Marcelo Grohe

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Marcelo Grohe
Informações pessoais
Nome completo Marcelo Grohe
Data de nasc. 13 de janeiro de 1987 (30 anos)
Local de nasc. Campo Bom (RS), Brasil
Nacionalidade Brasil brasileiro
Alemanha alemão
Altura 1,88 m
Destro
Informações profissionais
Clube atual Brasil Grêmio
Número 1
Posição Goleiro
Clubes de juventude
2000–2005 Brasil Grêmio
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
2005– Brasil Grêmio 0330 0000(0)
Seleção nacional3
2006
2015–
Brasil Brasil Sub-20
Brasil Brasil
0007 0000(0)
0002 0000(0)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 11 de abril de 2017.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 8 de setembro de 2015.

Marcelo Grohe (Campo Bom, 13 de janeiro de 1987) é um futebolista brasileiro que atua como goleiro. Desde o inicio da carreira defende o Grêmio.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Grêmio[editar | editar código-fonte]

2005 a 2011[editar | editar código-fonte]

Marcelo Grohe começou a sua carreira como profissional no Grêmio em 2005. Era o terceiro goleiro - Eduardo e Galatto estavam na sua frente na disputa pela vaga de titular.

Contudo, 2006 foi um ano melhor para Marcelo. Ele era o goleiro reserva imediato, tendo apenas Galatto como goleiro titular. Devido a uma lesão deste, Marcelo assumiu a titularidade. Ele foi o goleiro titular na final do Campeonato Gaúcho de Futebol de 2006, contra o Internacional. Durante este ano, Galatto e Marcelo realizaram um rodízio de titulares no gol.

Entretanto, a direção do Grêmio decidiu que contrataria um goleiro mais experiente para disputar posição com os jovens que tinha para o setor. Assim, Sebastián Saja assinou contrato com o Tricolor Gaúcho, válido por um ano. Por isso, Marcelo voltou a ser reserva. Todavia, ele continuava sendo o reserva imediato e Galatto agora ocupava a situação de terceiro goleiro. Sempre que Saja era suspenso ou se lesionava, Marcelo entrava. Foi assim que ele assumiu a titularidade no final do ano, após uma lesão muscular do goleiro argentino.

O ano de 2008 poderia ser finalmente um marco na carreira de Marcelo como o que ele teria assumido a titularidade da camisa 1 do Grêmio. Após as saídas de Saja e Galatto, o caminho parecia livre para o jovem goleiro ser titular. Entretanto, o Grêmio decidiu contratar outro goleiro: Victor. No início da temporada, Marcelo chegou a ser titular. Mas, com o tempo, Victor se tornou o dono da camisa 1. Assim, Marcelo só seria titular em caso de impossibilidade de Victor jogar.

Marcelo também teve oportunidade de atuar como titular na Copa Sul-Americana de 2008, no Grenal, na qual o Grêmio usou o time reserva, pois estava focado no Campeonato Brasileiro.

2012[editar | editar código-fonte]

Durante o primeiro semestre de 2012, Marcelo seguiu na reserva. Com a saída de Victor no dia 29 de junho, Marcelo assumiu a titularidade, já tendo sua reestreia contra o próprio Atlético Mineiro (clube que Victor passou a defender) no domingo. Durante o 1° turno do campeonato Brasileiro de 2012, chegando a figurar por diversas vezes na seleção da rodada e se tornando o 5° melhor goleiro do Brasileirão segundo o troféu Armando Nogueira, com média final de 6,33.

No dia 31 de julho, completou 100 jogos pelo Grêmio, contra o Coritiba, jogo da sul-americana, onde o Tricolor Gaúcho ganhou de 1–0.[1]

Em agosto e setembro de 2012 teve a felicidade de ficar quatro jogos sem levar nenhum gol, contra o Palmeiras o atacante tricolor Kléber foi expulso aos 17 minutos da primeira etapa, o Grêmio jogando com um jogador a menos, resistiu a pressão palmeirense com pelo menos cinco defesas do goleiro, além de intervenções precisas pelo alto, Grohe ajudou o time a completar o quarto jogo seguido sem sofrer gol, a maior e melhor sequência do setor defensivo gremista na competição.

