Marcelo Negrão

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Marcelo Negrão
campeão olímpico
Voleibol
Nome completo Marcelo Teles Negrão
Representante Bandeira do Brasil Brasil
Nascimento 10 de outubro de 1972 (44 anos)
São Paulo, Brasil
Nacionalidade brasileira
Compleição Peso: 90 kg Altura: 1,98 m
Posição Oposto
Clube Brasil Banespa
Itália Gabeca Montichiari
Itália Ecoplant Montichiari
Itália Sisley Treviso
Brasil Olympikus/Telesp
Brasil Philco/Santo André
Itália Piaggio Roma
Brasil Banespa
Itália Brillrover Sudtirol Alto Adige BZ
Brasil Ulbra/São Paulo
Brasil Fennab Zip Net/Suzano
Itália Giappone
Itália Carife Ferrara
Japão Sakai Blazer

Marcelo Teles Negrão (São Paulo, 10 de outubro de 1972) é um ex-atleta de voleibol e uma das grandes estrelas deste esporte nos anos 90. A primeira convocação para a Seleção Brasileira de Voleibol Masculino veio aos 17 anos, e com essa idade se tornou titular da seleção adulta, onde serviu por muitos anos.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Negrão cresceu observando seu pai jogar vôlei de praia. Aos 11 anos, Marcelo já alcançava os 1,80m de altura, o que lhe garantiu uma vaga no time do Colégio Boa Viagem (CBV), em Recife, PE.[2]

Aos 14 anos, o Esporte Clube Banespa o contratou.[2] Em 1989, subiu para o time adulto do Banespa, ajudando o clube a conquistar o título de Tricampeão Paulista e Brasileiro nos anos de 89/90/91 e Campeão Sul-Americano de Clubes no ano de 91.

Após os Jogos Olímpicos de Verão de 1992, em Barcelona, veio o contrato para jogar na Itália, fazendo parte do time Gabeca-Ecoplant Montichiari.

O momento de consagração no voleibol italiano, porém, viria na temporada 1993-1994. Atuando no Sisley Treviso, comandado pelo grande treinador Gian Paolo Montali e atuando ao lado de grandes nomes do vôlei mundial da época como Tofoli, Bernardi, Zwerver e Gardini, Negrão ajudou com grande destaque a equipe a arrebatar dois importantes títulos.

Na Taça CEV de Voleibol Masculino, o Sisley Treviso derrotaria na decisão a forte esquadra do Volley Gonzaga Milano por dramáticos 3-2 (19-17 no tie break). Meses depois as duas grandes equipes decidiriam o Campeonato Italiano de Voleibol Masculino num sensacional playoff. No quinto jogo, o Milano abriria vantagem de dois sets a zero. Negrão então em noite inspirada a partir do terceiro set incendiou a equipe que empataria a partida em 2-2. No dramático tie break, caberia justamente a Marcelo Negrão fazer o ponto final (15-13) num indefensável ataque diagonal, fazendo a festa dos 12.000 fanáticos torcedores de Treviso que comemorariam ali o primeiro dos nove scudettos da equipe.

Em 2001, o jogador passou a conviver com problemas sérios no joelho (as tendinites cronicas começaram já em 1995[3]) e algumas cirurgias[4] fizeram com que ele parasse de jogar com pouco mais de 30 anos.

No fim da carreira, migrou-se para o Vôlei de Praia, obteve alguns resultados importantes. Atualmente, Marcelo Negrão trabalha como comentarista de TV e dá palestras por todo o Brasil.

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Disputando o Campeonato Mundial Infanto-Juvenil, Marcelo Negrão ganhou o título de Melhor Jogador do Mundo da categoria e então foi direto para a Seleção Brasileira Adulta, em 1989, ainda aos 17 anos.[2] No ano seguinte, no Campeonato Mundial realizado no Rio, ele passou a ocupar a posição de titular.[5]

Em 1991 levou o Brasil ao título de Vice-Campeão no Campeonato Pan-Americano e Campeão Sul-Americano.[2]

Em 1992, com apenas 19 anos, fez parte da equipe que conquistou o primeiro ouro olímpico de um esporte coletivo para o Brasil, sendo o autor do saque que encerrou a partida da final contra a Holanda.[6] Neste torneio, Marcelo foi também um dos protagonistas de uma inovação tática feita pelo técnico José Roberto Guimarães. Para aproveitar as melhores características de cada um, o técnico usava Marcelo Negrão pelo meio de rede em algumas oportunidades, deslocando Carlão para as pontas.[7]

