Marcelo Bretas

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Marcelo Bretas
Nome completo Marcelo da Costa Bretas
Conhecido(a) por Comandar o julgamento em primeira instância dos crimes identificados nos desdobramentos da Operação Lava Jato, no Estado do Rio de Janeiro.
Nascimento 1970 (47 anos)
Nilópolis, Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Cônjuge Simone Bretas
Alma mater Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Católica de Petrópolis
Profissão Juiz federal

Marcelo da Costa Bretas (Nilópolis, 1970) é um magistrado brasileiro, que ganhou notoriedade ao comandar a Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.[1][2][3] Bretas é juiz federal desde 1997 e atualmente atua na 7ᵃ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Como juiz do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Bretas possui competência em atuar nos casos envolvendo crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem ou ocultação de bens.[4]

Antes de assumir o escândalo conhecido como Eletrolão, em 2017, Bretas ficou quatro meses em Washington, D.C., capital dos EUA, onde estudou o funcionamento da Justiça Federal norte-americana.[2] Com a morte de Teori Zavascki, foi um dos trinta magistrados relacionados em uma pré-lista da Associação de Juízes do Brasil para assumir sua vaga no Supremo Tribunal Federal.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Nilópolis, município da Baixada Fluminense na região metropolitana do Rio de Janeiro, se formou pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1994, na qual também foi professor substituto entre 1997 e 1998, e é casado com a juíza Simone Bretas. Bretas é evangélico, tem um irmão pastor e citou um versículo da Bíblia na decisão que autorizou a operação Calicute, quando Sérgio Cabral foi preso, em novembro de 2016. Ele disse separar trabalho e religião, mas a Bíblia está sempre a mão para consultas.[1]

Em 1997, Bretas virou juiz federal, e passou por varas do Estado do Rio de Janeiro em Volta Redonda, Três Rios e Petrópolis. Na região serrana fluminense, passou doze anos e fez mestrado na Universidade Católica da cidade.[5]

Bretas ganhou notoriedade ao final de 2015, quando Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou o desmembramento das investigações da Operação Lava Jato em Curitiba e enviou o caso da estatal Eletronuclear para o Rio de Janeiro.[1]

Em 26 de janeiro de 2017, Bretas autorizou uma operação da Polícia Federal que prendeu o empresário Eike Batista. A operação investigava crimes de lavagem de dinheiro, que consistiam na ocultação no exterior de aproximadamente 100 milhões de dólares (cerca de 340 milhões de reais). Entre os alvos também estavam o ex-governador Sérgio Cabral.[6][7][8]

Em abril de 2017, autorizou a Operação Fatura Exposta que investiga um desvio de 300 milhões de reais da Saúde do Rio de Janeiro e fraudes em licitações para o fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e para a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro.[9]

Referências

  1. a b c d «Quem é Marcelo Bretas, juiz que mandou Cabral e Eike para Bangu». BBC. Consultado em 4 de março de 2017 
  2. a b «Marcelo Bretas, o juiz Moro carioca». EL Pais. Consultado em 4 de março de 2017 
  3. «Quem é Marcelo Bretas, juiz que mandou Cabral e Eike para Bangu». Terra. 30 de janeiro de 2017. Consultado em 4 de março de 2017 
  4. «RELAÇÃO DE JUÍZES DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO» (PDF). Tribunal Regional Federal da 2ª Região. 8 de fevereiro de 2017. Consultado em 4 de março de 2017 
  5. «Marcelo Bretas, juiz que mandou prender Cabral, é chamado de 'Moro carioca'». Extra. Globo.com. 18 de dezembro de 2016. Consultado em 4 de março de 2017 
  6. «Operação Eficiência: veja de que Cabral, Eike e outros são acusados na Lava Jato». G1. Globo.com. 26 de janeiro de 2017. Consultado em 4 de março de 2017 
  7. Isabela Vieira. «PF indicia Eike Batista, Cabral e mais dez pessoas na Operação Eficiência». Agência Brasil. EBC. Consultado em 4 de março de 2017 
  8. Fabio Serapião e Fausto Macedo (26 de janeiro de 2017). «Operação Eficiência mira Eike Batista, Sérgio Cabral e lavagem de US$ 100 milhões no exterior». Estadão. Consultado em 4 de março de 2017 
  9. «PF prende ex-secretário de Saúde de Cabral e mais dois empresários na Operação Fatura Exposta». Congresso em Foco. Consultado em 12 de abril de 2017