2013[editar | editar código-fonte]

Ainda em dezembro de 2012, o Grêmio acertou a contratação do goleiro Dida. Visando buscar um nome experiente para a disputa da Libertadores da América que se daria no ano seguinte, o técnico Wanderley Luxemburgo sugeriu o nome do veterano que então defendia a Portuguesa de Desportos. Contratado inicialmente para ser uma opção no banco de reservas, Dida assumiu a titularidade, sendo inscrito com a camisa 1 na competição continental. Na primeira partida da Libertadores, diante da LDU, no Equador, Dida acabou chocando-se com um jogador do time equatoriano. Constatada uma grave lesão no ombro do arqueiro, ele foi substituído por Grohe. O Grêmio terminaria a partida derrotado pelo placar de 1–0, sendo então obrigado a pelo menos repetir o placar no jogo de volta, em Porto Alegre, para seguir na competição. O que, de fato, aconteceu. Com gol do meia Elano, o Grêmio fez 1–0 no tempo normal. Na decisão por pênaltis, o goleiro defendeu a cobrança do zagueiro Morante e garantiu a classificação do time gaúcho.

2014[editar | editar código-fonte]

Na temporada de 2014, assumiu a titularidade com a dispensa de Dida, mesmo com a substituição do treinador Enderson Moreira por Felipão. Em 4 de outubro de 2014, atingiu uma marca de 803 minutos sem levar gols pelo Brasileirão, tornando-se o 5º goleiro com maior série invicta de todas as edições do campeonato. Marcelo completou nessa mesma data 819 minutos consecutivos sem tomar gols.[2] Ao final do campeonato, em função de sua regularidade e de suas excelentes atuações, foi premiado com a Bola de Prata.

2015[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro, numa partida diante o Avenida, Marcelo Grohe completou duzentas partidas pelo Grêmio.[3] Destacou-se novamente no Campeonato Brasileiro, sendo mais uma vez agraciado com a Bola de Prata.

2016[editar | editar código-fonte]

No início de 2016, renovou seu contrato no Grêmio até dezembro de 2020 e com multa de 50 milhões de euros pro exterior e 50 milhões de reais no Brasil.[4] Marcelo foi campeão da Copa do Brasil 2016, sendo um dos protagonistas da campanha tricolor na competição, com atuações memoráveis como nas cobranças de pênalti contra o Atlético-PR no jogo de volta, onde o arqueiro defendeu três cobranças e classificou o clube gaúcho para as quartas de final. Marcelo tinha falhada no gol marcado por André Lima, e depois da classificação se emocionou e chorou quando caminhava para o vestiário. Outra grande atuação foi no jogo de ida da grande final contra o Atlético-MG no Estádio Mineirão, onde defendeu um chute a 'queima roupa' efetuado por Júnior Urso na pequena área, a defesa fez com que o Grêmio crescesse ainda mais na partida (estava vencendo por um 1 a 0, o gol de Urso seria o empate dos mineiros e as coisas ficariam mais complicadas). O jogo foi cheio de emoção e acabou com a vitória de 3 a 1 do Grêmio que colocara o clube muito perto de quebrar seus 15 anos de jejum de grandes títulos.

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira em 2 de outubro de 2014 pelo treinador Dunga em para os confrontos contra a Argentina (válido pelo Superclássico das Américas de 2014) e Japão, após uma luxação no dedo mínimo de Jefferson.[5] Integrou o elenco brasileiro que disputou a Copa América de 2015,[6] porém estreou pela seleção principal em 5 de setembro de 2015, em partida amistosa contra a Costa Rica.[7]

A poucos dias do início da Copa América Centenário de 2016, foi convocado para substituir Ederson, cortado por lesão.[8]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Grêmio
Seleção Brasileira

Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

  • Bola de Prata de melhor goleiro: 2014[9], 2015[10]
  • Troféu Mesa Redonda da TV Gazeta de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro: 2014
  • Troféu Armando Nogueira da Rede Globo de Melhor Goleiro do Campeonato Brasileiro: 2014

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]