Marco Apicella

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Marco Apicella
Informações pessoais
Nome completo Marco Apicella
Nacionalidade Italiano
Nascimento 7 de outubro de 1965 (54 anos)
Bolonha, Itália
Registros na Fórmula 1
Temporadas 1993
GPs disputados 1
Títulos 0 (34º em 1993)
Vitórias 0
Pódios 0
Pontos 0
Pole positions 0
Primeiro GP Itália GP da Itália, 1993
Último GP Itália GP da Itália, 1993
Registros nas 24 Horas de Le Mans
Edições 1995, 1999, 2006–2007, 2009
Equipes SARD/Toyota, Riley & Scott, JLOC/Lamborghini
Melhor resultado 14º (1995)

Marco Apicella (Bolonha, 7 de outubro de 1965) é um automobilista italiano. Disputou apenas um Grande Prêmio na Fórmula 1, em 1993, pela equipe Jordan.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Iniciou a carreira no kart, e em 1984 estreou profissionalmente no automobilismo ao competir na Fórmula 3 europeia - também disputou a versão italiana da categoria até 1986.

Sua estreia na Fórmula 3000 Internacional foi em 1987, pela equipe EuroVenturini, conquistando um ponto no GP da Bélgica.[1] Este ponto lhe rendeu o 19º lugar na classificação.

Nos anos seguintes, consolidou como um dos principais pilotos da categoria, tendo inclusive a chance de testar um carro da equipe Minardi,[2] sendo este seu primeiro contato com a Fórmula 1. Ainda fez testes com a First Racing, mas o time foi reprovado no crash-test e tirou as chances de Apicella disputar a F1 em 1989.

Em sua primeira passagem pela F-3000, Apicella nunca venceu uma prova da categoria, embora tivesse obtido 10 pódios - foram 6 2ºs lugares como melhor resultado. Ao final de 1991, seguiu para o Japão.

Fórmula 3000 japonesa[editar | editar código-fonte]

Em 1992, Apicella iniciou uma carreira bem-sucedida na F-3000 japonesa (atual Super Fórmula Japonesa), onde pilotou por duas temporadas. Sua melhor posição no campeonato foi um 4º lugar em 1993, vencendo o GP de Sugo.[1] Disputou o campeonato até 1996, quando ficou 3 anos fora das pistas.

Fórmula 1[editar | editar código-fonte]

Em 1993, Eddie Jordan, impressionado com o desempenho de Apicella na Fórmula 3000 japonesa, chama o italiano para pilotar o carro #15 no GP da Itália, substituindo o veterano belga Thierry Boutsen, que deixara a Fórmula 1 após o GP de Spa-Francorchamps.

Apicella penou desde o início: no treino classificatório, rodou após passar sobre uma mancha de óleo e foi em direção ao guard-rail. Ainda assim, obteve o 23º lugar no grid. Mas o italiano teve pouco tempo para realizar seu sonho de disputar uma corrida de F-1, pois acabou se envolvendo na confusão após a largada, quando foi tocado pela Sauber do finlandês JJ Lehto, e fez o possível para não deixar o motor morrer. Entretanto, o esforço de Apicella foi em vão, pois a suspensão dianteira da Jordan foi danificada, fazendo o italiano abandonar após apenas 800 metros percorridos. Tal recorde é erroneamente creditado ao italiano, uma vez que a menor distância já percorrida em um GP da categoria pertence ao alemão Ernst Loof, que abandonou o GP de seu país em 1953 após 2 metros (problema na bomba de combustível).[3]

Ele chegou a testar um carro da Dome Co. Ltd, equipe japonesa que pretendia disputar a temporada de 1997, porém o desempenho do carro (F107) desagradou Apicella, que não voltaria a pilotar um carro de Fórmula 1 desde então.

Retorno à Fórmula 3000[editar | editar código-fonte]

Em 1999, 8 anos depois de pilotar pela última vez um carro de F-3000, Apicella regressa à categoria para tentar a classificação para o GP da Bélgica, representando a obscura equipe Monaco Motorsport, ocupando a vaga do francês Cyrille Sauvage. Pilotando um carro que não conhecia (Lola-Zytek), o o italiano não teve chances de conquistar uma vaga no grid, então com 26 carros - fora apenas a segunda vez que ele não obteve classificação para uma prova da categoria. Com 54 provas disputadas (52 largadas), é o terceiro piloto que mais competiu na Fórmula 3000, perdendo apenas para Tomáš Enge e o compatriota Fabrizio Gollin, empatados com 58 (o tcheco leva vantagem no número de largadas - 55, contra 48 de Gollin).

Le Mans e aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Apicella disputou cinco edições das 24 Horas de Le Mans, mas em apenas uma oportunidade chegou ao final, em 1995. Abandonou em 1999, 2007 e 2009, e não se classificou em 1999. Até 2009, quando anunciou sua aposentadoria como piloto, disputou o Super GT.

Links[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Nyberg, Rainer. «A stillborn GP project from Japan». 8W. Forix Autosport. Consultado em 1 de março de 2009 
  2. «Drivers: Marco Apicella». GrandPrix.com. Inside F1. Consultado em 28 de fevereiro de 2009 
  3. «Marco Apicella». F1 Rejects. 8 de agosto de 2001. Consultado em 22 de feveireo de 2016. Cópia arquivada em 15 de maio de 2008  Parâmetro desconhecido |url-status= ignorado (ajuda); Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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