Marco Bébio Tanfilo

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Marco Bébio Tanfilo (em latim Marcus Baebius Q.f. Cn.n. Tamphilus[1] ) foi um político e militar romano, irmão do cônsul de 182 a.C., Cneu Bébio Tanfilo. [1]

Em 194 a.C. foi triúnviro para a fundação de uma colônia romana. Em 192 a.C. foi eleito pretor e recebeu Brútio como província com duas legiões, 1500 soldados de infantaria e 500 cavaleiros aliados.

Devido à guerra contra Antíoco III, o Grande ordenou-lhe dirigir-se para Brundísio e Tarento onde embarcou com as tropas para Épiro; permaneceu em Grécia o ano de 191 a.C. com título de propretor e participou à denominada Guerra Síria; em união com Filipe V da Macedônia, aliado romano, avançou para a Tessália. As forças de Antíoco retiraram-se ante as forças conjuntas; várias importantes cidades da Tessália caíram nas mãos dos romanos e dos macedônios; pouco depois chegou o cônsul Mânio Acílio Glábrio e assumiu o comando, mas Tanfilo continuou na Grécia sob as suas ordens.[2]


Em 186 a.C. foi um dos três embaixadores enviados para arranjar as disputas entre Eumenes de Pérgamo e Filipe V da Macedônia e os estados da Tessália.

Em 181 a.C. foi cônsul com Públio Cornélio Cetego.[1] Ambos os cônsules receberam a Ligúria como província, mas não fizeram nenhuma operação militar; o seu comando foi prorrogado vários meses em 180 a.C. à espera da chegada dos novos cônsules. Na Primavera atacaram os lígures apuanos que, colhidos por surpresa, se renderam sem lutar; para previr uma nova guerra os cônsules deportaram 40 000 apuanos ao Sâmnio; por estes fatos obtiveram o triunfo ao regresso a Roma, a primeira vez que era concedido a generais sem terem travado batalha.[3]

Referências

  1. a b c Fasti Capitolini [em linha]
  2. Liv. xxxiv. 45, xxxv. 10, 23, 24, xxxvi. 8, 10, 13, 14, 22.
  3. Liv. xxxix. 23, 24, xl. 18, 35, 37, 38
Precedido por:
Cneu Bébio Tanfilo e Lúcio Emílio Paulo Macedônico
Cônsul da República Romana com Públio Cornélio Cetego
181 a.C.
Sucedido por:
Aulo Postúmio Albino Luscus e Caio Calpúrnio Pisão