No ano seguinte, ele continuou no auge. Foi eleito o melhor jogador do mundo em 1993, quando o Brasil foi campeão da Liga Mundial, em decisão realizada em São Paulo.[8]

Recordes[editar | editar código-fonte]

  • Em seu ataque, saltava 3,60m com a bola atingindo a velocidade de 150km/h.[9] Esses dados foram incluídos no Guinness Book.[10]
  • No Gabeca de Montichiari, Marcelo colocou 74 bolas no chão em apenas um jogo.[11]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

  • 1988 - Melhor jogador da Copa Dan´up
  • 1989 - Melhor jogador do mundo do Mundial Infanto-Juvenil
  • 1989 - Melhor jogador de Brasil X Espanha
  • 1990 - Melhor atacante da Copa Brasil
  • 1991 - Melhor atacante do Mundial de Clubes
  • 1991 - Eleito um dos 6 jogadores da equipe ideal da World Cup
  • 1992 - Melhor atacante das Olimpíadas de Barcelona
  • 1992 - Melhor atacante da Liga Mundial
  • 1993 - Melhor Jogador do Mundo
  • 1994 - Melhor sacador do Campeonato Mundial de Voleibol Masculino de 1994

Conquistas[editar | editar código-fonte]

  • 1987 - Campeonato Metropolitano Juvenil – Bronze
  • 1987 - Campeonato Estadual Paulista Juvenil – Bronze
  • 1988 - Copa Metropolitana Infanto-Juvenil – Ouro
  • 1988 - Copa Metropolitana Juvenil – Prata
  • 1988 - Campeonato Estadual Paulista Juvenil – Ouro
  • 1988 - Campeonato Brasileiro Juvenil – Prata
  • 1989 - Campeonato Mundial Infanto-Juvenil – Ouro
  • 1989 - Campeonato Mundial Juvenil – Bronze
  • 1989 - Campeonato Paulista – Ouro
  • 1989 - Campeonato Brasileiro – Ouro
  • 1990 - Copa Brasil – Ouro
  • 1990 - Copa Nordeste – Prata
  • 1990 - Torneio Início – Ouro
  • 1990 - Campeonato Mundial de Clubes – Prata
  • 1990 - Campeonato Paulista – Bicampeão
  • 1990 - Campeonato Brasileiro – Bicampeão
  • 1990 - Liga Mundial – Bronze
  • 1991 - Campeonato Sul-Americano de Clubes – Ouro
  • 1991 - Campeonato Mundial de Clubes – Prata
  • 1991 - Campeonato Paulista – Tricampeão
  • 1991 - Campeonato Brasileiro – Tricampeão
  • 1991 - Campeonato Sul-Americano – Ouro
  • 1991 - Jogos Pan-Americanos – Prata
  • 1992 - Copa Super Four – Ouro
  • 1992 - Super Copa – Ouro
  • 1992 - Campeonato Sul-Americano de Clubes – Bicampeão
  • 1992 - Olimpíadas de Barcelona – Ouro
  • 1993 - Liga Mundial - Ouro
  • 1994 - Campeonato Italiano - Sisley Treviso

Referências

  1. rederecord.r7.com/ Dedicação desde cedo explica sucesso de Marcelo Negrão no vôlei
  2. a b c d e revistaestilobb.com.br/ A Revista Estilo BB entrevista Marcelo Negrão, campeão olímpico de vôlei pela Seleção Brasileira
  3. folha.uol.com.br/ Marcelo Negrão afirma que a dor já é parte de sua carreira
  4. terra.com.br/
  5. ds12.com.br/
  6. a b sportv.globo.com/ Após 20 anos, José Roberto revela segredo do ouro: Marcelo Negrão
  7. globoesporte.globo.com/ Na base da 'porrada', Marcelo Negrão deixou sua marca com ponto do ouro
  8. torcerpeloesporte.com.br/ Marcelo Negrão está na história do vôlei brasileiro
  9. brasil2016.gov.br/
  10. brandpress.com.br/
  11. globoesporte.globo.com/ Do ouro de 92 ao Rio 2016: Marcelo Negrão confia em pódio duplo no vôlei

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Fotos em [1] [2]

Olympic pictogram Volleyball.png Este artigo sobre um(a) voleibolista, integrado ao Projeto Desporto, é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.