilizar o aparelho para estudar minúsculas entidades biológicas. Por esse motivo, muitas estruturas anatômicas microscópicas foram nomeadas graças a ele, incluindo uma camada de pele (camada de Malpighi) e dois diferentes corpúsculos de Malpighi: nos rins (também chamado de Corpúsculo renal) e no baço.

Iniciando nos sapos e partindo para humanos em seguida, Malpighi descobriu a rede de capilares pulmonares, confirmando que era lá onde as trocas gasosas ocorriam e contrariando os cientistas que pensavam que o órgão não passava de uma massa de carne homogênea.

Ainda utilizando o microscópio como ferramenta, as principais áreas do corpo humano exploradas por Malpighi descreveu a camada mais interna da pele, as papilas das línguas, os rins, o fígado e o cérebro. Ele foi o primeiro, por exemplo, a detectar e existência dos glóbulos vermelhos e sua relação com a coloração sanguínea.

Contribuições para a Física do Corpo Humano[editar | editar código-fonte]

A carreira de Malpighi não foi baseada pelo o que ele tentava confirmar ou provar, mas pelo instrumento que lhe prolongava os sentidos e a visão, o qual o transportou nas suas viagens de observação e o tornou em um microscopista e a sua ciência na microscopia. Os seus escritos poderiam chamar-se "Viagens com o Microscópio",[1] pois sua obra foi o diário de um viajante a um mundo invisível ao olho nu.

Infelizmente não se sabe muito sobre o instrumento através do qual Malpighi observou, mas sabemos que ele utilizava um microscópio com uma lente simples e, algumas vezes, outro com duas lentes. Em 1660 Malpighi usou um microscópio para ver capilares sanguíneos em rabos de peixes vivos.[2]

Referências

  1. «O Microscópio da Natureza». Administradores.com. 20 de dezembro de 2016. Consultado em 10 de março de 2021 
  2. Alencar, Adriano (2014). «Em 1660 Malpighi usou um microscópio para ver capilares sanguíneos em rabos de peixes vivos» (PDF). Instituto de Física da USP 
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